Pecuaristas buscam novos mercados para exportação de carne antes de veto da União Europeia
3 de ago.
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Pecuaristas brasileiros estão acelerando negociações e buscando novos mercados internacionais para a carne bovina diante da decisão da União Europeia de restringir as importações do produto brasileiro. Produtores que investiram durante anos para atender às exigências do mercado europeu afirmam que a medida gera frustração e obrigou o setor a procurar alternativas para manter as vendas externas.
A União Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco, com a medida entrando em vigor a partir de setembro. A decisão está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária.
Com a mudança, produtores que tinham direcionado investimentos para cumprir padrões exigidos pelos compradores europeus passaram a buscar outros destinos para a carne. A preocupação é evitar prejuízos e encontrar compradores capazes de absorver a produção que poderia ser destinada ao mercado europeu.
Pecuaristas relatam que a preparação para atender à Europa envolveu anos de adaptação, controle de processos e investimentos nas propriedades. Para parte do setor, a possibilidade de perder acesso a um dos principais mercados compradores representa uma dificuldade para negócios construídos com foco nas exigências internacionais.
A União Europeia é um dos principais destinos das exportações brasileiras de carnes. No caso da carne bovina, o bloco europeu está entre os maiores compradores do produto brasileiro, ao lado de mercados como China e Estados Unidos.
Enquanto tentam ampliar vendas para outros países, representantes do setor acompanham as negociações entre autoridades brasileiras e europeias. O governo brasileiro informou que mantém diálogo com a União Europeia sobre o tema, mas não detalhou as tratativas em andamento.
Os produtores agora trabalham para antecipar embarques antes da entrada em vigor das novas restrições e, paralelamente, buscam novos compradores para reduzir os impactos da mudança no comércio internacional de carne bovina brasileira.
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