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- Secretário de Estado dos EUA fala por telefone com americano detido na Rússia
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, falou por telefone na quarta-feira (16) com o americano Paul Whelan, que está detido em um campo de prisioneiros na Rússia, segundo uma fonte familiarizada com o caso. O principal diplomata dos EUA disse a Whelan para “manter a fé e estamos fazendo todo o possível para trazê-lo para casa o mais rápido possível”, disse a fonte sobre a ligação. Esta é a segunda vez que Blinken fala com Whelan, que está detido na Rússia há mais de quatro anos, disse a fonte. A outra ligação entre Whelan e Blinken aconteceu em 30 de dezembro, disse outra fonte. Whelan, que é considerado pelo governo dos Estados Unidos como detido injustamente, pode fazer ligações de seu campo de prisioneiros na Mordóvia, mas a fonte não quis entrar em mais detalhes sobre como a ligação para Blinken aconteceu. Paul Whelan disse a seus pais que “ele conseguiu ter uma conversa longa e franca com o secretário Blinken”, disse seu irmão David Whelan na quarta-feira. David Whelan não deu mais detalhes sobre a ligação. “Acho que o secretário Blinken obviamente enviou uma mensagem e essa mensagem é para Paul e para nossa família, que o governo dos EUA continua defendendo Paul e sua libertação”, disse David Whelan mais tarde no programa “The Lead”. “Acho que também é uma mensagem para o Kremlin que o governo dos EUA não desistiu e, de fato, seu principal responsável pela política externa está disposto a ligar para um prisioneiro, o que é, penso eu, surpreendente”, acrescentou. A conversa ocorre enquanto o governo Biden continua a reiterar à Rússia a proposta que eles colocaram sobre a mesa para a libertação de Whelan há mais de oito meses. A Rússia não respondeu de maneira satisfatória, disseram dois funcionários do governo. Apesar da proposta de Whelan “sem dúvida” ainda ser considerada pelos EUA como uma oferta real, explicou um alto funcionário do governo, a falta de uma resposta russa relevante – juntamente com a detenção injusta do repórter do Wall Street Journal Evan Gershkovich no início deste ano – tem forçou os EUA a continuar os esforços para buscar outra oferta para colocar na mesa. O alto funcionário do governo disse que “continua sendo uma necessidade descobrirmos como resolver isso”. “Se não pudermos fazer isso acontecer com base no que está disponível para nós agora, precisaremos descobrir o que é necessário para que possamos trazer nosso pessoal para casa”, disse o funcionário. O governo Biden continua vasculhando o mundo em busca de ofertas que possam induzir a Rússia a libertar os dois americanos detidos injustamente, como informou no início deste ano. Atualmente, os EUA não têm nenhum espião russo de alto escalão sob sua custódia, dizem autoridades americanas atuais e anteriores, levando à necessidade de recorrer a aliados em busca de ajuda. Elizabeth Whelan disse na semana passada que esperava que os esforços para garantir a libertação de seu irmão fossem mais rápidos. “Esse ritmo glacial – não tenho certeza se ainda estamos no ponto em que se pode dizer que tudo foi feito para tentar levar Paul para casa”, disse ela. “Como irmã de Paul, sinto profundamente essa sensação de urgência e frustração. Não quero fazer parecer que as pessoas não se importam, porque elas definitivamente se importam. Mas o que é necessário é uma maior consciência do fato de que o tempo pode estar se esgotando”, disse ela. “Não sabemos se os russos continuarão discutindo como fazer uma troca ou o que quer que seja para Paul, no futuro.” David Whelan também disse que a família começou a aceitar o fato de que seu irmão pode ter que cumprir sua sentença de 16 anos de prisão. “Acho que agora chegamos a um ponto em que decidimos que pode levar até 2034 até que Paulo volte para casa”, disse ele. “Não acho que haja qualquer razão para pensar que o que o governo dos EUA está fazendo agora levará à libertação imediata de Paul ou mesmo à libertação o mais rápido possível.” “Acho que estamos focando agora que ele pode ter que cumprir seus 16 anos e quanto melhor formos capazes de lidar com isso, mais acho que seremos capazes de sobreviver e ajudá-lo a sobreviver.” disse David Whelan. Em um telefonema em maio, Whelan disse estar confiante de que seu caso é uma prioridade para o governo dos Estados Unidos, mas gostaria que fosse resolvido mais rapidamente. Ele também expressou preocupação de que poderia ser deixado para trás novamente se os EUA garantirem a libertação de Gershkovich. “Isso é uma preocupação extrema para mim e minha família”, disse ele na época. Os EUA não conseguiram garantir a libertação de Whelan em trocas de prisioneiros que trouxeram para casa dois outros americanos detidos injustamente no ano passado: Trevor Reed em abril e Brittney Griner em dezembro. No entanto, Whelan disse em maio que tinha mais confiança nos esforços dos EUA para levá-lo para casa do que quando falou em dezembro após a libertação de Griner. “Disseram-me que não ficarei para trás e que, embora o caso de Evan seja uma prioridade, o meu também é uma prioridade, e as pessoas estão cientes do fato de que isso está tendo um impacto extremamente negativo em mim e minha família. E me disseram que o governo está trabalhando incansavelmente para me tirar daqui e me levar para casa para que eles possam concentrar esforços em Evan e seu caso”, disse Whelan. “Haverá um fim para isso, e espero que chegue mais cedo ou mais tarde, mas é deprimente passar por isso diariamente”, disse ele em maio. Fonte: CNN
- "Nunca ficamos tanto tempo sem saber a origem de apagão", diz especialista
O ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, afirmou na noite da última quarta-feira (16) que "mais do que nunca" a Polícia Federal deve apurar as razões que levaram ao apagão da terça (15). Ele disse que o Operador Nacional do Sistema (ONS) ainda não encontrou as causas técnicas. O apagão atingiu praticamente todos os estados brasileiros e cerca de 29 milhões de unidades consumidoras, como residências, comércios, escolas e hospitais. Este texto também aborda: Silveira esteve reunido ao longo do dia com representantes do ONS e demais autoridades do setor elétrico. Ele informou que foi detectada uma falha no sistema da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), uma subsidiária da Eletrobras, no Ceará, na linha de transmissão Quixadá/Fortaleza. Mas afirmou que esse evento, sozinho, não seria capaz de causar o apagão nas proporções verificadas. "Esse evento isoladamente não causaria interrupção tão grave", disse o ministro à imprensa na porta do ministério. "Mais do que nunca eu acho que é extremamente necessária a participação muito ativa da Polícia Federal nesse caso, já que a ONS não teve como apontar uma falha técnica que pudesse causar um evento com uma dimensão que teve a paralisação da energia no país. O Doutor Andrei [Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal] esteve comigo agora", continuou Silveira. O ministro disse que a Chesf admitiu um erro no sistema de proteção. Mas ainda não se sabe o que levou ao desligamento da linha da subsidiária da Eletrobras, segundo o ONS. "A Chesf fez contato com a ONS, admitindo o erro no sistema que não protegeu a rede adequadamente nessa linha de transmissão", declarou. Ação ou falha humana Luiz Carlos Ciocchi, diretor-geral do ONS, que se reuniu com Silveira, também falou com a imprensa após o encontro. Questionado sobre possibilidade de ação ou falha humana, ele disse que, neste momento, nenhuma hipótese é descartada. "ONS é órgão técnico. O Relatório de Avalição de Perturbação [RAP] tem esse nome de relatório, mas é uma sequência de reuniões que são realizadas entre ONS e os agentes envolvidos. Seguem um padrão, seguem um procedimento e faz análise técnica do assunto. Fator humano é um fator analisado do ponto de vista técnico. Pode haver falha humana? Pode ter havido uma falha humana. Hoje, nós não podemos dizer que houve ou não houve", disse Ciocchi. ONS fala em 'desafio' na apuração Ciocchi afirmou que o grande desafio na apuração das causas é desvendar por que um evento como esse, na linha de transmissão Quixadá/Fortaleza, que não deveria causar um apagão da magnitude do desta terça, acabou gerando o episódio. "O proposito hoje é identificar o evento zero a partir de onde essa propagação se originou. Diferentemente de outros eventos que ocorreram no Brasil, nós não tivemos aqui um raio, uma intempérie, uma queda de uma torre na linha de transmissão, ou qualquer evento que tivesse