top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Projeto de terras raras em Caldas avança e amplia estimativa de recursos para 1,6 bilhão de toneladas

21 de jul.
2 min de leitura

Reprodução
Reprodução
A mineradora Meteoric ampliou a estimativa de recursos de argila iônica com terras raras do Projeto Caldeira, localizado em Caldas (MG). Após novos estudos geológicos, a empresa elevou a estimativa do depósito de 1,5 bilhão para 1,6 bilhão de toneladas, um crescimento de 6,67%.
Segundo a mineradora, a atualização ocorreu devido ao maior conhecimento da área de exploração e ao avanço dos estudos geológicos realizados na jazida. Os trabalhos também aumentaram os recursos classificados como medidos, que passaram de 37 milhões de toneladas para 128 milhões de toneladas de argila iônica.
Os recursos medidos representam a parte do depósito com maior nível de detalhamento, onde a quantidade e a qualidade do minério são estimadas com maior precisão devido ao volume de dados obtidos por sondagens e análises técnicas.
Além dessa parcela, o projeto conta com quase 1,5 bilhão de toneladas classificadas como recursos indicados ou inferidos, que possuem informações geológicas relevantes, mas com um nível de detalhamento menor em comparação aos recursos medidos.
De acordo com a Meteoric, os novos dados ampliam a base técnica do empreendimento para a conclusão do Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS) e reforçam o Planalto de Poços de Caldas como uma das maiores regiões do mundo com depósitos de argilas iônicas contendo terras raras.
A empresa informou que a evolução dos estudos foi resultado de uma ampla campanha de sondagens, que permitiu aprimorar o modelo geológico do Projeto Caldeira e obter informações mais precisas sobre localização, continuidade e características do minério.
O Projeto Caldeira está previsto para entrar em operação em 2028, com exploração de uma área de 425 hectares. A previsão é de processamento de 5 milhões de toneladas de argila iônica e produção anual de 15 mil toneladas de carbonato de terras raras.
A extração deverá ser realizada em uma mina a céu aberto, com mineração rasa e sem utilização de explosivos, método que, segundo a empresa, reduz impactos ambientais e custos operacionais.
O sistema previsto para a operação utiliza o método de preenchimento conhecido como backfill, que permite a recuperação das áreas já exploradas. Enquanto novas áreas são abertas para retirada do minério, locais anteriormente minerados são preenchidos com o material remanescente após a extração das terras raras.

Comentários


bottom of page