Safra europeia de grãos perde € 2 bilhões devido ao calor e será a menor desde 2018
27 de jul.
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A intensa onda de calor registrada na Europa provocou um prejuízo estimado em € 2 bilhões para a produção de grãos do continente e deve resultar na menor safra desde 2018. O clima extremo reduziu significativamente as expectativas de colheita na União Europeia e no Reino Unido, aumentando a necessidade de importações para suprir a demanda interna.
De acordo com estimativas da Associação Comercial de Grãos da Europa (Coceral) e da organização Energy and Climate Intelligence Unit (ECIU), quase 9 milhões de toneladas deixaram de ser produzidas em razão das altas temperaturas e da falta de chuvas durante fases decisivas do desenvolvimento das lavouras.
As maiores perdas foram registradas em culturas como milho e trigo, especialmente em países como França, Espanha e Hungria. A França, um dos principais produtores agrícolas do continente, foi uma das nações mais afetadas pela quebra de produtividade causada pelo calor extremo.
Com a redução da oferta, a Europa deverá recorrer a um volume maior de importações de grãos, cenário que pode pressionar os preços dos alimentos e afetar o mercado agrícola internacional. Especialistas também alertam para os impactos econômicos sobre produtores rurais e para os desafios impostos pelas mudanças climáticas ao setor.
O episódio reforça a preocupação com a frequência de eventos climáticos extremos e seus efeitos sobre a produção agrícola mundial. Além das perdas financeiras imediatas, o cenário evidencia a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento diante de secas prolongadas e ondas de calor cada vez mais intensas.
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