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- Operação El Patrón prende 27 pessoas em combate ao tráfico e lavagem de dinheiro no Sul de Minas e SP
Uma operação contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro resultou na prisão de 27 pessoas no Sul de Minas e em São Paulo; uma estufa de maconha foi descoberta durante as investigações. O caso, que culminou na Operação El Patrón nesta quarta-feira (13), chamou a atenção da Polícia Civil devido à embalagem utilizada para a venda das drogas. Os pacotes eram personalizados para cada tipo de entorpecente, imitando marcas famosas de forma inovadora. Durante a ação policial em Poços de Caldas (MG), foi localizada uma estufa de maconha. Os mandados foram cumpridos em Poços de Caldas (MG), Mogi Guaçu (SP), Osasco (SP) e São José do Rio Pardo (SP). Das 27 prisões, 24 ocorreram no município mineiro e três nas cidades paulistas. As investigações apontaram que o esquema de tráfico funcionava por meio de um serviço de delivery, onde os consumidores recebiam um cardápio de drogas via aplicativo de mensagens e realizavam os pagamentos através do PIX. O grupo era comandado por um líder baseado em Mogi Guaçu, e a distribuição das drogas era feita por motoboys, que levavam os entorpecentes para vários bairros de Mogi Guaçu e Poços de Caldas. Em agosto do ano passado, um motociclista foi preso depois de colidir contra uma viatura da Polícia Militar de Poços de Caldas enquanto transportava pacotes de cereais recheados com drogas. Esse episódio foi um dos pontos que desencadearam as investigações. De acordo com o delegado regional de Poços de Caldas, Cleyson Brene, as drogas eram embaladas com símbolos de marcas conhecidas, mas com alterações para indicar o tipo de substância, como uma folha de maconha. Além disso, os envolvidos no esquema usavam vários números de telefone e trocavam as linhas com frequência para tentar confundir a polícia.
- Tensão no G20! Comitiva brasileira garante segurança mesmo após atentado em Brasília
Após o atentado com explosivos em Brasília na noite da última quarta-feira (13), em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), a comitiva brasileira responsável pelo G20 afirmou não estar preocupada com a segurança para a cúpula. Segundo os organizadores, o esquema montado no Rio de Janeiro, com apoio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), é considerado adequado para o evento, que contará com a presença de 7 mil militares e 95 agentes da Força Nacional. A partir de hoje, o esquema de segurança será intensificado na cidade-sede do G20, com policiamento ostensivo e preventivo. Uma coletiva de imprensa foi marcada pelo governo do Rio para detalhar o plano de segurança. A avaliação sobre a segurança foi feita exclusivamente pela comitiva brasileira e não inclui a percepção de outros países participantes. A cúpula no Brasil, que tem como tema questões econômicas e diplomáticas, inclui eventos paralelos e reuniões que reunirão autoridades de diversas nações.
- Falta de planejamento ameaça Black Friday para pequenos negócios; 42% dos donos acumulam funções
Uma pesquisa realizada pelo Itaú Empresas em parceria com o Instituto Locomotiva revelou que 42% dos pequenos empresários brasileiros acumulam todas as funções de gestão em seus negócios, o que pode prejudicar o desempenho na Black Friday deste ano. O levantamento, divulgado em novembro de 2024, destaca que o acúmulo de tarefas operacionais limita o tempo dos empreendedores para desenvolver estratégias e planejar ações de venda para a data. O estudo também mostra que 35% dos pequenos empresários executam sozinhos todas as atividades de ao menos uma área operacional. Segundo Angelo Russomanno, diretor de pagamentos para empresas do Itaú Unibanco, a Black Friday é uma oportunidade significativa para os negócios, mas exige planejamento específico, que acaba comprometido pela sobrecarga de funções. Entre os 1.001 empreendedores entrevistados, 83% apontam dificuldades para aumentar o faturamento, e 79% relatam problemas em manter reservas financeiras. Outros desafios incluem a concorrência, mencionada por 77%, e a implementação de estratégias de marketing e inovação, relatadas por 73% e 69%, respectivamente. Realizada entre 4 de julho e 16 de agosto, a pesquisa entrevistou empresários de pequenas e médias empresas em todas as regiões do Brasil, com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 50 milhões.
- Acordo histórico? BRICS convida Turquia como país parceiro, Erdogan avalia proposta
O ministro do Comércio da Turquia, Omer Bolat, anunciou que o grupo BRICS ofereceu à Turquia o status de “país parceiro” em uma iniciativa que visa fortalecer as relações econômicas e comerciais entre a Turquia e os países do bloco. Este anúncio surge após meses de interesse declarado por Ancara em se juntar ao grupo BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos membros como Etiópia, Irã, Egito e Emirados Árabes Unidos. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, participou de uma cúpula do BRICS em Kazan, Rússia, onde a categoria de “país parceiro” foi formalmente introduzida para ampliar a cooperação com países que ainda não são membros plenos. Erdogan destacou que a parceria com o BRICS representa uma oportunidade econômica, e não uma substituição dos laços da Turquia com a OTAN e o Ocidente. Autoridades turcas afirmaram repetidamente que essa parceria não prejudicará os compromissos militares e políticos do país com a aliança ocidental. Bolat, porém, não especificou se a Turquia aceitou a proposta. Em entrevistas recentes, autoridades do partido governista AK indicaram que o status de “país parceiro” pode não ser suficiente para atender às expectativas turcas em relação ao bloco.
