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Rússia nega segundo caso de pneumonia ligado à morte de funcionária de laboratório na Sibéria

há 9 horas
3 min de leitura
Imagem ilustrativa
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A Rússia negou nesta quinta-feira (8) que uma segunda pessoa tenha adoecido após ter contato com uma funcionária de um laboratório de pesquisa de doenças infecciosas na Sibéria que morreu na semana passada. O órgão regulador de saúde do país classificou como falsas as informações que circulavam nas redes sociais sobre um novo caso de pneumonia.

Segundo a autoridade sanitária russa, todas as pessoas que tiveram contato com a funcionária foram verificadas e não apresentaram problemas de saúde relacionados a uma infecção. O órgão informou ainda que quase 5 mil exames laboratoriais foram realizados e não identificaram a presença de microrganismos patogênicos perigosos.

A negativa ocorre em meio à preocupação internacional provocada pela morte de Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na Sibéria e no Extremo Oriente. Ela morreu em 2 de outubro depois de desenvolver uma pneumonia cuja origem ainda não foi determinada pelas autoridades russas.

Até o momento, Moscou não confirmou que a morte tenha sido provocada por peste pneumônica. A doença chegou a ser levantada como uma possibilidade diante do fato de Shipilova trabalhar em uma instituição dedicada à pesquisa de doenças infecciosas, mas a causa exata do quadro permanece desconhecida.

As autoridades russas afirmam que não existe risco de uma epidemia na região. Mesmo assim, o episódio provocou questionamentos de organizações internacionais e do governo dos Estados Unidos, principalmente em relação à quantidade de informações divulgadas sobre o caso.

Na quarta-feira (7), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que havia solicitado esclarecimentos à Rússia sobre relatos de que uma segunda funcionária teria desenvolvido uma pneumonia de causa desconhecida. O pedido ocorreu após a circulação de reportagens que mencionavam um suposto novo caso.

A OMS afirmou que precisava de mais informações para esclarecer a causa da pneumonia grave e identificar, caso existisse, o agente responsável pela doença que levou as autoridades a adotar medidas de saúde pública. A organização também destacou a necessidade de informações completas e transparentes para avaliar corretamente os possíveis riscos.

Os relatos sobre uma segunda pessoa doente, porém, não foram confirmados pelas autoridades russas. O regulador sanitário afirmou que os exames realizados entre os contatos da pesquisadora não encontraram evidências de uma infecção relacionada ao caso.

A situação também chamou a atenção do governo dos Estados Unidos. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a Rússia deveria compartilhar mais informações sobre o episódio. O presidente Donald Trump também havia declarado que pretendia conversar com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o caso.

Trump afirmou que não acreditava, naquele momento, que a morte da funcionária estivesse relacionada a uma arma biológica. Ao mesmo tempo, disse que esperava que Moscou fornecesse mais informações às autoridades americanas.

Enquanto isso, o Kremlin afirmou que a Rússia havia compartilhado com a OMS as informações consideradas necessárias e criticou o que classificou como uma grande quantidade de informações falsas divulgadas pela imprensa e pelas redes sociais. O porta-voz Dmitry Peskov recomendou que as informações oficiais do órgão regulador de saúde fossem utilizadas como referência.

Após a morte de Shipilova, pessoas que tiveram contato com ela chegaram a ser colocadas em quarentena como medida de precaução. Relatos não confirmados também passaram a circular sobre as circunstâncias em que a pesquisadora teria contraído a doença, incluindo versões sobre um possível acidente dentro do laboratório e sobre viagens realizadas antes de adoecer. As autoridades russas rejeitaram algumas dessas versões, e não há evidências públicas que confirmem essas hipóteses.

Apesar das negativas sobre um segundo caso, a causa da morte da funcionária de 28 anos continua sem definição pública. A Rússia sustenta que não há risco de epidemia e que os exames realizados não encontraram microrganismos patogênicos perigosos, enquanto autoridades internacionais continuam buscando informações para esclarecer o episódio.

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