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  • Helicóptero da Marinha: quem são os dois mortos e o que se sabe sobre acidente

    Os dois militares que morreram na queda de um helicóptero da Marinha do Brasil durante treinamento em Formosa (GO) na tarde de terça-feira (8) são os sargentos Luís Fernando Tavares Augusto, que servia no Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais, e Renan Guedes Moura, lotado na Base de Fuzileiros Navais da Ilha do Governador (RJ). Perícia realizada no local do acidente identificou os dois corpos por meio das impressões digitais – eles foram carbonizados, após explosão do helicóptero. Dentro da aeronave estavam 14 militares, dos quais 10 apresentaram lesões sem gravidade e dois devem passar por cirurgia ortopédica. Segundo a mais recente nota divulgada pela Marinha, na manhã desta quarta, três militares permanecem sob cuidados médicos da Unidade Médica Expedicionária da Marinha, em Brasília, sete estavam no Hospital Regional de Formosa e dois no Hospital das Forças Armadas, na capital federal. A queda do helicóptero da Marinha que vitimou dois militares na tarde de terça, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, aconteceu no Forte Santa Bárbara. Pertencente ao Exército, o espaço é usado desde 1988 pelas Forças Armadas para treinamentos diversos. Com 114 mil hectares, é uma das principais bases de treinamento militar no Brasil. Ela fica a cerca de 80km de Brasília. A Aviação Naval da Marinha participava de um exercício que é realizado anualmente e conta com a participação do Exército e da Aeronáutica brasileiros. Mais de 3,5 mil militares das três Forças Armadas brasileiras participaram do exercício, que incluía manobras com carros de combate, veículos blindados, carros anfíbios, aviões, helicópteros, obuseiros de artilharia e lançadores de foguetes. O exercício militar começou na sexta-feira (4) e está previsto para terminar na próxima quinta (16). Esta edição também conta com destacamentos e observadores estrangeiros. A Marinha informou que foi instaurada uma Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico para apurar as circunstâncias do acidente. Um relatório preliminar deverá ser concluído em até 180 dias. O acidente aconteceu durante a manobra conhecida como fast rope, em que o helicóptero se aproxima do solo, executa um voo parado e, por meio de cabos, operadores de forças especiais descem até o solo, na execução de uma infiltração, como um ataque. As vítimas estavam em um helicóptero modelo UH-15, Super Cougar, que comporta até 28 pessoas e pode transportar até 3,8 toneladas. Com autonomia para 3h50 de voo, ele é muito usado em operações militares especiais e em ações de socorro em desastres naturais. Essa é a 8ª versão do UH-15 Super Cougar incorporada ao acervo da Marinha do Brasil, que recebeu o primeiro aparelho do tipo em 2021. Ela foi entregue na Base Naval do Rio de Janeiro. No mesmo ano, o estado de Minas Gerais recebeu outras duas aeronaves do mesmo modelo. Os UH-15 Super Cougar já foram usados pela Marinha do Brasil em missões humanitárias, como salvamentos em alagamentos e enchentes e entregas de vacinas durante a pandemia. Histórico de acidentes Este não é o primeiro acidente registrado no Forte Santa Bárbara. Em abril, um cabo do Exército Brasileiro morreu após ser atropelado por um carro blindado. Dyuare Segundo Marra, de 21 anos, foi socorrido e levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e, após uma parada cardiorrespiratória, morreu na unidade. Ele estava lotado no 16º Grupo de Mísseis e Foguetes (16º GMF). Em agosto de 2022, oito militares ficaram feridos no mesmo centro de treinamentos. Segundo informou à época o Comando Militar do Planalto, o acidente aconteceu no momento em que técnico e militares faziam procedimentos em uma viatura antiaérea Gepard, durante um exercício de adestramento de Defesa Antiaérea. Em maio do mesmo ano, um foguete do Exército Brasileiro caiu em uma lavoura, próximo ao município. O projétil foi lançado do campo de instrução, durante um treinamento para soldados e oficiais. À época, o Comando de Artilharia do Exército informou que o exercício foi planejado para ocorrer dentro dos limites do Forte Santa Bárbara, tendo sido adotadas todas as medidas de segurança. Fonte: O Tempo

  • Lira anula convocação de Rui Costa na CPI do MST e depoimento é cancelado

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anulou a convocação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura ocupações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). A ida de Rui Costa estava marcada para a tarde da última quarta-feira (9) e, com a decisão, foi cancelada. O cancelamento já foi informado ao Palácio do Planalto, onde Rui Costa cumpre expediente. A decisão de Lira foi publicada no Diário Oficial da Câmara dos Deputados desta quarta. Na prática, a pedido do deputado Nilto Tatto (PT-SP), foi anulado o ato de aprovação do requerimento que pedia a convocação de Rui Costa. O pedido de convocação foi apresentado pelo relator da CPI, deputado Ricardo Salles (PL-SP), e aprovado em 1º de agosto. Salles alegou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "parece ser conivente com as invasões, seja por se associar a seus líderes, seja por indicar gestores, em vários níveis, ligados àqueles que promovem invasão". O relator acrescentou que Lula "nomeou como Ministro o Sr. Rui Costa, que durante seu mandato como Governador do Estado da Bahia não empreendeu esforços para impedir atos de invasões de terra nem para garantir a propriedade privada. Inclusive, como Governador, chegou a criticar a presença da Força Nacional nos assentamentos do extremo sul baiano". Para justificar o pedido, Salles usou artigos da Constituição Federal e do Regimento Interno da Câmara dos Deputados que prevê a convocação de ministros em comissões. Tatto alegou, no entanto, que a convocação de ministros em CPIs deveria ter sido embasada por outros artigos, acusando um erro procedimental. "Ambos os dispositivos dispõem acerca da competência geral das Comissões para convocação de Ministros de Estado. Não foi fundamentado, portanto, na prerrogativa que somente CPls possuem de convocar, no exercício de suas funções, Ministros de Estado", argumentou Lira em sua decisão. O presidente da Câmara declarou, ainda, que ministros podem ser convocados para prestarem informações perante comissões somente quando há correlação entre o campo temático do ministério e o conteúdo substancial das atribuições do órgão convocador - no caso, o objeto de investigação da CPI. "No caso em tela, não se demonstrou no requerimento a conexão entre as atribuições do Ministro da Casa Civil da Presidência da República e os fatos investigados pela CPI sobre o MST", frisou Lira, criticando também as justificativas orais para a convocação de Rui Costa, e não escritas no requerimento. "Ressalta-se que não se ignora a já mencionada competência que possuem as CPls para, no exercício de suas funções, convocarem Ministros de Estados. Ocorre que, no presente caso, não foi esse o fundamento para a convocação do Ministro, mas sim a competência das Comissões em geral para fazê-lo (CF, art. 50, e RICD, art. 219), o que torna imprescindível a demonstração explícita da conexão entre o campo temático da comissão e as atribuições do Ministro a ser convocado", acrescentou Lira. "Dessa forma, o instituto da convocação de Ministro deve ser interpretado de forma estrita, de modo que a impropriedade formal observada no requerimento em apreciação, em virtude da sensibilidade do tema, não pode ser relevada. E tanto mais estrita haverá de ser a interpretação das regras que disciplinam os atos de uma CPI quando se sabe que, como apontado pelo recorrente, a ela se aplica subsidiariamente o CPP. Seu caráter judicialiforme, portanto, impõe que todos os atos de uma CPI se revistêf'tle maior rigor, não se admitindo decisões que não estejam expressamente fundamentadas", completou. Fonte: O Tempo