- Em resposta à Europa, Brasil cria supersecreta para exportação e defesa do agro
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou a criação de duas novas secretarias no Ministério da Agricultura. Uma delas será voltada para a promoção comercial dos produtos agropecuários brasileiros no mercado internacional, enquanto a outra ficará encarregada de fortalecer o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O anúncio ocorreu em Brasília na última terça-feira (12), durante uma reunião com 20 entidades do setor agrícola. A nova secretaria de promoção comercial pretende atuar em parceria com a Apex e o Ministério das Relações Exteriores, além de colaborar com as secretarias de Defesa Agropecuária e de Relações Internacionais. A medida surge em meio a preocupações sobre a Lei Antidesmatamento da União Europeia, que restringe a importação de produtos de áreas desmatadas após 2022, incluindo regiões com desmatamento legal. O governo brasileiro estima que a legislação possa afetar até 15% das exportações brasileiras e 34% das vendas para a Europa. A Comissão Europeia propôs que a legislação entre em vigor até o final de 2025 para grandes empresas e até 2026 para pequenas e médias. A nova secretaria será fundamental para o Brasil enfrentar desafios comerciais como esse e fortalecer a presença do agro no mercado global.
- Fila do INSS explode! Quase 2 milhões aguardam benefícios atrasados
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou um aumento de 33% na fila de concessão de benefícios entre junho e setembro de 2024. De acordo com dados do Boletim Estatístico da Previdência Social, o número de requerimentos pendentes ultrapassou 1,79 milhão, com um acréscimo de aproximadamente 445 mil novos pedidos nos últimos três meses. Dos pedidos em espera, 1,08 milhão (61%) correspondem a benefícios previdenciários, 392 mil (22%) são requerimentos de assistência social e 235 mil (15%) possuem pendências documentais. Nos últimos 45 dias, foram registrados 918 mil novos pedidos, sendo 750 mil previdenciários e 168 mil assistenciais. A Constituição estabelece um prazo de 45 dias para a análise de benefícios pelo INSS, mas atualmente cerca de 560 mil processos já ultrapassaram esse período, entre eles 336 mil pedidos de natureza previdenciária e 223 mil de assistência social. Até o momento, o INSS não se manifestou sobre o aumento das filas. Em setembro, o tempo médio para concessão de benefícios foi de 39 dias, ainda dentro do prazo previsto, mas o aumento da fila é motivo de preocupação para beneficiários e parlamentares.
- 91% dos brasileiros acreditam que eventos climáticos podem devastar a economia, aponta pesquisa
De acordo com uma pesquisa do Instituto Climainfo, 91% dos brasileiros temem que o agravamento dos eventos climáticos possa ter efeitos devastadores sobre a economia nacional. Divulgado em 14 de novembro de 2024, o levantamento entrevistou cerca de 2.000 pessoas e revelou ainda que 79% defendem o Brasil como líder na transição energética global. Além disso, 64% dos brasileiros acham que o país deve se concentrar em eliminar o uso de combustíveis fósseis, e 97% apoiam o fim do desmatamento até 2030. A pesquisa também mostrou que 81% dos entrevistados apontaram incorretamente o desmatamento como a principal causa das mudanças climáticas. Entretanto, 72% acreditam que empresas de petróleo e gás devem ser responsabilizadas pelos impactos climáticos, enquanto 71% acham viável que o Brasil pare de usar combustíveis fósseis até 2050. O diretor do Instituto Climainfo, Delcio Rodrigues, destacou que os resultados refletem a preocupação dos brasileiros com o impacto das mudanças climáticas e a oportunidade econômica que uma transição para energias limpas pode representar. A pesquisa, conduzida online pela plataforma Pollfish em julho de 2024, tem uma margem de erro de 2%.
- Epidemia global! Diabetes atinge mais de 820 milhões e cresce sem controle
Uma nova pesquisa publicada na revista científica The Lancet aponta que aproximadamente 828 milhões de adultos no mundo vivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Esse número marca um crescimento significativo em comparação com os registros de 1990, quando 198 milhões de pessoas tinham a doença, representando uma taxa de 7%. Em 2022, esse percentual dobrou, alcançando 14%. Esse aumento é particularmente evidente em países de baixa e média renda, onde a infraestrutura de saúde é mais limitada e, por isso, o acesso a tratamentos adequados é insuficiente para grande parte da população. Estima-se que quase 450 milhões de pessoas nesses países estejam sem tratamento, um número 3,5 vezes maior que o observado em 1990. Os sete países com as menores coberturas de tratamento incluem Índia, China, Paquistão, Indonésia, Estados Unidos, Bangladesh e Brasil, enquanto a Bélgica apresenta um dos mais altos índices de cobertura, atingindo 80%. Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), destacou a conexão do aumento de diabetes com o crescimento da obesidade, o sedentarismo, e o acesso a alimentos processados. Ele defendeu políticas que incentivem hábitos saudáveis e atividades físicas, e sistemas de saúde que garantam a prevenção e o tratamento precoce da doença. O diabetes é caracterizado pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio essencial para regular a glicose no sangue. Existem quatro tipos principais da doença: pré-diabetes, diabetes tipo 1 (geralmente hereditário), diabetes tipo 2 (associado a estilo de vida), e diabetes gestacional (temporário, durante a gravidez). As complicações podem afetar diversos órgãos e até levar a óbito. O Ministério da Saúde brasileiro recomenda exercícios físicos e uma alimentação equilibrada como formas de prevenção. Essas práticas saudáveis não só ajudam a evitar o diabetes, mas também outras doenças crônicas, como o câncer.