relacionado", afirmou. "Não é a abertura desta linha que deveria explicar tudo o que ocorreu. É essa intriga. O que nós devemos avaliar dentro desse relatório. É uma linha pequena (...) no começo do ano tivemos várias linhas que foram derrubadas e ninguém percebeu. O sistema é robusto para aguentar. Então, esse que vai ser o grande desafio desse relatório: identificar o porquê de um evento que não deveria ocasionar toda essa queda, toda essa propagação de eventos, aconteceu", completou Ciocchi. Dinâmica da falha O ONS explicou também qual foi a dinâmica da falha no Ceará. A linha de transmissão da Eletrobras "abriu". No jargão técnico, significa que a rede desligou. Só que isso é relativamente comum, segundo o ONS, e não causa apagão como foi o desta terça. O ONS ainda vai identificar por que a linha abriu em Quixadá. E falta descobrir também por que a abertura dessa linha ocasionou toda a reação em cadeia. Segundo Ciocchi, não era para a linha ter aberto. Nota da Eletrobras Em nota divulgada na noite desta quarta, a Eletrobras afirmou que detectou o problema na linha Quixadá-Fortaleza milissegundos antes do apagão nacional. Na linha do que disseram o ministro e o ONS, a Eletrobras declarou que isso, por si só, não pode ser causa do apagão. "Ressalta-se que o desligamento da citada linha de transmissão, de forma isolada, não seria suficiente para a abrangência e repercussão sistêmica do ocorrido. As redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SNI) são planejadas pelo critério de confiabilidade", diz a empresa. Fonte: G1
- CPI do MST: Fávaro diz que a reivindicação de terra é legítima, mas condena invasões
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirmou, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que a ação de reivindicar uma terra é legítima. “Eu entendo que o direito à propriedade, o direito de ter um sonho de pedaço de terra, é legítimo. É legítimo também o direito à manifestação. Agora, quem exacerbar, responde. Se invadir, responde por isso”, declarou na quinta-feira (17). A fala ocorreu após pergunta do relator da CPI, deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), sobre a diferença entre invasão e ocupação. Após a resposta, Salles — que foi ministro da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL) — concluiu que Fávaro entende como legítimo a invasão de terra e uma discussão se iniciou na comissão. Fávaro então repetiu que a reivindicação é legítima, mas que a invasão de terra privada e de prédio público é crime. Outro desentendimento ocorreu quando o atual ministro da Agricultura citou a frase “passar a boiada” — referência a uma fala de Salles em 2020. Na época, o deputado chefiava a pasta e afirmou, em reunião ministerial, que o governo deveria aproveitar o foco da imprensa na pandemia da Covid-19 para “simplificar normas” relativas à proteção ambiental e à agricultura. “Aqueles que querem transgredir, aqueles que querem desmatar legalmente, passar a boiada, botar fogo, queimar, têm que ser punidos nos rigores da lei”, disse Fávaro, que em seguida piscou para alguém da comissão. O relator da CPI rebateu a fala e afirmou não ter vergonha da fala. Para ele, “passar a boiada” é algo positivo, já que é “muito amigo da agropecuária”. “O que me espanta é o senhor ter feito campanha no Senado usando a imagem do Bolsonaro e depois vir ser ministro do PT”, completou Salles. Ao final da comissão, Fávaro afirmou que os parlamentares e o governo estão do mesmo lado. “Estamos todos buscando que as coisas aconteçam dentro da ordem, da lei. A reforma agrária é um ato legítimo e este é um ponto que eu peço a consciência de todos vocês: o movimento social quando é feito de forma ordeira é legítimo”, declarou. Fávaro compareceu à comissão em resposta a um convite de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES). A audiência durou pouco mais de duas horas. O objetivo era ouvir o ministro acerca de medidas adotadas pela pasta após o anúncio do líder do MST, João Pedro Stédile, de promover ocupações de terras em todo o Brasil. Na terça-feira (15), ele também compareceu à CPI e prestou depoimento. Fonte: CNN
- Caixa lucra R$ 2,6 bilhões no 2° trimestre; carteira de crédito tem saldo de mais de R$ 1 trilhão
A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre de 2023, segundo o balanço corporativo da companhia, divulgado na última quarta-feira (16). O lucro foi puxado, sobretudo, por um aumento na margem financeira e nas receitas com prestação de serviço. O banco também teve uma alta expressiva na carteira de crédito. Com esse resultado, a Caixa teve um crescimento de 40,9% em seu lucro de um ano para o outro, comparando os números do segundo trimestre deste ano com os do mesmo período de 2022. No primeiro semestre, a companhia acumulou um lucro de R$ 4,5 bilhões, alta de 3,2% frente os seis primeiros meses do ano passado. Destaques do resultado De acordo com a companhia, o principal destaque do balanço deste trimestre é o aumento de 16,7% na margem financeira. Esse é um indicador operacional que representa a diferença entre todas as receitas da empesa (geradas, principalmente, a partir da cobrança de juros sobre os clientes) e as despesas. Quanto maior a margem, melhor. No segundo trimestre, a margem financeira da Caixa foi de R$ 14,9 bilhões. Além disso, a receita com prestação de serviços também cresceu e chegou a R$ 6,3 bilhões entre abril e junho, uma variação positiva de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a carteira de crédito do banco encerrou o segundo trimestre com um saldo de R$ 1,06 trilhão, alta de 14,4% em um ano. Essa carteira é a somatória de todo o saldo devedor de empréstimos e financiamentos realizados pelo banco. A Caixa entregou R$ 132,5 bilhões em crédito no período, com destaque para os segmentos: Agronegócio, com alta de 60,5%; Crédito imobiliário, com alta de 15%; Crédito para pessoa jurídica, com alta de 11,8%; Crédito comercial para pessoa física, com alta de 9,6%; e Saneamento e infraestrutura, com alta de 5,3%. Fonte: G1
- PF no RN prende suspeito que autointitulava integrante da Al-Qaeda
A Polícia Federal cumpriu na manhã da última quinta-feira (17), na cidade de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, um mandado de busca e apreensão contra uma pessoa que se autointitulava terrorista, ameaçou um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de morte e externou a intenção de explodir uma bomba em nome da Al-Qaeda. O mandado de busca e apreensão foi expedido pela 8ª Vara de Justiça Federal do Rio Grande do Norte. A investigação da Polícia Federal é para apurar os crimes de ameaça e promoção ao terrorismo. De acordo com a PF, o alvo do mandado judicial se autointitulava integrante da organização terrorista Al-Qaeda e ameaçou um ministro do STF através das redes sociais, onde também publicava xingamentos. O ministro em questão não teve o nome divulgado pela PF. Além da ameaça ao ministro, a investigação apontou que ele tinha externado a intenção de explodir uma "grande bomba" em nome do Al-Qaeda. A Polícia Federal informou que as investigações seguem em sigilo. Fonte: G1
- Covid: cientistas pedem volta do uso de máscaras para conter variante ‘mutante’
Cientistas do Reino Unido chamaram atenção, na última quarta-feira (16), para uma nova variante da Covid-19 que tem potencial para sofrer várias mutações. Eles pedem a volta do uso de máscaras para conter a infecção e não pressionar os serviços de saúde. A variante BA.6 foi detectada, até o momento, em dois países: Israel e Dinamarca. Segundo publicação do jornal britânico Daily Mail, a preocupação dos especialistas está no número de mutações que a variante tem na proteína spike - justamente a parte do vírus que as vacinas foram projetadas para atingir. Eles acreditam que sejam mais de 30 mutações. Os profissionais argumentam que a variante pode tornar os imunizantes menos eficazes se tiver evoluído para parecer diferente o suficiente de sua cepa ancestral, a Ômicron. Apesar disso, muitos acreditam que nenhuma nova cepa será tão ou mais potente a ponto de escapar da imunização conferida pelas vacinas feitas até o momento. Os especialistas não deixam claro se a nova variante provoca sintomas diferentes daqueles já conhecidos na Covid-19. Fonte: O Tempo
- Como ficaria Brasil em ranking de gasolinas mais baratas do mundo após reajuste