  • Brasil evita perda de R$ 6,2 bi em fraudes digitais em um semestre

    O Brasil conseguiu evitar prejuízos em torno de R$ 6,2 bilhões com a não confirmação de tentativas de fraude por meio de compras online e pagamentos digitais, que representaram 4% do total de pedidos analisados de janeiro a junho deste ano. É o que revela a Pesquisa Censo da Fraude realizada pela Konduto, empresa antifraude para pagamentos online da Boa Vista - Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), parceira do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). Conforme a pesquisa, entre os estados, São Paulo (43,84%) e Rio de Janeiro (10,24%) tiveram a maior participação no total de pedidos no primeiro semestre. No total de tentativas de fraude, São Paulo ficou com 40,52% e o Rio, com 16,34%. Na sequência, ficaram Minas Gerais (8,66% do total de pedidos e 8,01% das tentativas de fraude), Paraná (6,36% e 4,68%) e Rio Grande do Sul (4,89% e 3,35%). Pedidos de compras Janeiro e maio foram os meses que concentraram o maior volume de pedidos de compras online analisados no total do semestre. O primeiro mês do ano chegou a 17.39% e o quinto, a 17.8%. Os meses de janeiro (18,51%) e abril (17,34%) registraram os maiores índices em relação ao volume de tentativas de fraude evitadas em relação ao total dos primeiros seis meses. O maior volume financeiro acumulado nas tentativas de fraudes que não se concretizaram ocorreu em junho. Foram 26.68% do total de prejuízos evitados no primeiro semestre de 2023. Dias da semana De acordo com a pesquisa, entre as tentativas de fraudes analisadas e evitadas pelo serviço Konduto, 75% foram em dias úteis da semana, de segunda a sexta-feira. No fim de semana, houve menos compras fake. Os sábados registraram 12,4% do total e os domingos, 12.2%. Durante a semana, a quinta-feira é o dia de maior incidência, com 17,7% do total. A faixa de horário preferida pelos fraudadores é entre 12h e 17h, com 36,9% dos pedidos analisados e 40% das tentativas de fraude bloqueadas. Segundo o diretor Antifraudes da Boa Vista, Tom Canabarro, para quem quer praticar a fraude, é mais “vantajoso” tentar as compras sem ser percebido pelos sistemas de segurança – daí, a preferência pelos dias úteis. Durante a semana, o movimento é maior, o que pode facilitar uma forma de se camuflar entre as compras. “Quanto mais parecido o comportamento do fraudador for com o do cliente legítimo, mais difícil fica identificar a fraude”, diz Canabarro, em nota. No primeiro semestre deste ano, cerca de 73,83% das tentativas de fraude identificadas partiram de transações realizadas com dispositivos móveis. Em igual comportamento, o volume de pedidos analisados foi feito pelos mesmos meios. Na comparação com o total, ficou em 74.94%. Fonte: Agência Brasil

  • Ex-diretor da Globo, Marcius Melhem vira réu por assédio sexual

    O ex-diretor da TV Globo, Marcius Melhem, é agora réu por três casos de assédio sexual. A decisão da Justiça do Rio de Janeiro, pela juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, partiu da denúncia feita na terça-feira (8) pela promotora Isabela Jourdan, do Ministério Público do Rio de Janeiro. Entre as vítimas do caso está a atriz Carol Portes, que contou que teria sido assediada sexualmente por Melhem na época que ele era o redator final do programa "Tá no Ar", exibido pela TV Globo. A atriz Georgiana Góes e outra funcionária que preferiu não se identificar completam as denúncias. Melhem nega as acusações. Os casos teriam acontecido quando Melhem era diretor de humor da Globo. O inquérito, que apura assédio sexual, foi aberto em junho de 2021, quando as atrizes prestaram depoimentos à Ouvidoria da Mulher no Conselho Nacional do Ministério Público. Dani Calabresa está entre as denunciantes, mas teve o processo arquivado por prescrição punitiva dos fatos, assim como outras cinco vítimas. O ex-diretor anunciou a saída da TV Globo em agosto de 2020, após 17 anos na emissora carioca. Em um comunicado, a empresa disse que a parceria foi encerrada em comum acordo. A TV Globo também anunciou que investiga criteriosamente denúncias de assédio e não tolera comportamentos abusivos, mas que não pode comentar publicamente nenhuma investigação pelo sigilo do processo envolvendo colaboradores. Fonte: Itatiai