- Delator do PCC denunciou esquema de corrupção policial antes de ser assassinado
O empresário Antônio Vinícius Gritzbach, delator que colaborava com investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, oito dias após fazer graves denúncias sobre um esquema de corrupção policial. Em depoimento prestado à Corregedoria da Polícia Civil no final de outubro, ele revelou detalhes de um esquema de propinas que envolvia policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo ele, alguns membros do DHPP teriam exigido 40 milhões de reais para não o incriminarem em um assassinato. Gritzbach relatou também que, em 2022, pagou um milhão de reais aos policiais envolvidos, quantia entregue por meio de um conhecido. Além disso, o empresário afirmou que os mesmos policiais teriam recebido outros 10 milhões de reais do PCC para encerrar investigações sobre o sequestro de um membro da facção. Entre os envolvidos estava Rafael Maeda Pires, conhecido como “Japa”, que, segundo as informações, facilitava parte dos pagamentos ao grupo policial e foi encontrado morto em 2023, em um suposto suicídio forçado pela própria facção. Durante o depoimento, o empresário ainda mencionou o furto de sete relógios de luxo de sua residência durante uma operação de busca conduzida pelos policiais do DHPP. Ele chegou a divulgar em redes sociais uma foto em que um investigador aparecia usando um dos relógios, mas a imagem foi removida após suas denúncias. A Secretaria de Segurança Pública afastou seis policiais civis enquanto uma força-tarefa investiga o assassinato de Gritzbach e os relatos sobre a corrupção policial. O delegado Fabio Baena e o chefe de investigações do DHPP, Eduardo Monteiro, citados nas denúncias, ainda não comentaram as acusações.
- Trump promete transição tranquila a Biden em raro encontro na Casa Branca
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, comprometeu-se com o atual presidente Joe Biden a garantir uma transição de poder “suave”. O encontro, realizado no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D.C., marcou o início formal da transição após a vitória de Trump sobre Kamala Harris nas eleições presidenciais. Durante a reunião, Biden deu as boas-vindas ao presidente eleito, mencionando que espera uma transição pacífica e organizada. Em resposta, Trump agradeceu e afirmou que “a política não é um ambiente fácil, mas hoje é um bom dia”, prometendo que esta será “a transição mais suave possível”. Este tipo de encontro entre o presidente atual e o presidente eleito faz parte da tradição americana. No entanto, após perder a eleição para Biden em 2020, Trump não realizou a mesma cordialidade, pois se recusou a convidá-lo para a Casa Branca naquele período.
- Desastre natural! Alerta vermelho e evacuações em massa na Espanha devido a chuvas torrenciais
A Espanha enfrenta uma nova onda de chuvas torrenciais, levando as autoridades a decretarem alerta vermelho em várias regiões. Nesta quarta-feira (13), fortes tempestades causaram o fechamento de escolas e o cancelamento de trens, apenas duas semanas após enchentes devastadoras em Valência que deixaram mais de 220 mortos. Em Málaga, na Andaluzia, ruas foram tomadas pela água, e cerca de 4.000 pessoas foram evacuadas de áreas próximas ao rio Guadalhorce por precaução. Todos os trens entre Málaga e Madrid também foram cancelados, e estabelecimentos comerciais mantiveram as portas fechadas. A Agência Estatal de Meteorologia da Espanha (AEMET) registrou em Málaga um índice de precipitação de 70 milímetros em apenas uma hora, e alertas vermelhos foram emitidos tanto para Málaga quanto para a região costeira de Valência, onde as condições de chuva severa persistirão até quinta-feira (14). Segundo a AEMET, o volume de chuva em algumas áreas já ultrapassou 180 litros em um período de 12 horas, atingindo o nível máximo de alerta. Especialistas atribuem essas condições climáticas extremas ao fenômeno DANA (Depressão Isolada em Altos Níveis), em que o ar quente e úmido do mar Mediterrâneo se encontra com uma camada de ar frio, provocando chuvas intensas concentradas em regiões específicas. Além disso, a seca prolongada dos últimos dois anos endureceu o solo, dificultando a absorção da água e aumentando a velocidade das inundações. A costa mediterrânea da Espanha, particularmente a área de Valência, já está habituada a tempestades de outono, mas a intensidade desta temporada é considerada uma das maiores em um século. Com o aquecimento global, especialistas alertam que a frequência e intensidade desses eventos climáticos extremos poderão se tornar ainda mais comuns, aumentando o risco para áreas costeiras e de enchente.
- Destruição e caos! Vulcão em erupção causa mortes e bloqueia voos na Indonésia
O Monte Lewotobi Laki-Laki, vulcão localizado na Ilha das Flores, na Indonésia, está em erupção há 10 dias, lançando densas nuvens de cinzas que atingem até 10 km de altura. Esse fenômeno tem provocado transtornos graves, resultando no cancelamento de vários voos, principalmente para a ilha turística de Bali, e na evacuação de milhares de pessoas da região. Nesta quarta-feira (13), as companhias aéreas Jetstar e Qantas anunciaram a suspensão de seus voos de e para Bali, alegando preocupações com a segurança devido à alta concentração de cinzas no ar. A empresa australiana Jetstar declarou que não retomará suas operações antes do meio-dia de quinta-feira (14). Outras companhias, como AirAsia e Virgin, também cancelaram voos com destino à região. A Qantas confirmou que “vários voos de e para o Aeroporto de Denpasar foram afetados”, impactando o transporte para uma das regiões mais procuradas da Indonésia. O vulcão começou a apresentar atividade intensa em 3 de novembro, e, desde então, houve várias erupções significativas. Além de prejudicar as rotas aéreas, a atividade vulcânica já causou a morte de pelo menos dez pessoas. A Indonésia é um dos países com mais atividade vulcânica no mundo, abrigando quase 130 vulcões ativos. Localizada no Anel de Fogo do Pacífico, a área é conhecida por intensa atividade sísmica devido ao encontro de várias placas tectônicas, o que frequentemente gera terremotos e erupções vulcânicas.