O aumento do preço da gasolina anunciado pela Petrobras nesta semana pode fazer com que o país caia mais de dez posições no ranking das gasolinas mais baratas do mundo. Pelo ranking semanal elaborado pelo site Global Petrol Prices, o Brasil era o 47º país com a gasolina mais barata do mundo, com um preço médio para o consumidor de R$ 5,53 por litro. Com as mudanças em vigor desde quarta-feira (16/08), o Brasil cairia ao menos para 61º no ranking — considerando apenas a alteração do preço praticado no país com o aumento anunciado pelo governo federal brasileiro. Em maio, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma reformulação nas políticas relacionadas ao preço do petróleo. No ano passado, o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL) havia cortado tributos sobre o preço dos combustíveis — algo que muitos na oposição acusaram ser uma medida meramente eleitoreira, o que o governo da época negou. A justificativa dada era ajudar a conter a escalada de inflação. Em novo reajuste, a Petrobras anunciou nesta semana aumento de R$ 0,41 por litro na gasolina. O etanol sobe R$ 0,78. Segundo a Petrobras, apesar dos reajustes, os preços dos combustíveis tiveram redução média de R$ 0,15 por litro para a gasolina e de R$ 0,69 por litro para o diesel no acumulado em 2023. Todos estes preços se referem ao valor do combustível vendido para as distribuidoras de combustíveis. O impacto final no posto para o consumidor comum, segundo a Petrobras, pode variar em todo o país, dependendo de "outros fatores, como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda". Os postos têm liberdade para estipular os preços cobrados do consumidor final, o que significa que o impacto na bomba pode ser ainda maior. Mais cara que China e EUA Leia: Reflexo do aumento, gasolina sobe até R$ 0,45 nos postos de BH Considerando apenas esta alteração, pelo ranking da Global Petrol Prices, o preço médio da gasolina passaria de R$ 5,53 por litro para ao menos R$ 5,94. A gasolina brasileira passaria a ser mais cara, em média, do que a de países como Austrália (equivalente a R$ 5,684), China (R$ 5,755) e África do Sul (R$ 5,847). No aumento anunciado em março desse ano, o Brasil ultrapassou as médias de países como Argentina e Estados Unidos. A lista é elaborada pelo site Global Petrol Prices, mantido por especialistas em preços de energia. Essa avaliação é feita apenas com base nos dados mais recentes publicados pela plataforma, que são referentes a segunda-feira (14/8). Esses dados podem mudar ao longo da semana em todos os países, o que pode influenciar na posição que o Brasil ocupará na lista. O ranking é afetado por diversos fatores — como mudanças no preço internacional do petróleo, alterações nas políticas energéticas e tributárias de cada país e variações cambiais. No ano passado, quando o governo Bolsonaro anunciou a desoneração da gasolina, o Brasil subiu 37 posições — da 76ª gasolina mais barata para a 39ª — e ficou entre os dez países onde o preço do litro do combustível mais baixou entre 27 de junho e 29 de agosto. Os preços pagos por consumidores ao redor do mundo por um litro de gasolina variam bastante — desde R$ 0,021 na Venezuela (o país com a gasolina mais barata do mundo) a R$ 15,315 em Hong Kong. Entre seus vizinhos, o Brasil tem gasolina mais cara do que Venezuela, Bolívia, Equador, Colômbia, Suriname, Argentina e Guiana. A gasolina mais cara entre os vizinhos brasileiros é do Uruguai: R$ 9,194 — um nível semelhante ao de países como Reino Unido, Israel e Espanha. fonte: Estado de Minas
- Hacker fica em silêncio em perguntas de bolsonaristas na CPMI
O hacker Walter Delgatti Neto permaneceu em silêncio durante as perguntas de parlamentares de oposição em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, nesta quinta-feira (17). urante a manhã, ele respondeu normalmente às questões, feitas majoritariamente por governistas. Porém, no período da tarde, quando predominam as falas de oposicionistas, ele não respondeu a nenhum questionamento. A estratégia seria uma forma de evitar provocações feitas por bolsonaristas. Mais cedo, o hacker contou que participou de uma reunião no Palácio da Alvorada (residência oficial da Presidência da República), com o ex-presidente Bolsonaro, o ajudante de ordens Mauro Cid, o assessor da Presidência general Marcelo Câmara e a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) No encontro, o então presidente da República o questionou sobre a possibilidade de invadir as urnas eletrônicas. Em caso de ser pego, Bolsonaro teria assegurado que lhe concederia um indulto. Assim como já havia dito em entrevistas e em depoimento à PF, Delgatti Netto reafirmou na sessão do colegiado, na manhã desta quinta, ter sido contratado pela deputada Carla Zambelli para participar de atividades criminosas. Mas ele trouxe novos elementos, comprometendo, entre outros, Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, com quem diz ter tido conversas para traçar um plano contra o TSE, as urnas e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No depoimento, Walter Delgatti Neto contou também que Bolsonaro pediu que ele assumisse a autoria de um grampo que teria sido realizado contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A defesa do ex-presidente nega. Fabio Wajngarten escreveu que nunca houve grampo “contra qualquer ente político do Brasil por parte do entorno primário do Presidente”. Por meio de nota, a defesa da deputada federal disse que “Carla Zambelli novamente refuta e rechaça qualquer acusação de prática de condutas ilícitas e ou imorais pela parlamentar”. fonte: O Tempo
- Eleições no Equador: conselho eleitoral aprova inscrição de substituto de candidato assassinado
O Conselho Nacional Eleitoral do Equador (CNE) aprovou nesta quarta-feira o registro de Christian Zurita como candidato presidencial do Movimento Construye. Zurita substitui Fernando Villavicencio, assassinado em 9 de agosto em um ataque armado durante um evento de campanha. A decisão foi partilhada pela presidente da CNE, Diana Atamaint, através do X, anteriormente denominado Twitter: “Por unanimidade e com base no relatório submetido à nossa apreciação, qualificamos a candidatura presidencial” de Christian Zurita. Por sua vez, o Movimento Construye também publicou no X a qualificação da candidatura e acrescentou: “Como disse o Fernando (Villavicencio): agora é escolher entre o país e a máfia”. Um dia antes, na terça-feira, 16 de agosto, o movimento Revolución Ciudadana de Correista havia contestado a candidatura de Zurita. No documento apresentado ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) argumentava-se que Zurita “está atualmente filiado a outra organização política”. No entanto, em sua decisão, o CNE indicou que “rejeitou a impugnação apresentada contra a candidatura, porque o candidato não é filiado ou aderido a nenhuma organização política”. E acrescentou que “em consequência, foi aprovada a qualificação da candidatura, após verificação do cumprimento dos requisitos”. Entretanto, Zurita falou à imprensa estrangeira na quinta-feira e disse que tem o mesmo perfil de perigo de Villavicencio, que, garantiu, foi morto pelo que pretendia fazer e não pelo que disse. “A segurança se deve ao fato de eu ter o mesmo perfil de perigo de Fernando Villavicencio, porque as ameaças sempre foram para todos. Eles já nos mostraram que podem. E ele foi morto não pelo que disse, mas pelo que ele planejou fazer Este plano (de governo) é baseado acima de tudo no que planejamos fazer. Tenho sido claro e enfático porque está claramente estabelecido no plano de governo. É lá que está indicado que deve haver um processo de expurgo da Polícia Nacional nas suas cúpulas”, disse o agora candidato presidencial do Movimento Construye. Sobre a contestação do correísmo, o Movimento Construye disse anteriormente em X que procurava silenciá-los e publicou um documento datado de 13 de agosto em que Zurita notificou a CNE sobre um registo falso que o mostrava filiado em outro partido, para o qual pede a sua anulação. . Zurita também falou em X na época e descreveu o desafio como “totalmente falso”. O candidato reiterou que não é filiado a nenhum outro movimento político. “Aguardamos a resposta da CNE para a confirmação da nossa candidatura, na esperança de que não surjam mais obstáculos no nosso caminho”, escreveu. Após a morte de Villavicencio em um ataque armado no norte de Quito em 9 de agosto, o partido equatoriano Movimiento Construye, do qual ele era o candidato assassinado, escolheu Zurita para substituir o político assassinado, revertendo uma decisão do dia anterior. Em primeira instância, o partido disse que o candidato à vice-presidência de Villavicencio, Andrea González Náder, seria o candidato substituto, mas depois de uma série de reviravoltas, escolheu o jornalista especializado em corrupção, crime organizado e narcotráfico