  • Julgamento sobre porte de drogas no STF gera críticas de Pacheco e senadores: 'Papel do Congresso'

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem criticado o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do porte de drogas para uso da própria pessoa. O presidente do Senado argumenta que, a depender da decisão final da Corte, o "tráfico de pequenas porções de droga" poderá deixar de ser crime. Pacheco também vê "invasão de competência" do Judiciário pois classifica ser "papel do Congresso" discutir a descriminalização. O placar até agora é de 4x0 para que o porte de maconha, em pequena quantidade e para uso pessoal, deixe de ser crime. O ministro Gilmar Mendes liberou nesta terça a retomada do julgamento. O ministro Alexandre de Moraes argumentou que é preciso fixar uma quantidade mínima para diferenciar o usuário do traficante, que seria de 25 a 60 gramas da droga ou seis plantas fêmeas. Moraes reconheceu que a quantidade não pode ser o único critério para definir o porte para uso pessoal. Para Pacheco, esse parâmetro é insuficiente para fazer a distinção entre usuário e traficante. Outra crítica do presidente do Senado é que a origem da droga continuará sendo ilícita. "Quando se declara a licitude da conduta de quem porta, se os fins são para uso, o questionamento é realmente a origem gravemente ilícita dessa mesma substância. E a definição de quantidade, 20g, 40g, 60g, não estabelece a dicotomia entre usuário e traficante. O que estabelece a dicotomia entre usuário e traficante é a intenção. Você tem o porte para uso e tem o porte para uma daquelas condutas de tráfico", afirmou o presidente do Senado. "Então, isso significa dizer que, se a quantidade for relevante para essa aferição, além de descriminalizar o uso, o que se pode estar tendo como tendência é, também, descriminalizar o tráfico de pequenas porções de droga. E isso é gravíssimo", completou. O plenário do Senado aprovou um pedido para que uma sessão especial seja realizada para tratar do tema com especialistas. Embora seja crime, o porte de drogas para consumo pessoal não leva à prisão. Os processos correm em juizados especiais. As punições aplicadas normalmente são advertência, prestação de serviços à comunidade e medidas educativas. A condenação não fica registrada nos antecedentes criminais. Já a pena para o tráfico de drogas varia de 5 a 20 anos de prisão. No julgamento, porém, os ministros não vão tratar da venda de drogas, que vai seguir sendo ilegal. "Se a posse é permitida, nós vamos comprar de onde? Só pode comprar do tráfico, ou seja, você vai acabar reforçando o crime organizado - está certo? -, e reforçando atividades que infelizmente irão contribuir para um impacto extremamente negativo dentro do conceito de segurança pública e de saúde pública, mesmo tendo o alinhamento daqueles que porventura façam a defesa", declarou o líder do União, Efraim Filho (PB). "Espero que aquela espada que está na cabeça da gente, que é o julgamento do Supremo Tribunal Federal, não possa nos fazer induzir ao erro, à pressa", disse Eduardo Girão (Novo-CE). "Está mais claro do que nunca que uma decisão como essa só fortalece quem? Aqueles que comercializam as droga. Se tem quem compre, é porque tem quem venda. Então, essa decisão vai gerar problemas no sistema de saúde, porque aumentará o índice de doenças advindas da adicção; aumentará ainda mais a força do tráfico de drogas, porque, se tem quem compre, tem quem guarde, quem faça o transporte", disse Alan Rick (União-AC). Fonte: G1

  • Luís Roberto Barroso é eleito presidente do Supremo Tribunal Federal

    O ministro Luís Roberto Barroso foi eleito, na tarde desta quarta-feira (9/8), presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele deve ocupar a vaga da atual presidente da Corte, ministra Rosa Weber, que se aposenta no fim de setembro deste ano, em razão da idade limite de 75 anos para ocupar uma das cadeiras do tribunal. A votação é simbólica, pois geralmente o ministro mais antigo na Suprema Corte, que ainda não ocupou a cadeira de presidente, é eleito para o posto. O ministro Edson Fachin foi eleito vice-presidente no mesmo pleito, cargo que atualmente já é ocupado por Barroso. "Eu recebo com imensa humildade e contente do peso desta responsabilidade. Eu pretendo ocupar essa cadeira para suceder vossa excelência, pois substituí-la não é possível. Mas pretendo honrar essa cadeira", disse Barroso ao ser eleito. A ministra Rosa foi a responsável por conduzir o Supremo nas eleições de 2022 e também esteve à frente da Corte quando ocorreram os atentados de 8 de janeiro, quando a sede do tribunal foi vandalizada por extremistas. Rosa foi responsável pelo lançamento da campanha "Democracia Inabalada", para destacar que, mesmo diante da destruição física do Supremo, continuaria exercendo seus deveres previstos na Constituição Federal. Logo após a votação, o STF retomou o julgamento do chamado juiz de garantias, que prevê o destacamento de um magistrado para acompanhar a instrução processual e outro para julgar o mérito da causa. fonte: Estado de Minas

  • Motorista de micro-ônibus morre após ficar preso às ferragens em distrito de São Tomé das Letras

    O motorista de um micro-ônibus morreu após um acidente na madrugada desta quarta-feira (9) na estrada que liga o Distrito de Sobradinho, em São Tomé das Letras e Cruzília. Segundo informações da polícia, o motorista ficou preso às ferragens e morreu. Ainda não se sabe o que teria provocado o acidente. Mas conforme a polícia, no micro-ônibus, além do motorista, estavam um aluno e a mãe dele. Os dois sofreram ferimentos leves. O veículo era responsável por fazer o transporte de alunos do distrito. Conforme a assessoria de comunicação da prefeitura, o motorista que morreu prestava serviços para a administração. A criança passa bem e o quadro de saúde da mãe dela é estável. Ela está internada no Hospital São Sebastião, em Três Corações. A suspeita é que o freio do veículo tenha acabado em uma descida. fonte: g1 Sul de Minas

