Pesquisa do Grupo Unis aponta recuperação da atividade produtiva em abril no Brasil e em Minas Gerais após retração registrada em março
19 de jun.
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O Indicador de Dinâmica Produtiva (IdP) referente ao mês de abril apontou uma recuperação da atividade econômica tanto no Brasil quanto em Minas Gerais, revertendo os resultados negativos observados em março. O levantamento sinaliza uma retomada do desempenho de importantes segmentos produtivos e evidencia a capacidade de reação da economia diante de um cenário marcado por incertezas no mercado internacional.
O IdP é um indicador conjuntural calculado mensalmente pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) do Instituto Federal do Sul de Minas, Campus Carmo de Minas, em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Grupo Unis e o GEESUL. O objetivo do índice é acompanhar o comportamento da atividade produtiva por meio de dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para a elaboração do indicador são utilizados informações do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), da Pesquisa Mensal do Comércio Varejista Ampliado (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Todos esses levantamentos são divulgados pelo IBGE com defasagem de dois meses, permitindo uma análise conjuntural da economia brasileira e mineira.
Em âmbito nacional, o IdP registrou crescimento de 0,36% em abril, recuperando-se da retração de 0,24% observada em março. O principal destaque foi a indústria, que apresentou expansão de 0,70% após um período de desempenho mais moderado. Os setores de comércio e serviços tiveram avanço conjunto de 0,27%, impulsionados principalmente pelo crescimento de 1,21% nos serviços, enquanto o comércio varejista ampliado registrou queda de 0,67%. A atividade agrícola também apresentou resultado positivo, embora mais discreto, com alta de 0,11%.
Segundo o coordenador da pesquisa, professor Pedro Portugal, o desempenho dos serviços e da indústria teve papel decisivo para a melhora dos resultados em abril. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a dinâmica produtiva brasileira apresentou crescimento de 2,51%, indicando avanço consistente da atividade econômica ao longo dos últimos doze meses. Outro indicador que reforçou o cenário de recuperação foi o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O índice registrou alta de 0,51% em abril na comparação com março, resultado próximo ao verificado pelo IdP e que, segundo os pesquisadores, confirma o movimento de retomada da economia. Em relação a abril do ano passado, o IBC-Br apontou elevação de 0,91%.
Em Minas Gerais, o comportamento da atividade produtiva foi ainda mais favorável. O IdP estadual cresceu 0,73% em abril, recuperando parte das perdas verificadas em março, quando o indicador havia apresentado recuo de 0,92%. Assim como ocorreu no cenário nacional, a indústria foi o segmento que registrou o melhor desempenho, avançando 2,06% após dois meses consecutivos de retração.
Os setores de comércio e serviços mineiros também apresentaram resultado positivo no período, com crescimento agregado de 0,15%. O setor de serviços teve expansão de 1,44%, enquanto o comércio varejista ampliado registrou queda de 1,15%. Já a atividade agrícola permaneceu estável em abril, sem variação em relação ao mês anterior.
De acordo com Pedro Portugal, a expectativa de uma nova retração da atividade produtiva, apontada em relatório anterior, acabou não se confirmando. Para ele, os setores produtivos brasileiros e mineiros demonstraram resiliência diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio e conseguiram manter um desempenho satisfatório ao longo do mês.
O pesquisador destacou ainda que, apesar da forte volatilidade observada principalmente no mercado externo, a expectativa é de que a dinâmica produtiva apresente estabilidade em maio, tanto no Brasil quanto em Minas Gerais. A avaliação é de que a economia continuará enfrentando desafios relacionados ao cenário internacional, mas os resultados recentes indicam capacidade de adaptação dos setores produtivos.
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