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Trio é condenado a até 48 anos de prisão por ataque a ônibus que matou torcedor em BH

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura
Trio é condenado a até 48 anos de prisão por ataque a ônibus que matou torcedor em BH
Divulgação/Júri reconheceu homicídio qualificado e tentativas de homicídio em emboscada contra ônibus de torcedores rivais após partida no Mineirão
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de três torcedores do Cruzeiro, que integravam uma torcida organizada à época dos fatos, pelo ataque a um ônibus que transportava torcedores do Atlético Mineiro em Belo Horizonte. O crime ocorreu em novembro de 2021, no bairro Novo das Indústrias, região do Barreiro, e resultou na morte de um jovem atleticano de 20 anos.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da capital mineira. Os três réus foram condenados por homicídio qualificado, e um deles também respondeu por cinco tentativas de homicídio contra outros passageiros do coletivo.

As penas fixadas foram de 48 anos e seis meses de prisão para o acusado de 25 anos, 24 anos de prisão para o réu de 28 anos e 20 anos de prisão para o réu de 24 anos. Após a sentença, a Justiça determinou a prisão imediata dos condenados, que foram encaminhados ao sistema prisional.

Emboscada após jogo no Mineirão
Segundo a denúncia do MPMG, os acusados planejaram uma emboscada após a vitória do Atlético Mineiro sobre o Fluminense, no Estádio Mineirão. Sabendo que integrantes de uma torcida organizada rival retornariam ao Barreiro pela linha de ônibus 6350 (Vilarinho/Barreiro), eles convocaram outros comparsas e interceptaram o coletivo.

Os agressores utilizaram pedras, barras de ferro, pedaços de pau, bolas de sinuca, fogos de artifício e bombas caseiras para atacar o ônibus. Conforme o Ministério Público, eles ameaçaram matar todos os ocupantes e impediram a saída de idosos, crianças e passageiros que não tinham qualquer relação com torcidas organizadas.

Durante a ação, um jovem de 20 anos, que não vestia camisa de clube nem de torcida organizada, foi brutalmente espancado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Qualificadoras reconhecidas
Os jurados acolheram todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo que os crimes foram praticados por motivo torpe, mediante emboscada — dificultando a defesa das vítimas — e com emprego de meio cruel. Um dos réus também foi condenado pela tentativa de homicídio de um passageiro atacado com fogo.

Um quarto acusado teve o processo desmembrado e será julgado posteriormente.
Julgamento foi anulado e refeito

Os três condenados já haviam sido submetidos ao Tribunal do Júri anteriormente, mas os julgamentos foram anulados pela Justiça devido a irregularidades processuais. Com isso, um novo júri foi realizado, enquanto os réus respondiam ao processo em liberdade.

A promotora de Justiça Janaíni Keilly Brandão destacou a gravidade do caso e afirmou que a violência atingiu também passageiros que apenas estavam no mesmo ônibus.

"Eles utilizaram paus, pedras e bombas contra o coletivo, atacando também pessoas comuns que estavam no mesmo ônibus dos integrantes da torcida rival", afirmou.

O promotor Luciano Sotero ressaltou que a condenação representa uma resposta à família da vítima.

"Um jovem de 20 anos foi trucidado pelo ódio de uma torcida em relação à outra. A mãe dele aguardava por essa resposta da Justiça há muito tempo", disse.

Após o ataque, policiais militares prenderam os envolvidos e apreenderam, no veículo utilizado na ação, três bastões de madeira, cinco artefatos explosivos de fabricação caseira, um soco inglês e fogos de artifício.
Fonte: MPMG

Gazeta de Varginha

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