  • Preocupação com a inflação mantém índice de aprovação de Biden em 40% no início de agosto

    O índice de aprovação pública do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se manteve estável em 40% no início de agosto, com preocupações sobre a economia prejudicando a opinião dos norte-americanos sobre seu desempenho, apesar da queda da inflação. A pesquisa online Reuters/Ipsos, realizada nesta semana, igualou a leitura de julho, que também indicou aprovação de 40% para Biden. Cerca de 54% dos entrevistados disseram que desaprovam o desempenho do presidente democrata, enquanto 6% não têm certeza ou não responderam. A pesquisa tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A economia e o desemprego continuam sendo as principais preocupações dos norte-americanos, com um quinto dos entrevistados citando como o problema mais importante enfrentado pelos Estados Unidos atualmente. Um total de 60% dos entrevistados disseram que desaprovavam a maneira como Biden lidava com a inflação. As famílias nos EUA têm lutado contra a inflação mais severa das últimas décadas sob o governo de Biden, embora a taxa de aumento de preços tenha caído recentemente. O crescimento econômico tem sido modesto, mas a taxa de desemprego caiu para os níveis mais baixos em décadas. Uma pesquisa separada da Reuters/Ipsos na semana passada descobriu que as preocupações com a economia podem custar o apoio a Biden nas eleições de 2024, com a possibilidade de enfrentar um novo pleito contra o ex-presidente republicano Donald Trump. fonte: CNN Brasil

  • Polícia Militar procura por uma mulher após denúncias de exploração sexual em Pouso Alegre

    A Polícia Militar procura por uma mulher em Pouso Alegre, no Sul de Minas, após denúncias de exploração sexual na madrugada desta quarta-feira (9 de agosto). Uma jovem de 20 anos, natural do Estado do Pará, denunciou a suposta cafetina. A mulher disse que chegou há aproximadamente dois meses em Pouso Alegre para trabalhar como garota de programa, a convite da agenciadora. De acordo com o relato da profissional do sexo, a mulher a mantinha em uma casa alugada e agenciava os clientes por um site. Pela denúncia, a suposta cafetina ficava com a maior parte dos lucros obtidos nos programas e explorava bastante a jovem. “Seja em sua jornada de trabalho praticamente sem folgas, com vendas de roupas, já que ela não aceitava que a vítima adquirisse peças de vestuário no comércio local, além da venda de produtos de uso pessoal, fazendo com que o dinheiro se revertesse tudo em prol dela”, diz trecho do boletim de ocorrência. A garota de programa teria dito que iria retirar os pertences da casa em que morava e iria retornar para sua cidade no Pará. A vítima não soube repassar demais dados da exploradora, apenas o nome completo e uma foto. A autora não foi localizada até o início da manhã desta quarta-feira e a polícia continua as buscas. fonte: TV Minas

  • Bolsonaro passa por treinamento para lançar podcast ainda em agosto

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) treina para lançar, ainda em agosto, um podcast com aliados do PL. A ideia é criar pelo menos um programa fixo, que será gravado na sede do partido, em Brasília e na Câmara. De acordo com a Coluna do Estadão , do Jornal O Estado de S. Paulo , o objetivo do treino de Bolsonaro é evitar que Bolsonaro fale de temas que possam complicá-lo na Justiça. Já Valdemar Costa Neto, passa por um treinamento diferente, para que fale naturalmente. O podcast seria uma maneira do ex-presidente se comunicar com apoiadores. Ele, que ficou marcado por fazer lives enquanto estava no Planalto, apostará no podcast porque esse produto de áudio oferece um ambiente controlado que o permite se comunicar. Diferentemente das lives, a produção do podcast será gravada. Isso permite uma edição para definir o que deve, ou não, ser publicado. Participantes Além de Bolsonaro e o presidente do PL, o podcast deverá ter as participações da ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, e do general Braga Netto. O militar foi vice-candidato de Bolsonaro em 2022. As estruturas para a gravação do podcast já estão sendo montadas. Na sede do PL, foi feito um esquema de isolamento sonoro. Na Câmara, a montagem está mais adiantada. Com o futuro lançamento do podcast de Bolsonaro, a expectativa do partido é que Michelle também tenha o seu produto de áudio. O mesmo também é cogitado para o general Braga Netto. fonte: Estado de Minas

  • Número de homicídios registrados na região de Lavras subiu mais de 40% no primeiro semestre

    O número de homicídios registrados na região de Lavras (MG) subiu mais de 40% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. O aumento no número de homicídios foi apontado em um levantamento do Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais. Os dados são referentes à 6ª Região da Polícia Militar, que atende 44 municípios na região de Lavras. De janeiro a junho do ano passado, foram 27 casos registrados. No mesmo período, neste ano, o número saltou para 38, com um aumento de 40,74%. A 6ª região tem como sede o município de Lavras, onde a violência também ganhou destaque. Só neste ano, foram sete homicídios. Casos mais recentes No último dia 25, no bairro Morada do Sol, a vítima José Lucas Ribeiro da Costa foi morta com quatro tiros. Outro caso que teve repercussão foi a morte de Silverstone Daniel de Lemos, de 20 anos, que foi baleado no bairro Santa Efigênia, no mês de junho. Segundo o boletim de ocorrência, ele tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Nesta semana, uma tentativa de homicídio também foi registrada. Na segunda-feira (7), dois homens em uma motocicleta perseguiram um motorista no bairro Cohab e atiraram nele. O carro só parou ao bater em um muro. O motorista foi socorrido, mas segue estável. Ele passou por cirurgia e está internado. fonte: g1 Sul de Minas

