Resultados da busca
Search this site
40030 resultados encontrados com uma busca vazia
- Trump é considerado inelegível no estado de Illinois, mas decisão é suspensa
Uma juíza do estado de Illinois proibiu na quarta-feira (28) Donald Trump de aparecer na votação das primárias presidenciais republicanas do estado pelo papel que teria desempenhado no ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021. Ainda assim, a decisão foi suspensa, dando a Trump um curto período de tempo para recorrer. Uma decisão semelhante do estado do Colorado está pendente de análise na Suprema Corte dos EUA, o que afetaria os processos estaduais. A juíza do circuito do condado de Cook, Tracie Porter, acolheu o pedido dos eleitores de Illinois que argumentaram que o ex-presidente deveria ser desqualificado da votação primária do estado e da votação para as eleições gerais por violar a cláusula anti-insurreição da 14ª Emenda da Constituição dos EUA. A medida acontece um mês após o Conselho Eleitoral do Estado de Illinois rejeitar um processo contra Trump. Em uma votação unânime e bipartidária, o conselho eleitoral rejeitou o caso, porque disse que não tinha jurisdição para analisar o assunto. Illinois é agora o terceiro estado onde Trump foi barrado das urnas, depois de Colorado e Maine. Mas essas decisões foram suspensas enquanto se aguarda o recurso do caso Colorado na Suprema Corte dos EUA. Trump pode recorrer da decisão desta quarta-feira nos tribunais estaduais de Illinois. Ele já ganhou processos semelhantes em muitos outros estados. A contestação de Illinois foi apresentada por um grupo de eleitores em coordenação com o Free Speech For People, um grupo de defesa jurídica que anteriormente tentou, mas não conseguiu, barrar Trump das urnas em Michigan, Minnesota e Oregon. Em uma audiência no final de janeiro, Porter pressionou os advogados do ex-presidente sobre a diferença entre um “motim” e uma “insurreição”, e se o empresário deve primeiro ser condenado por um crime antes de ser afastado do cargo. “É importante entender por que essa multidão se reuniu e o que eles estavam realmente tentando fazer?”, Porter perguntou aos advogados de Trump, referindo-se à insurreição de 6 de janeiro de 2021. O advogado de Trump, Nicholas Nelson, descreveu os acontecimentos de 6 de janeiro como um “motim político”, os relacionando a uma multidão enfurecida, em vez de um grupo com uma série específica de objetivos legais. “Tratou-se de um ato governamental e não há indicação de que os manifestantes tivessem algum plano. Eles estavam apenas com raiva”, colocou. A lei de Illinois exige que os candidatos certifiquem que estão “qualificados” para o cargo que procuram, o que Trump fez quando se candidatou às primárias republicanas do estado. Porter perguntou a outro advogado de Trump, Adam Merrill, se ele precisaria ser condenado antecipadamente por insurreição para que seu pedido fosse falso. “Seria muito mais difícil para nós se isso tivesse acontecido. Aqui você não tem isso”, ressaltou Merrill. Porter já havia recusado o pedido de Trump para interromper o processo até que a Suprema Corte dos EUA decidisse sobre a contestação de um caso semelhante com sede no Colorado que o impediu de votar naquele estado. Fonte: CNN
- Putin acusa Ocidente de arriscar uma guerra nuclear na Ucrânia
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou na quinta (29) o Ocidente de arriscar uma guerra nuclear que "irá destruir a civilização" ao sugerir o envio de soldados da aliança militar Otan para a Ucrânia. O líder também disse que o Ocidente quer "repetir o truque que foi bem-sucedido nos anos 1980 com a União Soviética" ao "tentar nos arrastar para uma corrida armamentista". "Temos de distribuir recursos da forma mais racional possível para construir uma economia eficaz de nossas Forças Armadas", afirmou. As colocações de Putin ocorreram durante seu discurso anual, previsto pela Constituição russa, à Assembleia Federal (Congresso), em um centro de convenções no centro de Moscou. Com a eleição presidencial a menos de um mês de distância, a fala é uma espécie de resumo de seus temas de campanha e um roteiro de sua retórica. Assim, além de falar grosso sobre adversários, boa parte do discurso foi dedicada para assuntos domésticos: incentivos para aumentar a natalidade, dados econômicos, programas para a redução do alcoolismo, inteligência artificial, melhorias para pequenos empresários. Putin será reeleito, mas para o Kremlin uma boa votação e comparecimento às urnas é essencial para a legitimação de seu poder. Mas o tema que permeou a fala foi a Guerra da Ucrânia, iniciada por Putin há dois anos, e o confronto com os Estados Unidos e seus aliados. É algo que ressoa no eleitorado: o temor de uma guerra com o Ocidente é o maior para 55% dos russos, segundo pesquisa divulgada dia 20 pelo Centro Levada, instituto independente. "Nós lembramos do destino de todos que enviaram contingentes ao nosso país", afirmou, em referência às invasões francesa e alemã no passado. "Agora, as consequências para os potenciais interventores são muito mais trágicas. Eles precisam finalmente entender, e eu acabei de falar a eles, que nós também temos armas que podem destruir alvos nos territórios deles." Foi um recado particular ao presidente francês, Emmanuel Macron, que levantou a ideia de ajudar a Ucrânia não só com armas, mas com forças. "Eles não entendem que existe o risco de um conflito nuclear?", disse. A proposta foi rejeitada por colegas europeus, ciosos da disposição russa --o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, já havia falado na "inevitabilidade" de uma guerra com a Otan se isso ocorresse. A referência à corrida armamentista que ajudou a implodir a União Soviética remete à obsessão histórica de Putin de recolocar a Rússia como potência global. Com efeito, o país entrou em ritmo de economia de guerra após a invasão do vizinho, e hoje um terço de seu investimento federal livre vai para defesa. O gasto militar foi de 4% do PIB em 2023, e pode chegar a 7% neste ano. O russo aproveitou o bom momento em campo na guerra, que viu mais uma cidade no leste cair para as suas forças nesta quinta. "Nós estamos com a iniciativa, na ofensiva. Nós não começamos essa guerra, mas faremos tudo para acabar com ela, erradicar o nazismo", disse, repetindo o mantra de sua invasão. "Ganhamos grande experiência de combate. Sabemos que ainda temos problemas, mas ao mesmo tempo sabemos o que fazer", afirmou, oferecendo um minuto de silêncio para "os heróis caídos" na defesa dos interesses "das populações do Donbass (leste ucraniano) e da Nova Rússia (sul do país)", áreas hoje sob controle parcial do Kremlin. Ele celebrou também os dez anos do que chamou de Primavera Russa, a anexação da Crimeia e o início da guerra civil no leste ucraniano. Ao se gabar de capacidades nucleares avançadas, disse que o "torpedo do juízo final" Poseidon está quase pronto para uso. Confirmou que, além do míssil balístico lançado por caças Kinjal, a Rússia usou na Ucrânia outra de suas "armas invencíveis" anunciadas em 2018, o também hipersônico Tsirkon. Putin começou a falar às 12h15 (6h15 em Brasília). O discurso sempre é muito antecipado: no ano passado, ele acabou com o anúncio da saída russa do último acordo de controle de armas nucleares em vigor. Este foi o 19º discurso feito por Putin, no Kremlin desde o fim de 1999. O presidente repetiu sua visão de mundo segundo a qual os Brics, bloco do qual o Brasil faz parte, será vital para a reconstrução da ordem internacional. "Em 2028, os Brics, com seus novos membros, serão responsáveis por 72% do PIB mundial", disse. Defendeu o fim do dólar como padrão de negociações mundiais devido a seu uso político pelos EUA, posição que encontra eco no governo brasileiro. "O Ocidente desacreditou suas moedas com o regime de sanções" adotado contra a Rússia devido à guerra, que por ora falhou em imobilizar o país. Como seria previsível, nenhuma palavra até aqui acerca de dissenso interno ou a morte do ativista Alexei Navalni na cadeia, ocorrida há duas semanas. O opositor seria enterrado nesta quinta, mas seus aliados disseram não encontrar ninguém para fazer o serviço devido ao discurso de Putin --a cerimônia será nesta sexta (1º). Fonte: O Tempo
- Furto a luz do dia e comandante réu: o que diz o Exército sobre desvio de armas em SP
O Exército concluiu a investigação sobre o furto de 21 armas do Arsenal de Guerra do Exército de Barueri, na Grande São Paulo e indicou a participação de pelo menos oito pessoas no desvio de metralhadoras e fuzis em setembro do ano passado. Na semana passada, a Justiça Militar da União (JMU) aceitou denúncia e tornou réu quatro militares e quatro civis que tiveram participação direta ou indireta no crime, entre eles o tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, então diretor da unidade, além de um primeiro-tenente e dois cabos. Furto a luz do dia Durante cinco meses de investigação, o Exército confirmou que o furto ocorreu em 7 de setembro de 2023, feriado da Independência e data em que as tropas estão dedicadas a desfiles pelo país. O crime só foi trazido a público no dia 10 de outubro. O inquérito militar apontou que dois cabos arrombaram o depósito onde estavam as 21 armas entre 14h30 e 15h. A dinâmica foi traçada por meio da análise de câmeras de segurança e uso de sistema de rastreamento. As metralhadoras estavam no depósito da reserva de armamento da seção de recebimento e expedição de material do Arsenal de Guerra de São Paulo. Para terem acesso às armas, os cabos arrombaram o cadeado e o lacre que preservavam o local e desarmaram o alarme que o protegia por meio do desligamento dos disjuntores do pavilhão onde ficava o depósito. Um dos cabos, Vagner da Silva Tandu, motorista do então diretor do arsenal, estacionou a caminhonete tipo picape do comandante próxima ao local e, com a ajuda do outro cabo - Felipe Ferreira Barbosa -, colocaram as armas (13 metralhadoras .50 M2 HB Browning, 8 metralhadoras 7,62 M971 MAG e 1 fuzil 7,62 M964) na caçamba, escondendo o arsenal com a capa da parte