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Trump é interrompido por protestos durante comício no Texas e tenta esclarecer fala sobre ataques a cidades dos EUA

há 5 horas
3 min de leitura



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi interrompido repetidamente por manifestantes durante um comício realizado na noite de quarta-feira (7), em San Antonio, no Texas. O evento tinha como objetivo reforçar o apoio do presidente ao candidato republicano ao Senado Ken Paxton, mas acabou marcado por uma série de protestos e por novas declarações de Trump sobre uma polêmica envolvendo possíveis ataques do Irã a cidades americanas.

Pelo menos 12 manifestantes foram retirados do local pela polícia durante o discurso. Alguns deles foram algemados. Um dos manifestantes usava um boné associado ao movimento MAGA, sigla para “Make America Great Again”, lema utilizado por Trump.

A primeira interrupção foi ignorada pelo presidente, que se voltou para o público e questionou os apoiadores sobre o próprio comício. As manifestações, porém, continuaram ao longo do discurso.

Depois que outros participantes foram retirados do local, Trump afirmou que alguns dos manifestantes seriam pagos para interromper seus eventos. Em determinado momento, pediu que qualquer pessoa que estivesse sendo paga para protestar se identificasse e deixasse o local.

O presidente também fez comentários sobre a aparência de um dos manifestantes durante uma das interrupções. Enquanto os protestos prosseguiam, os apoiadores de Trump reagiam com vaias e gritos de apoio ao presidente.

Além dos protestos, Trump voltou a abordar uma declaração feita anteriormente sobre a possibilidade de o Irã lançar mísseis contra cidades americanas, especialmente Los Angeles e San Diego. A fala havia provocado críticas de autoridades da Califórnia e de políticos democratas.

Durante o comício no Texas, Trump afirmou novamente que os ataques poderiam causar graves consequências, mas acrescentou que os Estados Unidos não permitiriam que isso acontecesse.

“Não vamos deixar isso acontecer. Nós protegemos nossas cidades. Protegemos nosso país”, afirmou o presidente.

A declaração ocorreu depois de Trump ter feito comentários semelhantes em um comício realizado anteriormente em Grand Island, Nebraska. Na ocasião, o presidente havia falado sobre a possibilidade de um ataque contra San Diego ou Los Angeles e utilizado o cenário para destacar as consequências que, segundo ele, poderiam ocorrer caso um Irã com armas nucleares fosse capaz de atingir cidades americanas.

As declarações provocaram reação imediata na Califórnia. O governador Gavin Newsom classificou Trump como “perturbado e perigoso”, enquanto a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, afirmou que as falas poderiam comprometer a segurança da cidade.

Diante da repercussão, o diretor de Comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou nas redes sociais que Trump estava se referindo à possibilidade de cidades americanas serem ameaçadas caso um Irã nuclear não tivesse sido impedido.

No comício em San Antonio, Trump também buscou mobilizar eleitores em favor de Ken Paxton, candidato republicano ao Senado pelo Texas. O presidente tem intensificado sua participação na campanha para tentar garantir apoio ao Partido Republicano no estado, tradicionalmente considerado um reduto republicano, mas que enfrenta uma disputa eleitoral mais competitiva.

Durante o evento, Trump ainda anunciou que pretende conceder a Medalha Presidencial da Liberdade ao ex-jogador de beisebol Roger Clemens. O presidente também voltou a defender a pena de morte para traficantes de drogas e falou sobre os custos dos combustíveis em meio às discussões relacionadas à política externa dos Estados Unidos.

O comício terminou, portanto, marcado não apenas pela tentativa de Trump de fortalecer a candidatura de Paxton, mas também pelas interrupções sucessivas dos manifestantes e pela tentativa do presidente de esclarecer os comentários anteriores sobre uma possível ameaça de ataques iranianos contra cidades americanas.

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