  • Número 1 do mundo aparece em treino com fita adesiva na boca; entenda

    Iga Swiatek virou notícia durante sua preparação para o Aberto do Canadá. Em seus treinamentos para o WTA 1000 de Montreal, a tenista número 1 do mundo apareceu com uma fita adesiva tampando sua boca. O hábito diferente e curioso foi incorporado pela equipe técnica da polonesa. Maciej Ryszczuk, preparador físico de Iga, garante que o exercício ajuda a melhorar a resistência da tenista através da restrição da quantidade de oxigênio. - É mais difícil respirar quando você está respirando apenas com o nariz e é mais fácil aumentar minha frequência cardíaca. Não vou explicar perfeitamente porque não sou especialista. Às vezes não entendo as coisas que me mandam fazer, mas já faço isso há muito tempo, então ficou bem fácil. Acho que é a maneira de trabalhar minha resistência, não me fazendo correr tão rápido e fazer coisas extremas - explicou. Iga Swiatek estreia no WTA 1000 de Montreal nesta quarta-feira. A polonesa enfrentará a tcheca Karolina Pliskova, número 23 do mundo, a partir das 13h30min, horário de Brasília. Nesta terça-feira, a brasileira Beatriz Haddad estreou com vitória no torneio. Bia venceu a também polonesa Magdalena Frech por 2 sets a 0, parciais 6/4 e 6/2. O jogo marcou o retorno de Bia às quadras após a lesão durante as oitavas de final no Grand Slam de Wimbledon. fonte: ge

  • Com ajuda dos filhos, torcedor com doença degenerativa assiste à vitória do Fluminense no Maracanã

    Até onde um torcedor pode ir para ver seu time do coração ao vivo? Para Júlio Drummond nem os limites do próprio corpo foram obstáculo para assistir ao Fluminense. Portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA) - mesma doença que acometeu o ídolo Washington, do Casal 20, o tricolor esteve no Maracanã acompanhado dos filhos na noite desta terça-feira para testemunhar a vitória por 2 a 0 sobre o Argentinos Juniors e a classificação para as quartas de final da Libertadores. - Não tenho palavras. Muito bom. O Fluminense é o maior do mundo pra mim - disse Seu Júlio, bem baixinho, fazendo esforço para falar. Já em estágio avançado da doença, que afeta o sistema nervoso e enfraquece os músculos e as funções físicas, Júlio, de 63 anos, não tem mais os movimentos dos braços e das pernas, respira com a ajuda de aparelhos e fala com muita dificuldade. Nada disso o impediu de realizar o sonho de retornar ao estádio. E quem proporcionou esse momento para Júlio foram os filhos Ricardo Drummond e Fernando Toledo, que prepararam toda uma logística para levar o pai ao estádio. Seu Júlio foi de cadeira de rodas, suporte de oxigênio e acompanhado de uma cuidadora. Ideia que, por pouco, quase não acontece Semanas atrás, Júlio precisou ser internado em razão de complicações da doença. - A família toda é tricolor por causa dele. Ele passou a paixão incondicional dele para a gente. Ele desde pequeno trazia os filhos. Estar aqui é uma forma de retribuir todas as vezes que ele me levou. Agora é a minha vez de trazê-lo - conta o filho Ricardo. Para tornar o feito ainda mais impressionante, Júlio e os filhos moram em Vitória/ES. Foram mais de 8h e 500 km percorridos de casa até o Maracanã para uma noite que ainda contou com a tensão de serem barrados ao tentarem entrar no estacionamento do estádio, mas, no fim, correspondeu às expectativas e se tornou inesquecível para a família Drummond. Das arquibancadas do setor Norte do Maracanã, seu Júlio e a família sofreram com a demora do Fluminense em abrir o placar, mas vibraram com os gols de Samuel Xavier e John Kennedy e a classificação tricolor. Ao longo do jogo, receberam o carinho dos torcedores que conheciam a história previamente ou descobriram na hora. A história de Júlio Drummond veio à tona nesta própria terça-feira, após uma foto e uma mensagem dele dizendo que ia ao jogo começar a circular em grupos de whatsapp e páginas de torcida tricolor nas redes sociais. Ele tem muitos amigos na Axé Flu, da Bahia, onde morou por anos. O Globo Esporte entrou em contato com o filho Ricardo e conseguiu acompanhar de perto a jornada da família no Maracanã. Júlio começou a ter os primeiros sintomas há cinco anos. A doença acelerou a partir de 2019 e afetou consideravelmente a parte motora, respiratória e a fala. - Foi muito complicado. Em 2018 ele sentiu o lado esquerdo parar. Fomos no neurologista, que deu o diagnóstico. A partir do ano seguinte as coisas começaram a ficar mais difíceis e ano passado parou tudo (movimentos). É uma doença muito cruel, mas que não mexe com a cabeça. Fizemos um esforço, carro adpatado e estamos aqui. A morte da esposa, mãe de Ricardo, este ano, abalou ainda mais a família e prejudicou o quadro dele. E a paixão pelo Fluminense é o que une e fortalece os Drummond. - Perdi minha mãe esse ano. Está sendo um ano bem difícil. Ele foi internado de novo, não queria fazer os procedimentos, queria desistir. Eu falei da Libertadores. Talvez o Fluminense seja o grande motivo dele ter saído do hospital. Uma das coisas que mantém ele vivo é a paixão pelo Fluminense. Cada dia é uma vitória para um portador de ELA. Ainda mais em estágios avançados. Por causa disso, Ricardo prefere não fazer planos com o pai. Mas nada o impede de sonhar. Quem sabe poder estar com o pai mais uma vez em um possível Fla-Flu nas quartas e até em uma tão desejada final no Maracanã. - É passo a passo. A ideia é trazê-lo na próxima fase, quem sabe contra o Flamengo e, se Deus quiser, na final. É um sonho muito grande ser campeão da Libertadores. fonte: ge