traseira do veículo. Saída sem fiscalização Após colocarem as armas no veículo, a investigação apontou que o cabo Vagner assumiu a direção da caminhonete e deixou o depósito da reserva de armamento. Já o cabo Felipe Barbosa ficou no local, inseriu novos cadeados e lacre. Ainda de acordo com o inquérito, a saída do veículo ocorreu sem nenhuma intercorrência porque o primeiro-tenente Cristiano Ferreira deu ordens para que a viatura do diretor nunca fosse revistada na guarda do quartel, o que contraria os regulamentos internos do Exército. Assim, os cabos aproveitaram a brecha na revista e conseguiram que o veículo carregado com as armas furtadas saísse do local com facilidade, sem fiscalização. A investigação, no entanto, não comprovou a ligação direta do primeiro-tenente no furto, assim como do tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, então diretor da unidade. Negociação com crime organizado O inquérito aponta que as armas foram oferecidas à facção criminosa carioca Comando Vermelho, mas não houve aliciamento dos criminosos. Os cabos, de acordo com a investigação, furtaram as metralhadoras e depois as ofereceram para o CV e lucrariam com a venda. Diretor do Arsenal réu A denúncia aceita pela Justiça Militar divide os militares pela participação direta no furto ou indireta, por inação ou negligência. Participação direta Vagner da Silva Tandu, cabo do Exército Brasileiro (preso); Réu por peculato e furto, em concurso com o cabo Felipe Ferreira Barbosa Felipe Ferreira Barbosa, cabo do Exército Brasileiro (preso); Réu por peculato e furto, em concurso com o cabo Vagner da Silva Tandu. Participação indireta Rivelino Barata de Sousa Batista, tenente-coronel e então diretor do Arsenal de Guerra do Exército de Barueri; Réu por inobservância de lei, regulamento ou instrução, cometida por negligência; Cristiano Ferreira, primeiro-tenente do Exército; Réu por inobservância de lei, regulamento ou instrução, cometida por tolerância, e por peculato culposo; O inquérito apontou que o então comandante do quartel não teve participação direta no furto, mas responde por ter sido negligente ao não impedir o crime. Rivelino Barata foi exonerado do posto de diretor do Arsenal da Guerra após a confirmação do desvio das armas, mas foi mantido no Exército. Atualmente, está lotado na Diretoria de Fabricação. Questionado, o Comando Militar do Sudeste afirmou apenas que o Inquérito Policial Militar "foi finalizado no dia 16 de fevereiro e encaminhado à Justiça Militar da União, que determinou a manutenção do sigilo." A mesma demanda foi feita em relação ao primeiro-tenente, para que fosse informado o local onde o militar está lotado, mas o CMSE também não se manifestou. Quatro civis Além dos quatro militares, quatro civis viraram réus por receptação. Parte deles é ligada à facção criminosa Comando Vermelho. Um deles também é familiar de um dos militares e teria participado do planejamento do furto e do contato com integrantes da facção para a oferta das armas. Um quinto investigado também foi citado no inquérito militar, mas morreu em troca de tiros com forças de segurança em uma ação distinta à investigação sobre o furto das armas. Crimes e penas Os investigados que atuaram diretamente no desvio poderão responder por furto, peculato e receptação, entre outros crimes, segundo o Exército. Alguns possuem qualificadoras, o que aumenta a pena. É o caso do furto. Segundo o Código Penal Militar, o furto simples pode resultar na prisão de um a seis anos. Mas se for praticado a noite, a pena muda de dois a oito anos. Outra qualificadora prevista ocorre no caso de furto de bem pertencente à Fazenda Nacional, que aumenta a reclusão para até seis anos. Se o furto for praticado com destruição ou rompimento de lacre, por exemplo, com abuso de confiança ou mediante fraude, com emprego de chave falsa e/ou com a participação de duas ou mais pessoas, a pena varia de três a dez anos de prisão. No caso do peculato (que é apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio), a prisão varia de três a 15 anos de prisão. Mas a dosimetria pode aumentar em um terço se o objeto desviado tiver valor superior a 20 vezes o salário mínimo. Se o funcionário ou o militar contribui culposamente para que outra pessoa subtraia ou desvie o dinheiro, valor ou bem, ou dele se aproprie, a detenção definida pode variar de três meses a um ano. Já para o crime de receptação, a pena prevista é de um a cinco anos. No caso do desaparecimento, consunção ou extravio (fazer desaparecer, consumir ou extraviar combustível, armamento, munição, peças de equipamento de navio ou de aeronave, ou de engenho de guerra motomecanizado), a condenação pode várias de um a três anos. Expulsão após condenação Mesmo condenados, nem todos os militares são expulsos automaticamente do Exército. Os processos precisam ter tramitado até o trânsito em julgado, ou seja, sem mais possibilidade de recursos. No caso dos militares com posto de soldado até sub-tenente, para que ocorra a expulsão é necessária a condenação com pena superior a dois anos. Para oficiais, de tenente a general, a pena mínima é a mesma, mas a expulsão deverá ser analisada pelo Conselho de Justificação e passar por julgamento do Superior Tribunal Militar (STM), após ação de Incompatibilidade para com o Oficialato, impetrada pelo Ministério Público Militar. Próximos passos O inquérito foi concluído pelo Exército. Em relação aos civis denunciados por receptação, a Justiça Militar pediu novas diligências ao aceitar a denúncia do Ministério Público Militar. Os dois cabos foram presos na última sexta-feira. A denúncia aceita não determina o afastamento do tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista e do primeiro-tenente do Exército Cristiano Ferreira durante o processo. A partir de agora, a tramitação segue na dinâmica normal de ação penal: Citação do réu; Oitiva das testemunhas de acusação; Oitiva das testemunhas da defesa; Interrogatório do réu; Requerimento de diligência pelas partes; Alegações escritas; Despacho saneador; Alegações orais; Sessão de julgamento e sentença. Fonte: G1
- Doenças Raras: quais são e a importância do teste do pezinho para diagnóstico
O acesso ao diagnóstico correto de doenças raras é um caminho difícil para muitos pacientes. Do ponto de vista médico, o mapeamento dessas patologias envolve processos desafiadores. No entanto, nesta data em que é celebrado o Dia Mundial das Doenças Raras, alguns avanços da ciência e saúde nesse sentido precisam ser considerados. É o caso da ampliação do número de doenças rastreadas pelo conhecido teste do pezinho, realizado a partir do sangue coletado do calcanhar do recém-nascido. Em Minas, desde 30 de janeiro deste ano, mais três condições raras passaram a ser identificadas pelo programa Estadual de Triagem Neonatal (PTN-MG), realizado pelo teste do pezinho. Na mesma data, por meio do exame foi registrado o primeiro caso de uma criança diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME). Atualmente, o número total de identificações de doenças pelo teste chega a 15, e segundo o Estado, a expectativa é que até o final de 2024, o procedimento seja capaz de diagnosticar cerca de 60 doenças. Segundo o diretor médico do Laboratório DLE do Grupo Fleury, Armando Fonseca, o teste do pezinho é um dos instrumentos mais importantes para o diagnóstico precoce das doenças raras. “Uma criança após 48 horas de vida, já está apta a fazer o exame e ele deve ser feito até 5 dias após o nascimento. Esse teste, que auxilia para que medidas preventivas sejam tomadas a tempo, evoluiu muito nas últimas décadas, a nível de tecnologia e de números de doenças detectadas. E isso tem um enorme impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes, no bem-estar das famílias e também na economia em saúde no país.” Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), é classificada como doença rara a condição que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 para cada 2 mil pessoas. No Brasil, estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas sejam afetadas por essas patologias. As doenças raras são caracterizadas pela diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa. Geralmente elas são crônicas, progressivas e incapacitantes, podendo ser degenerativas e também levar à morte Conheça as 15 doenças triadas atualmente pelo teste do pezinho realizado no SUS em Minas: Hipotireoidismo congênito Fenilcetonúria Doença falciforme Fibrose cística Deficiência de biotinidase Hiperplasia adrenal congênita Toxoplasmose congênita Atrofia Muscular Espinhal (AME) Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) Agamaglobulinemia (AGAMA) Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia muito longa (VLCADD) Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia longa (LCADD) Deficiência de proteína trifuncional – DPTC Deficiência primária de carnitina – DPC Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia média (MCADD) Dia das Doenças Raras A data foi criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis), e é celebrada em 28 de fevereiro ou 29 em anos bissextos — o dia mais raro do ano. O objetivo é sensibilizar governantes, profissionais de saúde e população sobre a existência e os cuidados com essas doenças. Além disso, o dia é visto como uma oportunidade para buscar apoio aos pacientes e incentivo às pesquisas para melhorar o tratamento. No Brasil, a data foi instituída pela Lei nº 13.693/2018. Fonte: O Tempo
- Padilha: Governo analisa resposta a deputados da base que assinaram impeachment
