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PF deflagra Operação Backdoor contra suposto desvio de bens da Receita Federal no Rio

23 de jul.
2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Backdoor para investigar um suposto esquema de desvio de bens pertencentes ao patrimônio da Receita Federal no estado do Rio de Janeiro. A ação, realizada com apoio da Corregedoria do órgão, cumpre quatro mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis.

As investigações começaram após uma notícia-crime encaminhada pela própria Receita Federal, que identificou indícios de irregularidades envolvendo bens do patrimônio da instituição. Segundo a apuração, cerca de 300 computadores e cinco aparelhos de refrigeração teriam sido subtraídos, com valor estimado em aproximadamente R$ 350 mil.

A operação também busca esclarecer o desaparecimento de veículos que estavam em um pátio da Receita Federal. Os investigadores apuram ainda a possibilidade de que esses bens tenham sido destinados a terceiros por meio da utilização de termos de doação supostamente fraudulentos.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado teria contado com a participação de um servidor público cedido à Receita Federal e de integrantes de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). A investigação pretende esclarecer a atuação dos envolvidos e a forma como os bens teriam sido retirados do patrimônio do órgão.

Os quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços localizados nos municípios do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis. As diligências têm como objetivo reunir elementos que possam ajudar a esclarecer o suposto desvio dos equipamentos e o desaparecimento dos veículos.

A Receita Federal informou que os indícios de retirada irregular foram identificados por meio de mecanismos internos de controle, durante procedimentos de acompanhamento e conferência de inventário. Um empregado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), cedido ao órgão, foi apontado na apuração como um dos possíveis envolvidos e acabou afastado das atividades desempenhadas junto à Receita Federal.

Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato e associação criminosa, sem prejuízo de outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 350 mil.

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