PF deflagra Operação Conexão Paralela contra grupo suspeito de trazer eletrônicos ilegalmente para o Brasil
17 de set.
2 min de leitura
Reprodução
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Conexão Paralela, para investigar uma associação criminosa suspeita de introduzir clandestinamente milhares de aparelhos eletrônicos no Brasil sem o pagamento dos impostos devidos e, posteriormente, comercializar os produtos no mercado nacional.
A operação cumpre seis mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e Maricá, na Região Metropolitana. Na capital fluminense, as diligências ocorrem em endereços localizados na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Bangu e Guaratiba.
Segundo a investigação, o principal operador do esquema seria um policial militar, que atuaria em conjunto com outros investigados. A identidade do agente não havia sido divulgada pela Polícia Federal até a publicação das informações.
O grupo é investigado por atuar principalmente com smartphones e outros aparelhos eletrônicos. Conforme as apurações, os produtos seriam introduzidos no território nacional sem o recolhimento dos tributos de importação e depois destinados à revenda.
A dimensão da atividade chamou a atenção dos investigadores. De acordo com a Polícia Federal, dezenas de milhares de dispositivos teriam sido introduzidos clandestinamente no país nos últimos cinco anos. A movimentação financeira associada ao esquema é estimada em aproximadamente R$ 60 milhões nos últimos anos.
A investigação começou a partir de uma denúncia recebida pelo ComunicaPF, canal utilizado pela Polícia Federal para receber informações sobre possíveis crimes de atribuição da corporação. A partir da denúncia, os investigadores passaram a apurar a atuação do grupo e a forma como os eletrônicos entravam no Brasil e eram posteriormente comercializados.
Durante as buscas, foram encontrados smartphones, computadores e dinheiro em espécie na residência apontada como pertencente ao principal alvo da investigação. Em um endereço comercial localizado na Barra da Tijuca, os agentes também apreenderam celulares e peças utilizadas em smartphones. O valor em dinheiro localizado não foi divulgado.
A prática investigada é caracterizada como descaminho, crime relacionado à entrada ou saída de mercadorias permitidas sem o pagamento dos tributos correspondentes. A atuação conjunta dos envolvidos também é investigada como possível associação criminosa.
Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho e associação criminosa, sem prejuízo de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante o avanço das diligências. A Polícia Federal continua analisando os materiais apreendidos para esclarecer a participação individual dos envolvidos e a extensão da atividade investigada.
Comentários