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, manifestou preocupação na quarta-feira (28) diante da decisão de deputados da base do governo em assinar uma lista pedindo o impeachment do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele considerou o movimento "muito estranho" e "inesperado". Padilha afirmou que, embora nenhuma punição esteja estabelecida neste momento, será realizada uma análise em conjunto com o líder do Governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), para definir uma resposta aos parlamentares que assinaram o documento. "O papel do governo não é punir ninguém, mas analisar o posicionamento dos parlamentares (...) Acho muito estranho, acho muito inesperado que alguém que assine uma lista como essa queira participar do governo. Geralmente não participa do governo. Seria algo bizarro, inclusive". Ainda segundo Padilha, as assinaturas para o pedido de impeachment não guardam qualquer relação com a liberação de emendas parlamentares pelo Executivo: “As emendas são impositivas, não haverá nenhum tipo de discriminação” Das 140 assinaturas contabilizadas pela oposição no pedido de impeachment, 47 pertencem ao PP, Republicanos, União Brasil, PSD e MDB. Juntos, esses cinco partidos comandam 11 dos 38 ministérios totais no governo de Lula. O PSD possui três cadeiras no primeiro escalão desde o início do mandato de Lula: Carlos Fávaro na Agricultura, André de Paula na Pesca e Alexandre Silveira em Minas e Energia. O União Brasil também detém a mesma quantidade de ministérios. Juscelino Filho e Waldez Góes ocupam os cargos de Comunicações e Integração e Desenvolvimento Regional, respectivamente, desde janeiro de 2023. Quanto ao Ministério do Turismo, iniciou sob o comando de Daniela Carneiro, mas foi transferido para Celso Sabino após uma disputa interna no partido. O MDB, também com três ministérios desde o início do governo, está à frente das pastas de Transportes, liderada por Renan Filho; das Cidades, com Jader Filho; e do Planejamento, sob a gestão de Simone Tebet. Por sua vez, o PP e o Republicanos ingressaram no governo em setembro, através de uma negociação direta com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Lula aceitou essa troca, visando obter um maior respaldo na aprovação de projetos de interesse do governo na Câmara dos Deputados. Nesse processo, Silvio Costa Filho, do Republicanos, assumiu o Ministério de Portos e Aeroportos, enquanto André Fufuca, do PP, ficou à frente da pasta do Esporte. Apesar da participação no governo, esses dois partidos mantiveram-se divididos no Congresso Nacional, com parlamentares oscilando entre apoio e oposição a Lula. Além das posições ministeriais, esses partidos também negociaram outras demandas para integrarem a base de apoio de Lula, incluindo cargos que não fazem parte do primeiro escalão. O pedido de impeachment de Lula foi protocolado na última semana e mira a comparação de Lula entre os ataques de Israel na Faixa de Gaza, em meio à guerra contra o Hamas, ao Holocausto, que foi a perseguição e o assassinato de judeus na Alemanha nazista por Adolf Hitler. Fonte: O Tempo
- PF investiga venda de 12 mil munições dos Estados Unidos ao Brasil ilegalmente
A Polícia Federal, a Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI) e a Agência de Aduanas e Proteção de Fronteiras (Customs and Border Protection – CBP) dos Estados Unidos, deflagraram na manhã de quinta-feira (29) a Operação Golden Gate, no combate ao tráfico internacional de munições. Os agentes cumprem 7 mandados de busca e apreensão em Goiânia (GO) e Trindade (GO) e 1 mandado de prisão em São Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos. De acordo com a investigação, em setembro de 2021, durante fiscalização da Receita Federal no Porto de Santos (SP), mais de 12 mil munições de uso restrito foram encontradas em um contêiner vindo dos Estados Unidos, destinado a um morador de Goiânia. Segundo a PF, munições adquiridas nos Estados Unidos, acompanhadas de notas fiscais de compra emitidas nesse país, em nome de moradores de Goiás. A partir dessa apreensão, a PF e a HSI identificaram que dezenas de outros contêineres, provenientes dos Estados Unidos, também destinados a moradores de Goiás, adotaram o mesmo padrão de remessa nos meses seguintes. Munições de arma de fogo são produtos controlados e sua importação para o Brasil depende de prévia autorização do Exército Brasileiro. “Apesar de terem sido adquiridas legalmente no exterior, as munições foram enviadas de forma clandestina ao Brasil, em contêineres com conteúdo autodeclarado como “mudança de pessoa física”, sem a prévia autorização do Exército Brasileiro e sem comunicação do transporte às autoridades norte-americanas e brasileiras”, explicam os investigadores. No Brasil, os mandados judiciais estão sendo cumpridos nas casas de investigados responsáveis pelos contêineres e daqueles que realizaram a compra das munições nos Estados Unidos. Já nos EUA, simultaneamente, estão sendo cumpridos mandados de busca e de prisão de um goiano, responsável pela logística de remessa dos contêineres com munições, dos Estados Unidos para o Brasil. Os investigados são colecionadores, atiradores desportivo e caçadores (CACs) perante o Exército Brasileiro, na modalidade atirador desportivo e, em razão da investigação, tiveram seus registros suspensos e a determinação de apreensão de suas armas de fogo e munições. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa e de tráfico internacional de munições. Segundo a PF, duas pessoas foram presas. Também foram apreendidas 15 armas, 12 mil reais e 61.700 dólares. A operação tem o apoio do Exército Brasileiro e da Força-Tarefa Internacional de Combate ao Tráfico de Armas e Munições (FICTA), unidade supervisionada pelo Serviço de Repressão ao Tráfico de Armas da Polícia Federal e composta por Polícia Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública e Homeland Security Investigations (HSI). Fonte: CNN
- Pacheco diz que limitar operações da PF contra parlamentares pode gerar “perplexidade”
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse, na quarta-feira (28), que limitar operações da Polícia Federal contra parlamentares pode gerar “perplexidade”. “O que eu estou dizendo é que qualquer iniciativa que busque extinguir a possibilidade de investigação contra qualquer cidadão, inclusive aqueles que ostentem autoridade pública, é algo que pode gerar algum tipo de perplexidade é até de questionamentos sobre o ponto de vista constitucional”, expressou Pacheco. Entretanto, cabe aprimoramento do Congresso Nacional sobre o tema, em sua opinião. “Mas obviamente que um aprimoramento na forma e da execução de qualquer cautelar contra quem tenha prerrogativa por função, obviamente pode ser um aprimoramento que pode ser trabalhado no âmbito do Congresso”, prosseguiu. Deputados pressionam para que avance na Câmara de Deputados duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que podem blindar parlamentares de investigações, de acordo com informações da analista de política da CNN Jussara Soares. O tema ganhou força a partir de um pleito da oposição após os deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) terem sido alvos de operações da Polícia Federal. Um dos textos quer tirar o foro privilegiado dos parlamentares. Com isso, os processos contra deputados e senadores deixariam o STF e passariam para tribunais inferiores, o que dá mais chances de recursos. Já existe um texto aprovado no Senado que propõe a extinção do foro especial por prerrogativa de função em casos de crimes comuns. Porém, deputados consideram que é preciso fazer ajustes para avançar na Câmara ou apresentar um novo texto para que crimes também relacionados ao mandato sigam para o Tribunal Regional Federal (TRF), depois ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, por fim, cheguem ao STF. Os deputados também pressionam para avançar com a PEC apresentada pelo deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE). A proposta exige que medidas judiciais contra parlamentares tenham aprovação da Mesa Diretora da Câmara ou do Senado. Fonte: CNN
- Cliente expulso de padaria por usar notebook é preso em operação da PF contra fraude de criptomoedas
O cliente que foi expulso de uma padaria em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, por usar notebook, foi preso temporariamente na terça-feira (27), em Curitiba, após operação da Polícia Federal que mirava suspeitas de fraude em criptomoedas. Na ação, apelidada de Operação Fast, que cumpriu dois mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão, nas cidades de Balneário Camboriú, Itajaí, Londrina e Curitiba, a PF teve o objetivo de combater uma quadrilha suspeita de atuar em projetos fradulentos à criação de criptomoedas e NFTs (“Non Fungible Tokens”). O empresário Allan Barros foi preso na tarde desta terça-feira (27) em Curitiba. Por telefone, o advogado Leonardo Dechatnik, que faz a defesa de Allan afirmou à CNN que o cliente jamais foi intimidado ou avisado sobre a investigação. “Os integrantes do grupo responderão pela prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, associação criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas totais previstas podem chegar a 28 anos de reclusão”, diz a nota da PF sobre a operação. Ainda por telefone, o advogado que defende Allan declarou que seu cliente “quer provar sua inocência” e que para ele, a operação “foi uma surpresa”. Segundo o Leonardo, o mandado de prisão foi cumprido na casa de Allan. Operação fast A Polícia Federal estimou que as vítimas podem chegar a 20 mil no Brasil e no exterior que perderam, ao todo, aproximadamente R$ 100 milhões. A ação mirou o grupo sediado desde 2022 em Balneário Camboriú. A PF detalhou que os golpes partiam da mesma premissa: oferta de uma criptomoeda desenvolvida por eles mesmos e que prometia lucros acima do mercado a partir de parcerias com empresas. Para dar credibilidade ao negócio e atrair novos clientes, o lançamento da nova moeda foi promovido em uma feira de criptoativos em Dubai. A partir do não cumprimento dos altos lucros, as vítimas denunciaram o caso à Polícia Federal, que através do canal oficial para recebimento e tratamento de informações sobre pirâmides financeiras, começou a investigar o caso. Leia a nota na íntegra A defesa de Alan Deivid de Barros e da empresa Unimetaverso Gestão de Ativos Digitais e Marketing LTDA., representada pelo Dr. Leonardo Bueno Dechatnik, vem a público esclarecer informações a respeito da Operação Fast, na qual nosso cliente é investigado. Desde o início das investigações, temos