Tennessee suspende todas as execuções após mulher sobreviver à tentativa de aplicação de injeção letal; governador determina revisão independente dos protocolos
1 de out.
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O governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, a suspensão de todas as execuções no estado e determinou uma investigação independente sobre os procedimentos adotados. A decisão foi tomada após Christa Pike sobreviver à tentativa de execução por injeção letal realizada na noite anterior, na penitenciária de Nashville. "Estou profundamente decepcionado, assim como os moradores do Tennessee, com o que aconteceu", declarou o governador. Segundo ele, a equipe teria seguido exatamente o protocolo estabelecido e aprovado, o que torna necessária uma análise completa para entender o que falhou.
Christa Pike foi condenada aos 18 anos pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. O crime ocorreu em Knoxville, quando ela, o namorado e um terceiro indivíduo atraíram a colega de escola para uma área isolada, onde a vitima foi torturada e morta. O caso causou choque à época por sua brutalidade. Três décadas depois, a execução foi marcada, mas após a aplicação dos produtos químicos letais, testemunhas relataram que ela permanecia viva, respirando e roncando. A Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado horas antes uma decisão que suspendia o procedimento, abrindo caminho para que ele fosse realizado.
A defesa de Christa havia levantado argumentos contra a execução: apontou que ela era adolescente no momento do crime, sofreu abuso sexual na infância e tem histórico de doença mental não tratada. O Departamento de Correção do Tennessee afirmou que os medicamentos usados são considerados eficazes e que não havia procedimento adicional previsto no protocolo. Christa foi transferida para uma unidade médica externa. Esta é a segunda falha registrada no estado em 2026 — em maio, uma tentativa de execução foi interrompida porque não foi possível encontrar veia adequada para a aplicação. A mãe da vítima já se manifestou publicamente a favor do cumprimento da pena.
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