Reino Unido proíbe frituras na merenda escolar; entenda os riscos desses alimentos
17 de set.
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O Reino Unido decidiu retirar alimentos fritos por imersão das refeições escolares como parte de uma ampla reformulação dos padrões de alimentação oferecidos a crianças e adolescentes. As novas regras foram anunciadas pelo governo britânico em setembro de 2026 e deverão começar a ser implementadas nas escolas a partir do próximo ano letivo.
A mudança faz parte da primeira atualização dos padrões nacionais de alimentação escolar em mais de uma década. O novo conjunto de regras determina que as escolas aumentem a oferta de frutas, verduras e alimentos ricos em fibras, ao mesmo tempo em que reduzam a presença de produtos com altos níveis de gordura, sal e açúcar.
Entre as mudanças está a proibição de alimentos preparados por fritura em imersão. Produtos com grande quantidade de gordura, além de alimentos e bebidas ricos em açúcar, também passam a sofrer restrições mais rigorosas nos cardápios escolares.
A preocupação das autoridades britânicas está relacionada principalmente à saúde infantil. Segundo o governo, uma em cada três crianças deixa a escola primária com sobrepeso ou obesidade. O país também enfrenta problemas relacionados ao consumo elevado de açúcar, incluindo doenças dentárias entre crianças.
Quais são os riscos das frituras?
Alimentos fritos por imersão podem apresentar elevada quantidade de gordura e calorias, especialmente quando consumidos com frequência. O problema não está necessariamente em consumir uma fritura de forma ocasional, mas na presença frequente desse tipo de alimento em uma dieta que já contenha excesso de gordura, sal e açúcar.
A preocupação aumenta quando esses produtos substituem alimentos nutricionalmente mais completos. Em refeições destinadas a crianças, o objetivo é fornecer nutrientes necessários para crescimento e desenvolvimento, além de energia suficiente para as atividades durante o dia.
A exposição frequente a alimentos muito calóricos também pode contribuir para o ganho excessivo de peso quando a ingestão de energia supera as necessidades do organismo. O governo britânico relaciona a mudança justamente à necessidade de melhorar a qualidade nutricional das refeições oferecidas no ambiente escolar.
Novas regras ampliam alimentos saudáveis
As novas normas não se limitam à retirada das frituras. Os cardápios deverão aumentar a presença de frutas, vegetais e alimentos ricos em fibras, além de oferecer refeições mais equilibradas. As regras passam a valer para os alimentos servidos tanto no café da manhã quanto no almoço das escolas primárias e secundárias.
Também haverá mudanças na oferta de proteínas. Feijão, lentilha e grão-de-bico, por exemplo, deverão aparecer nas refeições escolares pelo menos uma vez por semana nas escolas primárias. As escolas secundárias terão um período de transição para se adaptar à nova exigência.
Outra alteração estabelece limites para alimentos processados à base de carne. Produtos como salsichas, bacon, presunto, hambúrgueres, almôndegas, salame e pepperoni terão sua oferta limitada a, no máximo, uma vez por semana.
O governo também ampliou as restrições para produtos açucarados e estabeleceu novas regras para alguns alimentos utilizados nos cafés da manhã e lanches escolares.
Mudança ocorre em meio a preocupação com obesidade infantil
A reformulação dos cardápios é apresentada pelo governo britânico como uma medida para melhorar a alimentação das crianças e enfrentar problemas de saúde associados à dieta.
Além da obesidade infantil, o governo cita a cárie dentária relacionada ao consumo elevado de açúcar. Segundo os dados divulgados pelas autoridades, problemas dentários associados a dietas ricas em açúcar continuam sendo a principal causa de internações hospitalares entre crianças britânicas de 5 a 9 anos.
A revisão também ocorreu após uma consulta pública que recebeu mais de 5,2 mil respostas. Entre os pais consultados, 36% disseram querer mais frutas e verduras nas refeições escolares, enquanto 38% defenderam limites para alimentos gordurosos e 33% pediram menos alimentos e bebidas açucarados.
As escolas terão ainda que publicar suas políticas de alimentação e os cardápios na internet. O governo pretende criar um sistema de monitoramento para acompanhar o cumprimento das novas regras e anunciou que oferecerá treinamento, recursos e orientações para ajudar as instituições na adaptação.
As novas normas fazem parte de uma reforma mais ampla da alimentação escolar no Reino Unido, que também ampliou o acesso às refeições gratuitas para crianças de famílias que recebem Universal Credit. Com a expansão, mais de 3 milhões de crianças passaram a ter direito ao benefício.
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