para a nomeação. Zurita dividia a redação jornalística com Villavicencio e nos últimos meses vinha trabalhando em sua campanha política até que, após o atentado que acabou com sua vida, aceitou ocupar seu lugar na disputa pela presidência. O Equador está programado para realizar seu primeiro turno de eleições extraordinárias no domingo, 20 de agosto. Violência política e insegurança assombram o Equador O brutal assassinato de Villavicencio, candidato abertamente crítico da corrupção e ex-jornalista investigativo, chocou o país antes das cruciais eleições presidenciais e legislativas a serem realizadas no domingo. Também chamou a atenção internacional para as poderosas organizações criminosas que conduzem a violência que assola o Equador. O suposto atirador morreu sob custódia policial, segundo as autoridades, enquanto seis cidadãos colombianos foram detidos em conexão com o assassinato. Os suspeitos são membros de grupos criminosos organizados, disse o ministro do Interior do Equador, Juan Zapata, citando evidências preliminares. A raiz dessa violência política é que o Equador é um ponto de trânsito na rota da cocaína da América do Sul para os Estados Unidos e a Europa, disse à CNN Jan Topic, um dos vários candidatos à presidência. Segundo ele, as lacunas nas fronteiras facilitam a atuação de cartéis transnacionais de drogas no país. A terrível situação representa uma mudança radical em relação a uma década atrás, quando o Equador era conhecido como um país relativamente seguro na região. Segundo dados da Polícia Nacional do Equador, a taxa de homicídios em 2016 foi de 5,8 por 100.000 habitantes. No ano passado, havia disparado para 25,6, um nível semelhante ao da Colômbia e do México, países com longas histórias de violência de cartéis de drogas. Além de Villavicencio, outros políticos foram baleados este ano. Nesta segunda-feira, Pedro Briones, dirigente de um partido de esquerda local, foi morto a tiros na província de Esmeraldas, segundo as autoridades. No mês passado, Agustín Intriago, prefeito da sexta maior cidade do Equador, Manta, sofreu o mesmo destino enquanto conversava com um jovem atleta na rua. E em maio, o candidato eleito Walker Vera foi assassinado pouco antes de assumir o cargo na cidade de Muisne, província de Esmeraldas. Agora, organizações estrangeiras como cartéis mexicanos, gangues urbanas brasileiras e até a máfia albanesa estão colaborando com grupos criminosos equatorianos, alimentando o conflito, segundo analistas. Um relatório publicado em março pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime afirmou que “traficantes dos Bálcãs e membros de grupos criminosos italianos se estabeleceram no Equador para estabelecer linhas de abastecimento para os mercados europeus”. A luta contra o crime tem estado no topo da agenda política antes das eleições antecipadas deste ano, e ainda mais desde o assassinato de Villavicencio. Na última semana, os candidatos políticos foram rápidos em insistir em sua abordagem do problema. fonte: CNN Brasil
- Jovem sob efeito de crack vai até batalhão da PM entregar drogas
Uma situação inusitada aconteceu, na noite desta terça-feira (15/8), no batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais localizado em Patrocínio, no Alto Paranaíba. Agitada e sob efeito de crack, uma jovem, de 19 anos, foi até o 46° Batalhão de Polícia Militar (BPM) pedir ajuda. Inicialmente, segundo informações de registro policial, ela disse que é usuária de crack e que há quatro dias saiu de uma clínica de reabilitação. Em seguida, a jovem admitiu que voltou a consumir a droga, sendo que nos últimos dias adquiriu algumas pedras de crack. Por fim, acabou contando aos policiais onde estava a droga para o seu consumo, ou seja, escondida em uma lixeira de sua residência. Desta forma, equipe da PM de Patrocínio foi até o local e apreendeu sete pedras de crack. Após o registro da ocorrência, a jovem foi entregue aos cuidados da mãe dela. fonte: Estado de Minas
- Defesa de Bolsonaro vai apresentar queixa-crime contra hacker
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que vai entrar na Justiça com uma queixa-crime contra o hacker Walter Delgatti Neto, por calúnia nas declarações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga os atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Durante depoimento, nesta quinta-feira (17/8), Delgatti afirmou que Bolsonaro, em 2022, teria garantido um indulto ao hacker em troca de uma operação fake contra as urnas eletrônicas. Delgatti iria criar um código-fonte de mentira para simular uma falha no equipamento de votação durante as manifestações do 7 de setembro. O esquema também seria tratado com o alto escalão das Forças Armadas. Delgatti afirmou que teria ido ao Ministério da Defesa cinco vezes para aprender sobre as urnas, a mando de Bolsonaro. “A ideia inicial era de que eu inspecionasse o código-fonte, só que eles explicaram que o código-fonte ficava somente no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e apenas servidores do Ministério da Defesa teriam acesso a esse código”, disse. Delgatti Neto, conhecido como hacker da 'Vaza Jato', afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu para que ele assumisse ter grampeado o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O homem está preso justamente por ter inserido um mandado de prisão falso no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o magistrado. De acordo com o hacker, ele não realizaria o grampo, mas assumiria a responsabilidade por ele. Delgatti contou aos parlamentares que Jair Bolsonaro afirmou que o grampo foi feito por agentes internacionais. No entanto, nunca chegou a ter contato com o material, afirmou. fonte: Estado de Minas
- Hacker dá nomes à CPMI de quem, segundo ele, fez pedidos para execução de crimes
Durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, nesta quinta-feira (17), o hacker Walter Delgatti Netto deu nomes de quem lhe fez pedidos para cometer crimes. Ele deu a informação em respostas de questionamentos feitos pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). Confira a lista por meio das perguntas e respostas: Vieira: Quem pediu para o senhor tentar fraudar esse sistema [das urnas eletrônicas]? Delgatti: Carla Zambelli [deputada federal], por ordem do presidente [Jair] Bolsonaro. Vieira: Quem pediu para o senhor assumir a autoria de um suposto grampo contra o ministro Alexandre de Moraes? Delgatti: O presidente Bolsonaro. Vieira: Quem te convidou para fazer propaganda eleitoral para sugerir ao povo uma suposta fraude no sistema eleitoral? Delgatti: O marqueteiro Duda [Lima, marqueteiro de Bolsonaro nas eleições de 2022] e o presidente Bolsonaro. Vieira: Quem te encaminhou ao Ministério da Defesa para elaborar questionamentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o sistema de votação? Delgatti: O então presidente Bolsonaro. Vieira: Quem te disse que se o senhor cometesse um ilícito seria perdoado e receberia um indulto? Delgatti: O então presidente Bolsonaro. Vieira: Quem te deu carta branca para agir até mesmo na ilegalidade? Delgatti: O então presidente Bolsonaro. Hacker diz que Bolsonaro prometeu indulto em caso de condenação Assim como já havia dito em entrevistas e em depoimento à PF, Delgatti Netto reafirmou na sessão do colegiado, na manhã desta quinta, ter sido contratado pela deputada Carla Zambelli para participar de atividades criminosas. Mas ele trouxe novos elementos, comprometendo, entre outros, Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, com quem diz ter tido conversas para traçar um plano contra o TSE, as urnas e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos encontros, teria sido orientado a apontar falhas no sistema eleitoral brasileiro, mesmo sem provas, inclusive com a divulgação de um vídeo em 7 de setembro de 2022 – quando bolsonaristas foram às ruas contra o Poder Judiciário. Em troca, ele ganharia emprego e indulto presidencial para se livrar de prováveis condenações. As declarações do hacker comprometem ainda oficiais das Forças Armadas. “Sim, recebi (proposta de benefício judicial). Inclusive, a ideia ali era eu receber um indulto do presidente. Ele havia concedido indulto ao deputado (Daniel Silveira) e como eu estava investigado pela (operação) Spoofing, impedido de acessar a internet e trabalhar, eu estava visava esse indulto, que foi oferecido no dia”, disse Delgatti Netto após pergunta da relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA). No depoimento, o hacker disse ter se reunido com Jair Bolsonaro durante um café da manhã que durou cerca de uma hora e meia, em 10 de