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  • Neymar encara Venezuela em busca de mais uma marca histórica pela Seleção

    Maior artilheiro da Seleção Brasileira em jogos oficiais (79 gols) e goleador máximo brasileiro em partidas pelas Eliminatórias Sul-Americanas (16), o atacante Neymar está próximo de mais uma marca com a camisa amarela. Nesta quinta-feira (12), diante da Venezuela, às 21h30 (de Brasília), na Arena Pantanal, em Cuiabá, ele pode se tornar o primeiro jogador a marcar pelo Brasil contra todos os adversários da competição que dá vagas na Copa do Mundo. Será apenas a terceira partida de Neymar contra os venezuelanos pela Seleção. Nas duas anteriores, pelas Copas América de 2011 e 2021, ele marcou apenas uma vez. Pelas Eliminatórias, será o primeiro jogo do camisa 10 contra a Venezuela e, se balançar a rede, ele escreve mais uma história. A maior vítima de Neymar nas Eliminatórias Sul-Americanas é o Peru, que sofreu quatro gols em cinco jogos, sendo três deles num único jogo, em 13 de outubro de 2019, quando o Brasil fez 4 a 2, em Lima, na briga por uma vaga na Copa do Catar. A Bolívia sofreu três gols de Neymar em Eliminatórias. Uruguai, Equador e Paraguai foram vazados duas vezes, cada, e Argentina, Colômbia e Chile, uma. Média é inferior a outros atacantes Esses 16 gols em 26 partidas proporcionam uma média de 0,61, que não é a mais alta entre os artilheiros históricos da Seleção Brasileira nas Eliminatórias. O primeiro posto nesse ranking pertence a Tostão, que em 1969 balançou a rede dez vezes em seis partidas, média de 1,66. Romário também tem média superior a um gol por jogo nas Eliminatórias (1,37), com 11 gols em oito partidas. Zico é outros que balançou a rede 11 vezes no torneio, em 11 partidas. Na média, entre os jogadores que marcaram pelo menos dez gols com a camisa da Seleção em Eliminatórias, Neymar só supera o meia Kaká (0,37), pois seus 10 gols foram em 27 partidas. Além de Tostão, Romário e Zico, Ronaldo e Luís Fabiano têm média superior à de Neymar, pois eles fizeram 10 gols em 15 partidas, o que significa 0,67 por jogo. Fórmulas atrapalharam outros jogadores da Seleção Tostão, Romário e Zico não tiveram a chance de alcançar o feito de Neymar, que nesta quinta-feira pode se transformar no primeiro a marcar gol em todas as seleções que disputam as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Isso porque, na época em que jogaram a competição, a fórmula de disputa era diferente, com grupos, e não no sistema de ida e volta, como atualmente. De toda forma, Zico balançou a rede de todos os rivais que teve pela frente em Eliminatórias. Ele marcou sete vezes sobre a Bolívia, duas diante da Venezuela, e uma contra Colômbia e Paraguai. Tostão teve apenas um ciclo Maior goleador na média, Tostão jogou apenas a competição de 1969, seletiva para o Mundial de 1970, e marcou contra Venezuela (6 gols) e Colômbia (4), passando em branco nos dois jogos contra o Paraguai. Romário enfrentou seis seleções em Eliminatórias e marcou sobre quatro: Venezuela (5 gols), Bolívia (3), Uruguai (2) e Peru (1). Ele passou em branco diante de Chile e Equador. Ronaldo, Luís Fabiano e Kaká tiveram a chance de disputar, neste século, as Eliminatórias no formato com as dez seleções sul-americanas se enfrentando no sistema de ida e volta. Fonte: CNN

  • O que a guerra entre Israel e Hamas tem a ver com os planos da Rússia para a Ucrânia

    Rússia e Ucrânia dominavam as atenções globais até o final de semana, quando o Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel. De autoridades ao redor mundo a investidores menores e maiores, todos olharam para o Oriente Médio — será que o conflito no leste da Europa será esquecido? É isso que pretende o presidente russo, Vladimir Putin. Analistas do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) dizem que a Rússia tentará usar o conflito entre Israel e Hamas para desviar a atenção de suas operações na Ucrânia. Segundo os especialistas, o Kremlin utilizará o ataque do Hamas a Israel para promover narrativas sobre a redução do apoio e atenção dos EUA e do Ocidente à Ucrânia. A Rússia já começou a agir O Kremlin já começou a intensificar várias operações de informação após os ataques do Hamas a Israel, acusando o Ocidente de negligenciar os conflitos no Médio Oriente em favor do apoio à Ucrânia. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também acusou o Ocidente de bloquear os esforços da Rússia e alimentar a hostilidade, o que levou à escalada da violência em várias regiões do mundo, inclusive no Oriente Médio. Segundo os especialistas, essas narrativas do Kremlin visam o público ocidental na tentativa de criar uma barreira no apoio militar à Ucrânia. Além disso, tentam enfraquecer o apoio estrangeiro e tranquilizar a população russa de que a comunidade internacional irá ignorar o esforço de guerra na Ucrânia. Putin fala sobre Israel O Kremlin disse na segunda-feira (9) que estava “extremamente preocupado” com a situação entre Israel e o Hamas — embora Putin ainda não tenha planos de contactar autoridades israelenses ou palestinas para discutir a crise de segurança. Tradicionalmente, a Rússia trilha uma linha diplomática tênue entre Israel e os países árabes. No sábado (7), dia do ataque do Hamas, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia apelou a ambos os lados para que chegassem a um cessar-fogo. Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, disse que Kiev apoiaria Israel na luta contra o Hamas. Fonte: Seudinheiro

