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Operação mira sete suspeitos do PCC por sequestro e tortura de advogado no litoral de SP

12 de ago.
2 min de leitura
Reprodução/agenciasp
Reprodução/agenciasp


O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Militar deflagraram nesta quarta-feira (12) a Operação Patrocínio Fiel, que investiga sete pessoas suspeitas de envolvimento no sequestro, tortura, extorsão e ameaças contra um advogado na Baixada Santista. Segundo as investigações, os alvos seriam integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão temporária e 19 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, no litoral de São Paulo, além de Florianópolis, em Santa Catarina. Entre os locais vistoriados estão imóveis ligados aos investigados, estabelecimentos comerciais relacionados aos alvos e um endereço apontado pela investigação como possível cativeiro onde o advogado teria sido mantido.

A operação mobilizou equipes especializadas da Polícia Militar, incluindo quatro batalhões de Choque. Também houve participação do Gaeco de Santa Catarina para o cumprimento das medidas em Florianópolis. As diligências têm como finalidade interromper a atuação dos suspeitos, preservar a integridade da vítima e recolher elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

De acordo com as autoridades, os sete investigados são suspeitos de integrar o PCC e de ter participado de uma sequência de crimes contra o advogado. A apuração busca esclarecer a participação individual de cada alvo e verificar a possível atuação de integrantes da facção na ação criminosa. As medidas também têm como objetivo atingir lideranças do grupo que atuariam na Baixada Santista.

As buscas abrangem residências e estabelecimentos comerciais, além do imóvel apontado como possível local de cativeiro. Os agentes procuram documentos, celulares e outros materiais que possam ajudar a esclarecer como o crime ocorreu e qual foi a participação de cada um dos investigados. A atuação simultânea em cidades de São Paulo e Santa Catarina amplia o alcance da operação e busca evitar a fuga de suspeitos ou a destruição de provas.

A motivação do sequestro e outros detalhes sobre o crime não foram divulgados pelas autoridades. O MPSP informou que a investigação permanece sob sigilo, justamente para preservar a efetividade das diligências em andamento e permitir o avanço da apuração. Os investigados são considerados suspeitos, e a responsabilidade individual de cada um ainda deverá ser esclarecida no decorrer do processo investigativo.

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