mantido uma postura colaborativa com as autoridades, buscando esclarecer os fatos da forma mais transparente e eficaz possível. É importante salientar que o processo corre em segredo de justiça, o que nos impede de divulgar detalhes específicos sobre o caso neste momento. No entanto, é do interesse de nosso cliente que a verdade seja plenamente esclarecida. Refutamos categoricamente a alegação de que nosso cliente tenha subtraído a quantia de R$ 100.000.000,00 ou que tenha prejudicado entre 5 a 22 mil pessoas. Esses números, mencionados no relatório policial, são baseados em suposições da autoridade policial, sem comprovação efetiva. Até o momento, somente um número ínfimo dessas supostas vítimas efetuou denúncias formalmente, sendo a maior parte destas ex-colaboradores e concorrentes no setor empresarial. Nosso cliente e sua empresa nunca foram objeto de processos por parte de investidores. Ademais, no relatório policial, identifica-se o caso de um indivíduo que se passou por vítima, mas que cometeu furtos de ativos virtuais da empresa e admitiu ter hackeado a plataforma. Sua confissão foi devidamente documentada em ata notarial, que foi anexada ao Boletim de Ocorrência e à notícia-crime, apresentada à delegacia de crimes cibernéticos de Curitiba. Quanto à alegação de que os recursos subtraídos alcançam a cifra de R$ 100.000.000,00, é questionável a metodologia usada para chegar a tal conclusão, baseada em evidências frágeis como capturas de tela de conversas em aplicativos de mensagens e comentários não verificados. Ressaltamos que a decisão de decretar prisão preventiva parece desproporcional, considerando que o caso não envolve violência ou grave ameaça, e que existem medidas cautelares mais adequadas para assegurar o andamento do processo. Alan Deivid de Barros, réu primário, profissional dedicado, não representa risco à sociedade. A defesa está atuando de maneira criteriosa no acompanhamento da operação, e medidas judiciais estão sendo adotadas para corrigir o que consideramos ser uma arbitrariedade. Estamos comprometidos em demonstrar a inocência de nosso cliente e esclarecer os fatos, sempre respeitando o processo legal e colaborando com as autoridades para a justa resolução deste caso. Fonte: CNN
- Cruzeiro se despede de dupla, prepara Rafa Silva para mata-mata e observa atacante do Sub-20
Atacante faz trabalho de fortalecimento na Raposa e deve voltara treinar na próxima semana O Cruzeiro, dependendo das próprias forças para garantir a melhor campanha da primeira fase do Campeonato Mineiro, realizou sua penúltima atividade antes de enfrentar o Uberlândia no sábado, às 16h30 (horário de Brasília), no Mineirão, pela última rodada. No entanto, a comissão técnica de Nicolás Larcamón já está de olho no mata-mata. O atacante Rafa Silva não estará disponível para o jogo contra o Uberlândia, completando sua sexta partida de ausência, sendo sua última aparição no clássico contra o Atlético-MG, em 3 de fevereiro. O jogador continua seu trabalho de equilíbrio e fortalecimento na Toca da Raposa, com a expectativa de retornar aos treinos com o grupo na próxima semana. No setor ofensivo, Larcamón tem observado o desempenho de Arthur Viana, do Sub-20, ao longo desta semana. Revelado pelo Grêmio e contratado pelo Cruzeiro no ano passado, Viana contribuiu para os títulos do Mineiro e da Copa do Brasil Sub-20. O clube mineiro renovou seu contrato até o início de 2025 no final de 2023. O clube também está finalizando os detalhes para anunciar a contratação do argentino Álvaro Barreal, de 23 anos, desembolsando cerca de R$ 1 milhão pelo empréstimo. Nesta quinta-feira, o Cruzeiro se despediu do zagueiro Ruan Santos e do volante Fernando Henrique, que foram emprestados ao Vila Nova, de Goiás, até o final do ano.
- Atlético-MG aumenta valor de proposta por Brahian Palacios, após Atlético Nacional ser eliminado
Atlético-MG Aumenta Proposta por Brahian Palácios para US$ 3 Milhões O Atlético-MG fez uma nova oferta pelo atacante colombiano Brahian Palácios, que pertence ao Atlético Nacional. O clube mineiro aumentou a proposta para cerca de 3 milhões de dólares, aproximadamente R$ 15 milhões. Esses valores foram justamente os que travaram a negociação na primeira tentativa. A negociação ganhou destaque após a eliminação do Atlético Nacional da Libertadores na noite de quarta-feira, após uma derrota por 3 a 0 para o Nacional, do Uruguai, em casa. O atacante entrou no intervalo da partida. A informação sobre a nova proposta foi antecipada pelo jornalista Lucas Tanaka e confirmada pelo ge. Uma fonte afirmou à reportagem que a negociação "está caminhando". Na semana passada, o ge já havia informado que o Galo fez uma oferta de 2 milhões de dólares, cerca de R$ 9,9 milhões. No entanto, o Atlético Nacional deseja negociar o atacante de 21 anos por 4 milhões de dólares, o dobro do que o Galo inicialmente pretendia investir. Em entrevista ao ge nesta quarta-feira, o presidente do clube, Sérgio Coelho, afirmou que o clube ainda busca um ou dois reforços nesta janela de transferências, que se encerra em 7 de março. Brahian Palácios é revelado pelo Atlético Nacional. Em 2023, disputou 47 partidas, com três gols e quatro assistências. Este ano, foram 8 jogos e nenhum gol. O interesse em Palácios surgiu após o Atlético-MG acertar a venda de Pavón para o Grêmio.
- MG-420 terá trânsito desviado para conclusão de obras na rodovia
Interdição na MG-420 será entre Pompéu e BR-040: Rotas Alternativas e Desvios Necessários A partir desta quinta-feira (29), motoristas e passageiros que trafegam pela MG-420 entre Pompéu e o km 23 da BR-040, na região Central do Estado de Minas Gerais, deverão buscar rotas alternativas, pois o trecho estará interditado. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), com previsão de interrupção por até cinco dias, nos dois sentidos da via. A interdição se faz necessária para a realização de serviços de substituição de bueiro, como parte das intervenções para a recuperação funcional do pavimento. O bueiro duplo será substituído por um modelo triplo, aumentando sua capacidade de escoamento de água. Desvios e Rotas Alternativas Durante o período de interdição, o fluxo de veículos será desviado para duas opções de tráfego. A primeira rota é completamente pavimentada, enquanto a segunda inclui um trecho de 26 quilômetros de estrada de terra. Para seguir pela rota pavimentada, partindo de Pompéu, os motoristas devem seguir pela MG-164 até Martinho Campos. Em seguida, devem acessar a BR-352 até o entroncamento com a MG-423, continuando até Papagaios. A partir de Papagaios, devem prosseguir pela MG-060, passando por Maravilhas e, um pouco adiante, no entroncamento da MG-238, seguir em direção a Cachoeira da Prata. No entroncamento para Inhaúma, os motoristas devem optar por continuar pela MG-238 para aqueles que se dirigem a Belo Horizonte, ou pela AMG-0360 para aqueles com destino a Brasília, ambos os trajetos até a BR-040. A outra opção é sair de Pompéu em direção à MG-060, passando pela Agropéu e seguindo por um trecho não pavimentado de 26 quilômetros até Papagaios. A partir de Papagaios, devem seguir pela MG-060, passando por Maravilhas e, pouco depois, no entroncamento da MG-238, seguir em direção a Cachoeira da Prata. Placas e faixas de sinalização foram instaladas para orientar os motoristas na região, além da presença de equipes de fiscalização do DER-MG para auxiliar no monitoramento do trânsito.
- Ação contra extração de areia em MG mira grupo que movimentou R$ 2 milhões
Polícia Federal cumpriu sete mandado de busca e apreensão em empresas e residências no município de Lagoa da Prata, no Centro-Oeste de Minas Na manhã desta quinta-feira (29/2), uma operação visando desmantelar uma associação criminosa envolvida na extração ilegal de areia foi realizada em Lagoa da Prata, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A Polícia Federal executou sete mandados de busca e apreensão em empresas e residências ligadas à associação criminosa que opera na extração ilegal de areia na região. Estima-se que o prejuízo causado por essa atividade ilegal alcance a marca de R$ 2,5 milhões, sem contar os danos ambientais que ainda não foram quantificados. As investigações também revelaram que a empresa sob investigação movimentou um total de R$ 2.434.355,00 entre os anos de 2022 e 2023. Os indivíduos envolvidos poderão ser acusados pelos crimes de usurpação mineral e falsidade ideológica, cujas penas máximas somadas alcançam 11 anos de prisão.
- Vídeo: criminosos em moto tentam matar homem e quase atropelam criança em MG
Dupla atirou nas costas de vítima, que foi atingida nas nádegas e abdômen Na noite da última quarta-feira (28), um homem de 35 anos foi alvo de uma tentativa de homicídio em Caratinga, na região do Rio Doce. Câmeras de segurança registraram o momento chocante em que dois indivíduos em uma motocicleta abriram fogo contra a vítima, quase atingindo uma criança. Nas imagens, observa-se o homem chegando à porta de sua residência e abrindo o portão. Subsequentemente, a dupla se aproxima em uma moto e dispara contra as costas da vítima, que é atingida e busca refúgio dentro de casa. Durante a tentativa de fuga dos atiradores, eles quase colidem com uma criança que estava na calçada acompanhada de outro indivíduo. VÍDEO: Extraído X Itatiaia Em seguida, um carro bloqueia a rota de fuga dos suspeitos. O passageiro desce da moto para ajudar o condutor a reposicioná-la e, em seguida, os criminosos conseguem escapar. A Polícia Militar foi acionada e encontrou a vítima a caminho do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, apresentando ferimentos no abdômen e nas nádegas. O homem informou aos policiais que a arma utilizada pelos agressores estava equipada com um laser verde. Ele não conseguiu identificar nenhum dos suspeitos e negou ter recebido ameaças anteriormente. A perícia da Polícia Civil encontrou três cápsulas de calibre 9 milímetros deflagradas, além de uma intacta, no local do incidente. Os autores do crime continuam sendo procurados pelas autoridades policiais.
