São Paulo registra nove casos de corpos encontrados em diferentes regiões; polícia afasta hipótese de serial killer
há 7 horas
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Divulgação
A circulação de imagens de nove corpos encontrados em diferentes regiões da cidade de São Paulo alimentou rumores nas redes sociais sobre a possível atuação de um assassino em série. As ocorrências foram registradas entre 5 de setembro e 2 de outubro de 2026, com cadáveres encontrados em sacos plásticos, cobertores e outros materiais, além de casos de esquartejamento, decapitação e carbonização. A Polícia Civil, porém, afirma que não há evidências de que as mortes tenham sido cometidas por um mesmo autor.
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga quatro ocorrências na Zona Leste, três na Zona Sul, uma na Zona Norte e uma na Zona Oeste. Não houve registros desse conjunto de casos na região central da capital. Das nove vítimas, oito já haviam sido identificadas, sendo sete homens e uma mulher.
A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, veio a público para rebater os rumores e tranquilizar a população. Segundo ela, não existe evidência de que um serial killer esteja agindo em São Paulo. A delegada explicou que a semelhança entre alguns casos, principalmente pela maneira como os corpos foram encontrados, contribuiu para que as ocorrências fossem agrupadas nas redes sociais.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, também afirmou que as mortes apresentam características distintas e que a investigação não aponta, até o momento, para uma autoria comum. As apurações são conduzidas individualmente.
Os nove casos registrados em São Paulo
5 de setembro — Jabaquara, Zona Sul
O primeiro caso da sequência ocorreu na Rua Contos Gauchescos, no Jabaquara. Garis encontraram o corpo de um homem dentro de um saco plástico preto. O cadáver estava amarrado com cordas, e a ocorrência foi investigada como homicídio.
10 de setembro — Colônia, Zona Leste
Cinco dias depois, um homem foi encontrado morto em um terreno baldio na Rua Zenichi Sato, no bairro Colônia. O corpo estava amarrado, enrolado em um cobertor e com a cabeça dentro de sacos plásticos.
10 de setembro — Jardim Marabá, Zona Leste
Na mesma data, uma mulher foi encontrada morta na Rua Osmano Ungaretti, no Jardim Marabá, a aproximadamente três quilômetros do local onde o corpo do homem havia sido localizado. A vítima apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, inclusive na região do rosto e da cabeça. O cadáver estava envolto em um cobertor e acondicionado em um saco plástico.
13 de setembro — Zona Leste
Outro homem foi encontrado morto na Zona Leste. O corpo estava acondicionado em um saco plástico. O caso passou a integrar o conjunto de ocorrências investigadas pelas autoridades.
19 de setembro — Jaçanã, Zona Norte
Um homem foi encontrado decapitado e esquartejado dentro de sacolas plásticas em um barranco na região do Jaçanã. Roupas e uma faca também foram localizadas nas proximidades. A cabeça e as mãos da vítima não haviam sido encontradas naquele momento.
25 de setembro — Vila Andrade, Zona Sul
Um homem foi encontrado morto na Rua São João do Pernambuco, na Vila Andrade. O corpo estava abandonado na via pública, enrolado em uma coberta e com as mãos amarradas.
25 de setembro — Rio Pequeno, Zona Oeste
Na mesma data, outro caso foi registrado no Rio Pequeno. Um homem foi encontrado carbonizado no banco traseiro de um carro incendiado. A ocorrência passou a fazer parte das investigações sobre as mortes violentas registradas na cidade.
27 de setembro — Jardim São Luís, Zona Sul
Uma cabeça humana foi encontrada em uma praça no Jardim São Luís, entre a Avenida Guido Caloi e a Ponte Transamérica. O caso também foi incluído no levantamento das ocorrências que repercutiram nas redes sociais.
2 de outubro — Parque Ecológico do Tietê, Zona Leste
O caso mais recente do levantamento ocorreu em uma área de mata próxima a uma ciclovia, nas imediações do Parque Ecológico do Tietê e do Centro de Treinamento do Corinthians. O corpo de um homem foi encontrado dentro de um saco plástico, com braços e pernas amarrados com fita adesiva.
Polícia investiga diferentes motivações para as mortes
Apesar da repercussão provocada pelas semelhanças entre alguns casos, as autoridades afirmam que os elementos encontrados não são suficientes para estabelecer uma ligação entre as ocorrências. Os métodos identificados incluem disparos de arma de fogo, esquartejamento e carbonização, entre outras circunstâncias.
Entre as linhas de investigação estão possíveis vinganças, dívidas relacionadas a drogas e conflitos ligados ao crime organizado. A polícia também apura a possibilidade de que algumas mortes estejam relacionadas ao chamado “tribunal do crime”, mecanismo clandestino utilizado por facções para impor punições, inclusive execuções, a pessoas acusadas de desrespeitar suas regras.
A investigação não descarta a possível participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou de outros grupos criminosos em determinadas ocorrências, mas não há confirmação de que todas as mortes tenham relação com essas organizações.
As autoridades também alertaram que a divulgação de teorias sem comprovação pode ampliar o medo da população e prejudicar familiares que ainda procuram informações sobre pessoas desaparecidas. O DHPP continua investigando os casos separadamente para esclarecer as circunstâncias das mortes, identificar os responsáveis e determinar as motivações de cada crime.
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