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- Filha de Pelé é convidada pelo Palmeiras para expor troféu de campeão paulista
Flávia Cristina, uma das filhas de Pelé, foi convidada pelo Palmeiras para participar da cerimônia que marcou a colocação da taça de campeão paulista na sala de troféus do clube. Ela carregou a taça ao lado do filho, Arthur, até o espaço reservado para o objeto que representa a recente conquista palmeirense. O troféu foi confeccionado pela Federação Paulista de Futebol (FPF) em homenagem a Pelé, que morreu em 29 de dezembro do ano passado. Ele tem uma coroa no topo que faz alusão ao título de Rei do Futebol que o ex-jogador carregava. Dourada e imponente, a taça chegou ao seu destino final pelas mãos de Flávia. “Bastante difícil colocar em palavras a emoção que é você poder representar um cara que foi tão grande, tão majestoso no futebol. Eu fico muito agradecida por essa homenagem do Palmeiras”, falou a filha do Atleta do Século. Em seu relato, Flávia também falou da falta que o pai está fazendo: “Ele foi majestoso na sua essência, dentro daquilo que ele mais fez, na comunicação com a bola. Poder acolher essa homenagem e ser um pouco representante daquilo que ele é e foi para o mundo do futebol é muito acolhedor nesse momento. São três meses e meio de saudade”. O Palmeiras foi representado pelo vice-presidente, Paulo Buosi, que deu a Flávia uma camisa do clube com o número 10 e o nome de Pelé. “O Palmeiras tem também muita alegria de poder afirmar que dividiu com o grande Santosde Pelé os principais títulos do futebol brasileiro e estadual. O maior jogador da história do futebol sempre será reverenciado com muito carinho e respeito por nós”, disse Buosi. “Na década de ouro do futebol brasileiro, de 1950 até 1970, Pelé foi o maior craque do futebol mundial e depois se tornou o nosso atleta do século. No Santos e na seleção brasileira, ele quebrou todas as marcas e inspirou todas as gerações e irá inspirar todas as gerações que gostam de futebol.” JovemPan
- Santos empata com Atlético-MG e segue sem vencer no Campeonato Brasileiro
Santos e Atlético-MG ficaram no empate sem gols neste domingo, 23, em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, a equipe paulista segue sem vencer na competição, resultado que desagrada sua torcida que criticou jogadores, comissão técnica e diretoria no começo e após o apito final do duelo. No jogo, o time da vila Santos chegou a apertar o Atlético e perdeu boas oportunidades de gol com Lucas Lima e o Ângelo, mas após a entrada inesperada em campo de um visitante inesperado, um gato preto, o Santos deixou de jogar e começou a assistir o Atlético, que foi desperdiçando chances claras de gol. A melhor delas aos 34 minutos, Hulk cruzou, Hyoran desviou e Zaracho acertou no travessão. Na sobra, Paulinho foi travado praticamente em cima da linha. Os protesto da torcida começou logo na chegada do time à Vila Belmiro, e aumentou quado foi anunciado que o atacante Mendoza foi cortado da partida por ter tido contato com uma medicação que contém substância proibida no controle de doping, usado por um de seus familiares. O próximo compromisso do Santos no Campeonato Brasileiro é com o América-MG no sábado, às 18h30, na Vila Belmiro, em Santos (SP). JovemPan
- Corinthians perde de 3 a 1 do Goiás em jogo de estreia de Cuca
