PF abre inquérito para investigar se Lulinha cometeu tráfico de influência e corrupção
31 de jul.
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A Polícia Federal vai investigar se Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção. A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, após pedido apresentado pela própria corporação.
Segundo a investigação, a apuração busca esclarecer se Lulinha atuou para intermediar interesses junto ao Ministério da Saúde em negociações relacionadas ao processo de autorização para a comercialização de cannabis medicinal. O pedido da Polícia Federal foi encaminhado ao STF em 24 de julho e distribuído ao ministro André Mendonça, responsável pela análise do caso.
O nome de Lulinha também já havia sido citado nas investigações sobre os desvios bilionários apurados na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com a Polícia Federal, a menção ocorreu em razão da relação do empresário com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como um dos alvos da operação.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva contestou a abertura do inquérito e afirmou que a investigação representa uma "fishing expedition", expressão utilizada para caracterizar uma apuração genérica em busca de provas. O advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou que, na avaliação da defesa, não há elementos que justifiquem as suspeitas contra seu cliente.
A investigação está em fase inicial e tem como objetivo verificar se houve prática dos crimes investigados. Até o momento, não há conclusão da Polícia Federal nem decisão judicial sobre eventual responsabilidade de Lulinha, que permanece na condição de investigado.
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