  • 'Muro já': separatistas aplaudem falas de Zema sobre frente Sul-Sudeste

    A criação de uma frente política em defesa do "protagonismo" de Estados do Sul e do Sudeste, recém-anunciada pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem sido defendida por grupos que pregam uma separação definitiva entre Sul e Norte do Brasil. Em entrevista do jornal O Estado de S. Paulo no domingo (06/08), o governador mineiro anunciou o novo Cossud (Consórcio Sul-Sudeste) e comparou o país a um produtor rural que dá "tratamento bom para as vaquinhas que produzem pouco e deixa de lado as que estão produzindo muito". As primeiras seriam Estados do Norte e Nordeste, enquanto as últimas seriam Estados do Sul e Sudeste. As falas, que tiveram forte reação em Brasilia, também rendem debate intenso nas redes sociais. Pelo Twitter, um mapa do Brasil com as palavras "muro já" separando Estados ao Sul e ao Norte junto à frase "força Zema, apoiamos você" foi curtido e compartilhado quase 10 mil vezes. “Já passou da hora de pensarmos na possibilidade de independência dos Estados do Sul e Sudeste. Chega de pagar a conta de Estados que não querem nada a não ser sugar até a última gota de sangue de quem trabalha e produz", reagiu o perfil de um grupo separatista paulista no Facebook, junto a um link para a entrevista do governador de Minas Gerais. A Constituição brasileira não permite a independência de Estados da Federação. Questionado pela reportagem sobre o apoio de movimentos separatistas às falas do Zema, o governo de Minas Gerais encaminhou link para um tuite em que o governador afirma que "a união do Sul e Sudeste jamais será pra diminuir outras regiões" Separatismo Outra versão do mapa do Brasil, excluindo totalmente estados acima de Minas Gerais, circula em grupos no Telegram com hashtags separatistas defendendo a independência do Sul do país. Nas mesmas redes, separatistas compartilham junto à fala de Zema a defesa do que chamam de "Brasil do Sul" ou "Confederação Sul-Sudeste" – uma proposta de divisão política definitiva no país. "A bandeira deles é uma das nossas há 31 anos", diz à BBC News Brasil Nãna Freitas, presidente do Movimento O Sul é o Meu País, que desde 1992 defende a separação definitiva de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná do resto do Brasil. "Mas sabemos que um passo precisa ser dado de cada vez", continua Freitas. "Não estamos aqui pra buscar uma secessão à força. Isso nunca fez parte de nossa caminhada. Agimos de maneira democrática e consultiva a população, aderindo simpatizantes da ideia. Existimos e resistimos ano após ano por trabalharmos dentro do que a Constituição Federal nos permite." Segundo o primeiro artigo da Constituição Federal, a República Federativa do Brasil é "formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal". O pacto federativo é cláusula pétrea da Constituição - ou seja, não pode ser alterado a não ser que uma nova Carta Magna seja promulgada. O que disse Zema Ao Estadão, Zema disse que governadores do Sul e do Sudeste estão se organizando em busca de "protagonismo" político e econômico no Congresso Nacional. Segundo o governador de Minas, a criação formal do Cossud (Consórcio Sul-Sudeste) tem como objetivo defender a região do que ele define como tratamento privilegiado às demais regiões do país. "Está sendo criado um fundo para o Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Agora, e o Sul e o Sudeste não têm pobreza? Aqui todo mundo vive bem, ninguém tem desemprego, não tem comunidade... Tem, sim", disse o mineiro ao jornal. "Nós também precisamos de ações sociais. Então Sul e Sudeste vão continuar com a arrecadação muito maior do que recebem de volta? Isso não pode ser intensificado, ano a ano, década a década. Se não você vai cair naquela história, do produtor rural que começa só a dar um tratamento bom para as vaquinhas que produzem pouco e deixa de lado as que estão produzindo muito. Daqui a pouco as que produzem muito vão começar a reclamar o mesmo tratamento. É preciso tratar a todos da mesma forma." Na entrevista ao jornal paulista, Zema disse ainda que Sul e Sudeste representam "56% dos brasileiros" e "70% da economia do pais", mas agem de maneira desarticulada no Congresso. "Estados muito menores em termos de economia e população se unem e conseguem votar e aprovar uma série de projetos em Brasília." "Nós (…), que sempre ficamos cada um por si, olhando só o seu quintal, perdemos", afirmou. Resposta política As falas geraram uma onda de críticas de autoridades em todo o espectro político. À direita, o deputado federal e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) disse que "infelizmente, o governador Zema, talvez por não ter se expressado da forma adequada, acabou por criar mais problemas que as soluções que busca". "Sempre precisamos e muitas vezes contamos com alianças com outras regiões, em especial o Nordeste brasileiro. Minas nunca foi antagônica às regiões mais pobres do país, até porque fazemos parte delas, muito menos imaginou liderar esse antagonismo", continuou Neves. Ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado (PL-PE) disse "repudiar veementemente qualquer fala que sequer ventile a separação de nosso País". "O Nordeste não é peso para ninguém,o Nordeste é rico", afirmou, endossado pelo ex-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social) de Bolsonaro, Fabio Wajngarten. "Parabéns, Gilson. O Brasil é nordestino", escreveu o bolsonarista. Até o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB-ES), que também faz parte do Cossud, se colocou. "Sobre a entrevista do Governador Zema (MG) para o jornal Estado de SP, é importante deixar claro que é sua opinião pessoal. O ES participa do Cossud para que ele seja um instrumento de colaboração para o desenvolvimento do Brasil e um canal de diálogo com as demais regiões", disse. À esquerda, o ministro da Justiça Flavio Dino classificou Zema como "traidor da Constituição é traidor da pátria". "Absurdo que a extrema-direita esteja fomentando divisões regionais", disse. Para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-AC), a importância de um Estado não pode ser definida pelo "peso populacional". "Sem a Amazônia, não tem como ter agricultura, não tem como ter indústria, não tem como o Brasil sequer ter vida no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porque a ciência diz que seria um deserto igual o deserto do Atacama ou do Saara", disse Silva em suas redes sociais. "Portanto, não é uma questão de quantidade em termos de peso populacional, é uma questão de trabalharmos com o princípio da justiça ambiental e do PIB dos serviços ecossistêmicos que são gerados por essa região”, continuou a ministra. Em nota assinada pelo governador da Paraíba, João Azevedo (PSB), o Consórcio Nordeste afirmou que Zema cria "um movimento de tensionamento com o Norte e o Nordeste". "Negando qualquer tipo de lampejo separatista, o Consórcio Nordeste imediatamente anuncia em seu slogan que é uma expressão de 'O Brasil que cresce unido'. Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução, a referida entrevista parece aprofundar a lógica de um país subalterno, dividido e desigual." Apoio de Eduardo Leite Até a publicação desta reportagem, a única autoridade de peso a apoiar publicamente as falas de Zema foi o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB-RS). "Seremos todos mais fortes quanto mais formos um só Brasil. Não acredito que o governador Zema tenha dito nada diferente disso. Se disse, não me representa", escreveu em suas redes sociais. Leite disse ainda em vídeo: "A gente nunca achou até hoje que os estados do Norte e do Nordeste haviam se unido contra os demais estados do país. Pelo contrário, a união desses estados em torno da pauta que é de interesse comum deles serviu de inspiração para que a gente possa, finalmente, fazer o mesmo. Não tem nada a ver com frente de Estados contra Estados ou região contra região". Após as criticas, Zema voltou ao tema em suas redes sociais. "A união do Sul e Sudeste jamais será pra diminuir outras regiões. Não é ser contra ninguém, e sim a favor de somar esforços. Diálogo e gestão são fundamentais pro país ter mais oportunidades. A distorção dos fatos provoca divisão, mas a força do Brasil tá no trabalho em união." fonte: Estado de Minas

