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Suspeito de plano contra base britânica usada pelos EUA ligou para a polícia antes de ser preso

há 12 horas
3 min de leitura


Um dos cinco homens presos nas proximidades da base aérea britânica RAF Fairford, na Inglaterra, por suspeita de envolvimento em um possível plano terrorista, ligou para a polícia pouco antes de ser detido, segundo informações divulgadas pela imprensa britânica. O telefonema ocorreu quase uma hora antes de uma moradora da região alertar as autoridades sobre três vans e homens encapuzados próximos à instalação militar.

Os cinco suspeitos foram presos na madrugada de domingo (27), na região de Gloucestershire, sob suspeita inicialmente de crimes relacionados a explosivos. Mais tarde, eles também foram detidos sob suspeita de preparação de um ato terrorista.

A RAF Fairford é utilizada por militares dos Estados Unidos e, nos últimos meses, serviu como ponto de apoio para bombardeiros B-1 americanos envolvidos em operações contra o Irã. O episódio provocou uma grande mobilização de segurança na região e levou autoridades britânicas e americanas a investigarem a possibilidade de envolvimento de um agente estrangeiro.

Segundo informações publicadas inicialmente pelo jornal The Times e posteriormente divulgadas pela BBC e pelo The Guardian, um dos suspeitos telefonou para o número de emergência britânico, 999, cerca de uma hora antes de uma agricultora ligar para a polícia, por volta de 1h36 da madrugada, após perceber a movimentação suspeita.

Os investigadores agora tentam determinar o motivo da ligação. Uma das possibilidades analisadas é que o homem tenha desistido de um eventual plano. Outra hipótese é que o telefonema tenha feito parte da própria estratégia do grupo. A polícia ainda não apresentou uma conclusão sobre o motivo da chamada.

Em entrevista a jornalistas, Laurence Taylor, chefe da polícia britânica de contraterrorismo, afirmou que a operação foi desencadeada por uma série de informações recebidas pelas autoridades, incluindo uma denúncia sobre veículos que apresentavam comportamento suspeito perto da RAF Fairford.

Taylor afirmou ainda que nenhum dispositivo explosivo improvisado foi encontrado nas três vans usadas pelos homens. Uma quantidade de gasolina, porém, foi localizada e apreendida durante a investigação.

Os cinco suspeitos são cidadãos britânicos na faixa dos 20 anos, oriundos da região de Londres. Eles foram liberados sob fiança na segunda-feira (28), mas continuam sob investigação. A decisão de libertá-los provocou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que não teria tomado a mesma decisão.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que o suposto plano "claramente envolveu a ação de um agente estrangeiro". O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, também afirmou posteriormente que existem fortes indícios de envolvimento do Irã no episódio.

Apesar das declarações americanas e britânicas, a participação iraniana ainda é investigada. O Irã nega categoricamente qualquer envolvimento no caso.

As autoridades britânicas também investigam se os cinco homens atuavam, de forma consciente ou não, em nome de um Estado estrangeiro. A polícia ainda não confirmou publicamente que o grupo tenha recebido ordens de outro país.

A investigação ocorre em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã. A RAF Fairford ganhou importância estratégica por ser utilizada por aeronaves americanas em operações militares contra o território iraniano. Em julho, uma declaração ligada à Guarda Revolucionária do Irã havia mencionado a base e advertido que instalações utilizadas para ataques contra o território iraniano poderiam ser consideradas alvos.

As buscas relacionadas ao caso continuam, enquanto as autoridades tentam esclarecer por que um dos próprios suspeitos telefonou para a polícia antes das prisões e qual foi o papel dos cinco homens na movimentação registrada nas proximidades da base.

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