Otan vai ampliar apoio à Ucrânia; secretário-geral Mark Rutte diz que Rússia falha ao tentar dividir aliados
há 5 dias
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A Organização do Tratado do Atlântico Norte vai ampliar o apoio à Ucrânia em resposta às ações consideradas hostis da Rússia. A afirmação foi feita pelo secretário-geral da aliança, Mark Rutte, nesta terça-feira, dia 29 de setembro, durante encontro em Bruxelas ao lado do primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevicius. Rutte classificou a conduta russa como campanha imprudente e disse que o objetivo de Moscou é enfraquecer a determinação dos aliados, interromper o suporte a Kiev e dividir a aliança interna. "Mas a Rússia está fracassando", ressaltou.
O secretário-geral deixou claro que a resposta da Otan será de reforço, não de recuo. "Nossa mensagem a Moscou é clara: faremos ainda mais pela Ucrânia, e não menos", declarou. Pediu também que os países-membros mantenham a calma diante das movimentações russas na chamada "zona cinzenta" — ações que ficam abaixo do limiar de um conflito armado direto, mas visam gerar insegurança e desgaste. Explicou que a estratégia do adversário é justamente fazer com que os aliados percam o foco na Ucrânia e passem a debater entre si; por isso, a melhor reação é prosseguir com o suporte de forma unida.
O chefe de governo da Lituânia reconheceu que os riscos à segurança permanecem presentes, mas alertou contra exageros. Disse que os serviços de inteligência não apresentaram provas de que a Rússia esteja se preparando para uma ação direta e iminente contra os países da aliança. "O risco continua, mas não está oscilando, aumentando ou diminuindo", explicou. O encontro acontece num momento em que os países-membros seguem enviando assistência militar e financeira à Ucrânia e monitorando de perto toda a atividade russa ao longo da fronteira leste da Europa.
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