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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 29/09/2026

há 12 horas
6 min de leitura
Luiz Fernando Alfredo
Luiz Fernando Alfredo
O maior escândalo de todos os tempos

O Brasil parece ter chegado a um ponto em que escândalos, denúncias e suspeitas envolvendo o poder público já não causam a mesma revolta de antes. Políticos são medidos com a mesma régua de valores, e na verdade não deveria ser; existem exceções. O óbvio é que o sistema brasileiro é tão frágil e fisiológico, que às vezes corrompe até os bons.
Todos os dias surgem novas notícias. São denúncias envolvendo dinheiro público, contratos, órgãos do governo, benefícios, políticos e decisões da Justiça. Algumas são investigadas. Outras acabam esquecidas. E, muitas vezes, o cidadão comum nunca fica sabendo como a história terminou.
Quem está defendendo o direito do cidadão de saber o que acontece com o dinheiro público?
O dinheiro usado pelo governo não pertence ao presidente Lula e ao PT, nem a qualquer outro presidente ou partido. É dinheiro dos brasileiros. Vem dos impostos pagos por trabalhadores, empresas e famílias.
Por isso, toda denúncia envolvendo dinheiro público precisa ser investigada até o fim, independentemente de quem esteja no governo.
O que acontece nos governos do PT desde que o partido chegou ao poder, em 2003?
Escândalos de corrupção, mentiras, gastança e difamação de adversários daquilo que a esquerda faz: Já ouvimos até uma frase cabulosa de que “poder não se ganha se toma”.
O governo Lula tem sido alvo de várias críticas e denúncias. Todas precisam ser investigadas; outras já estão sendo investigadas pelos órgãos responsáveis. O importante é que nenhuma denúncia seja escondida ou tratada como menos importante apenas porque pode prejudicar o governo.

O caso do INSS
Um dos casos mais graves dos últimos tempos envolve o INSS e descontos feitos em aposentadorias e pensões sem autorização de muitos beneficiários.
Estamos falando de pessoas que trabalharam durante toda a vida e que, de acordo com as investigações, tiveram dinheiro descontado de seus benefícios sem terem autorizado.
Não basta dizer que haverá investigação. O brasileiro precisa saber o resultado da investigação.
O que não podemos aceitar é uma situação em que uma denúncia aparece na televisão, domina as redes sociais durante alguns dias e depois desaparece sem que ninguém saiba como a história terminou. Essas respostas são importantes porque o silêncio também deixa dúvidas.

O maior escândalo: o banqueiro e o poder
Mas existe um caso que levanta uma pergunta ainda mais grave: até onde pode chegar ao poder de um banqueiro quando dinheiro, influência e acesso às instituições do Estado começam a se misturar?
É o caso de Daniel Vorcaro, do Banco Master – dinheiro sujo e esbórnia.
As denúncias e investigações envolvendo Vorcaro colocaram sob suspeita uma rede de relações que vai muito além de uma simples instituição financeira. Surgem acusações envolvendo dinheiro, influência, informações sigilosas, agentes públicos, políticos e pessoas próximas aos centros de poder.
E aqui está a pergunta que não pode ser calada:

Como um banqueiro consegue chegar tão perto do poder de um país?
Como consegue transitar por diferentes setores da República?
Como consegue estabelecer relações com pessoas que deveriam fiscalizá-lo?
Como consegue ter acesso a informações que deveriam estar protegidas?
E, principalmente, quem abriu essas portas?
Se todas as suspeitas forem comprovadas, não estaremos diante apenas de mais um escândalo financeiro.
Estaremos diante de algo muito maior.
Estaremos diante de um sistema em que dinheiro e poder podem ter se encontrado de maneira perigosa. Quem sabe é hora de limpar o sistema?
Vorcaro não é apenas o banqueiro envolvido em um escândalo.
É preciso investigar se ele se tornou o símbolo de algo muito mais grave: o de um banqueiro que teria conseguido comprar acesso a parte do poder do país. E, se comprou, é preciso descobrir quem vendeu. Já fomos informados para onde foi o dinheiro, mas um senador medíocre e um reles deputado não deixam que se apure. Imagine só: dois homens desonrando 592 congressistas, e não há lei nem autoridades corajosas que possam punir a prevaricação. Bem, podemos usar as urnas nas eleições. O que não pode acontecer é o caso desaparecer depois que as manchetes perderem força.
Porque, quando um cidadão comum comete um erro, a máquina do Estado sabe encontrá-lo.

