Tutor de cão agredido em hotel para pets cobra segurança após vídeo em Bonito, MS
há 2 horas
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O tutor do cachorro Ravi, um pastor-australiano de pouco mais de um ano, se revoltou nas redes sociais após tomar conhecimento de uma agressão sofrida pelo animal dentro de um hotel para pets em Bonito, Mato Grosso do Sul. Imagens do episódio circularam nas redes e provocaram repercussão.
O tutor, Vincent Lacerda, contou que não foi informado diretamente pelo estabelecimento sobre o que havia acontecido. Ele afirmou que tomou conhecimento da agressão depois de receber o vídeo que mostra a proprietária do hotel, Ana Carla Leite, dando tapas no cachorro.
Nas redes sociais, Vincent questionou a segurança oferecida pelo local e afirmou que esperava que houvesse profissionais preparados para agir diante de conflitos entre os animais hospedados.
“O mínimo que a gente espera é segurança”, declarou o tutor ao comentar o episódio.
Ravi frequentava o hotel desde os três meses de idade, segundo Vincent. O animal, de pouco mais de um ano, era acompanhado por profissionais e havia passado por adestramento. O tutor afirmou ainda que o cachorro não tinha histórico de comportamento agressivo.
O episódio aconteceu durante uma briga envolvendo Ravi e outro cachorro, um yorkshire chamado Kowalski, que pertencia à família responsável pelo estabelecimento. Segundo Ana Carla, Ravi teria atacado o animal e não o soltava.
A proprietária contou que recebeu uma ligação da filha, que estava no hotel, enquanto ela participava de uma festa no centro de Bonito. Ao retornar ao estabelecimento, encontrou os dois cães em uma situação de conflito e tentou separá-los.
Ana Carla reconheceu que deu tapas em Ravi durante a tentativa de separar os animais. Segundo ela, a atitude ocorreu em uma situação de desespero para tentar salvar Kowalski, que acabou morrendo.
A proprietária afirmou que não teve intenção de maltratar o pastor-australiano. Ela também disse que entregou imagens do episódio à polícia, está à disposição das autoridades e pediu desculpas pelo ocorrido.
Vincent, porém, questiona a versão apresentada pela proprietária. O tutor afirmou que imagens registradas depois da confusão mostram Ravi tranquilo e sem sinais aparentes de ferimentos ou sangue.
Depois de receber o vídeo, Vincent pediu que uma pessoa fosse até o hotel para buscar o cachorro. Ravi foi levado a uma veterinária. Segundo o tutor, o animal estava com fome, sede e sujo, mas não apresentava marcas de sangue.
O caso foi registrado inicialmente como maus-tratos a animais. Ana Carla prestou depoimento à Polícia Civil e não foi presa.
Após analisar as imagens e as circunstâncias apresentadas, o delegado responsável afirmou que, naquele momento, não havia elementos suficientes para caracterizar o crime de maus-tratos, considerando a alegação de que a mulher tentava separar os dois cães.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A Promotoria abriu investigação para apurar possíveis maus-tratos, as condições de segurança e manejo dos animais no estabelecimento e eventual responsabilidade pelos fatos. Novas diligências também foram solicitadas à Polícia Civil.
Com a repercussão do caso, Vincent afirmou ter recebido outros relatos relacionados ao estabelecimento e passou a questionar se situações semelhantes poderiam ter ocorrido sem chegar ao conhecimento do público.
“E se não tivesse viralizado?”, questionou o tutor.
As investigações continuam, e ainda não há conclusão sobre eventual responsabilidade criminal pelos fatos.
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