Piloto esfaqueado em voo da Flydubai relata que abriu porta da cabine para salvar passageiros
há 10 horas
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Reprodução redes sociais
O comandante indiano Smit Machchhar, que foi esfaqueado pelo copiloto durante um voo da Flydubai, relatou os momentos de tensão que viveu dentro da cabine e afirmou que decidiu se levantar mesmo gravemente ferido porque percebeu que os passageiros poderiam morrer caso não conseguisse agir.
Machchhar falou sobre o episódio nesta sexta-feira (2), durante uma chamada de vídeo com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O piloto estava internado em um hospital em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e apareceu na conversa com curativos na cabeça e nas mãos e um tubo no nariz.
Segundo o comandante, ele havia sofrido vários ferimentos e estava caído no chão da cabine quando percebeu que a aeronave estava descendo. Nesse momento, entendeu que precisava conseguir chegar até a porta da cabine para pedir ajuda.
Machchhar contou que conseguiu abrir a porta mesmo estando ferido. A abertura permitiu que passageiros e integrantes da tripulação entrassem na cabine e ajudassem a conter o copiloto. A aeronave, que havia perdido altitude de forma acentuada, posteriormente foi desviada para a Arábia Saudita e realizou um pouso de emergência em Tabuk.
O voo era o FZ1073, da Flydubai, e fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv. O avião transportava mais de 170 pessoas. Fontes internacionais apresentam números diferentes para o total de ocupantes, com registros de 174 e 182 pessoas, dependendo da contagem de passageiros e tripulantes; a reportagem do G1 destaca o relato do comandante sobre os passageiros a bordo.
Durante o episódio, a aeronave apresentou uma queda brusca de altitude enquanto sobrevoava a Arábia Saudita. Dados analisados pela Reuters indicam que o avião estava a cerca de 34 mil pés quando começou a perder altitude rapidamente, chegando a cair mais de 16 mil pés em aproximadamente 30 segundos. O avião também realizou movimentos anormais antes de recuperar altitude.
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, o copiloto teria atacado Machchhar com uma faca. O comandante conseguiu abrir a porta da cabine, possibilitando a entrada de outras pessoas e a contenção do agressor. Depois disso, uma tripulação reserva que estava a bordo assumiu o controle da aeronave e conduziu o avião até Tabuk.
Durante a conversa com Modi, Machchhar também contou que recorreu à sua fé enquanto enfrentava os ferimentos. Ele afirmou que repetiu o Hanuman Chalisa, um hino devocional hindu dedicado à divindade Hanuman, buscando força e coragem durante os momentos de maior tensão.
O piloto foi posteriormente transferido para Abu Dhabi, onde continua recebendo atendimento médico. O Ministério das Relações Exteriores da Índia informou que acompanha sua recuperação e que representantes diplomáticos mantêm contato com as autoridades locais e com a família do comandante.
O copiloto, identificado como cidadão de Omã, foi detido após o incidente. A motivação do ataque ainda não foi esclarecida. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos determinaram uma investigação para apurar as circunstâncias do episódio, incluindo a possibilidade de planejamento prévio e eventual relação com atividade terrorista.
O caso aconteceu em 30 de setembro e provocou uma investigação envolvendo autoridades de diferentes países. Enquanto as circunstâncias do ataque continuam sendo apuradas, a atuação de Machchhar ao abrir a porta da cabine permitiu que outras pessoas interviessem e ajudassem a impedir que o avião permanecesse sob controle do agressor.
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