O Corinthians perdeu de 3 a 1 do Goias neste domingo, 23, em jogo de estreia do técnico Cuca. O time paulista começou o jogo na frente, e abriu o placar aos 19 minutos com um belo gol de Roger Guedes. Após abrir o placar, o jogo ficou mais equilibrado e aos 31 minutos o Goiás empatou o jogo, após Matheus Peixoto cabecear sem chances para Cássio. Com o jogo empatado, a partida ficou equilibrada até o final da primeira etapa, com os dois times tentando obter a vantagem, mas nenhum converteu as oportunidades em gol. O segundo tempo deu continuidade ao que tinha sido observado na etapa anterior, os times tentava marcar, mas não tinha sucesso. Contudo, aos 35 minutos, após uma cobrança de escanteio, o zagueiro Lucas halter cabeceou e jogou a bola para o fundo das redes de Cássio, colocando o time Esmeraldino à frente. O resultado conseguido, só fez com que o Goiás tivesse mais vontade de conquistar o resultado. Ele manteve a pressão sobre o Corinthians e já nos minutos finais, aos 49, Apodi chutou rateiro e amplio e fez o terceiro gol. Ao derrotar o time paulista, o Goiás chegou a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiroe quebrou um tabu de dez anos sem a equipe paulista. Por outro lado, o técnico Cuca, que assumiu, sob protestos da torcida, o Corinthians na quinta-feira, 20, perdeu o jogo de estreia. JovemPan
- ‘Eu venho para um clube gigante que não vivencia o momento que merece’, diz Dorival Júnior sobre vol
O técnico Dorival Júnior foi apresentado no São Paulo nesta sexta-feira, 21, e explicou sua opção pelo Tricolor. Ontem, após anunciado o acerto com o clube, repercutiu nas redes sociais uma opinião do jornalista Bruno Vicari, da ESPN Brasil, de que o atual campeão da Libertadores e da Copa do Brasil — o treinador dirigiu o Flamengo no ano passado — deu um passo atrás na carreira. “Estou vindo para o São Paulo com esse objetivo, e ele não vai mudar. Venho para um clube gigante que, de repente, não vivencia o momento que merece, mas que pode voltar a ser o que já foi em questão de meses. Tudo vai depender do trabalho, dedicação, de acreditarmos, de estarmos confiantes. Estou plenamente consciente do passo que estou dando”, declarou Dorival. “Terei um tempo de contrato. Ao final dele, vocês poderão me fazer a mesma pergunta. Vai ser uma resposta em razão de tudo o que almejo e espero que aconteça no nosso clube”, acrescentou. Ele assinou contrato com o São Paulo até o final de 2024 e já estreará neste sábado, 22, contra o América-MG, no Morumbi, às 18h30, pelo Campeonato Brasileiro. Esta não é a primeira passagem de Dorival pelo Tricolor. Em 2017, ele também substituiu Rogério Ceni, estreou na 13ª rodada do Brasileirão e conseguiu salvar a equipe do rebaixamento. Foram 40 partidas à frente do São Paulo, com 17 vitórias, 11 empates e 12 derrotas (51,67% de aproveitamento). Ele virou o ano e dirigiu a equipe no Paulistão de 2018, mas foi demitido em março, após derrota para o Palmeiras e em crise com a direção, após mostrar insatisfação com as chegadas de Tréllez e Nenê. “O retorno que estou tendo é uma sequência do trabalho iniciado em 2017. Talvez você não se lembre, mas cheguei ao São Paulo com a equipe na zona de rebaixamento, diferentemente deste ano. Ao final da campanha do segundo turno, até a última partida contra o Bahia, o São Paulo era o líder do segundo turno. Aquilo deu para mostrar que alguma coisa ficou plantada.” JovemPan
- Cuca chega ao Corinthians sob protestos, diz que é inocente, mas se arrepende de 30 anos de silêncio
Enquanto Cuca ainda se preparava para adentrar a sala de entrevistas do centro de treinamento do Corinthians, no Parque Ecológico, um protesto do lado de fora ressoava palavras nada elogiosas ao novo treinador do Timão, apresentado nesta sexta-feira, 21, em clima tenso. Faixas com fortes dizeres, como “respeitem as minas” e “não estuprem o Corinthians”, foram estendidas entre as dezenas de torcedores (a maioria do sexo feminino) que se manifestaram contra a contratação. A primeira entrevista coletiva do paranaense de 59 anos foi quase toda permeada pelo caso de ato sexual com vulnerável, de 1987, quando Cuca ainda era do Grêmio. Ele e mais três jogadores da equipe gaúcha ficaram presos por quase 30 dias na Suíça sob acusação de terem violentado uma garota de 13 anos. A