- Polícia Militar apreende quase 4 toneladas de maconha escondidas em sacas de arroz
De acordo com a PM, a droga estava dentro de uma carreta. Seis homens foram presos, entre eles, dois paraguaios. Na madrugada desta quinta-feira (29), aproximadamente quatro toneladas de maconha foram apreendidas no bairro Riviera, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Seis homens foram detidos, incluindo dois cidadãos paraguaios. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), durante uma patrulha de rotina, uma Kombi foi avistada estacionada às margens da Rodovia Fernão Dias. Ao abordarem o veículo, dois suspeitos apresentaram versões contraditórias, porém mencionaram a existência de uma carreta. Os policiais seguiram até um galpão onde localizaram a carreta mencionada, a qual estava carregada com aproximadamente 30 toneladas de arroz. No entanto, entre a carga de arroz, foram descobertas barras de maconha. Segundo a PM, a Kombi estava destinada ao transporte das drogas até o bairro Cabana do Pai Tomás, na Região Oeste de Belo Horizonte. Além dos dois indivíduos detidos na Kombi, outros quatro suspeitos foram encontrados no galpão, incluindo dois cidadãos paraguaios. O local foi isolado para realização de perícia.
- Guarda Civil age rapidamente e impede agressão grave entre dois homens em Varginha, MG
Populares informaram que dois suspeito estariam em vias de fato no final da citada rua. Na manhã desta quarta-feira, 28 de fevereiro, uma equipe do Grupamento de Meio Ambiente da Guarda Civil Municipal de Varginha (GMAT), em patrulhamento pela Vila Morada do Sol, recebeu um chamado de populares informando sobre uma briga iminente no final da rua mencionada. Os Guardas Municipais se dirigiram ao local indicado, onde testemunharam um indivíduo prestes a golpear outro com um bloco de concreto na cabeça. O agredido caiu ao chão em estado cambaleante, enquanto o agressor tentava desferir outro golpe fatal com o mesmo objeto. A rápida intervenção dos Guardas Municipais evitou uma tragédia iminente, considerando a violência do ataque e o tamanho do material utilizado. Diante da situação, os envolvidos, ambos com 35 anos de idade, foram contidos, identificados e conduzidos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica. Posteriormente, foram encaminhados à Delegacia para as devidas providências legais. Fonte: Prefeitura de Varginha
- Coluna Minas Gerais - 28/02/2024
Ação quer levar Vale a julgamento internacional Moradores de Minas Gerais e Espírito Santo atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana em 2015 terão a oportunidade de participar de uma nova ação internacional contra a Vale. Um tribunal inglês julgará a BHP e a Vale em outubro de 2024 por causa do desastre. A ação, movida por mais de 600 mil pessoas, incluindo 200 mil de Governador Valadares, visa responsabilizar a Vale de forma individual. O processo na Inglaterra tem previsão para começar em outubro deste ano e espera-se uma decisão final até dezembro de 2024. (Diário do Rio Doce) https://drd.com.br/nova-acao-internacional-busca-levar-vale-a-julgamento-por-rompimento-da-barragem-de-mariana/ Ufla abre inscrições de Programa de Música Estão abertas as inscrições para os corais e orquestras do Programa Institucional de Música da Universidade Federal de Lavras (Ufla), voltados para o público acima de 14 anos. O período de inscrições vai de 26 de fevereiro a 8 de março. A participação é gratuita e proporciona um espaço de prática de música coral e/ou música instrumental para estudantes, servidores e comunidade em geral. Ao todo, são quatro projetos. Para o Coral Vozes do Campus e Grupo Canto das Nascentes não é necessário ter experiência prévia em canto. Para o Madrigal, é esperado experiência prévia em canto. E para a Orquestra de Cordas, é necessário conhecimento de violino, viola de orquestra, violoncelo ou contrabaixo acústico. (Jornal Panorama – Caxambu) https://jornalpanoramaminas.com.br/programa-institucional-de-musica-corais-e-orquestra-da-ufla-estao-com-inscricoes-abertas/ Obras do hospital serão retomadas O contrato de retomada das obras do Hospital Regional de Governador Valadares será assinado nesta quinta-feira 29, em Belo Horizonte. O documento vai ser assinado pelo vice-governador, Professor Mateus, e pelo secretário de Infraestrutura, Pedro Bruno, na Cidade Administrativa. A informação é do deputado estadual Enes Cândido. Além do vice-governador e do parlamentar, a cerimônia vai contar com a presença do prefeito André Merlo e outras autoridades da região. (Jornal da Cidade – Governador Valadares) https://jornaldacidadegv.com.br/saude/assinatura-do-contrato-para-a-retomada-das-obras-do-hospital-regional-sera-nesta-quinta-feira-29-2/ Estudo aponta ineficácia da desoneração Uma nota técnica do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG conclui que a política de desoneração da folha de pagamento no Brasil, em vigor desde 2011, não teve impactos positivos consistentes sobre empregos e salários. Embora alguns setores tenham apresentado resultados positivos, como informação e comunicação, a eficácia geral da política é questionada. A prorrogação da medida até 2027 foi promulgada, mas há críticas quanto à sua efetividade. (Edição do Brasil – Belo Horizonte) https://edicaodobrasil.com.br/2024/02/23/estudo-da-ufmg-aponta-ineficacia-da-desoneracao-da-folha-de-pagamento/ Poços sedia Fórum de Esportes Nos dias 01 e 02 de março, Poços de Caldas sediará o 1º Fórum Municipal de Esportes, Exercício Físico e Lazer, promovido pela Prefeitura em parceria com a Secretaria de Esportes. O evento reunirá profissionais renomados para discutir temas cruciais relacionados ao esporte, exercício físico e lazer, visando fomentar a prática esportiva na cidade e região, promovendo o bem-estar e a inclusão social. Com palestras abrangendo desde a importância da atividade física regular até a psicologia do esporte, o fórum busca oferecer um ambiente inclusivo e informativo para todos os entusiastas do esporte. (Jornal Mantiqueira – Poços de Caldas) https://www.jornalmantiqueira.com.br/2024/02/28/pocos-sedia-o-1o-forum-municipal-de-esportes-exercicio-fisico-e-lazer/ Lançamento do Minascon em Divinópolis No dia 07 de março, na sede da FIEMG Regional Centro-Oeste, será realizado o Lançamento Oficial do Minascon, o maior evento da construção civil de Minas Gerais. O evento tem como objetivo fomentar negócios e promover a capacitação de gestores e profissionais do setor. A 21ª edição acontecerá em Divinópolis, de 04 a 06 de julho, e espera reunir representantes de toda a cadeia produtiva da indústria da construção, com uma ampla programação que inclui mostra de empresas, treinamentos, palestras e atrações inovadoras. (DiviNews) https://divinews.com/2024/02/27/lancamento-do-minascon-sera-realizado-em-sete-de-marco-na-fiemg/ Rádio MP lança podcast Destrava-Língua A Rádio MP estreia a primeira temporada do podcast Destrava-Língua. Produzido pelos analistas em Letras do Ministério Público de Minas Gerais Fabíola de Sousa Cardoso, Cristóvão José dos Santos Júnior e Daniela Paula Alves Pena , o podcast pretende tirar dúvidas sobre a língua portuguesa. São dez episódios novos a cada mês. Na estreia, o apresentador Cristóvão José, ao tratar da paronímia, explica a diferença entre várias palavras da língua portuguesa que têm a grafia semelhante, mas o significado bastante diferente. (Jornal São Geraldo https://jornalsaogeraldo.com.br/minas-gerais/ministerio-publico-mg/radio-mp-lanca-podcast-destrava-lingua/) Multivacinação nas escolas de Araxá A Secretaria Municipal de Saúde de Araxá está realizando a Campanha de Multivacinação nas escolas até 27 de março, visando atualizar os Cartões de Vacina de crianças e adolescentes de 4 meses a 15 anos. Essa campanha abrange diversas vacinas, incluindo as contra Covid-19, e requer o consentimento dos pais ou responsáveis, além da presença do Cartão de Vacina original e do termo assinado. As doses também estão disponíveis nas Unidades de Saúde. A iniciativa é uma oportunidade de acesso aos pais que não conseguem levar seus filhos aos Postos de Saúde e visa alcançar um alto índice de vacinação. (Clarim.net – Araxá) https://clarim.net.br/prefeitura-leva-campanha-de-multivacinacao-as-escolas-publicas-de-araxa/
- Passo a Passo da operação com churrasco, uso de drogas e 500 Tiros e resultado de 26 Mortos em MG, Segundo a PF