  • Soldados israelenses encontram 40 corpos de bebês, alguns decapitados

    Soldados israelenses teriam encontrado em Kfar Aza, comunidade massacrada por terroristas infiltrados do Hamas, ao menos 40 bebês mortos, alguns deles com a cabeça decepada. De acordo com informações do portal do Oriente Médio i24 News, a imprensa foi convidada para ir até o local ver o rastro de destruição deixado após o ataque. Foi a primeira vez que o exército israelita permitiu que canais de comunicação social chegassem a uma das comunidades massacradas. Os carros da comunidade, estacionados do lado de fora, foram totalmente incendiados. Mais de 70 terroristas armados invadiram a comunidade e assassinaram os moradores usando diversos tipos de armas de fogo, granadas e facas. Ainda não há o número total de mortos no local. Até a publicação desta matéria, os corpos ainda estavam sendo removidos. “Não é uma guerra, não é um campo de batalha. Você vê os bebês, a mãe, o pai, em seus quartos, em suas salas de proteção, e como os terroristas os mataram”, descreve o major-general das Forças de Defesa de Israel, Itai Veruv. “É um massacre”, diz. A comunidade atacada fica a cerca de 400 metros da Faixa de Gaza. Crime de guerra A ação na comunidade, com as mortes de civis e, principalmente, bebês, pode ser mais um dos elementos para a lista de possíveis crimes de guerra cometidos durante o conflito. As evidências dos crimes devem ser compartilhadas com o Tribunal Penal Internacional pela Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado. A comissão informou nesta terça que o conflito entre Israel e Hamas já produziu evidências desses possíveis crimes de guerra. “Todos aqueles que violaram o direito internacional e atacaram civis devem ser responsabilizados por seus crimes", afirmou a comissão em comunicado. "Relatos de que grupos armados de Gaza têm executado centenas de civis desarmados são abomináveis e não podem ser tolerados. Tomar civis como reféns e usar civis como escudos humanos é um crime de guerra", diz a nota. Fonte: O Tempo

  • Operação Bad Vibes combate pornografia infantil em 12 estados

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública deflagrou, na manhã de terça-feira (10), a Operação Bad Vibes contra a pornografia infantil. A ação ocorre simultaneamente em 12 estados, sob a coordenação do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do ministério, e mobiliza policiais civis dos estados. Os policiais cumprem, simultaneamente nos 12 estados, cinco mandados de prisão e de 36 busca e apreensão contra pessoas que comercializavam e consumiam conteúdos pornográficos infantis, em grupos do aplicativo Viber, de mensagem instantânea. O objetivo é apurar a prática dos delitos. Pela rede social X, antigo Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino comentou a Operação Bad Vibes. “Essa ação conta com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), em conjunto com as Polícias Civis de 12 estados, como parte de esforço diário no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.” Até o momento, Operação Bad Vibes já fez 12 prisões em flagrante e cinco prisões temporárias, em dez estados. As 12 detenções em flagrante foram registradas em Sergipe, Santa Catarina, no Espírito Santo, Pará, Ceará, em São Paulo, no Paraná, em Goiás. Já as cinco prisões temporárias foram no Piauí. As ações continuam ao longo do dia até que todos os mandados sejam cumpridos. De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, “a ação integrada teve como ponto de partida informações prestadas pela agência da Homeland Security Investigations (HSI), da Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, com base em investigações pretéritas levadas a cabo pela agência da HSI em Pretória, África do Sul, que identificou a participação ativa de brasileiros nesses grupos”. Abuso sexual contra crianças e adolescentes é crime. No Brasil, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão. Para quem compartilhar imagens, a pena varia três a seis anos. Já para quem produz conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual, as penas variam de quatro a oito anos de detenção. Como denunciar A sociedade pode prevenir, combater e enfrentar os crimes contra a infância e a adolescência. Os casos de violações contra crianças e adolescentes devem ser denunciados no Disque 100, sob coordenação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com ligação gratuita para o número 100. O sigilo das informações é garantido, quando solicitado pelo denunciante. Ainda existem os serviços de WhatsApp, no número (61) 99611-0100; no site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), no Telegram (buscar por Direitos Humanos Brasil), no aplicativo Direitos Humanos Brasil, e por videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras), serviço exclusivo para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. E em caso de emergência, ligue para Polícia Militar da sua localidade, número 190. Fonte: O Tempo

  • Há 50 brasileiros em Gaza esperando resgate, sendo 16 crianças; FAB teme riscos

    Há 16 crianças na lista de brasileiros à espera de resgate na Faixa de Gaza, em meio aos pesados bombardeios de Israel após o ataque do Hamas, que controla o conclave palestino. Não há prazo para remoção dessas pessoas. Elas têm difíceis e perigosas barreiras a enfrentar até chegar à única porta de saída, na fronteira com o Egito. Precisam se locomover por estradas de péssima qualidade em meio ao risco de serem atingidas por disparos das forças de segurança israelenses. Desde segunda (9), dois ônibus fretados pelo governo brasileiro aguardam autorização para embarcar os brasileiros na Faixa de Gaza e seguir viagem até a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. Lá, outros dois ônibus alugados pela embaixada brasileira no Cairo levarão os brasileiros até um aeroporto, ainda não definido, onde os passageiros embarcarão em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para o Brasil. No entanto, desde o ataque surpresa do Hamas a Israel no sábado (7) o Egito aumentou o rigor do controle da passagem de Rafah. É grande a insegurança no local, único ponto de saída para os residentes em Gaza. Nos três primeiros dias de conflito, as forças israelenses jogaram bombas em Rafah, sob alegação que atacavam terroristas, enquanto milhares de civis esperavam em fila para atravessar a fronteira rumo ao Egito. O governo egípcio tem liberado a passagem gradualmente, mas, com a grande quantidade de pessoas que chegam a cada momento fugindo da guerra e o aumento no rigor da fiscalização alfandegária, é cada vez maior a quantidade de pessoas à espera de autorização para entrar no Egito. O governo local teme um êxodo em massa, que levaria graves problemas sociais para o país, além da circulação de terroristas e armamentos. Faixa de Gaza tem uma das maiores densidades populacionais do mundo A Faixa de Gaza é um enclave palestino governado pelo Hamas – considerado um grupo terrorista por diversos países do Ocidente, além de Israel –, que é densamente povoado e sofre com conflitos, bloqueios e pobreza. Limitada ao norte e ao leste pelo território israelense, a oeste pelo Mediterrâneo e ao sul pelo Egito, Gaza tem 2 milhões de pessoas vivendo em um estreito território de 360 km², sendo 41 km de comprimento e entre 6 a 12 km de largura. São 6 mil habitantes por km², uma das densidades populacionais mais altas do mundo. Itamaraty diz haver cerca de 50 brasileiros à espera de repatriação em Gaza Ao todo, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, diz haver cerca de 50 brasileiros em Gaza esperando a repatriação. Ele deu a informação na madrugada desta quarta-feira (11), na Base Aérea de Brasília – que fica no aeroporto da capital –, antes do pouso do avião da FAB com o primeiro grupo de brasileiros resgatados em Israel. Múcio Monteiro disse que o Itamaraty está em contato com as chancelarias dos países vizinhos à Israel para ajudar no deslocamento dos brasileiros que estão na Faixa de Gaza e outros que estão em regiões vizinhas à área de conflito. O contato está sendo feito com as embaixadas e governos do Egito, Cisjordânia e Líbano, que fazem fronteira com o país israelense. “Lá é necessário se deslocar por terra porque nós não temos acesso para que o avião pouse. E estamos trabalhando para levá-los para um lugar seguro para que possam também voltar à sua terra. O presidente Lula tem orientado para que não fique nenhum brasileiro, então todos que desejarem voltar, nós vamos apresentar condições, e quero dizer que o Brasil é o primeiro país a realizar essa operação”, afirmou o ministro. Comandante da Aeronáutica aponta dificuldades para usar aeroporto do Cairo O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, também falou das dificuldades para conseguir trazer de volta os brasileiros por via aérea, mesmo com embarque pela cidade do Cairo, capital do Egito. Ela contou que a FAB acompanha o movimento de fechamento e abertura das fronteiras dos países da região em conflito para encontrar a melhor estratégia. “O plano inicial era embarcarmos todos na cidade do Cairo, mas é uma distância longa (até Gaza); Tem alguns check points a serem cruzados. Estamos analisando dois aeroportos ao Norte e Nordeste do Egito, com boas possibilidades de atendimento aos nossos brasileiros que estão na Faixa de Gaza, assim como os que estão na Cisjordânia”, detalhou Damasceno em entrevista pouco antes da chegada do primeiro avião da FAB de Israel. Mas, assim como o ministro da Defesa, o comandante da Aeronáutica também garantiu que todos os brasileiros na Faixa de Gaza e na Cisjordânia que pediram ajuda ao Itamaraty para deixar a zona de conflito vão ser removidos. “Apesar da sensibilidade dessa missão, temos certeza que traremos todos. [Estamos] esperando abertura e fechamento da fronteira que acontecem em situações como essa”, ressaltou. A secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou que há cerca de 2,5 mil brasileiros em Israel e cerca de 50 na Faixa de Gaza. Cerca de 6 mil moram em toda Palestina. Fonte: O Tempo