agosto, no Palácio da Alvorada. Ainda segundo Delgatti Netto, no encontro, em que Zambelli também estava presente, o então presidente da República o questionou sobre a possibilidade de invadir as urnas eletrônicas. Em caso de ser pego, Bolsonaro teria assegurado que lhe concederia um indulto. “[Bolsonaro] Disse que eu estaria salvando o Brasil, contou que teve acesso ao inquérito da PF de 2018 e disse ‘na parte técnica não entendo nada, preciso que você vá ao Ministério da Defesa e fale com os técnicos’”, afirmou Delgatti Netto, após ser questionado por Eliziane Gama. No depoimento à CPMI, o hacker disse ainda que, em outra ocasião, Bolsonaro pediu para ele assumir a autoria por um grampo ilegal contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Delgatti Netto contou que estava em um posto de combustíveis com Carla Zambelli, que pegou um chip novo e colocou no celular dele para conversar com o presidente da República. “Bolsonaro disse pra mim: ‘Fique tranquilo. Se alguém te mandar prender, eu mando prender o juiz’”, contou Delgatti Netto ao microfone da CPMI. “Eu concordei porque era uma proposta do presidente da República”, ressaltou o hacker. Ao ser questionado pelo deputado federal Duarte Junior (PSB-MA), Delgatti Netto afirmou que Bolsonaro lhe deu “carta branca” para que ele fizesse “o que quisesse” com relação às urnas eletrônicas. “Ele [Bolsonaro] me deu carta branca para fazer o que eu quisesse relacionado às urnas. Eu poderia, segundo ele, cometer um ilícito que seria anistiado, perdoado, indultado no caso”, afirmou o hacker. Hacker diz que foi convidado para estrelar campanha de Bolsonaro com fake news contra urnas O hacker contou também que foi convidado para estrelar a campanha à reeleição de Bolsonaro, com vídeos em que colocaria em xeque a segurança do sistema eleitoral. Delgatti Netto disse que Zambelli e Valdemar Costa Neto mediaram um encontro com o marqueteiro Duda Lima, que coordenou a campanha de Bolsonaro em 2022. Segundo o hacker, Lima propôs duas formas dele colaborar com a candidatura do ex-presidente: falar sobre possíveis vulnerabilidades das urnas em entrevista à veículos de imprensa de esquerda ou acessar publicamente um dispositivo de votação em 7 de setembro do ano passado para “provar” que é possível que o voto de um candidato seja transferido para outro. As duas ideias foram descartadas porque a reunião com a cúpula da campanha bolsonarista foi divulgada pela imprensa. O hacker contou à CPMI que a ideia da campanha de Bolsonaro foi que ele simulasse o sistema da urna para inserir um voto e aparecer outro. “A ideia do Dula (Lima) era que eu criasse um código meu, não do TSE, um fake”, contou Delgatti Netto ao microfone. “A segunda ideia era, no dia 7 de setembro, eles pegarem uma urna, colocar um aplicativo meu lá e mostrar à população que é possível apertar um voto e sair outro. Eu faria o código-fonte da urna, não o do TSE. E nesse código meu eu inseria essas linhas, de códigos maliciosos. Feita para mostrar que a urna, se manipulada, sairia outro resultado. Um código-fonte fake”, relatou o hacker. Delgatti Netto diz que fez o relatório do Ministério da Defesa sobre urnas No depoimento à CPMI, Delgatti Netto afirmou que praticamente elaborou todo o relatório dos militares entregue à Comissão de Transparência das Eleições em 2022 que dizia não haver como comprovar fraude nem que não haveria fraude. Essa informação foi propagada por aliados e apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL), como se fosse de técnicos em informática das Forças Armadas, para desqualificar o sistema eleitoral brasileiro. O hacker contou ter ido cinco vezes ao Ministério da Defesa para se reunir com técnicos da pasta, tendo contato com o então ministro Paulo Sérgio, além de contato indireto com o então comandante do Exército, Freire Gomes. Delgatti Neto disse à CPMI que “orientou” a íntegra do conteúdo do relatório do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas entregue ao TSE em novembro de 2022, após as eleições presidenciais. “A ideia inicial era que eu inspecionasse o código-fonte, só que eles explicaram que o código-fonte ficava somente no TSE e apenas servidores do Ministério da Defesa teriam acesso a esse código. Então, eles iam até o TSE e me repassavam o que eles viam, porque eles não tinham acesso à internet, eles não podiam levar uma parte do código; eles acabavam decorando um pedaço do código e me repassando”, relatou Delgatti Netto à CPMI. “[Estive lá no Ministério da Defesa] cinco vezes. Eu conversei com o ministro [Paulo Sérgio] Nogueira e também com o pessoal da TI. A ideia inicial era que eu inspecionasse o código-fonte, mas eles explicaram que ele só ficava no TSE e apenas servidores do Ministério da Defesa teriam acesso. Tudo que expliquei a eles consta no relatório que foi entregue ao TSE. Eu posso dizer que aquele relatório, de forma integral, foi exatamente o que eu disse. Eu apenas não digitei, mas eu que fiz ele porque tudo o que consta nele foi indicado por mim”, completou o hacker. O relatório não apontou qualquer fraude na votação, mas pediu que o tribunal eleitoral fizesse “ajustes” no sistema eleitoral já rejeitados tecnicamente por entidades fiscalizadoras e disse que não era possível atestar a “isenção” das urnas. A conclusão do Ministério da Defesa divergiu de todas as demais entidades fiscalizadoras nacionais e internacionais, unânimes em comprovar que a urna eletrônica é segura e que as eleições foram limpas. “Eu estava desamparado, sem emprego, e ofereceram um emprego a mim” Durante seu depoimento inicial à CPMI, Walter Delgatti Neto detalhou seu encontro com Carla Zambelli e afirmou ter aceitado a reunião com a parlamentar por ela ter lhe oferecido um emprego. “Nisso, apareceu a oportunidade da deputada Carla Zambelli de um encontro com o Bolsonaro. Ele queria que eu autenticasse a lisura das eleições e, por ser o presidente da República, eu fui ao encontro. Eu estava desamparado, sem emprego, e ofereceram um emprego a mim. Por isso que fui até eles”, declarou Delgatti. Em 28 de julho do ano passado, Zambelli publicou nas redes sociais uma foto com Delgatti. “O homem que hackeou 200 autoridades, entre ministros do Executivo e do Judiciário brasileiro. Muita gente deve realmente ficar de cabelo em pé (os que têm) depois desse encontro fortuito. Em breve, novidades”, escreveu na legenda. À PF, Delgatti Netto afirmou na quarta (16), que recebeu R$ 40 mil de Zambelli para invadir e inserir dados falsos nos sistemas de tecnologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em janeiro deste ano. Ele inseriu documentos e alvarás de soltura falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). O ataque inseriu de forma ilegal 11 alvarás de soltura de pessoas presas e um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Por isso o hacker foi preso preventivamente no início de agosto. fonte: O Tempo
- Rara cobra de duas cabeças é exposta em zoológico nos EUA; veja foto
Uma cobra com duas cabeças voltou a ser exibida no Cameron Park Zoo, no Texas, nos EUA. O animal foi retirado de exibição para se recuperar de uma ferida feita em 2021. A cobra foi encontrada no quintal de uma casa e doada para o zoológico em 2016. Segundo o zoológico, o animal dificilmente sobreviveria por muito tempo na natureza. Isso porque seus dois cérebros dão comandos diferentes para o corpo, o que torna os movimentos mais esporádicos e descoordenados. Outro problema é que a cobra poderia se machucar ao tentar ir em direções diferentes e ficar presa em galhos, rochas e outros obstáculos, como o que aconteceu em fevereiro de 2021. "Ela tinha um ferimento no pescoço, então a tiramos da exposição para curar. Nossas equipes veterinária e de répteis trabalharam duro para manter a ferida fechada e limpa. Demorou ate junho do ano passado para a ferida cicatrizar completamente", diz o comunicado publicado no Facebook. fonte: O Tempo
- Delgatti para Moro: 'Li suas conversas. Você é um criminoso contumaz'