Trinta e nove policiais rodoviários federais e militares foram indiciados em ação que terminou em mortes de grupo suspeito de assalto a bancos em outubro de 2021 em Varginha. O inquérito da Polícia Federal que indiciou 39 policiais por crimes que teriam sido cometidos na operação que deixou 26 mortos em outubro de 2021 em Varginha (MG) revela que a quadrilha que planejava assaltar um banco na cidade havia feito um churrasco na noite anterior, regado a drogas e álcool. Vários integrantes dormiram sob efeitos de narcóticos. O g1 e a EPTV Sul de Minas, Afiliada Rede Globo, tiveram acesso ao inquérito policial, concluído pela delegacia da Polícia Federal de Varginha no dia 22 de fevereiro. O relatório aponta que os criminosos foram surpreendidos pela polícia por volta de 5h e mortos a sangue frio, sem apresentar a resistência alegada na época pelas forças de segurança. A PF concluiu ainda que a localização de um dos sítios onde estava a quadrilha só foi obtida após tortura de um dos integrantes, apontado com um dos mentores do assalto a banco que ocorreria no dia 1º de novembro. Segundo a conclusão da PF, aproximadamente 500 disparos foram feitos pelos agentes do Estado. Ao todo, 300 cartuchos deflagrados foram encontrados pela perícia e somente 20 disparos foram atribuídos aos criminosos. O inquérito afirma que há evidências que apontam para tiros simulados perpetrados pelos próprios policiais. O início da operação Por volta de 5h, ao amanhecer, uma caminhonete da PRF derrubou o portão principal do chamado "Sítio 1", que fica no bairro Recanto Dourado. Logo após, a equipe tática iniciou a entrada no perímetro alvejando as janelas frontais casa. Ainda conforme o inquérito, parte da tropa caminhou até a entrada principal e arrombou a porta da sala. Um grupo então entrou no imóvel e iniciou a visualização dos que ali estavam e que, a essa altura, corriam recém-despertos, desorientados e sem entender o que ocorria. Conforme a PF, todos eram alvejados. A equipe policial progrediu rumo aos quartos do térreo e ali eliminou quem lá estava. Os suspeitos que ganharam a cozinha e já rumavam para a porta de acesso à piscina foram baleados. Em seguida, parte do grupo de policiais iniciou subida aos andares superiores. Quem passava pela mira dos policiais era alvejado. Alguns se mantiveram nos quartos, outros no banheiro e varanda. Todos foram atingidos. Ainda segundo o relatório, uns poucos conseguiram ganhar o telhado buscando os fundos do sítio. Quem chegou ao sítio vizinho ou aos fundos da propriedade também foram mortos. Suspeito torturado é colocado na cena do crime Após o "morticínio", relata a PF, Gleisson Fernando da Silva Morais, apontado como um dos mentores do roubo a banco e que havia sido interceptado horas antes em um posto de combustíveis em Muzambinho (MG), foi colocado na sala do pavimento térreo e sofreu disparos de fuzil que o mataram. Gleisson, conforme a PF, foi torturado para indicar aos policiais a localização do sítio 1, no bairro Recanto Dourado. A investigação também apontou que a polícia já monitorava o sítio 2, no bairro Lagoinha, desde o dia 16 de outubro. Busca pelas armas Após a execução de Gleisson, relata a PF no inquérito, os policiais iniciaram a busca pelas armas, as quais, por tudo apurado, não estavam com os suspeitos e não foram usadas em combate. Segundo a PF, as armas estavam acondicionadas em sacos plásticos e concentradas dentro de um dos veículos que seriam usados pelo bando no assalto a banco. As armas foram retiradas da caminhonete, desembaladas e posteriormente apresentadas à imprensa como instrumento de resistência à ação policial empregadas pelos que morreram em confronto que, sabe-se agora, diz a PF, nunca existiu. Conforme a PF, Com vistas a macular o local do crime e favorecer uma narrativa de legitimidade da ação, policiais iniciam o pretenso socorro às vítimas. Na verdade, entretanto, apontou a investigação, o intento era retirar os mortos dos locais onde tombaram e dificultar a reconstituição do ocorrido. Mais mortes no sítio 2 Considerando que já era do conhecimento da inteligência policial a existência do sitio 2, uma nova equipe de policiais foi formada para se dirigir até o local, no bairro Lagoinha. Conforme a PF, no sitio 2, todo modo de agir se repete. Os criminosos são surpreendidos com a chegada da polícia e são alvejados. Quem tenta se esconder é baleado. Quem tenta fugir também é. Quem nada ter a ver com a situação, o caseiro Adriano Garcia, também morre. A PF afirma que não houve a alegada forte resistência com armas longas e inexistem indícios de um legítimo combate. Ao final, os corpos são retirados para receber irreal socorro e o local alterado. Suspeitos foram interceptados antes do ataque O inquérito da Polícia Federal concluiu que dois dos suspeitos foram interceptados em um posto de combustíveis em Muzambinho (MG) duas horas antes do ataque, por volta de 2h53 do dia 31 de outubro e levados para Varginha. Francinaldo Araújo da Silva, motorista do caminhão que daria fuga aos criminosos após o assalto e Gleisson Fernando da Silva Morais, apontado como um dos mentores do roubo a banco, sofreram torturas físicas e psicológicas neste itinerário e tiveram seus corpos colocados entre aqueles que foram mortos no sítio. A PF afirma que Francinaldo foi morto em local incerto entre Muzambinho e o Sítio 1 em Varginha. Já as lesões observadas no corpo de Gleisson eram compatíveis com ferimentos provocados com ele ainda vivo. Conforme o inquérito, agonizando, Gleisson teve o corpo colocado na sala térreo do sítio 1 e ali recebeu os derradeiros ferimentos a tiros que o levaram a óbito. Conforme a PF, é sabido que Francinaldo foi morto antes de ocorrer a entrada dos policiais no sítio 1. O certo é que o armamento utilizado por um cabo da PM disparou contra ele. Gleisson chegou com vida a Varginha, foi colocado na sala do sítio e ali recebeu disparos de fuzil. Os cadáveres de ambos foram entregues na UPA de Varginha nas mesmas condições em que os demais mortos no sítio 1. Localização dos sítios A investigação também apontou que os policiais já sabiam a localização do sítio 2 desde o dia 16 de outubro, duas semanas antes da ação em Varginha. Segundo a PF, os policiais não tinham certeza da utilização do sítio 1 pelos suspeitos até que Gleisson ou Francinaldo mediante tortura, tenha lhes indicado o local e a condição dos que lá estavam. O inquérito aponta que os criminosos não mantinham armas longas consigo para pronto emprego, tampouco aparentavam manter guarda ou forte vigilância nos dois sítios tal como alguém que teme por ataque. Indiciamento de policiais Ao todo, 39 policiais foram indiciados pela Polícia Federal por crimes que teriam sido cometidos durante a operação. Ao todo, 20 policiais (16 da PRF e quatro da PM) foram indiciados por homicídio (autoria e coautoria); dois da PRF foram indiciados por tortura e 38 (22 da PRF e 16 da PM) por fraude processual. O relatório final da Polícia Federal apontou que os criminosos foram surpreendidos com a chegada da polícia e foram alvejados. Ainda conforme a PF, não houve a forte resistência com armas longas por parte dos suspeitos, conforme alegado pelas forças de segurança na época e não existem indícios de que um combate aconteceu. Conforme o inquérito da PF, "quem tenta se esconder é baleado, quem tenta fugir também é. Ao final, os corpos são retirados para receber irreal socorro e o local conspurcado". O relatório da PF também aponta que o caseiro Adriano Garcia, que não tinha nada a ver com a situação, também foi morto. No relatório, a PF afirma que os fatos investigados, na forma como ocorreram e considerando o envolvimento das personagens que deles participaram, não possuem precedentes na história nacional. Investigação da PF O relatório da PF afirma que no dia 31 de outubro de 2021, por volta de 5h, aproximadamente 40 policiais entraram em um sítio no bairro Recanto Dourado, o sítio 1, em Varginha (MG) e lá mataram 16 indivíduos que se preparavam para executar um grande roubo na cidade. Outros dois corpos foram contabilizados como mortes na cena do crime. Na sequência, um grupo formado por 12 destes policiais rumou para um segundo sítio no bairro Lagoinha, o sítio 2 e lá foram mortos mais oito suspeitos. No relatório, a PF narra as dificuldades encontradas pelos investigadores, já que nenhum membro do bando remanesceu no local com vida e inexistiam testemunhas oculares, salvo os policiais investigados. A investigação da PF apontou que a investigação começou no mês de agosto de 2021 em Uberaba (MG) e terminou com a operação de 31 de outubro em Varginha. Naquele mês, um policial rodoviário federal recebeu mensagens indicando a possibilidade de um grande roubo que seria executado por um bando criminoso fortemente armado. A inteligência da PRF apurou que o possível roubo seria executado no dia 1º de novembro em Varginha. Inconsistência em depoimentos de policiais A investigação da Polícia Federal também apontou inconsistência nos depoimentos dos policiais que participaram da ação em Varginha. "Ficou patente que o relato dos policiais rodoviários e dos policiais militares foi uma criação fictícia, previamente acertada entre eles, com vistas a elidir a responsabilidade pelos excessos cometidos". Conforme a PF, na fantasiosa versão para o ocorrido, consta que os policiais tensionavam uma ação escorreita de promover a prisão de suspeitos quando foram surpreendidos por injusto ataque de arma de fogo. Não restando opção, os policiais revidaram e se sucedeu vigoroso e intenso combate. Ao final, todos os "meliantes" foram abatidos e nenhum policial foi alvejado, vez que a técnica prevaleceu sobre a força. O mesmo relato "inautêntico" foi empregado para descrever nos sítios 1 e 2, aponta a PF. A perícia da Polícia Federal conseguiu identificar nos locais elementos biológicos de 19 dos 26 mortos em diversos ambientes dos dois locais de crime. A PF afirma que, somados a outros elementos, tem-se um forte indicativo de onde quase todos os mortos foram alvejados por armas de fogo. Os laudos ainda trouxeram considerações que desconstruíram a versão apresentada pelos policiais. "O que houve no dia 31 de outubro de 2021 nos sítios 1 e 2 foi uma ação desacertada da polícia que, surpreendendo suspeitos que preparavam a execução de grave crime violento, acabou por matar a todos", aponta a PF. Adulteração dos locais de crime O relatório também afirma que os criminosos não dispunham de armas quando as