  • Petistas se manifestaram contra classificar Hamas como terroristas em 2021

    Parlamentares petistas, incluindo atuais ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgaram uma nota, em 2021, com o título “Resistência não é terrorismo!”, na qual se posicionam de forma contrária à classificação do Hamas como “organização terrorista”. A nota é assinada por dez deputados, incluindo o atual ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que eram deputados à época. A manifestação dos petistas foi feita após a declaração da secretária do Interior do Reino Unido, Priti Patel, que atribuiu ao Movimento de Resistência Islâmico – Hamas, a designação de organização terrorista, “alegando falsamente que o movimento palestino seria ‘fundamentalmente e radicalmente antissemita’”, diz a nota. “Este posicionamento representa uma extensão da política colonial britânica, em desacordo com a posição da maioria do povo da Inglaterra, que se opõe à ocupação israelense e aos seus crimes”, continua a manifestação. “Seu objetivo é claro: atingir a legítima resistência palestina contra a ocupação e o apartheid israelense, numa clara posição tendenciosa em favor de Israel e tornando-se cúmplice das constantes agressões aos palestinos e aos seus direitos legítimos”, completa. Além do governo britânico, Estados Unidos e União Europeia classificam o Hamas como grupo terrorista. Também assinaram os deputados Zeca Dirceu (PT-PR), que atualmente é líder do partido na Casa, Érika Kokay (PT-DF), Professora Rosa Neide (PT-MT), Enio Verri (PT-PR), Helder Salomão (PT-ES), Nilto Tatto (PT-SP), Padre João (PT-MG) e Paulão (PT-AL). Leia a íntegra da nota de 2021: “Resistência não é terrorismo! Todo apoio ao povo palestino na luta por legítimos direitos. Os parlamentares, entidades e lideranças brasileiras que subscrevem este documento, expressam o seu profundo descontentamento à declaração da secretária do Interior da Inglaterra, Priti Patel, que atribuiu ao Movimento de Resistência Islâmico – Hamas, a designação de “organização terrorista”, alegando falsamente que o Movimento palestino seria “fundamentalmente e radicalmente antissemita”. Este posicionamento representa uma extensão da política colonial britânica, em desacordo com a posição da maioria do povo da Inglaterra, que se opõe à ocupação israelense e aos seus crimes. Seu objetivo é claro: atingir a legítima resistência palestina contra a ocupação e o apartheid israelense, numa clara posição tendenciosa em favor de Israel e tornando-se cúmplice das constantes agressões aos palestinos e aos seus direitos legítimos. O direito à resistência assegurados pelo Direito Internacional e Humanitário, pela Carta das Nações Unidas e por diversas Resoluções da ONU, entre elas as de nº 2.649/1970, 2.787/1971 e 3103/1974, reiterando o direito de todos os povos sob dominação colonial e opressão estrangeira de resistir ao ocupante usurpador e se defender. A resistência é um legítimo direito dos palestinos contra a ocupação e as reiteradas violações dos direitos humanos, bem como os crimes de guerra. Direito que os palestinos não abrem mão e para o qual, contam com o nosso apoio e solidariedade à sua causa de libertação e pelo seu Estado nacional palestino. Brasil, 23 de novembro de 2021. Resposta de Padilha O ministro das Relações Institucionais se manifestou sobre o documento em suas redes sociais e justificou a assinatura alegando que, na época, era “uma fase aguda da pandemia, que era ainda mais letal para populações mais vulneráveis, como as que vivem em áreas de conflito no Oriente Médio”. “Assinei esse documento, naquele contexto, porque aumentar o tensionamento com organizações da região tornaria ainda mais difícil garantir ações de cuidado pelos governos locais ou obter ajuda internacional para àquelas localidades, de modo a assegurar cuidados de saúde e água a milhões de inocentes que ali vivem”, disse Padilha. “Em nenhuma hipótese essa decisão pode ser confundida com apoio a qualquer tipo de violência. Já deixei claro meu absoluto repúdio aos atos terroristas praticados nessa semana”, completou. O ministro completou afirmando que partilha da convicção de Lula de que “é preciso trabalhar para evitar a escalada da violência – papel que o Brasil desempenhará à frente do Conselho de Segurança das Nações Unidas”. Posicionamento do PT O Partido dos Trabalhadores (PT), porém, ressalta que o posicionamento do partido precisa ser aprovado em assembleia-geral da diretoria executiva, o que não aconteceu neste caso. A sigla divulgou uma nota, assinada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em que diz que “só há um caminho para a paz na região, que é a garantia de dois Estados, um palestino e um israelense, o cumprimento dos acordos de Oslo, que completam 30 anos em 2023, e o cumprimento das Resoluções da ONU”. “Seguiremos perseguindo a paz e temos confiança no papel de que o Brasil poderá cumprir como mediador deste conflito histórico, situando-se à frente do Conselho de Segurança da ONU”, conclui a manifestação do partido. Fonte: CNN

