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Previsão de alta nos alimentos fica em 5,66% para 2027, acima da inflação geral de 4,30%; projeção se mantém estável nas últimas três semanas; efeitos do clima pesam sobre custos

há 2 horas
1 min de leitura

Reprodução/ IA
Reprodução/ IA
Os preços dos alimentos devem continuar subindo mais rápido que o resto da economia em 2027. Segundo projeções reunidas pelo Banco Central, a alta esperada para alimentação no domicílio é de 5,66%, enquanto a inflação geral do país deve ficar em 4,30%. A diferença entre os dois índices confirma que a comida será um dos principais fatores de pressão sobre o custo de vida no próximo ano. A estimativa para os alimentos já está nesse patamar há três semanas, mas permanece bem acima do que se previa no início do segundo semestre — quando, em julho, a projeção era de 5,39%.

O avanço reflete preocupações com o clima. O fenômeno El Niño deve afetar a produção agrícola, especialmente de milho, arroz e algodão, reduzindo oferta e elevando custos. O próprio Banco Central registrou que as revisões de preços para o próximo ano estão concentradas justamente nos produtos consumidos em casa. A piora das perspectivas ocorre mesmo em um cenário em que outros grupos, como transportes e artigos de residência, mostram sinais de desaceleração ou até queda de preços.

Para o consumidor, a diferença significa que a refeição diária vai pesar ainda mais no orçamento. Quando a comida sobe acima da média, a parcela da renda destinada à alimentação cresce, reduzindo espaço para outras despesas. Analistas observam que o movimento reflete tanto fatores climáticos quanto a dinâmica de custos de produção, transporte e comercialização. A situação será acompanhada de perto ao longo dos próximos meses, à medida que novas previsões de safra e de clima forem atualizadas.

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