- Ajuste fiscal impactante à vista! Haddad revela pacote de cortes aguardando aprovação de Lula
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou nesta quarta-feira (13) sobre o pacote de corte de gastos que está em elaboração pelo governo, afirmando que o número final será “expressivo”. Ele ressaltou que o ajuste visa garantir a sustentabilidade do arcabouço fiscal a longo prazo, mas ainda aguarda a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de revelar os detalhes das medidas. Em reunião com Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, Haddad discutiu as propostas para cortes de gastos, buscando apoio para sua implementação. Mais cedo, ele também conversou com o ministro da Defesa, José Múcio, e os comandantes das Forças Armadas, uma vez que o Ministério da Defesa será uma das áreas afetadas pelo ajuste. Outros ministérios, incluindo Trabalho, Previdência, Educação e Saúde, foram informados sobre a medida e, segundo Haddad, compreenderam a necessidade de controle fiscal para assegurar sustentabilidade nos próximos anos. Os ajustes são parte da estratégia para manter o compromisso com o arcabouço fiscal, estabelecido no ano passado, visando um controle mais rígido dos gastos. As conversas com representantes de diversas pastas indicam que os cortes são considerados necessários para equilibrar as finanças públicas no médio e longo prazo.
- Ansiedade com matemática cresce entre estudantes brasileiros, aponta relatório do Pisa
Segundo o Pisa 2022, uma avaliação internacional conduzida pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a ansiedade dos estudantes brasileiros em relação à matemática tem aumentado. O estudo mostrou que 65,1% dos jovens no Brasil temem reprovar em matemática, enquanto a média entre os países da OCDE é de 54,8%. Além disso, 74,2% dos alunos relatam frequentemente preocupação com dificuldades em matemática, e 64,3% se sentem incapazes de resolver problemas matemáticos. A comparação com dados de 2012 aponta um aumento significativo, quando 49,3% dos brasileiros sentiam nervosismo ao lidar com a disciplina. Esse cenário reflete a dificuldade no aprendizado de matemática, pois altos níveis de ansiedade estão associados a um menor senso de autoconfiança e eficácia na resolução de problemas. Além disso, o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2024 revelou que, em 2021, apenas 3,7% dos estudantes da rede pública do ensino médio alcançaram um nível adequado de aprendizado em matemática. O Pisa sugere que professores desempenham um papel crucial nesse processo, pois relações mais positivas com educadores ajudam a reduzir a ansiedade dos alunos e aumentam sua motivação. Participaram do Pisa 2022 cerca de 690 mil estudantes de 81 países, em uma pesquisa que se concentrou em alunos de 15 a 16 anos.
- Cemig cresce e registra lucro líquido de R$ 3,3 bilhões no 3º trimestre, alta de 165%
A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) anunciou um lucro líquido consolidado de R$ 3,3 bilhões no terceiro trimestre de 2024, marcando um aumento significativo de 165% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido recorrente, excluindo ajustes, foi de R$ 1,1 bilhão, representando uma queda de 9,3% em relação a 2023. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia foi de R$ 1,8 bilhão, uma queda anual de 10,3%, mas o Ebitda total disparou para R$ 4,96 bilhões, impulsionado por normas contábeis internacionais IFRS. Além dos ótimos resultados, a Cemig anunciou a nomeação de Andrea Marques de Almeida para a diretoria financeira, após a renúncia de Leonardo Magalhães. Almeida assumirá o cargo a partir de 2 de dezembro de 2024, trazendo grande experiência para a área financeira da companhia. O relatório financeiro, publicado nesta quarta-feira (13), reflete um cenário positivo para a Cemig, destacando seu desempenho expressivo em um contexto de desafios econômicos no setor de energia.
- Conflito diplomático resolvido? Maduro elogia Lula e embaixador venezuelano retorna ao Brasil
O embaixador da Venezuela no Brasil, Manuel Vadell, anunciou nesta quarta-feira (13) que retornará a Brasília. Ele havia sido chamado de volta a Caracas pelo presidente Nicolás Maduro em protesto contra o veto do Brasil à entrada da Venezuela no bloco BRICS, além de críticas feitas pelo assessor internacional brasileiro Celso Amorim. Vadell informou que seu retorno já está em andamento e que ele está trazendo passaportes solicitados por venezuelanos que vivem no Brasil. Esse anúncio ocorre dias após Maduro elogiar uma declaração recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Lula disse que não questionaria a Suprema Corte venezuelana sobre a ratificação da vitória de Maduro nas eleições de julho. Segundo Maduro, Lula fez uma “reflexão sábia”, fortalecendo as intenções de normalizar as relações diplomáticas entre os países. Vadell foi chamado para consultas no final de outubro, após o governo venezuelano classificar algumas declarações de representantes brasileiros como “intervencionistas”. Na ocasião, a Venezuela também expressou seu descontentamento com o veto do Brasil à entrada da Venezuela nos BRICS.
- Bolsonaro desafia Lula com proposta de salário mínimo de R$ 10 mil em reação à PEC do trabalho 6x1
O ex-presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quarta-feira (13) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) defendida pelo PT para encerrar a escala de trabalho 6x1 é uma tentativa do partido de “renascer”. Em resposta, ele sugeriu que o tema seja utilizado como “abacaxi” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolver, propondo que parlamentares apresentem emendas problemáticas para o governo, como uma que eleve o salário mínimo para R$ 10 mil. Em evento na sede do PL em Brasília, durante a posse de seu filho Eduardo Bolsonaro como secretário de Relações Internacionais e Institucionais do partido, o ex-presidente aconselhou cautela na oposição à PEC. Segundo ele, “não adianta discursar” diretamente ao trabalhador sobre o impacto da escala reduzida, pois a maioria não entenderia os possíveis aumentos de custo que a medida acarretaria. Bolsonaro ainda comentou com deputados do PL que a oposição ao projeto é válida, mas que poderiam “dar um tiro no pé” ao criticar diretamente o tema. “Você combate uma picada de cobra com peçonha”, disse ele, ao sugerir que uma estratégia eficaz seria “provocar o chefe do Executivo”, desafiando o governo a também ajustar o salário mínimo. Ele acredita que essa abordagem pressionaria o governo a se manifestar de maneira pública sobre a PEC.