  • MST recua e apaga publicação em que falava em reação 'legítima' da Palestina

    Alegando ser alvo de fake news, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) decidiu apagar a nota em que declarou apoio “total e irrestrito” à luta da Palestina e contra a política de “apartheid implementada pelas autoridades israelenses”. No comunicado, divulgado no último sábado (9), o MST não citou diretamente o ataque terrorista do Hamas, que deixou milhares de mortos, feridos e desabrigados na Faixa de Gaza. Em determinado trecho da nota, o MST falou em resistência “legítima” dos palestinos. “A Resistência Palestina, desde Gaza, reagiu, de maneira legítima, às agressões e à política de extermínio que Israel implementa na região há mais de 75 anos”. Diante de críticas e da artilharia das redes sociais, o movimento social alegou ter sido alvo de notícias falsas e, por causa disso, decidiu retirar do ar o texto “Todo o nosso apoio e solidariedade à luta Palestina!”. (Ainda assim, é possível ler a nota completa nesta matéria de O TEMPO em Brasília e também nesta ferramenta utilizada pela reportagem para arquivar o site do MST) MST segue sem condenar o Hamas Sem informar se vão soltar uma nota de posicionamento, o MST tem usado as redes sociais para tratar sobre o conflito em Israel. Por volta das 11 da manhã desta quarta-feira, o movimento social escreveu na rede social X (antigo Twitter). “Pedimos paz para os povos do mundo em especial ao Oriente Médio! Isso só será possível com o fim imediato do Apartheid e da ocupação Sionista na Palestina, garantindo ao seu povo o direito de um Estado autônomo”. Uma manistação pró-palestina em Brasília na última terça-feira (10) com adesão do MST, movimentos sociais e partidos de esquerda como PSOL, PSTU e PCO ainda vem gerando críticas nas redes sociais. No ato, de frente ao Museu da República, um manifestante com mega-fone gritou "Viva Hamas" e chamou os israelenses de "terroristas". Ele foi aplaudido e o público presente respondeu as palavras de ordem com "viva (o Hamas)" e "fora (Israel)". O vídeo foi compartilhado nas rede sociais pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que classificou o ato como "nojento". Posição do Brasil frente ao Hamas O governo brasileiro segue a linha da Organização das Nações Unidas (ONU) e não classifica o Hamas como grupo “terrorista”. Hamas é um acrônimo islâmico para Movimento de Resistência Islâmica. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou na quarta-feira (11) que uma eventual condenação política ao Hamas pelo ataque a Israel será tratado no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), presidido pelo Brasil desde 1º de outubro. O mandato tem duração de apenas um mês. O secretário de África e de Oriente Médio do Itamaraty, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte disse que há uma posição "clara" e "forte" do Brasil de condenação a atos terroristas e ao terrorismo, especialmente no ataque a populações civis, mas a condenação política é buscada em um consenso no grupo. Ainda nesta quarta-feira, após dias de críticas por não citar nominalmente o Hamas, o presidente Lula mencionou diretamente o grupo extremista em um novo comunicado divulgado nas redes sociais. O petista pediu a libertação de crianças pelo Hamas e intervenção humanitária na região de Gaza. O apelo foi feito à comunidade internacional e ao secretário-geral da ONU António Guterres. Fonte: O Tempo

  • Caso Marielle: Justiça ouve testemunhas sobre envolvimento de Maxwell

    O Juiz da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro realizou, na quarta-feira (10), a primeira audiência de instrução no processo em que o ex-bombeiro Maxwell Simões Correa foi acusado de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Além de Maxwell, são suspeitos do crime os ex-PMs Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, que estão presos. O envolvimento do ex-bombeiro surgiu na delação premiada de Elcio Queiroz. Maxwell teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Gustavo Kalil, com base nas provas apresentadas pelo Ministério Público que apontaram a sua ligação direta, antes, durante e depois dos assassinatos. Maxwell está em um presídio federal em Brasília e participou da audiência de forma remota. Do presídio em Brasília, Elcio Queiroz prestou o seu depoimento, fazendo um relato de toda a dinâmica do assassinato e das providências que tomaram para se livrarem do carro Cobalt e de qualquer outro vestígio incriminador pelo duplo homicídio. Queiroz contou que no dia do crime, em 14 de março de 2018, foi convidado por Ronnie Lessa para dirigir um carro e que os dois se encontraram no condomínio do ex-PM, na Barra da Tijuca. Elcio alegou não saber que participaria dos assassinatos. Na sua opinião, Ronnie o convidou por falta de confiança em Maxwell para ser o motorista. Segundo o depoimento, ele e Ronnie foram se encontrar com Maxwell, a quem entregaram os celulares para não serem rastreados e de quem receberam o Cobalt. Em seguida, foram para a Lapa, onde ficaram aguardando a vereadora Marielle Franco sair de uma reunião na Casa das Pretas. O crime ocorreu no Estácio, onde os criminosos emparelharam com o carro de Marielle. Com rajadas de metralhadora, Ronnie Lessa atingiu Marielle e Anderson, segundo Elcio Queiroz. A assessora de imprensa da ex-vereadora Fernanda Gonçalves Chaves estava a bordo do carro da vereadora, mas não foi atingida pelos disparos. De acordo com o depoimento, os criminosos abandonaram o carro na porta da casa da mãe de Ronnie Lessa e foram se encontrar com Maxwell em um bar na Barra da Tijuca. Segundo o depoente, no dia seguinte ao crime, os três passaram a elaborar uma forma de se livrar do carro. Primeiro, trocaram as placas que foram picadas e os pedaços jogados na linha férrea em Quintino, na zona norte do Rio. O carro foi entregue a um mecânico de Rocha Miranda, conhecido pelo apelido de Orelha, com a recomendação de ser desmanchado. Conforme Queiroz, ao desconfiar que seria preso, pediu a Ronnie Lessa que mantivesse financeiramente a sua família. Ronnie prometeu que esse sustento viria de Maxwell. No primeiro mês, Maxwell cumpriu o prometido, mas depois o dinheiro foi minguando até ser suspendido por completo. Testemunhas de acusação A audiência reuniu os depoimentos das testemunhas de acusação. Começou com a viúva de Marielle, Mônica Benício, que disse desconhecer se a companheira recebia ameaças por sua atuação na política. Ágatha Reis, mulher de Anderson, contou que seu marido trabalhava há dois meses com a então vereadora e nunca comentou haver preocupação com a segurança. Fernanda Gonçalves foi a terceira depoente e fez um relato da convivência que mantinha no dia a dia com a parlamentar. Ambas moravam próximas na Tijuca e, às vezes, iam e voltavam juntas do trabalho. No dia do crime, ela estava sentada ao lado de Marielle no banco traseiro do veículo. Fernanda ouviu a rajada de metralhadora e foi atingida por estilhaços de vidro no rosto, mas não viu de onde havia partido. Ao perceber que Marielle e Anderson tinham sido atingidos, saiu do carro e foi socorrida por pedestres. A assessora de imprensa disse que a vereadora jamais mencionou ameaças ou se mostrou preocupada com a sua segurança. Fonte: Agência Brasil