forças policiais entraram nos imóveis e que houve adulteração dos locais de crime por parte dos policiais. "Apesar dos sinais consistentes de resistência no sítio 2, os vestígios indicaram que os armamentos longos atribuídos àquele local, divulgados em fotografias à imprensa, inclusive a metralhadora calibre .50, teriam sido introduzidos na cena em momento posterior ao confronto. A análise preliminar da sala (de um dos sítios) indicou que o ambiente passou por adulterações deliberadas e não relacionadas com a dinâmica de entrada tática e confronto com eventuais sujeitos". O relatório também aponta que disparos de armas de fogo atribuídos aos criminosos também foram adulterados pelos policiais. "Os consistentes indicativos de que os tiros no muro frontal e lateral foram produzidos depois do domínio da situação, conduzem à conclusão de que foram efetuados pelos policiais, com o possível propósito de simular resistência que não existiu". Prestação de socorro aos baleados A Polícia Federal afirma no inquérito que não houve efetivo socorro aos feridos. "Tal qual observado no sítio 1, a análise global dos elementos objetivos indicou não ter havido efetivo socorro aos feridos do sítio 2. As imagens do circuito do Hospital Bom Pastor mostram que os corpos ali chegaram (seis corpos do sítio 1 e oito do sítio 2) transportados empilhados no compartimento de carga das caminhonetes, sob a capota marítima. No primeiro veículo que trouxe os sujeitos do Sítio 2, via-se policial sentado sobre os corpos, em condição incompatível com eventual prestação de socorro. Vale dizer também, a dita prestação de socorro, em verdade, decorreu da intenção de inovar local de crime". O relatório afirma ainda que a quase totalidade dos profissionais das unidades que receberam os corpos (Hospital Bom Pastor e UPA Varginha), que trabalhou no dia dos eventos, foi ouvida no inquérito. "Afora os horrores narrados, o que ficou latente é o registro uníssono de que os nosocômios receberam somente cadáveres. Não houve sequer um lampejo de prestação de primeiros socorros". "Observa-se que não há movimentação compatível com prestação de socorro ou a realização de quaisquer manobras de urgência pelos servidores da UPA. Ao contrário, a maioria dos corpos foi retirada do veículo e imediatamente recoberto com lençóis brancos, sugerindo não haver dúvidas sobre a ausência de vida". O inquérito da PF também aponta que uma das vítimas "foi socorrida" com o crânio aberto, sem massa encefálica, em decorrência do disparo de fuzil em sua cabeça. A investigação apontou que o tempo estimado entre o domínio da situação no sítio 1 e o início do transporte dos baleados para a UPA e o Hospital Bom Pastor foi superior a 50 minutos. A PF afirma que somente esse fato já contradiz a versão de prioridade de se prestar efetivo socorro. Os bombeiros militares de Varginha e o Samu foram oficiados e responderam não terem recebido qualquer acionamento. A PF afirma que todos os policiais que estiveram nos locais dos crimes imediatamente após os eventos de tiro agiram para dificultar os trabalhos investigativos. Aqueles que estiveram nos locais, ainda que não tenham participado da inovação e adulteração desses locais, por omissão dolosa, contribuíram para o resultado criminoso. Operação A operação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) resultou na morte de 26 pessoas suspeitas de pertencerem a uma quadrilha roubos a bancos no dia 31 de outubro de 2021 em Varginha (MG). De acordo com a PM, os suspeitos seriam especialistas neste tipo de crime. Um arsenal "de guerra" também foi apreendido com a quadrilha. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os confrontos com os homens ocorreram em duas abordagens diferentes. Na primeira, os suspeitos atacaram as equipes da PRF e da PM, sendo que 18 criminosos morreram no local. O que dizem as autoridades Em nota, a Polícia Rodoviária Federal informou que a Corregedoria-geral da PRF reabriu procedimento apuratório ainda em 2023 frente ao surgimento de novas evidências. A PRF destacou ainda o compromisso com os limites constitucionais e a defesa do estado democrático de direito, incluídos o princípio da presunção de inocência dos agentes, a garantia ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A Polícia Militar informou que acompanha o caso. Segundo a Polícia Federal, o inquérito foi relatado e encaminhado às autoridades. O Ministério Público Federal informou que recebeu o relatório policial na tarde desta terça-feira (27). Ele agora será analisado para verificar se serão necessárias novas diligências. FONTE:G1
- Previsão do tempo para esta quinta-feira (29/02) em Varginha, MG
Nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, Varginha amanheceu com temperaturas mais elevadas em comparação aos últimos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão indica uma máxima de 32°C e mínima de 22°C para o dia. De acordo com o boletim meteorológico, espera-se a presença de sol, porém com muitas nuvens ao longo do dia. Adicionalmente, são esperadas pancadas de chuva isolada tanto durante o período diurno quanto durante a noite.
- Suspeito de 50 anos é preso pela morte de homem encontrado em obra abandonada na MG-050
Vítima de 55 anos estava desaparecida desde o último sábado e foi encontrada por conhecidos nos fundos de uma construção. O caso será investigado. Nesta quarta-feira (28), a Polícia Militar efetuou a prisão do suspeito de assassinar um homem cujo corpo foi encontrado em uma construção abandonada em Itaú de Minas. O corpo da vítima foi descoberto na terça-feira (27), e identificado como Divino José Ferreto, desaparecido desde o último sábado. Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito, um homem de 50 anos, foi identificado após o relato de uma testemunha, para quem teria confessado o crime. Com base nessas informações, a polícia localizou o suspeito na Rua Coronel José Balbino, no Bairro Santa Terezinha. Durante a prisão, o indivíduo optou por permanecer em silêncio. O suspeito foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento, e posteriormente encaminhado ao presídio de Passos (MG). O crime Um homem de 55 anos foi encontrado morto em uma obra abandonada às margens da MG-050, em Itaú de Minas (MG). Dois conhecidos da vítima relataram à Polícia Militar que ele estava desaparecido desde sábado (24) e costumava ajudar caminhoneiros na região. O corpo apresentava ferimentos na cabeça e estava coberto por entulhos e lona. Uma testemunha informou à polícia que o homem era usuário de drogas e tinha dívidas com traficantes. Próximo ao corpo, foram encontrados um tablete de maconha e uma pochete com documentos. O caso está sob investigação policial.
- Polícia Militar Rodoviária apreende veículo roubado em São Sebastião do Paraíso, MG
O Fiat Uno abordado era produto de roubo na cidade de Cássia (MG), ocorrido em 20 de fevereiro de 2024 Na noite de terça-feira, 27 de fevereiro, por volta das 20h30, durante o patrulhamento na rodovia BR 491, no quilômetro 02, em São Sebastião do Paraíso (MG), a Polícia Militar Rodoviária avistou um veículo Fiat Uno, de cor prata, cujas placas de identificação correspondiam a uma Volkswagen Parati, registrada como furtada/roubada em Ribeirão Preto (SP). Diante dessa constatação, deu-se início ao procedimento para abordagem do veículo. Contudo, o condutor empreendeu fuga pelas vias, sendo finalmente interceptado no perímetro urbano, dentro de um posto de combustível. Os dois ocupantes do veículo, um condutor de 25 anos e um passageiro de 22 anos, foram abordados e detidos pela polícia. Após consultas, constatou-se que as placas estavam adulteradas e pertenciam a outro veículo. Adicionalmente, verificou-se que o Fiat Uno abordado era produto de roubo na cidade de Cássia (MG), ocorrido em 20 de fevereiro de 2024. Um dos detidos foi reconhecido pelas vítimas como sendo o autor do roubo. Diante dos fatos, os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia de São Sebastião do Paraíso. O veículo foi apreendido e removido ao pátio credenciado para as providências cabíveis.
- Colisão na BR-459 deixa motociclista ferido gravemente em Pouso Alegre, MG
Grave Colisão na BR-459 em Pouso Alegre (MG) Deixa Motociclista Ferido Na manhã desta quarta-feira, 28, um motociclista de 50 anos foi gravemente ferido em um acidente ocorrido na BR-459, nas proximidades do retorno próximo ao bairro Belo Horizonte, em Pouso Alegre (MG). Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) o condutor do automóvel, um Peugeot 208, relatou que ele aguardava na faixa de aceleração para acessar o retorno da rodovia quando cruzou o fluxo de tráfego e não avistou a motocicleta, Yamaha Fazer, se aproximando. A colisão resultou em um impacto lateral entre a motocicleta e o carro, causando lesões graves no rosto do motociclista, além de fraturas nos membros inferiores. O Corpo de Bombeiros prestou socorro à vítima, que apresentava traumatismo cranioencefálico, sendo posteriormente encaminhada em estado grave para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio. A perícia técnica da Polícia Civil foi acionada e realizou os procedimentos padrão no local do acidente. Ambos os veículos envolvidos estavam com a documentação em ordem. O automóvel foi liberado para o condutor no local, enquanto a motocicleta foi recolhida ao pátio credenciado do Detran/MG, uma vez que não havia familiar ou pessoa autorizada para sua retirada.
