Presidente do Irã diz que país não se renderá aos EUA, mas defende solução diplomática para o conflito
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira, dia 23 de setembro. Declarou de forma firme que o seu país não vai se render diante das pressões e das ações militares dos Estados Unidos. Apesar disso, reforçou que continua acreditando no caminho da diplomacia para buscar uma forma de encerrar o conflito que atinge o Oriente Médio. Logo no início da fala, o único representante dos Estados Unidos presente no recinto se levantou e deixou o salão. Até o momento, não houve nenhuma manifestação oficial sobre o motivo da saída.
O presidente iraniano fez críticas diretas à situação no Estreito de Ormuz, importante rota marítima por onde circula aproximadamente um quinto de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Disse que não é justo que diversas nações tenham livre acesso àquela via de navegação enquanto o próprio Irã é impedido de transitar por ali. Acrescentou que a permanência de frotas militares estrangeiras na região e a ampliação das operações de guerra não são capazes de construir nem de trazer a paz.
O pronunciamento aconteceu exatamente um dia após o discurso do presidente dos Estados Unidos. Na fala anterior, o líder americano defendeu as ações militares contra o Irã, afirmou que elas impediram o país de obter armamento nuclear e fez um alerta de que pode destruir a nação caso não se chegue a um acordo para encerrar os confrontos. O presidente iraniano não respondeu diretamente à ameaça, mas manteve a posição de que não haverá rendição e de que o diálogo deve prevalecer.
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