  • Arsae-MG convoca Consulta Pública sobre Indenização em Concessões de Água e Esgoto

    A Arsae-MG – Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais – recebe, por meio de Consulta Pública – do dia 07 de outubro ao dia 06 de novembro de 2023 -, contribuições sobre a Metodologia de Cálculo da Indenização de Bens Reversíveis Não Amortizados pelas Receitas da Concessão. As contribuições podem ser enviadas diretamente no formulário on-line disponível no site da Agência ou enviando o formulário de contribuições preenchido para o e-mail , observando o regulamento de participação que está na seção “Normas” > “Consultas Públicas” > “2023” > “Consulta nº 47/2023”. Como explica o coordenador da área econômica da Arsae-MG, Raphael Brandão, serão debatidas as regras de cálculo dos valores devidos pelos Municípios à Copasa e outros prestadores de serviços de água e esgoto no encerramento dos contratos. “Considero o tema de extrema relevância por abrir um espaço de debates sobre a metodologia de cálculo da indenização devida pelo Município ao prestador dos serviços de água e esgotamento sanitário quando o contrato é extinto antes do completo pagamento dos investimentos realizados pela empresa para a prestação dos serviços.”, explica Brandão. A nova norma observará as diretrizes apontadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e buscará estabelecer as regras de cálculo de forma objetiva e transparente. A Arsae-MG divulgará, em até 60 dias após a finalização do processo da consulta pública, as contribuições recebidas, bem como as justificativas para acatamento ou recusa das sugestões, nos termos da Resolução 147/2021, que dispõe sobre o regimento interno da Agência. A minuta de Resolução, a nota técnica que a fundamenta e outros documentos relacionados estão disponíveis no site da Agência. A Consulta Pública é o instrumento que permite que a sociedade participe, com o envio de críticas, sugestões e contribuições, da criação ou alteração de normas de interesse geral.

  • Mineira é convocada para guerra em Israel: 'Pronta para viver ou morrer'

    Moradora de Israel, a mineira Sabrina Cherman serviu o exército israelense por três anos e foi convocada para lutar contra o Hamas A brasileira Sabrina Cherman, de 22 anos, está entre os mais de 360 mil reservistas convocados pelo exército de Israel para se juntar às tropas envolvidas na ofensiva contra a Faixa de Gaza, após o ataque do grupo fundamentalista islâmico Hamas no sábado (7/10). Natural de Minas Gerais, a jovem mudou-se para Israel aos 14 anos de idade para cursar o ensino médio, serviu às forças armadas israelenses por três anos e achava que não voltaria ao posto de soldado. Ela passou a servir o exército após concluir o ensino médio, ficou na instituição por três anos e conquistou o título de cidadã israelense. Há um mês ela deixou as Forças Armadas, mas foi convocada novamente. Com a guerra que se iniciou no último sábado (7/10), após o grupo terrorista Hamas atacar Israel, as forças armadas do país convocaram 360 mil reservistas para o combate, entre eles, Sabrina. Sabrina diz não ter medo do combate. A jovem vai se apresentar nesta quarta-feira (11/10), na base onde serviu durante os últimos três anos: um ponto entre o Egito e a Faixa de Gaza. Ela diz estar pronta para "viver e morrer por Israel". "Em Israel, as mulheres só vão para a frente de batalha em último caso, mas eu já fui combatente, isso é o de menos. Estou pronta para viver e morrer por Israel", afirmou, em entrevista ao g1. A brasileira deve atuar na patrulha perto das vilas da fronteira, ajudar a resgatar pessoas feridas em helicópteros e outras tarefas que surgirem. A jovem diz acreditar que o confronto seja prolongado, sendo um dos mais longos. "Essa vai ser a guerra mais longa pela qual Israel vai passar", afirma. A soldado contou que o local onde vai ficar é perigoso e que três soldados foram assassinados, neste ano, durante um atentado de um grupo terrorista do Egito. Sabrina afirma que um dos maiores receios é sobre o que pode acontecer com seus amigos do exército. "Um amigo meu foi [se apresentar] hoje, e eu tenho medo de falar tchau como se fosse a última vez. É triste saber que pode ser a última vez", declarou. FONTE: ESTADO DE MINAS GERAIS

