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Preço mundial dos alimentos sobe 1,5% em setembro; cereais puxam alta com trigo no maior patamar desde 2023 e milho em pico de três anos, aponta FAO

há 4 horas
1 min de leitura

Reprodução
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O índice global de preços dos alimentos registrou alta de 1,5% em setembro, atingindo 136 pontos, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. O destaque foi o aumento expressivo nos valores dos cereais: 17,2% acima do mesmo mês do ano passado. O trigo subiu 6,3% em relação a agosto, alcançando o nível mais alto desde agosto de 2023, enquanto o milho avançou 5,6% e chegou ao maior valor em mais de três anos. A elevação ocorre mesmo com a produção mundial de grãos próxima de marcas históricas.

Entre os fatores que impulsionam os preços estão as restrições logísticas na região do Mar Negro, que obrigam importadores a buscar fornecedores em locais mais distantes. Condições de seca em áreas de plantio na América do Norte e menor disponibilidade para exportação no Brasil também pesaram sobre o milho. A incerteza sobre rotas de navegação no Estreito de Ormuz manteve elevados os custos de combustível, adubos e transporte, ampliando a pressão sobre os produtos que servem de matéria-prima, incluindo os destinados à produção de biocombustíveis.

Outros grupos de produtos também apresentaram variações. O açúcar registrou a terceira alta mensal consecutiva, impulsionado por perspectiva de oferta mais restrita na próxima safra. Os óleos vegetais subiram levemente, puxados pelo óleo de palma. Já as carnes recuaram 1,1% e os lácteos tiveram queda praticamente estável, com pequenas variações entre produtos. No comparativo anual, o índice geral está 5,8% mais alto, mas ainda 15,1% abaixo do pico registrado em março de 2022.

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