- Coluna Arte e Cultura em Ação - 14/11/2024
ARQUÉTIPOS DO ABSURDO Com esse título que dá margem para uma infinidade de possibilidades de conteúdos LITERÁRIOS, a editora Selo Starling de Belo Horizonte, sob o comando de duas pessoas geniais, Rodrigo e Gisele Starling, lança uma ANTOLOGIA de âmbito NACIONAL. Isso mesmo! Para comemorar os 100 anos da ausência do fantástico e emblemático escritor e boêmio Franz Kafka, considerado um dos maiores influenciadores da escrita, do século XX, lido e relido por todos aqueles que amam uma literatura que inquieta e saia do convencional, Rodrigo Starling e sua equipe orquestraram a ANTOLOGIA ARQUÉTIPOS DO ABSURDO, por meio de edital difundido nacionalmente. “Um século após sua morte, Kafka continua sendo uma fonte inesgotável de fascínio, inspiração e também perplexidade, seja pela banalização do grotesco, presente no cotidiano da raça, ou seu aspecto onírico e surreal, ironizando a burocracia e as relações de poder como realmente são: enlouquecedoras” – nos diz Starling. A obra conta com a parceria e participação de 45 autores: Almir Zarfeg; André Galvão; Carolina R. Padovani; Cecilia Botana; Dalva Silveira; Domitila Vitória; Elisa de Jesus; Eneida Werner; Erivan Santana; Expedito Gonçalves Dias; Francisco Antonio O. Silva; Gisele Starling; Gustavo Marangão; Isabella Calijorne; Jackson Abacatu; Jeferson Neto; Jesiel Soares Silva; José Bacci; José Hilton Rosa; Jucilene Vieira; Leandro Almeida; Lecy Sousa; Leonardo de Magalhaens; Luciana Souza; Luiz Eduardo R. Freyesleben; Marcos Fabrício L. da Silva; Malu Silva; Marília Lila; Marillia Pancciéri; Marlon Nunes Silva; Paloma Elanni; Patrícia Martins; Patrícia Souza; Paulo de Barros; Ricardo Dardes; Regina Mello; Rodrigo Starling; Rogério Salgado; Samanta Jaime Araújo; Sandra Porciuncula; Tatiane Araújo; Talita Yara Oliveira; Tchello d'Barros; Walnélia Corrêa; William R.F. Ramires, muitos deles com presença confirmada no evento de lançamento que acontecerá em Belo Horizonte, no dia 30/11/24, 12h00 às 15h00. LOCAL: GRÁFFICA GASTROBAR - Edifício Arcângelo Maletta: varanda ao ar livre - Av. Augusto de Lima, 233 - Sobrelojas 8/9 - Centro, Belo Horizonte - MG, 30160-906. A editora Selo Starling tem se destacado em muitas outras antologias com o objetivo de difundir escritores nacionais que possuem uma vertente não somente poética, mas também uma escrita de cunho altamente social, filosófica, antropológica, que desacomodam e inquietam o leitor. Antologias como NOVO DECAMERON e PROVÉRBIOS DA LAMA entre outras, apresentam uma qualidade literária imensurável e nos afirma o quanto a escrita tem uma função social intrínseca. A editora tem um trabalho sólido no campo de editoração e atende a publicações de todos os gêneros literários coletivos ou individuais. Com certeza, no último dia desse mês, seremos brindados com mais um trabalho primoroso e teremos a possibilidade de reconhecer muitos de nossos pares literários. A prosa será de alta qualidade, regada a tudo que, aqueles que escrevem amam – vinho, café, pão de queijo, poesia, contos, causos, sorrisos e acima de tudo AMIZADE, porque JUNTOS SOMOS SEMPRE MAIS... O presidente da APESUL já confirmou a sua presença e trará consigo exemplares da obra e quem quiser adquirir seu exemplar físico basta entrar em contato com (35) 98847 1040, ou com a própria editora – (31) 97518 8130.
- Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.574
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- MG é pioneira com rede de 16 laboratórios de combate a lavagem de dinheiro
Primeira instituição de polícia judiciária do país a criar a sua própria Rede Estadual de Laboratórios de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está investindo no fortalecimento dessa iniciativa de enfrentamento às organizações criminosas. A PCMG já conta com 16 LAB-LD operando em diferentes regiões, além da unidade avançada na capital, e outros 14 estão em fase de implementação. Os laboratórios são unidades especializadas dedicadas ao tratamento de grandes volumes de informações para a repressão à lavagem de dinheiro e aos delitos relacionados. Assim, a implantação da rede da PCMG foca no bloqueio de ativos financeiros, de forma a impactar no capital ilícito de sustentação do crime organizado. Para tanto, a instituição trabalha na capacitação dos servidores e provê as unidades com técnicas, sistemas, equipamentos e procedimentos atualizados, tornando as investigações mais qualificadas para o combate às organizações criminosas. “Nós temos plena capacidade de, a partir dos dados que temos à nossa disposição, utilizar tecnologias de última geração para tomar a decisão do ponto de partida da investigação. Podemos iniciar as grandes apurações de cima para baixo, ou seja, começando por pessoas que estão causando mais danos à sociedade, para otimizar os nossos esforços”, ressalta o coordenador da Rede LAB-LD, delegado Jonas Tomazi. Investigação financeira Os relatórios gerados pelos laboratórios servem para subsidiar as apurações realizadas nas delegacias, possibilitando analisar vínculos de suspeitos com valores, e, assim, no conjunto de provas, representar à Justiça por cautelares contra os alvos – busca e apreensão, bloqueio de bens, prisão, conforme o caso. Diversas operações já foram desencadeadas pela