Tragédia no mar: centenas de refugiados desaparecem após barcos afundarem na costa de Myanmar
há 17 minutos
2 min de leitura
Reprodução
Mais de 500 refugiados rohingyas são dados como mortos após o naufrágio de duas embarcações que transportavam pessoas em fuga da violência em Myanmar. Segundo informações divulgadas pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), os barcos partiram do estado de Rakhine no fim de junho, levando principalmente integrantes da minoria étnica rohingya, incluindo pessoas que haviam deixado campos de refugiados em Bangladesh.
De acordo com os relatos preliminares, uma das embarcações perdeu contato pouco depois de iniciar a viagem, enquanto a outra teria afundado próximo à costa da região de Ayeyarwady, em Myanmar, no início de julho. As autoridades e agências humanitárias ainda trabalham para confirmar o número exato de vítimas e as circunstâncias dos acidentes.
A ONU classificou o episódio como uma das maiores tragédias recentes envolvendo refugiados rohingyas. As agências alertam que o grupo continua recorrendo a perigosas travessias marítimas devido à escalada da violência em Myanmar, à falta de perspectivas de retorno seguro e às difíceis condições enfrentadas nos campos de refugiados em Bangladesh.
Segundo o ACNUR e a OIM, as embarcações navegaram durante o período de monções, quando o mar apresenta condições especialmente perigosas. Mesmo assim, milhares de pessoas continuam arriscando a travessia na tentativa de alcançar países do Sudeste Asiático, como a Malásia, em busca de segurança e melhores condições de vida.
As organizações internacionais pediram o reforço das operações de busca e salvamento, além de maior cooperação entre os países da região para proteger os refugiados. Também defenderam medidas que enfrentem as causas da crise humanitária, permitindo que a população rohingya tenha acesso à proteção, direitos e soluções duradouras para o deslocamento forçado.