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Suécia e Finlândia interceptam aeronaves militares russas no Golfo da Finlândia

há 1 dia
2 min de leitura


Caças da Suécia e da Finlândia foram acionados na quinta-feira (24) para interceptar e identificar um grupo de aeronaves militares russas que sobrevoava o espaço aéreo internacional sobre o Golfo da Finlândia. A operação marcou a primeira ação conjunta desse tipo realizada pelas forças aéreas dos dois países nórdicos.

Segundo a Força Aérea Finlandesa, os caças dos dois países acompanharam e identificaram um grupo de aeronaves russas composto por um avião de transporte e vários caças. A missão ocorreu dentro da estrutura de cooperação entre Suécia e Finlândia para monitorar e proteger o espaço aéreo dos dois países.

A operação foi realizada sobre águas internacionais e não foi registrada, segundo as informações divulgadas, como uma violação do espaço aéreo sueco ou finlandês. O objetivo dos caças foi acompanhar as aeronaves russas e confirmar suas identidades.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, afirmou que a ação demonstrou o funcionamento da cooperação de Alerta de Reação Rápida entre os dois países. Em uma publicação na rede social X, ele classificou a operação como uma demonstração da prontidão e da confiança construídas pela cooperação nórdica, nórdico-báltica e pela atuação mais ampla da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na região.

A região do Mar Báltico, que inclui o Golfo da Finlândia, permanece sob atenção das autoridades europeias desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Desde então, foram registrados episódios envolvendo violações do espaço aéreo, avistamentos de drones e incidentes relacionados à infraestrutura de energia na região.

Suécia e Finlândia passaram a integrar a OTAN depois da invasão russa da Ucrânia. A entrada na aliança representou o abandono de uma política de longa duração de não alinhamento militar adotada pelos dois países.

Antes da adesão de Suécia e Finlândia, outros países nórdicos, como Noruega, Islândia e Dinamarca, já faziam parte da aliança. Estônia, Letônia e Lituânia, que também integram a OTAN, ficam na região do Mar Báltico.

As embaixadas da Rússia em Estocolmo e Helsinque não haviam respondido imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters sobre a operação.

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