PCMG, inclusive em conjunto com outros órgãos, visando à descapitalização de envolvidos no tráfico de drogas e em esquema de sonegação fiscal, por exemplo, que buscam dar aparência lícita – por meio de laranjas, empresas de fachada, entre outros recursos – aos bens adquiridos com dinheiro do crime. Recuperação de ativos Em setembro, o Governo de Minas, por meio do Decreto nº 48.892/2024, definiu que 90% dos bens, direitos e valores relacionados direta ou indiretamente aos crimes de lavagem de dinheiro sejam repassados à PCMG quando incorporados ao patrimônio do Estado. Os outros 10% são destinados aos demais órgãos de segurança pública. Para Tomazi, a medida tornará as operações policiais mais eficientes, pois permitirá que os recursos recuperados sejam investidos em infraestrutura, tecnologia, equipamentos especializados e capacitação contínua dos servidores. Rede Estadual O projeto de ampliação da Rede LAB-LD da PCMG, coordenado pela Superintendência de Informações e Inteligência Policial (SIIP), parte de uma experiência iniciada em dezembro de 2010 com a inauguração do primeiro Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, sediado na capital com atendimento a todas as unidades da Polícia Civil. Diante da necessidade de descentralização da ferramenta para qualificar ainda mais as investigações no estado, em 2020 teve início o processo de expansão dos LAB-LD. A previsão é que até 2026 Minas conte com 31 laboratórios. Laboratórios em funcionamento Belo Horizonte (unidade avançada, 1º Departamento, Corregedoria-Geral de Polícia Civil, Delegacia Especializada de Combate à Corrupção e Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio - Depatri), Contagem, Curvelo, Ipatinga, Itajubá, Juiz de Fora, Lavras, Montes Claros, Poços de Caldas, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia e Unaí Laboratórios para implementação Belo Horizonte (Departamento Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito - Deictran, Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente - Dema, Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico - Denarc, Departamento Estadual de Operações Especiais - Deoesp, Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa - DHPP), Barbacena, Divinópolis, Governador Valadares, Patos de Minas, Pedro Leopoldo, Pouso Alegre, Santa Luzia, Sete Lagoas e Vespasiano. Fonte: AgênciaMinas
- passageiro denuncia mensagem homofóbica enviada por motorista de aplicativo
A Polícia Civil de Pernambuco investiga um caso de homofobia após mensagens ofensivas terem sido enviadas a um passageiro de aplicativo de transporte. A ocorrência foi registrada no dia 7 de novembro, quando o coordenador financeiro Paulo Lamenha, de 35 anos, foi alvo de insultos logo após solicitar uma corrida. A denúncia ganhou repercussão quando a vítima compartilhou o ocorrido nas redes sociais na terça-feira (12). Segundo a polícia, o caso é tratado como “racismo por homotransfobia” pela Delegacia da 22ª Circunscrição, de acordo com a legislação que equipara crimes de homofobia e transfobia ao de injúria racial. Em entrevista à CNN, Lamenha explicou que o tratamento homofóbico por parte do motorista começou dois dias antes, em 5 de novembro, quando ele, que é gay, solicitou uma corrida com o motorista identificado apenas como Matheus. Embora, segundo ele, a viagem tenha sido realizada sem intercorrências, a vítima relatou que o motorista demonstrou um comportamento ríspido durante o trajeto. “Não respondeu ao meu bom dia, ficou o tempo todo me olhando com cara fechada. Quando desci do carro, no destino, desejei um bom dia e um bom trabalho, e ele simplesmente puxou a porta com violência e saiu. Eu fui calado a viagem inteira”, contou. Dois dias depois, em 7 de novembro, Lamenha solicitou uma nova corrida na mesma localidade, em Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife. Para sua surpresa, o mesmo motorista aceitou a corrida. Quando percebeu que era o mesmo passageiro da viagem anterior, o motorista enviou mensagens ofensivas pelo aplicativo 99. “Você não passa de um pedaço de lixo na terra. Parasita, vira homem”, dizia uma das mensagens, que foi lida por Paulo logo após a corrida ser aceita. No mesmo dia, Paulo registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que iniciou as investigações do caso. “Espero que outras pessoas não passem pelo que passei”, lamentou a vítima. A legislação brasileira, conforme uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, em 2023, que atos de homofobia e transfobia sejam enquadrados como injúria racial, garantindo punições mais rigorosas para os agressores. Após o caso, além de registrar a ocorrência junto à polícia, Paulo Lamenha também recorreu à plataforma 99 para denunciar o comportamento do motorista. Em nota enviada à CNN, a empresa lamentou o ocorrido e afirmou que já tomou providências. “A 99 repudia veementemente qualquer forma de discriminação. Assim que o relato foi registrado, uma equipe foi mobilizada para apurações internas e realizou o bloqueio do motorista e contato com o passageiro para oferecer todo o suporte e acolhimento necessários.” A 99 também destacou que “investe continuamente na capacitação e conscientização de seus motoristas parceiros” e afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Fonte: CNN.