  • Justiça absolve clínica por não ter acertado sexo de bebê

    Uma clínica de Campinas, no estado de São Paulo, conseguiu ser absolvida de uma ação movida por um pai de uma criança que alegou que a instituição não acertou o sexo do bebê. A decisão da segunda instância foi promulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Na ação, o pai da criança alegou ter sido alvo de piadas e chacotas quando descobriu que o bebê era do sexo masculino e não o contrário, conforme apontava o exame de ultrassom, uma criança do sexo feminino. Ele ainda argumentou que teve prejuízos materiais com os custos de compra de enxoval específico para menina. Tendo em vista esse cenário, o pai da criança solicitou indenização por dano material no valor de R$ 1.198,84 e por dano moral no montante de R$ 11.988,40. Na visão dos magistrados, o dano moral se caracteriza por situação humilhante, vexatória, que impacta a autoestima, autoimagem e causa sofrimento anormal e "não por mero dissabor". “A situação narrada pelo apelante nem mesmo em tese tem a gravidade necessária para configurar dano moral”, afirma um trecho da decisão. fonte: Estado de Minas

  • Brasil testa semana de quatro dias de trabalho com jornada menor e salários iguais.

    Empresas brasileiras começarão a testar em dezembro um novo modelo de trabalho com jornada menor e salários iguais. Há a promessa de produtividade igual ou maior. A iniciativa de reduzir a jornada de trabalho para quatro dias na semana está em teste globalmente. Na América Latina, começará pelo Brasil, intermediada pela 4 Day Week, organização que desde 2019 avalia novos modelos de trabalho e produtividade. Por aqui, a companhia trabalha com a Reconnect Happiness at Work, empresa que atua no crescente segmento da felicidade corporativa. Interessados em testar o modelo podem se inscrever até o fim de agosto — funcionários também podem indicar suas companhias. A expectativa de Renata Rivetti, da Reconnect, é que de fato participem do projeto-piloto de 30 a 50 empresas. Quando o site para cadastro foi aberto, há três meses, quase 400 pessoas e empresas manifestaram interesse. Em junho, tiveram início as sessões de informação, quando gestores de companhias dedicaram cerca de uma hora em reuniões virtuais abertas para entender os detalhes do projeto. Gabriela Brasil, diretora de Comunidade na 4 Day Week Global, diz que o principal critério de participação é a abertura da empresa para uma mudança cultural. Tamanho, setor ou número de funcionários não são critérios de exclusão. Muitas, porém, desistem já no processo de inscrição. O piloto tem um custo, que cobre o percurso dos meses seguintes. O valor, que varia de modelo a ser aplicado pela empresa, dá acesso a uma biblioteca de pesquisas sobre produtividade e à metodologia das aulas. Ao final, essas companhias ganham um selo que as identificam pela participação no programa. A partir de novembro, o Boston College, que trabalha com a 4 Day Week, começará a acompanhar as empresas do piloto —uma avaliação será feita com três meses e depois ao final. A ideia é ter métricas para as empresas. "O investimento financeiro acaba sendo mais simbólico. É muito mais investimento de tempo para mudança, de a empresa olhar para a cultura e estar disposta a ser mais produtiva, a trabalhar melhor, a rever a quantidade de reuniões", diz Rivetti. Há empresas curiosas e interessadas na novidade, mas nem todas têm o pique de testar a aplicação na prática. Se a mera ideia de eliminar um dia da rotina parece desafiadora, Rivetti e Brasil destacam que a premissa do projeto vai além: reduzir a jornada para quatro dias depende de mudar o modo de trabalhar, reorganizar a comunicação e, principalmente, aumentar os critérios para reuniões —que precisam ser mais curtas e mais resolutivas. "As reuniões precisam ser mais pautadas, precisam ser direcionadas. O problema pode ser pensado antes, registrado antes para que todos estejam preparados", diz Gabriela Brasil. Reuniões atrapalha A cena clássica da vida nos escritórios, como a equipe sentada ao redor de uma grande mesa oval ou redonda, foi alterada a partir da pandemia com as equipes em modelo híbrido ou remoto, mas ela ainda precisa ser repensada para esse futuro em que se trabalha menos e com melhor qualidade. Pesquisa de 2022 da Harvard Business Review mostra que 70% das reuniões tiram os empregados do trabalho produtivo. A redução no volume de compromissos desse tipo também diminui a percepção dos funcionários sobre o microgerenciamento feito por chefes, algo que, em geral, é lido como excesso de vigilância pelas forças de trabalho. Em inglês, reuniões e gerentes têm a mesma inicial (a letra M). Os MM, diz Gabriela Brasil, são os dois grandes vilões da produtividade. "É um custo muito alto para a empresa colocar dez pessoas em uma reunião, dez lideranças que não estão sendo produtivas, participando daquela reunião." Bons resultados Quem já testou outro desenho de semana de trabalho relata bons resultados. Na empresa de serviços financeiros Efí, o período de teste foi renovado por mais um ano. Os primeiros seis meses, diz a gerente de Recursos Humanos, Glícia