  • Família inteira, crianças e idosas: o que se sabe sobre os reféns do Hamas

    As forças de segurança de Israel afirmam que o grupo extremista Hamas teria sob seu poder cerca de 100 a 150 reféns desde o início do confronto no sábado (7), entre civis de várias nacionalidades e soldados, na Faixa de Gaza. Nesta quarta-feira (11), Israel afirmou haver dezenas de reféns de duplas nacionalidades, incluindo brasileiros. O Itamaraty não confirma. Ainda há imprecisão sobre números e identidades das vítimas sob o poder do Hamas por parte de Israel, contudo, relatos de familiares à imprensa local e estrangeira revelam que estão entre os reféns estão idosas, crianças, mulheres e famílias inteiras. Veja o que sabe sobre os reféns do Hamas Natalie e Judith Raanan Formada em 2023 pela Deerfield High School, em Illinois, nos EUA, Natalie Raanan teria sido capturada pelo Hamas. Natural de Chicago, ela seria prisioneira ao lado da mãe, Judith, de 59 anos Segundo o Chicago Sun Times, mãe e filhas moram nos EUA, mas estariam de passagem na comunidade de Nahal Oz, em Israel, para visitar a família, próximo à fronteira com Gaza. "Estou simplesmente arrasado. É muito triste", disse ao site, Kurt Jung, um dos vizinhos das vítimas em um condomínio, em Chicago. Goldberg-Polin Também com dupla cidadania, o israelence americano Goldberg-Polin, de 23 anos, estaria com o Hamas em Gaza. Em entrevista à CNN americana, a mãe, Rachel Goldberg, afirmou que o filho estava no Universo Paralello quando foi raptado. Na ocasião, ele teria sido machucado no braço. "Ele fez um torniquete", contou. Ao Jerusalem Post, o pai, Jan Polin, afirmou que o filho comemorava a dispensa do serviço obrigatório israelense. Noa Argamani e Avi Nathan Or Uma das cenas que marcaram o conflito foi a captura do casal Noa Argamani e Avi Nathan Or. Eles estavam no festival Universo Paralello, quando foram levados por terroristas. Noa Argamani Imagem: Reprodução/Redes sociais No vídeo que repercutiu nas redes sociais, Noa aparece sendo levada em uma motocicleta sob forte choro enquanto seu namorado aparece ladeado por outros extremistas. A família de Noa reconheceu a jovem nas imagens. Ainda não há informações sobre o paradeiro do casal. Doron Asher O Hamas também teria sequestrado a israelense Doron Asher, de 34 anos, e suas duas filhas, Raz, 5, e Aviv, 3, segundo o jornal britânico Daily Mail. O jornal francês Liberation diz que Doron mora próximo a Telavive, mas visitava com frequência a mãe, que vive na comunidade de Nir Oz, próximo à Gaza. Os terroristas teriam invadido a residência e levado toda a família. Ditza Heiman Também de Nir Oz teria sido levada Dtiza Heiman, de 84 anos, informou sua sobrinha, Neta Heiman Mina, que também compartilhou pedidos de ajuda nas redes sociais. De acordo com a BBC, a idosa é ex-assistente social e viúva de um ex-sobrevivente da 2ª Guerra Mundial que se salvou através do Kindertransprot — foi uma operação organizada para resgatar crianças judias de áreas controladas pelos nazistas. Yaffa Adar Outra idosa sequestrada foi Yaffa Adar, de 85 anos. Uma imagem dela viralizou ao aparecer em um carro cercada por homens. A sua neta, Adva Adar, a reconheceu no vídeo e clamou por ajuda nas redes sociais. "Quero que esta imagem faça-os compreender que aqui há pessoas, idosos e crianças, mulheres e homens, com nomes e famílias. Quero que eles fiquem acordados à noite e revirem cada pedaço de terra até que essas pessoas voltem para casa", disse a neta. Jordan Roman-Gat Germano-israelense, Jodan Roman-Gat, de 36 anos, foi sequestrada na comunidade de Be'eri, ao Sul de Israel. O marido, Alon, e o filho, Gefen, de 3 anos, conseguiram escapar do Hamas. À CNN americana, o irmão de Jordan, Gili Roman, contou que a vítima foi levada de dentro de casa junto com a família por sequestradores. Eles foram colocados em um carro roubado e seguiram em direção à Gaza. O irmão relata que os terroristas pararam na estrada e, em um momento de descuido, a família conseguiu escapar a pé, mas foram perseguidos na margem da rodovia. Jordan teria dado o filho ao marido, que continuou correndo e desapareceu. Jordan não teria aguentado, se escondeu atrás de uma árvore e nunca mais foi vista. "Não sabemos o que aconteceu com Jordan desde então", lamentou o irmão. Casal, filhos e avós reféns Seis pessoas de uma mesma família também estão entre os relatos de capturados pelo Hamas, identificados a partir de imagens que circulam nas redes sociais: Shiri, Yarden, Ariel e Kfir Bibas. Segundo a BBC, Shiri teria aparecido com os filhos, Ariel, de 3 anos, e Kfir, de 9 meses, em imagens compartilhadas no Telegram. Além deles, os pais de Shiri, Yossi e Margit Silberman, também teriam sido levados para Gaza. À NPR, TV da Austrália, primo de Shiri, Yosi Shnaider, lamentou o ocorrido com a família. "Levei quase dois dias só para acordar. Para entender que não é um sonho. Não é um pesadelo. É algo que realmente aconteceu". FONTE: PORTAL UOL

  • Israel mantém bombardeios em Gaza e mata familiares de líder do Hamas

    Bombardeios na cidade de Gaza nesta quarta-feira (11/10) resultaram na evacuação da região, mas teriam matado familiares de Mohammad Deif As forças militares de Israel continuaram nesta quarta-feira (11/10) os bombardeios intensos contra pontos considerados estratégicos na Faixa de Gaza, região palestina controlada pelo grupo islâmico Hamas. A ação teria atingido a casa matado familiares de Mohammad Deif, chefe da ala militar da facção terrorista. Bassem Naim, alto funcionário do Hamas, disse à agência de notícias Associated Press que o pai, o irmão e pelo menos dois outros parentes do líder terrorista foram mortos no ataque aéreo. A facção radical não havia confirmado as mortes de forma oficial até a tarde desta quarta. Os atentados do grupo terrorista são os piores sofridos por Israel em 50 anos. A incursão do Hamas deixou mais de 1.200 mortos em solo israelense. Já os ataques retaliatórios mataram ao menos 1.055 na Faixa de Gaza. No total, 2.255 mortes tinham sido confirmadas até a manhã desta quarta. FONTE: ESTADO DE MINAS GERAIS

