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Pescador encontra naufrágio romano de mais de 2 mil anos com centenas de ânforas na Sicília

  • há 11 horas
  • 2 min de leitura
Foto: Ministério da Cultura
Foto: Ministério da Cultura


O pescador submarino e mergulhador italiano Giacomo De Mola encontrou por acaso um naufrágio romano com mais de 2 mil anos na costa de Mazara del Vallo, na Sicília, sul da Itália. Ele estava praticando pesca submarina com o colega Igor Bisulli quando avistou, entre 40 e 50 metros de profundidade, uma grande massa escura que inicialmente imaginou ser apenas uma rocha.

De Mola decidiu se aproximar para verificar o que havia no local. Com a visibilidade prejudicada, ele contou que continuou acreditando estar diante de uma formação rochosa até perceber que havia centenas de ânforas espalhadas pelo fundo do mar. O mergulhador então retornou à superfície e avisou Bisulli sobre a descoberta.

Os dois pescadores comunicaram o achado à Superintendência Regional do Mar da Sicília, que acionou a unidade de proteção do patrimônio cultural dos Carabinieri, a polícia militar italiana responsável pela preservação de antiguidades. As equipes especializadas posteriormente confirmaram que se tratava de uma embarcação romana.

O naufrágio foi localizado a aproximadamente cinco quilômetros da costa de Mazara del Vallo, a 46 metros de profundidade. As análises iniciais indicaram que a embarcação afundou entre os séculos II e I a.C. O local reúne centenas de ânforas de cerâmica, utilizadas principalmente para transportar vinho e azeite.

As ânforas estavam acumuladas em uma estrutura com quase dois metros de altura, mais de 20 metros de comprimento e cerca de seis metros de largura. A maior parte foi identificada como do tipo Dressel 1A. Também foram encontradas peças de outros tipos, incluindo ânforas provavelmente provenientes do Norte da África e uma unidade neopúnica, mais antiga.

O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, classificou a descoberta como uma das mais importantes descobertas arqueológicas subaquáticas dos últimos anos. Segundo ele, o naufrágio pode ajudar a ampliar o conhecimento sobre as pessoas, as rotas e as trocas comerciais que atravessavam o Mediterrâneo naquela época.

A área será submetida a novas etapas de documentação e investigação pela Superintendência do Mar da Sicília. O objetivo é compreender melhor o contexto arqueológico do naufrágio e estabelecer medidas adequadas para proteger o local. Os Carabinieri ficarão responsáveis pela segurança da área enquanto as pesquisas prosseguem.

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Gazeta de Varginha

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