Eu já havia escrito, em editoriais anteriores, que a corda esticada estava ficando tensa. Lula, com a máquina no ar, o ativismo de ministro do STF, decisões cada vez mais distantes da letra da Constituição, recursos casuísticos e tendenciosos, suspeitas envolvendo Dallagnol, o escândalo dos descontos sobre aposentadorias e as acusações que atingem o entorno do filho do presidente, além dos conhecidos “raios presos” de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, formavam um cenário em que o poder parecia cada vez mais distante da população.
“A alma mais honesta do Brasil”, desafiando grandes potências, passando por cima de regimes, compromissos, caminhos e territórios e acreditando que discursos mais vazios pareciam desafiar a própria realidade, foi esticando a corda.
Ela arrebentou.
O resultado foi o fortalecimento de uma democracia que passou a ocupar espaço decisivo nos três poderes, responsáveis pela execução das políticas públicas. Às vezes simbólico, com a retirada de nomes como Sônia Guimarães, Cego, Aparecida, a encenação sobre a guerra política — com a tentativa de jogar sobre a Ucrânia —, a irresponsabilidade de não assumir perigo no meio fático e entre religiões respeitosas.
Enquanto isso, gastos, desperdícios e suspeitas de desvio ameaçavam empurrar o Brasil para um desastre econômico.
Lula, o homem que contra a família, a liberdade de expressão, autoritário, corrupto, desdenhando demonstra ter alguma semelhança com o “pai da mentira” — segundo a crença popular. A reação das ruas não veio por acaso. Veio depois de anos de excessos.
E, se a direita tivesse conseguido controlar a própria verdade — sobretudo Celso Zema —, talvez nem tivéssemos chegado a esse turbilhão.
A história ensina: quando o poder ignora os limites, o eleitor acaba sendo o limite.
E, vez ou outra, acorda e com certeza, não vai cochilar mais.
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