Trump diz que avião usado em voo secreto da Turquia corria maior risco de ser atacado
12 de ago.
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Foto:AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o avião militar usado para retirá-lo secretamente da Turquia no mês passado estava sob um risco maior de ser atacado. A declaração foi feita depois que detalhes da operação vieram a público, revelando que Trump deixou a Turquia em uma aeronave diferente daquela na qual jornalistas e integrantes da equipe da Casa Branca acreditavam que ele viajaria.
A mudança ocorreu após a participação de Trump na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, o Serviço Secreto e os militares americanos organizaram uma manobra para esconder qual aeronave realmente levaria o presidente para fora do país diante de uma ameaça atribuída ao Irã. Trump acabou sendo levado secretamente para um avião militar menor, enquanto outra aeronave foi utilizada como uma espécie de isca.
Trump havia chegado à Turquia a bordo do novo avião presidencial, uma aeronave Boeing 747-8 que havia sido doada pelo Catar e adaptada para servir como Air Force One. Na saída, porém, ele não utilizou esse avião. O presidente embarcou publicamente em um antigo Air Force One, diante das câmeras, criando a impressão de que retornaria naquela aeronave.
Na sequência, Trump deixou o avião sem ser percebido e foi transportado em um veículo usado para serviços de alimentação no aeroporto até um C-32A, aeronave militar baseada no Boeing 757. O procedimento foi realizado para ocultar sua localização e dificultar que eventuais ameaças identificassem o avião que realmente transportava o presidente.
O Air Force One utilizado como disfarce seguiu viagem com jornalistas e integrantes da equipe presidencial que não tinham conhecimento de que Trump havia deixado a aeronave. A operação permaneceu em segredo por semanas, até que os detalhes fossem divulgados publicamente.
Ao comentar a troca de aeronave, Trump afirmou que seguiu as orientações do Serviço Secreto. Segundo ele, apesar de a decisão ter sido tomada pelos responsáveis por sua segurança, o avião militar no qual embarcou apresentava um risco maior de ser alvo de um ataque. A avaliação ocorreu em meio às preocupações com uma possível ameaça iraniana contra o presidente americano.
A operação também levantou questionamentos sobre a segurança dos funcionários e jornalistas que permaneceram no avião usado como isca. A mudança secreta fez com que parte da comitiva presidencial acreditasse que Trump continuava a bordo, enquanto ele já havia sido levado para outra aeronave. O episódio passou a ser tratado como uma das operações mais incomuns de segurança envolvendo o deslocamento do presidente americano.
Trump estava acompanhado na aeronave militar por alguns assessores próximos, entre eles Dan Scavino, Natalie Harp e Walt Nauta. A troca de avião ocorreu após autoridades americanas avaliarem que havia uma ameaça suficientemente séria para justificar uma operação de ocultação da localização do presidente.
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