- O que se sabe sobre caso de açaí envenenado que matou duas crianças no RJ
Duas crianças, identificadas como Ythallo Raphael Tobias Rosa, de 6 anos, e Benjamim Rodrigues Ribeiro, de 7, morreram envenenados em outubro, após tomarem um açaí, no bairro de Cavalcanti, na zona norte do Rio de Janeiro. Ythalo foi levado para a UPA de Del Castilho, teve uma parada cardiorrespiratória mas ele não resistiu e faleceu em 1º de outubro. Benjamim também deu entrada na UPA, mas foi transferido para o Hospital Miguel Couto, onde permaneceu internado, mas teve a morte cerebral constatada, em 9 de outubro . Um homem suspeito de envenenar ambos os meninos, o ex-marido da mãe de Benjamim, identificado como Rafael da Rocha Furtado, de 26 anos, se entregou a polícia na noite da última terça-feira (12), na sede da Delegacia de Homicídios da capital. No dia do crime, Rafael buscou Benjamim na escola e ofereceu a ele um açaí envenenado. O menino encontrou, a caminho de casa, com Ythalo Tobias Rosa, com quem dividiu a bebida, segundo a Polícia Civil. Um mandado de prisão temporária foi expedido pela justiça contra Rafael. O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado contra menor de 14 Anos (Lei Henry Borel). Uma perícia do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que as crianças ingeriram chumbinho, os peritos analisaram amostras de sangue e conteúdo estomacal das crianças. O laudo revela que as substâncias detectadas nas amostras foram: terbufós, além de terbufós-sulfóxido e terbufós-sulfonia (que são produtos de degradação e metabolização do terbufós). Um laudo preliminar realizada no corpo de Ythallo Raphael já havia apontado a presença de “grânulos de cor amarronzada na traqueia e nos resíduos gástricos”, que indicava ser o que conhecemos como “chumbinho”. Inicialmente, acreditava-se que ambas as crianças tivessem sido envenenadas após comerem um bombom, perto da escola onde estudavam, que teria sido entregue por uma mulher na rua, na comunidade Primavera, em Cavalcante, na zona norte do Rio. Um primo de Ythallo, de 12 anos havia prestado depoimento à Polícia e disse que também teve o doce oferecido pela mulher, mas que não aceitou pois tinha acabado de almoçar e estava sem fome. O menino afirmou que nunca havia visto a mulher que deu os bombons. Porém, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) informou que não foram encontrados nenhum indício dessa mulher. O caso foi registrado na 44ª DP (Inhaúma) e é investigado pela Polícia Civil. Fonte: CNN.
- André Yuki solicita a deputados federais rejeição sobre redução de carga horária para 4 dias semanais
Através de iniciativa da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), na manhã de terça-feira (12), o presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Varginha (SEHAV), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Sul de Minas e da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Varginha (ACIV), André Yuki, encaminhou para 16 deputados federais, uma solicitação de rejeição à subscrição de Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de iniciativa da deputada Erika Hilton (PSOL/SP), que visa a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana. O documento solicita que os deputados rejeitem a subscrição da PEC, cujo objetivo se traduz na redução da carga horária máxima, de 44 para 36 horas durante no máximo, quatro dias por semana. De acordo com André Yuki, a Constituição da República de 1988 já permite a redução da jornada de trabalho por meio da negociação coletiva de trabalho. “A redução abrupta, acompanhada de limitação do labor por apenas quatro dias na semana, impactaria diretamente na competitividade empresarial perante o mercado mundial, inclusive com prejuízos para micros e pequenas empresas, que não teriam como arcar com o aumento de custos em razão da redução da jornada de trabalho, haja vista o consequente aumento exponencial do custo da folha de pagamento, em razão da ausência de redução salarial proporcional. Certamente, o argumento de que isso geraria empregos não se sustenta, pois o que gera emprego é o desenvolvimento econômico, o crescimento e a qualificação profissional”, enfatizou o presidente do SEHAV, Abrasel no Sul de Minas e ACIV. Ainda segundo André Yuki, é importante observar que a carga horária máxima estabelecida no Brasil (44 horas) está dentro da média mundial, sendo que países como Alemanha, Argentina, Chile, Dinamarca, Holanda, México e Inglaterra, adotam regime semanal de 48 horas de trabalho. “O último estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que 22% dos empregados do mundo trabalham mais de 48 horas por semana. No Brasil, esse índice chega a 18,3%, com carga horária maior, sobretudo nos setores do comércio e serviços”, ressaltou. A solicitação foi encaminhada aos deputados Diego Andrade (PSD-MG), Ana Paula Leão (PP-MG), Dimas Fabiano (PP-MG), Domingos Sávio (PL-MG), Emidinho Madeira (PL-MG), Eros Biondini (PL-MG), Greyce Elias (AVANTE-MG), Lafayette de Andrada (REPUBLICANOS-MG), Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), Mauricio do Vôlei (PL-MG), Newton Cardoso Jr (MDB-MG), Nikolas Ferreira (PL-MG), Odair Cunha (PT-MG), Pedro Aihara (PRD-MG), Rafael Simoes (UNIAO-MG) e Reginaldo Lopes (PT-MG). Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) A CNC manifestou sua posição contrária a PEC: “Embora entendamos e valorizemos as iniciativas que visam promover o bem-estar dos trabalhadores e ajustar o mercado às novas demandas sociais, destacamos que a imposição de uma redução da jornada de trabalho sem a correspondente redução de salários implicará diretamente no aumento dos custos operacionais das empresas. Esse aumento inevitável na folha de pagamento pressionará ainda mais o setor produtivo, já onerado com diversas obrigações trabalhistas e fiscais. O impacto econômico direto dessa mudança poderá resultar, para muitas empresas, na necessidade de reduzir o quadro de funcionários para adequar-se ao novo cenário de custos. Com isso, antecipamos que, ao invés de gerar novos postos de trabalho, a medida pode provocar uma onda de demissões, especialmente em setores de mão de obra intensiva, prejudicando justamente aqueles que a medida propõe beneficiar. Além disso, as atividades comerciais e de serviços exigem uma flexibilidade que pode ser comprometida com a implementação da semana de quatro dias, dificultando o atendimento às demandas dos consumidores e comprometendo a competitividade do setor. A CNC acredita que a redução da jornada de trabalho deve ser discutida no âmbito das negociações coletivas, respeitando as especificidades e limitações de cada setor econômico e evitando a imposição de uma regra única. A Confederação reforça seu