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos antidemocráticos do 8 de janeiro teve mais um momento de confusão nesta quinta-feira (17/8). O hacker conhecido pelo trabalho na ‘Vaza-Jato’, Walter Delgatti Neto, prestava depoimento quando chamou o senador Sergio Moro (União-PR) de “criminoso contumaz”. Delgatti ficou conhecido em 2019 quando invadiu os dispositivos eletrônicos de integrantes da força-tarefa da Lava Jato, incluindo o ex-juiz, e na época então ministro da Justiça do governo Bolsonaro (PL), Sergio Moro. O hacker afirmou que foi vítima de perseguição comparada ao que ele chamou de "perseguição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)" e outros petistas. “Li a parte privada e posso dizer que o senhor é um criminoso contumaz, cometeu diversas irregularidades e crimes", disse Delgatti Neto. Moro se irritou com a declaração do depoente e pediu que a CPMI advertisse Delgatti. O senador ainda retrucou a alcunha de “criminoso”. “Bandido aqui é o senhor que foi preso. O senhor foi condenado. O senhor é inocente como o presidente Lula, então?", indagou o Sergio Moro. Moro ainda acusou Delgatti de ter invadido aplicativos de mais de 170 pessoas. O hacker confirmou a prática e disse que o número referido seria ainda maior. “Chequei às conversas do senhor com o então procurador Dallagnol e essas conversas foram chanceladas pelo STF e são utilizadas para anular condenações de pessoas inocentes", pontuou Delgatti. O senador Cid Gomes (PDT-CE), que presidia a sessão desta manhã, interveio na discussão e pediu para que Moro e Delgatti se limitassem a falar sobre os temas investigados pela CPI e não questões pessoais. fonte: Estado de Minas
- Empresários são presos e carros de luxo apreendidos durante operação da Polícia no Sul de MG e SP
Pelo menos sete empresários foram presos e carros de luxo foram apreendidos durante cumprimento de mandados em uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (17) pela Polícia Civil em duas cidades do Sul de Minas e também em São Paulo. Conforme a polícia, a "Operação Backstage" investiga os crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsificação de documentos, receptação e estelionato, entre outros crimes. A Polícia Civil cumpriu ao todo 17 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos em Itajubá, São Paulo e Piranguinho. Conforme as investigações, que começaram em 2020, o esquema criminoso teria movimentado pelo menos R$ 44 milhões. Participaram da operação cerca de 140 policiais civis do 17 Departamento de Polícia Civil, Apoio Aéreo e Core. A Polícia Civil deverá conceder uma entrevista coletiva pra a imprensa durante a tarde para revelar mais detalhes sobre a operação. fonte: g1 Sul de Minas
- Coluna Minas Gerais 17/08/2023
Inadimplentes somam 6,6 milhões Com dívidas que totalizam R$ 30,9 bilhões, a inadimplência em Minas Gerais afeta atualmente 39,25% da população. Segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa, referente ao mês de julho, mais de 6,6 milhões de mineiros encontram-se em situação de endividamento. Embora esse percentual seja menor do que o índice nacional de 43,72%, a magnitude dos valores envolvidos chama atenção para a urgência de readequação das finanças pessoais. Os setores mais afetados pelas dívidas no Estado são os bancos e cartões, representando 29,96% das dívidas. (Diário do Comércio – Belo Horizonte) https://diariodocomercio.com.br/financas/mineiros-inadimplentes-somam-6-6-milhoes/ Patrocínio no Minas Led O Secretário Municipal de Obras Públicas, Wellington Fernandes (Mamazão), recebeu o gerente regional da Cemig, Ronaldo, para tratar da mudança da iluminação no município de Patrocínio. Durante o encontro, Ronaldo destacou que a cidade será contemplada pelo Programa Minas Led, que tem o intuito de substituir as lâmpadas a vapor por lâmpadas de led. Ao todo serão instaladas 1.000 lâmpadas pela empresa Vitaliza Energia. A instalação dessas lâmpadas começará de imediato. (Jornal de Patrocínio) https://jornaldepatrocinio.atualizamg.com/noticias/municipio-de-patrocinio-recebera-melhorias-na-iluminacao-pelo-programa-minas-led/ Programa debate adoção As Varas da Infância e Juventude das Comarcas de Uberaba, no Triângulo Mineiro, e Teófilo Otoni, na região Nordeste de Minas, realizaram, nos dias 4 e 10 de agosto, respectivamente, encontros sobre adoção e entrega voluntária de filhos recém-nascidos. Juízes e especialistas abordaram aspectos jurídicos, psicológicos e sociais do Programa Entrega Legal, implementado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj). (Diário Tribuna – Teófilo Otoni) https://diariotribuna.com.br/?p=21117 Piscicultores realizam exposição De olho no crescimento do mercado de pets no Brasil, o município de Vieiras, na Zona da Mata, realiza a partir desta sexta-feira, 18, indo até domingo, 20, 1ª Exposição de Peixes Ornamentais da cidade. O evento vai ocorrer durante a 2ª Expo Agro Cultural, que acontece no Parque de Exposições do município neste final de semana. Durante a mostra de piscicultura, cerca de 10 produtores locais vão apresentar diversas espécies de peixes ornamentais. A região é a maior produtora nacional de peixes ornamentais. (Jornal Além Parahyba – Além Paraíba) http://www.jornalalemparahyba.com.br/2023/08/piscicultores-da-zona-mata-realizam-exposicao-de-peixes-ornamentais/ Prefeitura toma posse de áreas No primeiro semestre, foi determinado pela Justiça Federal, através de uma ação judicial movida pela Procuradoria Geral do Município, órgão jurídico da Prefeitura de Araguari, a reintegração de posse de áreas que fazem fronteira com o aeroporto Santos Dumont e que ultrapassaram seus limites, invadindo o território utilizado para trabalhos aéreos, pousos e decolagens. Segundo o procurador-geral do município, Leonardo Borelli, os invasores ampliaram seus quintais para os fundos do Aeroporto Santos Dumont. (Gazeta do Triângulo – Araguari) https://gazetadotriangulo.com.br/prefeitura-cumpre-liminar-de-reintegracao-de-posse-no-aeroporto-santos-dumont/ Caeté tem a Farmácia de Minas Na manhã desta quarta-feira, 16, aconteceu, no prédio da nova Policlínica, a inauguração da sala da Farmácia de Minas – Pitucha Mendes. O local recebeu o nome da vicentina Pitucha, que por mais de 50 anos de sua vida atuou na área da saúde e no cuidado com a terceira idade, à frente do Lar dos Idosos. Participaram da solenidade de inauguração o prefeito Lucas Coelho, acompanhado dos vereadores Diêmerson Porto e Nandinho, o secretário de Saúde Alisson Marques e outros secretários municipais e servidores da saúde, o pároco da Paróquia João Paulo II, Pe. Eduardo, além dos familiares da homenageada. (Jornal Opinião Caeté – Caeté) https://www.opiniaocaete.com.br/foi-inaugurada-em-caete-a-farmacia-de-minas/ Ouro Branco terá novo fórum O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Caetano Levi, realizou uma visita à Comarca de Ouro Branco com o objetivo de identificar possíveis áreas para a construção de um novo Fórum na cidade. A visita contou com a presença de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário local, em uma iniciativa conjunta que visa aprimorar a infraestrutura judicial. A ação recebe apoio da Gerdau e da prefeitura, demonstrando uma parceria entre setores importantes para a comunidade. (Correio Online – Conselheiro Lafaiete) https://www.jornalcorreiodacidade.com.br/noticias/31558-desembargador-do-tjmg-visita-ouro-branco-para-avaliar-construcao-de-novo-forum Formiga terá 7 produtores em concurso Sete produtores formiguenses estão se preparando para o concurso internacional de queijos que faz parte da Expô Queijo Brasil, evento que ocorrerá entre os dias 24 e 27 deste mês, em Araxá. A Expô Queijo Brasil 2023 – Araxá International Cheese Awards – tem reconhecimento e participação dos principais países produtores, atraindo a atenção da comunidade internacional, especialistas e imprensa. (O Pergaminho – Formiga) https://www.opergaminho.com.br/formiga-tera-7-produtores-em-concurso-internacional-de-queijos
- CPMI: Bolsonaro pediu que hacker assumisse grampo de Alexandre de Moraes