- Homem que ateou fogo em companheira por ciúmes é condenado por tentativa de feminicídio em Pouso Alegre (MG)
Homem é condenado a 12 anos de prisão por tentativa de feminicídio em Pouso Alegre (MG) Um homem de 38 anos foi sentenciado a 12 anos de prisão por tentativa de feminicídio em Pouso Alegre (MG), após um crime ocorrido em abril de 2022. A condenação ocorreu durante o julgamento realizado nesta segunda-feira (26) na mesma cidade, sendo a informação divulgada posteriormente pelo Ministério Público, em 28 de fevereiro. Segundo informações do MP, o réu foi condenado pelo conselho de sentença por tentativa de feminicídio, com tripla qualificação. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça, Cesar Antonio de Lima. A Justiça, ao proferir a sentença, levou em consideração o alto risco de morte enfrentado pela vítima e, devido à não consumação completa do crime, reduziu a pena para o mínimo legal. Assim, o réu foi sentenciado a 12 anos de reclusão, além de ser ordenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos materiais. O réu permaneceu sob custódia durante todo o processo e não terá direito a recorrer em liberdade. Relembre o crime O crime em questão ocorreu em abril de 2022, quando o homem, após uma discussão motivada por ciúmes, ateou fogo em sua companheira de 44 anos, em Pouso Alegre. Relatos indicam que a briga começou depois que o homem viu mensagens no celular da vítima. Após a discussão e troca de agressões físicas, o agressor despejou um líquido inflamável (tiner) sobre o corpo da mulher e, em seguida, ateou fogo utilizando um isqueiro. A filha da vítima, presente na residência, socorreu sua mãe e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A mulher foi levada para o Hospital Samuel Libânio, onde permaneceu internada por 90 dias, conseguindo sobreviver.
- Professor é exonerado de Escola Municipal após denúncias de assédio sexual em Pouso Alegre (MG)
Uma comissão processante foi instaurada pela prefeitura para apurar essas denúncias. Um professor de uma escola municipal foi exonerado do cargo após denúncias de assédio sexual em Pouso Alegre (MG). Uma comissão processante foi instaurada pela prefeitura para apurar essas denúncias. O processo disciplinar foi instaurado em julho do ano passado. O professor foi demitido na última sexta-feira (23), mas o caso só foi divulgado nesta quarta (28). De acordo com a comissão processante, o professor, por várias vezes, teria praticado atos com conotação sexual, como abraços e beijos molhados, se aproveitando da posição privilegiada de professor e supervisor pedagógico da Escola Municipal Jandyra Tosta de Souza. O relatório da comissão ainda apontou que o "processado adotava comportamento inadequado de conotação sexual com alunas que não passavam de crianças que lhe eram confiadas no cumprimento de suas atribuições". Uma psicóloga da rede municipal disse em depoimento que uma aluna chegou a dizer para ela que o professor a deixava desconfortável quando a abraçava por trás, que ele já a teria beijado no rosto e até sentado no colo dele. Outra aluna relatou que achava que sentar no colo do professor era normal. Ela disse que após ouvir uma palestra, percebeu que isso não era normal como acreditava. As denúncias começaram após uma palestra promovida pela escola no ano passado sobre o assunto. O professor foi exonerado dos cargos, mas poderá recorrer da decisão. Por nota, a defesa dele informou que o professor só vai se manifestar nos autos.
- Participação do Sindiextra na Mesa Redonda do Ministério Público Estadual comemorativa dos 5 anos de aniversário da Lei Mar de Lama Nunca Mais
Luís Márcio Vianna, Presidente do Sindiextra Boa tarde aos companheiros de mesa e a todos presentes. Primeiramente, quero publicizar uma linha do tempo da minha experiência como protagonista na mineração de Minas Gerais. Estou fazendo 25 anos de convivência com este setor. No século passado, no ano de 99, no governo Itamar, fui ser o secretário-adjunto de Paulino Cícero de Vasconcelos, na Secretaria de Minas e Energia daquela época, equipe da qual o Fernando Coura também fazia parte. Por determinação da norma no tempo fui representar o Governo como titular na Câmara de Atividades Minerárias, do Conselho de Política Ambiental, onde pude conviver com a preparadas equipes do Ministério Público Estadual e das organizações ambientalistas da sociedade civil, especialmente com Maria Dalce. E aí teve início minha dobradinha com o Fernando Coura, que com a minha ida para titular da Secretaria, passou a ser o meu adjunto. Enfrentamos, ainda trabalhando no governo, o primeiro rompimento, em 2001, na Mineração Rio Verde, empresa dirigida com esmero pela família Melo Lima e que, com o nosso apoio, pode transferir seus ativos com normalidade nas negociações para a Herculano Mineração. Já fora do governo, no Sindiextra, fui o primeiro a chegar em 2014, na cena do rompimento na Herculano, acompanhado da nossa diretora de meio ambiente, a saudosa Taís Oliveira e do consultor Júlio Nery, e também nos empenhamos nas providências reparadoras que se seguiram. Um ano depois, em 2015, o rompimento da Samarco, em Mariana. Fernando Coura que aí acumulava a presidência do Sindiextra com a do Ibram, trouxe para Belo Horizonte, durante 45 dias de horário integral, todos os públicos relevantes da mineração brasileira para comandar as mudanças que a mineração começou a fazer sob a batuta técnica do nosso inesquecível Marcelo Tunes. Em 2016, por inspiração do seu secretário Sávio Souza Cruz, o governador Fernando Pimentel baixou o decreto que proibia as barragens a montante. Iniciamos uma grande discussão com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e apresentamos, no final da legislatura de 2018, uma lista de pontos consensados entre o nosso setor e os outros púbicos relevantes para uma nova norma para a regularização das barragens. Não deu tempo, no início de 2019, rompeu a barragem de Brumadinho, e veio a Lei que hoje comemora seus 5 anos. A lei é o marco zero para a mineração em Minas Gerais. E a mineração de Minas é portadora de futuro. O trinômio cunhado por Fernando Coura nesses 25 anos tem sido, a mineração de Minas deve ser competitiva, deve ser segura ecologicamente sustentável, deve distribuir seus ganhos com todos que participem dela. Isso muito antes da ESG, agora tão em moda. Os sofridos dias pós Mariana lançaram as bases que foram consolidadas após a votação unânime que os nossos representantes na Assembleia Legislativa consagraram a lei que aniversaria. Fiéis ao nosso trinômio estamos cumprindo a lei, após os necessários e reconhecidos ajustes que se fizeram necessários para dar-lhe efetividade no acordo de 2022. E todas as vezes que forem necessárias iremos estar juntos nos aperfeiçoamentos das normas. A mineração de Minas mudou e está pronta para enfrentar o futuro e ser portadora das virtudes do nosso trinômio. O Sindiextra, que congrega as mineradoras de Minas, atesta sua diversificação: temos 118 empresas associadas ao Sindiextra, mineradoras de minério de ferro constituem 38% da sua formação, enquanto outros minerais e serviços à mineração são a maioria da nossa composição, com 62%. Estamos falando de produtores de lítio, terras raras, nióbio, grafeno e cobalto, os chamados minerais estratégicos e da transição energética. Estamos tratando de empresas que produzem os minerais para tratamento de água, as águas minerais, fosfato e potássio que fertilizam as terras que produzem alimentos. Mantemos permanentemente um grupo de trabalho que reúne os profissionais do nosso setor que trabalham com meio ambiente e sustentabilidade e nossa antiga representação na Câmara de Atividades Minerárias do Conselho de Política Mineral. Estamos colocando de pé um outro grupo de trabalho que reunirá os nossos profissi onais do setor que, juntamente com os profissionais do Centro de Inovação e Tecnologia do Senai, irão desvendar os melhores caminhos de uma mineração em Minas que atenda ao nosso trinômio de ser competitiva, sustentável, responsável e segura agora e no futuro. Os temas do futuro já estão aí a nos encarar com a seguinte pauta: o destino dos rejeitos, a segurança alimentar e a mineração do futuro é um conceito amplo que se refere a várias tendências e inovações em curso na indústria, com o objetivo de torná-la mais eficiente, sustentável e tecnologicamente avançada. Aqui estão algumas das principais características e tendências que podem ser consideradas como parte da mineração do futuro; automação e robótica, mineração subterrânea inteligente, mineração de baixo impacto ambiental, uso de big data e análise avançada. É importante ressaltar que a implementação dessas inovações dependerá de vários fatores, como investimentos em pesquisa e desenvolvimento, regulamentações governamentais, aceitação social e viabilidade econômica. É possível realizar mineração com sustentabilidade? Sim, é possível. Embora a mineração tradicional tenha sido associada a impactos ambientais significativos, há uma crescente conscientização e esforços para tornar a indústria de mineração mais responsável e sustentável. Aqui estão algumas práticas e abordagens que estão sendo adotadas para alcançar a mineração sustentável: gestão eficiente de recursos, retificações de áreas degradadas, gestão adequada de resíduos, redução de emissores e pagada de carbono, envolvimento com as comunidades locais e inovação tecnológica. É importante ressaltar que a mineração sustentável é um objetivo em evolução e um desafio complexo. Requer a colaboração de todas as partes interessadas, incluindo empresas de mineração, governos, comunidades locais e organizações não governamentais, para desenvolver e implementar práticas sustentáveis na indústria. No futuro, a indústria de mineração deve continuar a adotar e desenvolver várias tecnologias avançadas para melhorar a eficiência, a segurança e a sustentabilidade das operações. Aqui estão algumas tecnologias promissoras para a mineração no futuro. Essas são apenas algumas das tecnologias que podem moldar a mineração no futuro. O desenvolvimento contínuo e a adoção dessas tecnologias dependerão de vários fatores, como investimentos em pesquisa e desenvolvimento, regulamentações, aceitação social e viabilidade. Tudo pelo sagrado direito de dormir e acordar em paz.


























