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Suposta fraude nos EUA torna Patrícia Lélis, jornalista brasileira, alvo do FBI

O júri federal do Estado da Virginia, nos Estados Unidos, indiciou a jornalista de Brasília Patrícia Lélis por fraudes financeiras no valor de U$ 700 mil, o equivalente a R$ 3,4 milhões. Isso fez com que o nome da brasileira, envolvida em episódios de denúncia e acusações no passado com políticos do Congresso Nacional, na lista de procurados pelo Federal Bureau Investigation, o FBI, órgão norte americano equivalente à Polícia Federal.
A denúncia foi divulgada pelo gabinete da Procuradoria dos EUA no distrito da Virgina. De acordo com as autoridades do órgão, Patrícia Lélis se apresentava a imigrantes como advogada de assuntos relacionados à imigração, com promessas de ajuda na obtenção de vistos E-2 e EB-5 de estadia no país. Este último garante residência permanente nos Estados Unidos e, em alguns casos, cidadania a quem esteja disposto a investir “recursos substanciais” na criação de empregos em empresas norte-americanas.
Segundo a procuradoria norte-americana, a brasileira teria aplicado o golpe em setembro de 2021 com a garantia de que conseguiria o visto EB-5 para os pais de uma das vítimas. O serviço custou US$ 135 mil, pagos em duas parcelas, sob o argumento de que seria utilizado em um projeto de desenvolvimento imobiliário no Estado do Texas que qualificaria o pagante para o visto EB-5.
O indiciamento acusa Lélis de ter embolsado o dinheiro que acabou sendo utilizado na reforma dos “banheiros” da sua casa na cidade de Arlington, no Texas. “Em vez de investir o dinheiro conforme prometido, Lelis Bolin supostamente o usou para pagar a entrada de sua casa em Arlington, reformas de banheiros e pagar outras despesas pessoais, como dívidas de cartão de crédito”. diz a nota divulgada pelo procuradoria do distrito de Virginia.
A denunciante prossegue. “De acordo com a acusação, para encobrir o esquema e obter mais dinheiro, Lelis Bolin supostamente forneceu à vítima um tribunal distrital dos EUA falso, alegando um número de processo falso, que a mostrava como advogada. Lelis Bolin não é uma advogada licenciada. Ela também é acusada de ter falsificado formulários de imigração dos EUA, forjado múltiplas assinaturas e criado recibos falsos do projeto de investimento do Texas, todos os quais ela enviou por e-mail para uma vítima”, prossegue o texto.
Em uma publicação no seu perfil no rede social X, Patrícia Lélis nega as acusações e diz estar sendo vítima de perseguição do governo norte-americano por ter acessado documentos sigilosos que comprovariam o interesse do país no petróleo venezuelano.
Diante tudo isso, ela está sendo acusada de fraude eletrônica, transações monetárias ilegais e roubo de identidade agravado. Caso venha a ser condenada, os crimes somam penas de até 32 anos de prisão.
No Brasil, Patrícia Lélis ganhou notoriedade como militante pró-aborto, mas mudou de posição e se aliou à tropa de choque do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, ela rompeu com o núcleo bolsonarista e passou a detratar seus integrantes, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Ela também acusou o deputado pastor Marco Feliciano (PL-SP) de tê-la estuprado em 2016. O parlamentar chegou a processá-la por denunciação caluniosa. A jornalista brasileira chegou a se filiar ao PT, mas, em 2021, teve pedido de expulsão apresentado contra ela.
Fonte: O Tempo

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