Tornados deixam estragos no Paraná e produtores cobram ajuda emergencial
há 2 dias
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Após as tempestades e tornados que varreram o Paraná no último sábado (8), o Sistema FAEP subiu o tom e passou a exigir uma resposta imediata dos governos estadual e federal. A passagem do vendaval deixou um rastro de destruição em várias regiões do estado, destelhando casas, destruindo galpões e granjas, além de derrubar postes e cortar a energia de milhares de propriedades rurais e urbanas.
O Simepar confirmou estragos graves em municípios como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora. Diante do cenário de crise, a federação e os sindicatos rurais da base articulam uma ação conjunta junto às Secretarias de Agricultura (Seab) e da Fazenda (Sefa), além da Copel.
A lista de urgências apresentada pela entidade foca em três frentes: um pente-fino rápido da Defesa Civil para mapear as perdas, total prioridade da Copel no religamento da rede elétrica e a criação de uma linha de crédito emergencial pré-aprovado. Para o presidente da FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a liberação desburocratizada desses recursos é a única forma de garantir que as famílias atingidas consigam reerguer as estruturas e retomar a produção sem perder a safra.
O episódio reacendeu o debate sobre a frequência de eventos climáticos extremos no solo paranaense. Apenas no mês passado, a Assembleia Legislativa promoveu um encontro para discutir os impactos do El Niño e traçar estratégias contra vendavais e tempestades de granizo. Meneguette cobra que as discussões saiam do papel: dados da própria entidade apontam que, em dez anos, o Paraná enfrentou cerca de 6 mil desastres naturais, afetando todos os 399 municípios, atingindo 4,5 milhões de pessoas e acumulando um prejuízo econômico de R$ 32 bilhões.
A grande preocupação do setor agropecuário é que o socorro atual vire mais uma novela burocrática. A FAEP trouxe à tona o caso de Rio Bonito do Iguaçu e municípios vizinhos no Centro-Sul, devastados por um tornado em novembro de 2025. Quase um ano após o desastre, muitos produtores continuam travados em exigências administrativas e não conseguiram acessar os recursos prometidos para a reconstrução. A entidade garantiu que vai manter a pressão em Curitiba e em Brasília para impedir que o atraso se repita com os atingidos do último fim de semana.
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