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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 26/09/2026

há 14 horas
2 min de leitura
Luiz Fernando Alfredo
Luiz Fernando Alfredo
Aos 85 anos, ele ainda faz questão de votar

Sr. João dos Santos tem 85 anos.
Já viu muita coisa nesta vida.
Viu o Brasil mudar. Viu governos passarem. Viu épocas de esperança e também momentos de profunda decepção. Criou sua família, trabalhou, enfrentou dificuldades e acompanhou, durante décadas, a história do nosso país.
Aos 85 anos, o voto já não é uma obrigação para ele.
Mas, quando chega o dia da eleição, Sr. João se arruma, sai de casa e vai votar.
Certa vez, alguém lhe perguntou:
- João, com 85 anos, você ainda faz questão de votar?
Ele respondeu:
- Faço. E sabe por quê? Porque ainda me importo com o Brasil.
Talvez essa seja a parte mais bonita dessa história.
Sr. João não vai às urnas porque acredita que todos os candidatos são perfeitos. Ele sabe que não são.
Também não vai porque alguém o obriga.
Ele vai porque entende que votar é uma maneira de dizer:
“Eu ainda estou aqui. Ainda me importo. Ainda quero participar.”
Sr. João respeita quem pensa diferente. Respeita quem decide não votar e respeita quem escolhe anular seu voto.
Mas não consegue deixar de pensar nas pessoas que têm saúde, têm condições de sair de casa e podem exercer esse direito, mas preferem não participar.
Ele se pergunta:
Depois de uma vida inteira acompanhando a história do nosso país, como poderia simplesmente desistir de dar a sua opinião?
Aos 85 anos, talvez ele pudesse dizer que já fez a sua parte.
Mas não diz.
Ele pensa nos filhos.
Pensa nos netos.
Pensa nas crianças que ainda vão crescer neste país.
E pensa no Brasil que será deixado para as próximas gerações.
Por isso, quando perguntam se ainda vale a pena votar, Sr. João responde simplesmente:
— Enquanto eu tiver saúde para chegar até uma urna e consciência para fazer uma escolha, eu vou votar.
Não por obrigação.
Por cidadania.
Por respeito à própria história.
E, acima de tudo, porque ainda acredita no Brasil.
Talvez Sr. João seja apenas um personagem.
Mas a pergunta que ele nos deixa é muito real:
Se temos saúde, liberdade e o direito de participar, será que não vale a pena fazer uso desse direito?
A decisão pertence a cada cidadão.
Mas, para Sr. João, aos 85 anos, existe uma certeza:
Enquanto puder participar, ele não vai desistir do Brasil.
Parabéns, Senhor João patriota de verdade!


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