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Promotoria reabre investigação por suposto estupro coletivo na Universidade de Cornell; caso envolve sete membros de fraternidade e denúncia de falha da instituição

há 43 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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A promotoria do condado de Tompkins, no estado de Nova York, reabriu nesta segunda-feira, dia 28 de setembro, investigação sobre um suposto estupro coletivo ocorrido na Universidade de Cornell, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos e integrante da chamada Ivy League. O caso remonta a 2024, quando uma estudante afirmou ter sido drogada com cetamina, agredida e violentada por sete homens, todos membros da fraternidade Chi Phi. Na época, o Ministério Público decidiu não apresentar acusações criminais, entendendo que o depoimento da vítima não estabelecia de forma suficiente a ausência de consentimento.

Com a apresentação de uma ação civil neste mês, trazendo novos detalhes e elementos sobre o ocorrido, o promotor Matthew Van Houten anunciou que vai rever a decisão e apresentar denúncia contra os sete suspeitos. Em comunicado, reconheceu que vítimas de violência sexual podem levar tempo para compreender e relatar plenamente o que sofreram, e que o processo de recuperação e entendimento pode durar anos. A ação civil de 101 páginas descreve o sofrimento emocional e psicológico da vítima, cuja identidade é mantida em sigilo, e pede indenização tanto dos acusados quanto da universidade.

A instituição informou que apoia a reabertura da investigação, mas negou a acusação de ter sido branda com os responsáveis. Disse que fechou a fraternidade e aplicou punições aos envolvidos, incluindo expulsões. Rejeitou também a alegação de que teria oferecido aos acusados a possibilidade de escrever redações como forma de reparação. O caso ganhou repercussão nacional e foi condenado publicamente por figuras públicas, entre elas a atriz Florence Pugh e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, reacendendo o debate sobre a proteção de estudantes e a responsabilidade das universidades diante de denúncias de violência sexual.

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