compromisso com a geração de empregos e o fortalecimento do setor produtivo, ressaltando que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser amplamente debatida e analisada quanto aos seus impactos econômicos e sociais, para que possamos construir um ambiente sustentável para trabalhadores e empresas. Por fim, a CNC conclama os parlamentares a reavaliar esta proposta e buscar alternativas que promovam o desenvolvimento econômico, a preservação dos empregos e o bem-estar dos trabalhadores sem onerar excessivamente as empresas e comprometer a estabilidade do mercado de trabalho brasileiro”. Abrasel Segundo a Abrasel, a PEC traz potenciais impactos negativos para consumidores, sociedade e empreendedores do setor de alimentação fora do lar. Para o presidente Paulo Solmucci, é uma proposta estapafúrdia e que não reflete a realidade. “As regulamentações estabelecidas pela Constituição e expressas na CLT são modernas e já trazem as ferramentas para garantir condições de trabalho dignas e justas aos colaboradores. A legislação atual permite que os trabalhadores escolham regimes de jornada adequados ao seu perfil, sem a necessidade de uma alteração constitucional que impacte a operação dos estabelecimentos em todo o Brasil, além de prejudicar os consumidores”, afirmou. De acordo com a associação, hoje é uma demanda da própria sociedade ter bares e restaurantes abertos sete dias da semana e a mudança forçada na escala de trabalho teria impactos nesta oferta. Cerca de 95% do setor é de microempresas, que precisariam reduzir o horário de funcionamento diante da mudança, já que a folha de pagamentos é um dos maiores custos para manter o empreendimento aberto. A redução drástica na jornada de trabalho pode resultar em aumento dos custos operacionais, o que, por sua vez, elevaria os preços finais para o cliente, afetando a experiência do consumidor e a competitividade do setor, em um momento que, segundo pesquisa da Abrasel, cerca de um quinto do setor trabalha com prejuízo. Estima-se que a medida poderia acarretar uma elevação de até 15% nos preços dos cardápios. Fonte: Abrasel Sul de Minas
- Fecomércio-MG é contrária ao fim da escala 6x1 e alerta para risco de desemprego
O fim da escala 6x1, assunto que está em discussão na Câmara dos Deputados, pode causar desemprego e só deve entrar em vigor caso se tenha uma redução nos salários dos trabalhadores. A avaliação é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio MG). Em nota, a entidade afirmou que é contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto é de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e visa a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. Segundo a Fecomércio, a aprovação de uma redução da jornada de trabalho não pode ser feita sem a “correspondente redução de salários”. Conforme a entidade, a alteração vai aumentar custos operacionais das empresas. “O impacto econômico direto dessa mudança poderá resultar, para muitas empresas, na necessidade de reduzir o quadro de funcionários para adequar-se ao novo cenário de custos. Com isso, antecipamos que, ao invés de gerar novos postos de trabalho, a medida pode provocar uma onda de demissões, especialmente em setores de mão de obra intensiva, prejudicando justamente aqueles que a medida propõe beneficiar”, diz o texto. A Fecomércio ainda argumenta que as atividades do setor de comércio e serviços exigem flexibilidade que pode ser comprometida em um cenário de uma semana com quatro dias. Há, salienta a organização, risco de o atendimento às demandas dos consumidores ser dificultado, podendo comprometer a competitividade do setor. Ainda conforme a Fecomércio, o assunto deve ser discutido nas negociações coletivas, entre sindicatos patronais e de trabalhadores. “Entendemos que as pequenas e médias empresas jamais conseguirão trabalhar com seus funcionários 36 horas. Essa mudança terá consequências graves, fazendo com que elas fechem as portas. Essas pequenas e médias empresas representam 92% do empresariado mineiro”, afirma o presidente da Fecomércio-MG, Nadim Donato. Por fim, a entidade afirma que o Brasil não vive um momento favorável à discussão. “Visto que o momento é de adequação dos gastos do governo com a possível volta da inflação, o que criaria impactos sociais e econômicos extremamente negativos para o crescimento do nosso país. Nossa prioridade é a preservação dos empregos, o equilíbrio fiscal, a estabilização da economia, e o enfrentamento da inflação”, complementa Nadim. Em consonância com a Fecomércio, o Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas-BH) também rechaçou a mudança. O presidente da entidade, Salvador Ohana, classificou a discussão sobre o fim da escala 6x1 como um ‘absurdo’. “É um absurdo, não tem nem como avaliar isso. Vai quebrar a perna do comerciante e do comerciário”, disse o empresário. Ohana avaliou que uma possível jornada de trabalho de quatro dias pode gerar desemprego no setor. “O Brasil ainda não está preparado para esse tipo de solução. Muitas vezes a pessoa pensa que vai trabalhar menos, mas ela também vai ganhar menos. Vai gerar desemprego porque nenhum empresário vai pegar a mesma coisa que paga na jornada 6x1 na jornada 4x3”, acrescentou. A possível mudança da escala de trabalho 6x1 é um dos assuntos mais comentados no Brasil nos últimos dias. A PEC que está sob discussão na Câmara dos Deputados muda o artigo 7 da Constituição, que, hoje, prevê um regime de trabalho de 44 horas semanais — permitindo aos empregadores que adotem para seus funcionários uma escala com seis dias de trabalho e um dia de descanso. Para que a pauta seja votada, é preciso que 171 deputados assinem a proposta. O projeto diminui a duração para 36 horas semanais e inclui uma previsão de jornada de trabalho com quatro dias. Ele determina que o regime seja implementado em até 360 dias após a publicação da PEC. Na justificativa que se segue à proposição, a deputada Erika Hilton argumenta que a mudança é reflexo de um movimento global de trabalho e avalia que a escala 6X1 contribui para a exaustão dos trabalhadores. "A carga horária imposta por essa escala afeta negativamente a qualidade de vida dos empregados, comprometendo sua saúde, bem-estar e as relações familiares", observa. Ela também contesta a análise de que a mudança impactaria negativamente o crescimento econômico do país. "[Como consequência da] adoção da redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, teríamos o impulsionamento da economia brasileira e a redução de desigualdades, à medida que o aumento do consumo demandaria maior produção de serviços, resultando em mais contratações", citou em referência à economista Marilane Teixeira. Fonte: O Tempo .

