Walter Delgatti Neto, conhecido como hacker da 'Vaza Jato', afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu para que ele assumisse ter grampeado o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). À Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro, Walter Delgatti revelou, nesta quinta-feira (17/8), que Jair Bolsonaro prometeu a ele um indulto. De acordo com o hacker, ele não realizaria o grampo, mas assumiria a responsabilidade por ele. Delgatti contou aos parlamentares que Jair Bolsonaro afirmou que o grampo foi feito por agentes internacionais. No entanto, nunca chegou a ter contato com o material, afirmou. Conforme o depoimento do hacker, ele conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro por telefone. A conversa foi mediada pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), à época, uma das aliadas mais próximas do ex-presidente. Walter Delgatti Neto conta que o celular usado na ligação era "novo", aparentemente nunca tinha sido usado. Até o chip utilizado era recém-comprado. Jair Bolsonaro disse ao hacker que o grampo já havia sido realizado por agentes de outros país e teria conversas "comprometedoras" do ministro da Suprema Corte. Como Neto não teve acesso ao material, ele disse que não sabia informar se o grampo era verdadeiro ou não. A relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), perguntou ao hacker se equipamentos do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) poderiam estar envolvidos no plano, mas ele afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou apenas a ação por parte de agentes estrangeiros, cujas identidades não foram reveladas. "Seria difícil a esquerda questionar essa autoria [do grampo], porque lá atrás eu tinha assumido a 'Vaza Jato', que realmente foi eu, e eles apoiaram. Então a ideia seria 'o garoto da esquerda' assumir esse grampo", disse à CPMI. Ele ainda revelou que Bolsonaro disse que se ele fosse preso por assumir a responsabilidade do grampo, o ex-presidente mandaria prender o juiz, rindo logo em seguida. Plano de marketing contra as urnas Delgatti afirmou na CPMI que, inicialmente, seria feita uma "campanha de marketing", com lançamento em 7 de setembro do ano passado, questionando a segurança das urnas eletrônicas. No entanto, a ação foi cancelada. De acordo com o hacker, o primeiro encontro com Zambelli foi em 28 de julho do ano passado, em um hotel, onde ele pediu para tirar uma foto com ela. Desde então, os dois passaram a trocar mensagens pelo WhatsApp. Delgatti foi a Brasília e começou a trabalhar nas redes sociais de Zambelli, mas quando o ministro Alexandre de Moraes decidiu bloquear as redes da parlamentar, ele deixou de prestar os serviços para a deputada. Em 9 de agosto, o hacker e Zambelli tiveram uma reunião na sede do Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. No encontro estavam Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, os advogados do hacker, o irmão e o marido de Carla Zambelli. De acordo com o hacker, foi uma reunião "preliminar", em que trataram de assuntos técnicos, mas marcaram um encontro, para o mesmo dia, com o marqueteiro da campanha de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, Duda Lima. A primeira ideia seria fazer uma entrevista com políticos da esquerda e de forma espontânea falar a fragilidade das urnas eletrônicas, o que não ocorreu, pois o encontro de Neto com o marketing de campanha do ex-presidente foi divulgado na mídia. A segunda ideia seria realizada no dia 7 de setembro, quando Delgatti Neto manipularia o resultado uma urna eletrônica para "provar" uma suposta fragilidade. O hacker ressaltou que o código seria falso e manipulado por ele, e não o código fonte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "O código fonte é o código aberto. Ele tem diversos arquivos e, compilados, vira apenas um, que é o que está nas urnas eletrônicas. Quem tem acesso ao código fonte antes de compilar consegue inserir linhas que façam com que seja apertado um voto e o resultado seja outro. Lembrando que o código obedece quem está criando ele. Eu posso criá-lo com a ideia de que, assim que compilado, você inserir um voto e sair outro", explicou aos parlamentares. "Eles queriam que eu fizesse um código de fonte meu, não o oficial do TSE, e neste código fonte inserisse essas linhas, chamadas de código malicioso, porque ele tem como finalidade enganar, colocar dúvida nas eleições. A ideia era falar que a urna, se manipulada, sairia outro resultado", completou. A campanha contra a segurança das urnas eletrônicas também foi cancelada. Visitas ao Ministério da Defesa e relatório sobre as urnas Em outra reunião, no dia 10, no Palácio do Alvorada, o hacker se encontrou com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Carla Zambelli, o general Marcelo Câmara e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. No encontro, Bolsonaro ordenou que Marcelo Câmara levasse o hacker até o Ministério da Defesa para procurar alguma fragilidade no sistema eleitoral. O ex-presidente disse a Delgatti Neto que ele estaria "salvando o Brasil" e garantindo a "lisura das eleições". Segundo o hacker, ele esteve no Ministério quatro vezes, encontrou-se com o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e com a equipe de Tecnologia da Informação (T.I) da pasta. A proposta inicial era inspecionar o código fonte, mas ele só era acessado por servidores do Ministério da Defesa indo até o TSE. De acordo com o hacker, os servidores tentavam decorar partes do código fonte para passar a ele, e assim tentar encontrar alguma fragilidade. Ainda segundo o hacker, o relatório elaborado pelo Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas, divulgado em novembro do ano passado, logo após o segundo turno das eleições, foi escrito com base em informações elaboradas por ele. Invasões nos sistemas do judiciário Walter Delgatti Neto disse que a sugestão de invadir os sistemas judiciários do Brasil tinha o objetivo de demonstrar fragilidade. Segundo o hacker, ele invadiu todos os tribunais do Brasil, inclusive o TSE. De acordo com Zambelli, a ordem de invadir os sistemas judiciários era do ex-presidente, mas Jair Bolsonaro nunca confirmou o pedido. A ideia era "desmoralizar" o Tribunal Superior Eleitoral. 'Revelações bombásticas' A relatora da CPMI, Eliziane Gama, avaliou o depoimento do hacker: "O depoimento de hoje é bombástico. Informações absolutamente sérias. Informações que estão no ponto central desta CPMI, que é exatamente o questionamento do resultado eleitoral, a tentativa de emplacar uma vulnerabilidade, e a busca de pessoas que já tinham histórico em invasão para que legitimassem claramente uma narrativa que é incompatível com a realidade em relação ao processo da segurança eleitoral", disparou. fonte: Estado de Minas
- Biden e Lula falaram sobre Venezuela e Haiti durante conversa, diz Casa Branca
A Venezuela e o Haiti estiveram entre os tópicos da conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Brasil, e Joe Biden, dos Estados Unidos, segundo a Casa Branca. Eles conversaram por ligação nesta quarta-feira (16). Ambos se comprometeram a manter “comunicação ativa sobre a situação na Venezuela e no Haiti”, segundo comunicado do governo americano. O governo Lula, porém, não fez referência aos dois países no comunicado sobre o diálogo com Biden. Meio ambiente Além disso, um dos principais temas do diálogo foi sobre o esforço conjunto quanto o combate à mudança climática e a proteção do meio ambiente. “O presidente [Biden] elogiou a liderança regional e global do Brasil em clima, incluindo a realização da Cúpula Amazônica e dos Diálogos Amazônicos para articular uma agenda comum para o desenvolvimento sustentável, combate ao desmatamento e enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas”, destacou o comunicado. Os chefes de Estado também conversaram sobre os preparativos da COP-28 — a Cúpula do Clima da ONU — e do compromisso do presidente norte-americano de solicitar US$ 500 milhões ao Congresso em cinco anos para apoiar o Fundo Amazônia e atividades relacionadas. Ainda segundo a Casa Branca, Lula e Biden também falaram sobre a perspectiva de que uma missão diplomática para “comércio verde” seja enviada ao Brasil em setembro, para promover investimentos em florestas, uso da terra e energia. Por fim, os líderes descaram os esforços contínuos para ajudar a mobilizar até US$ 1 bilhão para apoiar a restauração de terras degradadas no Brasil e na região amazônica por meio da International Development Finance Corporation dos EUA. A conversa entre ambos estava agendada para ocorrer às 12h45 e durou cerca de meia hora. Direitos dos trabalhadores e condições de trabalho Também foi tema da ligação a promoção de melhores condições de trabalho. “O presidente Biden e o presidente Lula também se comprometeram a trabalhar juntos para promover e proteger os direitos dos trabalhadores e promover prosperidade inclusiva para nossos dois países e para o mundo”, disse a Casa Branca no comunicado. Como ambos os presidentes têm ligações com o movimento sindical de seus países, já era esperado que eles anunciassem uma iniciativa em comum sobre melhorias das condições de trabalho. fonte: CNN Brasil
- General que "sabia segredos de Putin" morre supostamente envenenado em prisão
