Ucrânia lança ataque massivo de drones contra região de Moscou; Rússia promete resposta
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Reprodução/ IA
A Ucrânia realizou um ataque em larga escala com drones contra a região de Moscou, entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira. O prefeito da capital russa, Sergey Sobyanin, informou que foram lançados cerca de 650 aparelhos em direção à área; a maioria foi interceptada pela defesa aérea, sendo 105 deles abatidos ao se aproximarem da cidade.
Um jovem de 20 anos perdeu a vida na localidade de Radumlya, no distrito de Solnechnogorsk, ao noroeste de Moscou. Outras seis pessoas ficaram feridas em diferentes pontos da região. O governador Andrey Vorobyov confirmou também danos a residências e veículos, com equipes atuando nas áreas afetadas.
A ação se insere numa sequência de ataques aéreos que se intensificou nas últimas semanas — no dia 21 de setembro, Moscou registrou o maior ataque de drones já realizado, com mais de 1,9 mil aparelhos. Do lado russo, bombardeios contra Kiev ocorrem de forma quase contínua desde o fim de agosto, causando mortes e prejudicando a rotina da população. No último domingo (4), um drone russo atingiu uma ponte importante da capital ucraniana no momento em que o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, chegava à cidade.
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que intensificará os ataques a Kiev e a outras regiões da Ucrânia, visando instalações militares, indústria de defesa e infraestrutura. A medida foi apresentada como resposta à declaração do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que afirmou à Reuters redobrar os ataques a refinarias de petróleo russas — como reação à política de bombardeios de Moscou. As ações recentes já afetam fortemente a vida dos cerca de 3 milhões de moradores de Kiev, às vésperas do inverno. O governo russo justifica seus ataques como reação a ações que classifica como direcionadas a alvos civis em seu território.
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