Braga, foram os mais difíceis pelo volume de ajustes necessários. Um dos pontos que precisaram ser "consertados" ao fim do primeiro semestre seguinte foi a calibragem do dia a menos de trabalho com os feriados. Para evitar que o número de folgas ficasse com frequência maior do que os de trabalho, agora as equipes têm de escolher um ou outro. A trava garante que a jornada de trabalho fique em 32 horas semanais, independentemente de outras pausas, e ajuda a manter o volume de trabalho. Os primeiros dados coletados pela empresa com os líderes de equipe apontam para um aumento na produtividade. Os números também melhoraram conforme as equipes se acostumaram com o modelo. Em novembro de 2022, 86% dos líderes disseram que o nível de produtividade se manteve estável ou aumentou. Neste ano, em maio, 100% consideraram ter havido manutenção ou aumento nas entregas das equipes. A Efí não participou do piloto da 4 Day Week. A ideia de testar o modelo surgiu internamente, a partir dos relatos de testes em companhias pelo mundo. Também lá as reuniões funcionavam como um dreno de horas produtivas. "Será que realmente precisava ter três pessoas da mesma equipe em uma reunião? Esse é o tipo de pergunta que a gente começou a fazer e incentivar um fluxo melhor de trabalho, rever processos, ser mais assertivo", diz Braga. A empresa também estimulou que os funcionários passassem a concentrar demandas pessoais, como consultas, exames ou levar o carro à oficina, por exemplo, no dia extra de folga, para garantir que os outros quatro dias sejam dedicados ao trabalho. Uma das empresas já confirmadas no projeto-piloto da 4 Day Week com a Reconnect é a Oxygen, que produz conteúdo sobre inovação. Os testes em outros países, portanto, estavam no radar da companhia e em pauta nas discussões com clientes. Andrea Janér, CEO da Oxygen, diz que, ao saber que o projeto-piloto seria aplicado no Brasil, era natural que a empresa buscasse a adesão. A Oxygen vai participar do teste em um modelo em grupo, junto de outras companhias pequenas (ela tem 12 funcionárias). "Não se trata de apenas cortar um dia nem de trabalhar o dobro nos outros dias. Não é compensando trabalhar um dia na semana", diz Janér. A expectativa da CEO é de que o projeto-piloto consiga orientar um novo modelo para evitar o que aconteceu com o home office durante a pandemia. Na avaliação dela, quando os escritórios precisavam ser fechados, o modelo de trabalho foi apenas transferido para o remoto sem qualquer adaptação —e isso talvez tenha influenciado a decisão de muitas empresas de suspenderem o home office assim que possível. Teste pelo mundo Outros países já testaram ou começaram a colocar o modelo à prova. No Reino Unido, o projeto-piloto durou seis meses e foi realizado pela 4 Day Week Global com 61 empresas. Dessas, 38 disseram que manteriam o teste e 18 decidiram manter a semana de quatro dias. Em Portugal, o teste começou pelo setor público. O governo do país também iniciou uma ampla pesquisa com trabalhadores como preparação para um projeto-piloto de redução dos dias de trabalho. O levantamento deve terminar no início de setembro. Também há experiência do mesmo tipo na Nova Zelândia (onde nasceu a 4 Day Week Global), Austrália, Estados Unidos e Irlanda. Uma das preocupações, no Brasil e onde o piloto já foi testado, é com as implicações jurídicas da eventual mudança na rotina e mesmo em um efeito sobre os salários, pois a hora é uma baliza para as remunerações. A proposta do 4 Day Week Global, porém, é a de seguir o que ele chama de 100-80-100: 100% do salário, 80% das horas e 100% da produtividade. Na Efí, os testes para a redução da jornada para 32 horas semanais (em substituição às 40 horas) foram incluídos em acordos fechados com os sindicatos de trabalhadores em Recife, Ouro Preto (MG) e São Paulo, onde a empresa está instalada. fonte: Estado de Minas

  • Jovem foi internado em estado grave na UTI com traumatismo craniano após treinar boxe em Andradas

    Um jovem de 23 anos foi internado em estado grave na UTI com traumatismo craniano após treinar boxe em um clube de Andradas (MG). Segundo a direção administrativa do Clube Rio Branco, de Andradas, Othavio Jediel Ramos treinou normalmente na última sexta-feira (4), mas ao ir para casa, começou a sentir dores de cabeça. Segundo a mãe do atleta, Selma Vieira, Othavio teria sentido fortes dores na nunca. Ele procurou o pronto-socorro e após exames, foi transferido para a Santa Casa de Poços de Caldas. Ainda conforme a mãe do rapaz, no hospital ficou constatado que ele sofreu traumatismo craniano e precisou passar por uma cirurgia. Por conta de complicações no estado de saúde, o rapaz precisou ser transferido para a UTI do hospital, que não divulgou o estado de saúde do paciente. A Dona Selma, mãe de Othavio, disse que está recebendo apoio do Clube Rio Branco, onde o filho treina e é sócio há 6 anos. O rapaz é faixa roxa em karatê e há dois anos começou a treinar boxe. Ainda segundo a mãe, o rapaz estava feliz com uma competição que iria participar em Campinas (SP). fonte: g1 Sul de Minas

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