O general Gennady Lopyrev, 69, que estava detido por saber segredos do presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi encontrado morto na prisão. Lopyrev adoeceu na última segunda-feira (14), quando apresentou dificuldades respiratórias. As informações são do The Sun. Os médicos que atenderam o general russo apontaram que ele tinha leucemia, doença que ainda não havia sido diagnosticada. Entretanto, segundo o site, há suspeitas de que o militar teria sido envenenado. Gennady Lopyrev era membro do Serviço de Proteção Federal da Rússia e atuou na supervisão da construção do Palácio Gelendzhik, mansão supostamente construída com dinheiro público russo para uso pessoal de Putin. Lopyrev foi condenado em 2017 a 10 anos de prisão, acusado de receber propinas e possuir munição de forma ilegal. Ele negava todas as acusações. O filho do general, identificado como Alexander, classificou a morte do pai como "suspeita". Ele destacou que a defesa iria pedir a liberdade condicional de Lopyrev. A morte de Gennady Lopyrev foi a segunda de um militar do alto escalão russo em 24 horas. Nesta quarta-feira (16), o general Gennady Zhidko, 58, foi encontrado morto após ser expulso do comando militar. Mortes suspeitas de magnatas russos também chamaram a atenção da imprensa. As mortes são atribuídas a suicídios ou acidentes, mas também podem ser assassinatos disfarçados, segundo estudiosos da Rússia. fonte: O Tempo
- Filho é preso suspeito de colocar fogo na casa de pais idosos em Uberaba
Um homem foi preso suspeito de colocar fogo na casa dos pais, um casal de idosos, de 64 e 66 anos, durante a madrugada desta quinta-feira (17), em Uberaba, na região do Triângulo Mineiro. Não houve registro de feridos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo foi contido antes de espalhar por toda a casa. As chamas estavam concentradas no quarto do homem. Em depoimento aos bombeiros, os idosos, pais do suspeito, contaram que ele ameaçou colocar fogo no imóvel caso eles não dessem dinheiro para comprar drogas. Sem receber o dinheiro dos pais, ele chegou a colocar fogo em seu colchão. Os idosos tentaram conter as chamas, que só foram controladas com a chegada dos bombeiros. Aos militares, os idosos também disseram que o suspeito é dependente químico. A Polícia Militar esteve no local e conduziu o suspeito para a delegacia, onde prestou depoimento. fonte: O Tempo
- Idosa de 78 anos fica em estado grave após ser atropelada por carro na MG-459, em Monte Sião
Uma idosa de 78 anos ficou em estado grave após ser atropelada por um carro na tarde desta quarta-feira (16) na MG-459, em Monte Sião (MG). Segundo a Polícia Militar Rodoviária, ela foi atravessar a rodovia no quilômetro 29, quando um carro parou para esperar ela atravessar. Nesse momento, um outro carro que seguia no mesmo sentido bateu na traseira do veículo, que acabou atropelando essa idosa. Com o impacto, ela foi jogada para fora da pista. A mulher foi transferida em estado grave para o hospital em Pouso Alegre. O estado de saúde dela ainda não foi divulgado. fonte: g1 Sul de Minas
- CPMI do 8/1: Hacker pede ao STF direito ao 'silêncio absoluto'
A defesa do hacker Walter Delgatti Neto solicitou, na tarde dessa quarta-feira (16/8), ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a autorização para que o investigado permaneça em "silêncio absoluto" durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro — que investiga os atos golpistas que resultaram na depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. Na petição, o advogado Ariovaldo Moreira afirma que "existem indícios" de que o hacker "possa ser alvo de constrangimentos durante o seu depoimento, o que poderá acarretar uma confissão de culpa". Por isso, solicita que ele tenha o direito de não ser obrigado a responder às perguntas formuladas no colegiado. O depoimento está agendado para esta quinta-feira (17/8). Depoimento na Polícia Federal Nesta quarta-feira, Delgatti Neto disse à Polícia Federal que recebeu R$ 40 mil de Zambelli para invadir qualquer sistema do poder Judiciário. Preso desde o início de agosto, ele prestou depoimento, nesta quarta-feira, por três horas, na sede da corporação, em Brasília. Segundo o advogado Ariovaldo Moreira, foram apresentadas novas provas para comprovar a versão. "Ele faz provas de que recebeu valores da Carla Zambelli. Segundo o Walter, o valor chega próximo a R$ 40 mil. Se não me falha a memória, foi próximo a R$ 14 mil em depósito bancário e o restante, em espécie. [Para] invadir qualquer sistema do Judiciário", afirmou o jurista aos jornalistas após o depoimento. De acordo com ele, Delgatti apresentou provas "relacionadas a pagamentos que recebeu da deputada". Zambelli, porém, negou as acusações. O advogado Daniel Bialski, que representa a bolsonarista, também informou que só irá se manifestar sobre o caso após ter acesso à íntegra dos autos, inclusive em relação ao depoimento do hacker. Delgatti Neto está preso desde 2 de agosto, por ser alvo da operação da Polícia Federal que apura a suposta invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a inserção de documentos e alvarás de soltura falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). fonte: Estado de Minas
- Senado aprova projeto de auxílio-aluguel a mulher vítima de violência
O Senado aprovou, nesta quarta-feira (16/8), o projeto que prevê o pagamento de auxílio-aluguel por até seis meses para mulheres vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade social e econômica e que precisam ser afastadas do lar. O texto vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto, que altera a Lei Maria da Penha, recebeu parecer favorável da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT). O pagamento do aluguel será concedido por um juiz e poderá ser financiado por estados e municípios, com recursos do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Segundo a relatora, a senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), a matéria reforça a proteção às vítimas para que "possam encontrar moradia e guarida adequadas quando se depararem com situações de ameaça, hostilidade e violência que tornem necessária a saída de seus lares". "Do ponto de vista econômico, a proposição permite que o auxílio-aluguel seja graduado em função da situação de vulnerabilidade social e econômica da vítima. Assim, o benefício admite ajustes e focalizações capazes de garantir que, em cada caso concreto, a proteção conferida à vítima seja, de fato, eficaz e integral". Buzetti defendeu ainda que o pagamento por até seis meses do auxílio torna viável a implementação do benefício. "O prazo máximo de seis meses de duração para o auxílio-aluguel demonstra sua natureza temporária e delimita seu impacto financeiro-orçamentário, o que reforça, assim, a viabilidade de sua implementação". No Brasil, de acordo com a senadora, cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos. Em mais de 80% dos casos reportados, o responsável é o marido, namorado ou ex-parceiro, que também se aproveitam da dependência financeira da vítima. fonte: Estado de Minas
- Wassef é alvo de busca e tem celular apreendido em restaurante de SP
Frederick Wassef, ex-advogado de Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de uma busca pessoal autorizada pela Justiça na noite desta quarta-feira (16/8). De acordo com o Blog da Daniela Lima, do G1, a Polícia Federal o localizou em um restaurante em São Paulo, e ele teve o celular apreendido e o carro revistado. Populares acompanharam a abordagem a Wassef, que esboçou surpresa, mas não manifestou resistência. A ação da PF ocorre após Wassef ter admitido, na terça-feira (15), ter recomprado por quase US$ 50 mil o relógio Rolex Day-Date 18946, feito à base de ouro branco, vendido irregularmente por assessores de Bolsonaro. “Eu comprei o relógio. A decisão foi minha. Usei meus recursos. Eu tenho a origem lícita e legal dos meus recursos. Eu tenho conta aberta nos Estados Unidos em um banco em Miami e eu usei o meu dinheiro para pagar o relógio. Então, o meu objetivo quando eu comprei esse relógio era exatamente para devolvê-lo à União, ao governo federal do Brasil, à Presidência da República”, afirmou ele. No último dia 11, o advogado foi um dos alvos da Operação Lucas 12:2, da Polícia Federal (PF), que investiga a tentativa de venda ilegal de presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro. Na época, ele afirmou sofrer uma campanha de "fake news e mentiras de todos os tipos". "Fui exposto em toda televisão com graves mentiras e calúnias", disse no dia 13 de agosto, dois dias antes de ter confirmado a recompra do relógio de luxo. Em nota, na ocasião, a Polícia Federal afirmou que os investigados são "suspeitos de utilizar a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais". Além disso, destacaram que os valores obtidos das vendas desse objetos foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados. O Correio Braziliense tentou contato com o advogado, mas não teve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações. fonte: Estado de Minas

