  • STF pede explicações sobre aumento de quase 300% no salário de Zema e de outras autoridades de MG

    O Concate questionou na Suprema Corte 'falta de análise do impacto financeiro' causado pelo aumento. Governo alega que vencimentos estavam congelados há 15 anos. O Supremo Tribunal Federal (STF) solicitou informações ao governador Romeu Zema (Novo) e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre a lei que aumentou o salário das autoridades máximas do Executivo em cerca de 300%, sancionada em maio deste ano. O Governo de MG alega que os vencimentos ficaram congelados por 15 anos. Em maio deste ano, o governador sancionou o projeto de lei que prevê o aumento gradual de: R$ 10.500 para R$ 41.845,49 do próprio salário; De R$ 10.250 para R$ 37.660,94 para o vice-governador; De R$ 10.000 para R$ 33.774,64 para os secretários de Estado; De R$ 9.000 para R$ 31.297,18 para os secretários-adjuntos. A lei prevê aumentos graduais, de cerca de 250% que começaram a valer em abril de 2023, de cerca de 280% que começará em fevereiro de 2024 e, por fim, de quase 300%, válidos a partir de fevereiro de 2025. O governo alega, em nota, que os reajustes foram necessários porque "os valores pagos até então eram incompatíveis" com os cargos. Completa, ainda, que os salários haviam ficado congelados por 15 anos e que a referência para o reajuste foi o vencimento do presidente do Judiciário mineiro. A Assembleia informou que foi intimada e que "prestará as devidas informações no prazo legal". Diz, ainda, que a lei que aumentou os salários "está em consonância com a Constituição Estadual". O pedido de informações foi despachado pelo ministro Cristiano Zanin, relator da ação movida pela Confederação das Carreiras Típicas de Estado (Concate), que foi à Suprema Corte para questionar o aumento. Análise financeira Na ação, a Concate argumenta que não houve "análise de impacto financeiro e nem previsão orçamentária" acerca dos aumentos dos salários, violando os princípios de "probidade, moralidade e transparência" e desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A entidade calcula um aumento de R$ 352 mil nas despesas de MG no ano de 2023 somente com o salário do governador — sem contabilizar os impactos das altas para vice-governador, secretários e secretários-adjuntos. Cita, ainda, a dívida pública do estado com a União, que ultrapassa os R$ 150 bilhões. O tema de embate entre o governo e os deputados estaduais, que divergem sobre a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) como forma de quitar o débito. Em virtude desse pagamento, o rombo nas contas públicas de MG deve crescer quase 130% em 2024. O governo e a Assembleia devem apresentar as informações solicitadas pelo ministro até 20 de outubro. Depois disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão cinco dias para dar um parecer sobre o assunto. FONTE: G1

  • Autor do ataque em escola de Poços de Caldas diz à PM que buscava vingança

    Em depoimento, o aluno afirmou que depois de ser transferido para outra escola, voltou à instituição para se vingar O adolescente de 14 anos que matou um aluno e feriu três a facadas na porta de escola em Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, nesta terça (10) afirmou à Polícia Militar que realizou o ataque por ter sofrido bullying no estabelecimento de ensino, onde foi aluno até 2021, conforme disse à corporação. A "Folha de S.Paulo" não conseguiu contato com a defesa do jovem. Segundo a polícia, o adolescente afirmou que, depois de pedir aos pais para ser transferido para outra escola, decidiu realizar o ataque como forma de vingança. Leia: Ataque em escola: Menina escapou por pouco de ataque em MG e desabafa: ‘entrei em choque' Ainda de acordo com a corporação, o autor das facadas afirmou que sua intenção era matar os alunos de sua antiga sala, mas percebeu que eles estudavam de manhã. Então, esfaqueou os estudantes que saíam da escola à tarde. O ataque ocorreu por volta das 17h. Depois de atingir a quarta pessoa, afirmou segundo os policiais, largou a faca e esperou ser contido por pessoas que estavam no local. FONTE: O TEMPO

  • Menina escapou por pouco de ataque em MG e desabafa: ‘entrei em choque'

    Isabela Carvalho Moreira, 14 anos, estava caminhando com o jovem que morreu, mas foi salva quando decidiu ir ao banheiro “Eu escapei. Quando vi ele deitado no chão, daquele jeito, foi horrível”. A fala é da adolescente Isabela Carvalho Moreira, de 14 anos, estudante da Escola Profissional Dom Bosco, em Poços de Caldas, onde aconteceu o ataque que matou um adolescente e feriu outros três nessa terça-feira (10 de outubro). Isabela acompanhava Leonardo Willian da Silva, também de 14, na saída do colégio momentos antes do ataque. Ela desviou para passar no banheiro e foi salva. Ele continuou o caminho e foi esfaqueado pelo jovem infrator, não resistiu e morreu. A adolescente esteve presente no enterro do amigo no Velório Municipal de Poços de Caldas na tarde desta quarta-feira (11 de outubro). Para ela, relembrar o trauma não tem sido fácil, assim como lidar com a perda. “Foi terrível. Era um dia normal, estávamos todos felizes, não imaginávamos o que ia acontecer”, disse. Isabela conta como escapou de ser atacada. “Eu estava com ele (o Leonardo), mas uma amiga me chamou para ir ao banheiro antes de ir embora. Eu deixei o Leonardo e, quando voltei, vi ele deitado no chão, daquele jeito. Foi horrível. Era para estarmos juntos”, lamenta. Quando percebeu o que estava acontecendo, Isabela procurou primeiro pelo irmão Nicolas, de oito anos, também aluno na escola. “Eu vi meus dois amigos deitados no chão, entrei em choque. Quando olhei para frente, meu irmão tinha sumido. Tive medo de que algo tivesse acontecido com ele”, continua, aliviada ao saber que o irmão estava a salvo. A tragédia, assim como mexeu com os jovens, também impactou as famílias. Keli Cristina Aparecida de Carvalho, de 41 anos, é a mãe de Isabela e do Nicolas, e não deixou de oferecer apoio aos pais de Leonardo. “Não tem como não se assustar. Eu estava trabalhando no momento do ataque, me ligaram e falaram que meus filhos estavam chorando. Minhas crianças estão muito assustadas”, lamenta. “Viemos prestar solidariedade, mas só Deus é capaz de consolar e preencher este vazio”, continua. Keli esteve com o pai de Leonardo e percebeu a dificuldade que a família está enfrentando após a perda do menino. “O pai está em estado de choque. Ele não fala, só se movimenta, como forma de agradecer a nossa presença. Tiraram dele algo que é muito precioso”, diz. VEJA TAMBÉM Preso pedófilo com mais de dez vítimas entre alunos de escolas em Itajubá Jovens lamentam morte de amigo em ataque em escola de MG: ‘nunca fez nada’ 11 de outubro Entenda O ataque ocorreu na saída do turno da tarde, por volta das 17h. O adolescente entrou armado com uma faca e atacou as vítimas. A Polícia Militar foi acionada via 190 e, ao chegar à escola, a corporação encontrou o responsável pelo ataque contido por populares. Quatro pessoas foram atingidas. Um adolescente de 14 anos, chegou a ser socorrido para a Santa Casa de Poços de Caldas, mas deu entrada com quadro de parada cardíaca. Foram feitas manobras de reanimação cardiopulmonar por cerca de uma hora, mas ele não respondeu à intervenção e teve o óbito confirmado. Outros dois de 13 anos, sendo uma menina e um menino, passaram por cirurgia e permanecem internados em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Poços de Caldas. A quarta vítima, a adolescente de 17 anos, também está no hospital em observação, com quadro estável e sem risco de evolução para óbito. FONTE: O TEMPO

