Surto de ebola teria começado meses antes do anúncio oficial; primeiros casos datariam de fevereiro
há 2 horas
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O surto de ebola causado pela variante bundibugyo foi declarado oficialmente em 15 de maio na República Democrática do Congo. No entanto, levantamentos indicam que as primeiras infecções provavelmente ocorreram muito antes. O primeiro caso identificado retrospectivamente é de um profissional de saúde que desenvolveu sintomas por volta de 24 ou 25 de abril, na região de Mongbwalu, província de Ituri. A notificação sobre uma doença desconhecida e letal só foi feita em 5 de maio — dez dias antes do anúncio oficial. Cerca de três semanas se passaram entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação laboratorial, período considerado crítico para a contenção.
Há indícios de que a circulação do vírus começou ainda mais cedo. Relatos de moradores apontam mortes com febre alta e sangramento desde o fim de março. Um funeral realizado no período, com contato direto entre pessoas e um corpo posteriormente considerado contaminado, é apontado como provável fator de aumento no número de casos. Estudos sugerem que a transmissão inicial de animal para humano pode ter acontecido entre meados e o fim de fevereiro. Os sintomas foram confundidos com doenças comuns da região, como malária e tifo, o que atrasou a resposta.
Até o momento, 80% dos casos estão registrados em Ituri. A lentidão em reconhecer a doença permitiu que ela se espalhasse mais amplamente antes de as medidas de controle serem implementadas. Mais de 2.500 pessoas morreram. Pesquisadores alertam que o monitoramento de animais pode servir de alerta precoce em futuros surtos.
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