Sarampo volta a preocupar autoridades após casos em bebês e adultos não vacinados
24 de jul.
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Divulgação/O Brasil segue sem circulação endêmica do vírus, mas o Ministério da Saúde reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada para evitar a reintrodução da doença.
São Paulo registra 13 casos de sarampo em 2026 e país reforça alerta para vacinação.
Maioria dos registros envolve bebês e adultos não imunizados; Brasil mantém certificado de eliminação da circulação endêmica da doença.
O estado de São Paulo confirmou 13 casos de sarampo em 2026, segundo dados de monitoramento das autoridades de saúde. Os registros chamam atenção principalmente pelo perfil dos pacientes: bebês com até 1 ano de idade e adultos entre 20 e 50 anos que não estavam com a vacinação completa..
Diante do cenário, municípios selecionados, como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, passaram a recomendar a aplicação da chamada “dose zero” da vacina tríplice viral para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
A estratégia tem caráter preventivo e busca ampliar a proteção dos grupos mais vulneráveis, já que a vacinação continua sendo a principal forma de evitar a transmissão do vírus.
Brasil mantém eliminação do sarampo endêmico
Apesar dos registros em São Paulo e de notificações isoladas em outros locais, o Brasil segue considerado livre da circulação endêmica do sarampo, mantendo o certificado de eliminação recuperado junto à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
O Ministério da Saúde informa que o cenário nacional permanece sob monitoramento preventivo, sem registro de novos surtos endêmicos.
No último ano, o país contabilizou 38 casos confirmados da doença. Em 2026, além dos casos concentrados em São Paulo, houve registro isolado no Rio de Janeiro.
Segundo as autoridades, a maioria das infecções recentes está relacionada a casos importados, envolvendo pessoas com histórico de viagem internacional ou contato com viajantes.
Risco de reintrodução após viagens internacionais
O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco de reintrodução do vírus devido ao aumento da circulação internacional de pessoas. A preocupação envolve especialmente viajantes que retornaram de países como Estados Unidos, México e Canadá, que enfrentam aumento de casos e surtos ativos da doença.
A recomendação é que estados e municípios intensifiquem a busca por pessoas que ainda não completaram o esquema vacinal.
Vacinação é principal medida de prevenção
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente nos postos de saúde.
Fora do estado de São Paulo, a orientação do Ministério da Saúde é que a “dose zero” seja aplicada em situações específicas, como ações de bloqueio vacinal diante de suspeitas locais ou em áreas com maior risco, como Roraima, devido ao fluxo migratório na fronteira.
Atualmente, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral no país está próxima de 87%. A meta considerada ideal para garantir a proteção coletiva é alcançar 95% de cobertura vacinal.
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