  • Preso pedófilo com mais de dez vítimas entre alunos de escolas em Itajubá

    Investigado trabalhava em unidades da rede pública de ensino e tinha contato frequente com as vítimas Um homem de 39 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (11) em Itajubá, no Sul de Minas, suspeito de pedofilia contra alunos em escolas do município. A Polícia Civil informou que já passam de dez os nomes de vítimas do investigado. Segundo a polícia, as investigações levantam casos ocorridos desde 2018. As vítimas foram identificadas e a forma como o pedófilo agia foi revelada. Seu trabalho em escolas contribuía para aproximá-lo das vítimas. Por trabalhar em escolas da rede municipal e estadual de ensino, o suspeito estabelecia contatos com as crianças, principalmente as de baixa renda, conta a polícia. Em seguida, ele mantinha conversas através de rede social, oferecia dinheiro em troca de imagens íntimas das vítimas e depois de tudo ameaçava as crianças caso revelassem aos pais ou à polícia. Por vezes ele se passava por mulher para atingir o objetivo. Durante a investigação a Polícia Civil identificou mais de 10 vítimas, todas crianças ou adolescentes. Outros casos estão em apuração e podem ampliar a lista das vítimas do pedófilo. Computador e arquivos com fotos foram apreendidos na casa do suspeito. Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição do Poder Judiciário. Fonte: Portal da Cidade Pouso Alegre, com informações da PCMG

  • Jovens lamentam morte de amigo em ataque em escola de MG: ‘nunca fez nada’

    Adolescentes lembram de momentos com Leonardo Willian da Silva; vítima é lembrada como tímida, mas brincalhona e sonhadora Um rapaz quieto e ao mesmo tempo brincalhão. “Gente boa” e sonhador. Assim foi descrito Leonardo Willian da Silva, de 14 anos, morto a facadas em ataque na Escola Profissional Dom Bosco, em Poços de Caldas, nessa terça-feira (10 de outubro). As características foram lembradas carinhosamente pelos amigos, também adolescentes e estudantes, que ainda assimilam o trauma. Uma homenagem ao Leonardo está sendo planejada no teatro da escola. O adolescente Gabriel dos Anjos, de 15, foi um dos colegas que não deixou de comparecer ao enterro de Leonardo no Velório Municipal de Poços de Caldas na tarde desta quarta-feira (11 de outubro). Gabriel estudou com a vítima desde os quatro anos e coleciona momentos com ela que vão ficar para sempre. “A gente era muito próximo, é difícil de acreditar. Ele nunca fez nada contra ninguém, não fez nada para receber um tratamento desse. Eu lembro quando a gente se conheceu, lembro de nós sentados durante o recreio, lanchando e brincando. Ele era muito bom”, diz, emocionado. Outro que estudou com Leonardo por três anos foi o Lucas de Oliveira Pádua, de 14 anos. Lucas vai manter na memória o jeito do amigo, quieto, mas especial. “O que eu vou guardar dele é o seu carisma. Ele era muito quieto, não tinha motivo para sofrer assim. Foi horrível e está sendo muito ruim, ainda está caindo a ficha”, lamenta. “Na última vez que saímos, fomos fazer uma prova para uma bolsa de estudos. Estávamos muito animados, foi um dia muito feliz”, continua. Segundo os colegas, Leonardo tinha o sonho de se desenvolver no ramo da internet. “Ele era muito inteligente. Tinha uma conta famosa em rede social e queria seguir carreira nisso. Era muito inteligente e brincalhão!”, conta a jovem Isabela Carvalho Moreira, de 14 anos, que estudou com as vítimas nos últimos dois. Sonhador também foi a característica lembrada pelo estudante Alexandre Júlio Vieira, de 15 anos, para descrever Leonardo. “Esse ataque comoveu muito a gente. Leonardo estava no lugar errado na hora errada. Era uma pessoa muito boa, o único sonho dele era ser lembrado. E agora estamos todos aqui”, desabafa. Entenda O ataque ocorreu na saída do turno da tarde, por volta das 17h. O adolescente entrou armado com uma faca e atacou as vítimas. A Polícia Militar foi acionada via 190 e, ao chegar à escola, a corporação encontrou o responsável pelo ataque contido por populares. Quatro pessoas foram atingidas. Um adolescente de 14 anos, chegou a ser socorrido para a Santa Casa de Poços de Caldas, mas deu entrada com quadro de parada cardíaca. Foram feitas manobras de reanimação cardiopulmonar por cerca de uma hora, mas ele não respondeu à intervenção e teve o óbito confirmado. Outros dois de 13 anos, sendo uma menina e um menino, passaram por cirurgia e permanecem internados em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Poços de Caldas. A quarta vítima, a adolescente de 17 anos, também está no hospital em observação, com quadro estável e sem risco de evolução para óbito. FONTE: O TEMPO

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