A Justiça também precisa ser questionada
Outro assunto que não pode ser ignorado é a atuação da Justiça durante os últimos anos.
Durante a eleição de 2022, decisões da Justiça Eleitoral determinaram a retirada de conteúdos contra Lula considerados falsos ou sem provas. Entre esses conteúdos estavam acusações que ligavam Lula e o PT ao PCC, à morte de Celso Daniel e aos maiores ditadores e terroristas da terra.

O direito de saber
Existe uma coisa que parece estar sendo esquecida: o cidadão tem direito de saber o que acontece dentro do governo.
Tem direito de saber quanto dinheiro está sendo gasto.
Tem direito de saber quem recebe.
Tem direito de saber quem decide.
Tem direito de saber quem fiscaliza.
E tem direito de saber quem será responsabilizado quando alguma coisa estiver errada.
Não importa se o governo é de Lula ou qualquer outro presidente.
O dinheiro continua sendo do povo.

Os benefícios para os mais pobres
Também é preciso discutir os programas sociais do governo Lula.
Ajudar uma família pobre é uma obrigação de qualquer governo sério. Milhões de brasileiros precisam de ajuda para sobreviver, e programas sociais podem fazer uma diferença enorme na vida dessas pessoas, mas aumentar essas ajudas há 10 dias de uma eleição, é no mínimo uma desigualdade no pleito.
O cidadão que recebe um benefício não deve favor ao presidente.

E as promessas?
Quem não lembra das inúmeras promessas de Lula que não foram cumpridas? E com a maior desfaçatez Lula justifica: “Político tem que mentir mesmo”?

A grande doença brasileira
Talvez o maior problema do Brasil seja a nossa indignação seletiva.
Quando o problema envolve alguém de quem não gostamos, ficamos revoltados.
Quando envolve alguém de quem gostamos, procuramos uma desculpa.

O apagão da consciência
O mais assustador talvez seja que estamos começando a nos acostumar com tudo isso.
Bilhões de reais aparecem em denúncias.
Investigadores fazem operações.
Políticos trocam acusações.
Advogados defendem seus clientes.
Governantes fazem discursos.
A imprensa publica novas notícias.
E, depois de alguns dias, o assunto desaparece.
O cidadão se acostuma.
E, quando o cidadão se acostuma com o absurdo, o absurdo passa a parecer normal.
É esse o verdadeiro perigo.
Não podemos aceitar que o Brasil se transforme em um país onde a população só descobre os problemas, mas nunca descobre quem foi responsável por eles.
Não podemos aceitar que uma investigação seja usada apenas para fazer barulho durante alguns dias.
Não podemos aceitar que uma denúncia seja esquecida simplesmente porque atingiu pessoas poderosas.
E não podemos aceitar que qualquer instituição pública seja tratada como intocável.

O silêncio também é um problema
Todos reclamam quando alguma coisa está errada.
Mas poucos cobram até o fim.
Poucos acompanham uma investigação.
Poucos perguntam pelo resultado.
Poucos querem saber quem foi responsabilizado. O maior escândalo de todos os tempos só não será apurado e devidamente punido se os políticos bandidos permanecerem no poder e se a sociedade continuar aceitando passivamente aquilo que deveria provocar indignação.
Não podemos deixar que as maiores autoridades do país, sejam elas de qualquer poder ou partido, permaneçam mancomunadas para destruir a nação e enganar os brasileiros mais desinformados por meio da grande mídia. Quem é culpado? Quem foi punido? Em quais pautas a favor da nação os parlamentares votaram? Quais parlamentares se omitiram diante das leis que atentaram contra a liberdade, a vida e a família? Quais parlamentares foram contra os atos de 8 de janeiro de 2023, classificando-os de golpe de Estado sem Forças Armadas (considerando que atos piores foram praticados pelo PT contra as instituições brasileiras no passado e nada aconteceu em termos de punição)? Quais parlamentares são contra a anistia?
Se essas perguntas deixarem de ser feitas, o problema não será apenas a corrupção. Será a nossa própria omissão diante dela.
Pois, com certeza, nesta reta final para um dos escrutínios mais importantes da República Brasileira - tão combalida desde a eleição de Dilma, que venceu Aécio Neves (o avesso do seu avô, Tancredo Neves) -, o Partido das Trevas, seus puxadinhos de mesma ideologia e seus sócios na corrupção vão fazer aliança até com o sobrenatural, como disseram. Além disso, vão recorrer a narrativas crudelíssimas para atribuir culpa ao maior adversário, Flávio, mentindo para diminuir a sua reputação e atribuindo a ele até o desrespeito à Mãe de Jesus, padroeira do Brasil.
Que Deus proteja os brasileiros de boa-fé!

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