Professores se unem a estudantes em protestos na França e denunciam deterioração do ensino
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Professores de Estrasburgo e Paris somaram-se aos estudantes nas manifestações desta terça-feira (6) por compartilharem as mesmas queixas sobre a situação do sistema educacional francês. O movimento, iniciado em setembro nos subúrbios carentes de Paris, ganhou dimensão nacional e representa um desafio para o governo de Emmanuel Macron em meio a dificuldades econômicas e orçamentárias.
O professor de ciências e representante sindical Erwan Le Clech afirmou que a situação vem se deteriorando há anos, citando falta de reformas em prédios, construção insuficiente de escolas e escassez de pessoal. Segundo ele, a onda de protestos revela um cansaço generalizado. A professora Anne Tritz destacou que a falta de funcionários também atinge o ensino fundamental. Em Créteil, nos arredores de Paris, a docente Caroline Quiniou alertou que 20% dos concluintes do ensino médio ficaram sem vaga em nenhum curso superior pela plataforma Parcoursup neste ano.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu determinou que os ministros elaborem propostas até o fim de outubro para atender reivindicações como a substituição de professores ausentes, revisão da jornada letiva — que vai das 8h às 18h —, intervalos maiores para refeição e reparos em prédios escolares antigos. Organizações de direitos humanos e manifestantes acusam as autoridades de usar força desproporcional contra menores. O governo afirma que o movimento foi sequestrado e transformado em violência urbana.
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