Presidente da Argentina chama Lula de "ladrão" e acusa de interferir em eleição argentina; apoia Flávio Bolsonaro e diz que ele é o caminho para reformas liberais no Brasil
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O presidente da Argentina, Javier Milei, fez declarações muito duras sobre o presidente do Brasil em entrevista divulgada nesta semana. Chamou-o de "ladrão", acusou de orquestrar interferência na eleição argentina de 2023 e disse que sua saída da prisão teria sido facilitada por um magistrado aliado. Manifestou apoio explícito a Flávio Bolsonaro como alternativa de governo para o país, classificando-o como o único capaz de promover as mudanças econômicas que o Brasil precisa. A visita que fez ao Brasil em julho, quando subiu ao palco na convenção partidária que lançou a candidatura de Flávio, selou a aliança política entre os dois.
Entre as acusações, Milei afirmou que equipes de comunicação e especialistas teriam sido enviadas de Brasília a Buenos Aires durante a campanha eleitoral argentina para desestabilizar sua imagem e fortalecer o adversário. Citou a presença de profissionais brasileiros na campanha do candidato opositor, sem apresentar provas nominais. Defendeu também o decreto que assinou, que permite a expulsão de estrangeiros considerados perturbadores da ordem, incluindo pessoas que atuam como jornalistas, acadêmicos ou estudantes. Segundo ele, a medida já resultou na saída de indivíduos que agiam contra o país.
O presidente argentino enxergou também a ascensão de líderes de direita em outros países da América Latina como reflexo de um descontentamento generalizado com modelos anteriores de governo. Elogiou a trajetória de liberdade econômica que implementa e confirmou que pretende buscar a reeleição em 2027. Manifestou ainda apoio a líderes de outros países e fez críticas à organização internacional, num discurso que reafirma posições ideológicas marcantes de sua gestão.
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