vítima, no entanto, nunca reconheceu o ex-meio-campista. Condenado dois anos depois, ele afirma que foi julgado à revelia e nega as acusações. “Eu faço questão de falar sobre este caso e vou tentar ser o mais aberto possível. Aconteceu há 30 anos (sic), em 1987. Estava emprestado do Juventude ao Grêmio, fiquei uns 20 dias para tirar o passaporte. Tenho vaga lembrança de tudo o que aconteceu porque foi há muito tempo. Nessa vaga lembrança que tenho, nós iríamos jogar uma partida, subiu uma menina ao quarto em que eu estava junto com outros jogadores. Era um quarto duplo. Essa foi a minha participação nesse caso. Eu sou totalmente inocente, eu não fiz nada”, disse. Cuca frisou que a Justiça suíça não usou “estupro” na sentença. Ele e seus companheiros Henrique e Eduardo foram condenados a 15 meses de prisão e ao pagamento de multa de US$ 8.000 cada um. Considerado cúmplice, Fernando pegou três meses de prisão e multa de U$ 4.000. O quarteto, que se ausentou do julgamento, foi defendido por Luiz Carlos Pereira Silveira Martins, o Cacalo, que na época era dirigente do Grêmio. Nenhum deles cumpriu a pena. “As pessoas falam que houve um estupro. Houve um ato sexual a vulnerável. Essa foi a pena. A gente vê e ouve um monte de coisas que são inverdades, que chegam a ofender. Eu vou fazer 60 anos daqui a um mês, tenho duas filhas, uma de 32 e outra de 34. Elas nem existiam [quando aconteceu], já era casado com a Regiane e sou casado até hoje. Venho de uma casa onde sou o único homem da casa. Respeitei e respeito todas as mulheres. Nunca encostei o dedo indevidamente em uma mulher. Nunca!”, enfatizou. “Ao longo de todos esses anos que vivo na bola, já trabalhei com vocês da imprensa, já estive em diversos clubes, já estive duas vezes no São Paulo, no Santos, no Palmeiras… Nunca me foi perguntado isso numa coletiva, não é só o Cuca que não falou do tema. Por quê? Porque naquele tempo as leis eram as mesmas.” Sobre os protestos, o novo treinador do Corinthians não só os considerou justos como deu a Duílio Monteiro Alves, o presidente do clube, uma última chance de rever a contratação. Pelo menos foi o que Cuca disse na entrevista, sem nenhuma constatação do dirigente. “O Duílio me falou que haveria protestos. Perguntei a ele se queria rever a contratação. Eu estava predisposto a vir, mesmo por conta disso. Eu não vou ficar em casa me escondendo, eu não fiz nada. Eu sou inocente, estou com a consciência tranquila. Meu erro foi não ter ido ao julgamento, eu fui saber depois de um ano que teve uma pena. Dizem que eu devo uma desculpa a sociedade. Por quê? Dois anos depois eu estava jogando na Espanha. Por que não aconteceu nada?”, questionou o técnico. Durante a entrevista, ele bateu na tecla de que não deveria ter se mantido em silêncio entre 1987 e 2021 — sua primeira e até então única entrevista sobre o assunto foi há dois anos, para a jornalista Marília Ruiz. “Vocês estão falando que teve condenação e eu fiquei aqui no Brasil. Não é verdade isso, eu tenho o advogado do Grêmio, o Cacalo está lá e pode te falar. Tem 200 mulheres ali? Lá no Galo também tinha e eu não me acovardei. Não tenho orgulho de estar passando por uma situação dessa, não é fácil para mim saber que minhas filhas e minha mãe estão vendo a entrevista. […] A palavra da mulher era de que o Cuca não estava lá. Ela disse que eu não estava, eu estou falando que não estava. Se a vítima disse que eu não estava — e eu juro por Nossa Senhora, que eu amo —, como é que eu posso ser condenado pela internet? Se tivesse acontecido agora, ia me favorecer muito. Você ia ouvir a moça: ‘Não, ele não estava. Não, ele não estava. Não, ele não estava’. Foram três vezes. Pronto. Eu já estou absolvido. Hoje tem 200 mulheres me condenando pelo quê? É difícil, mas não vou desistir […] Hoje, pode ter protesto e eu, sinceramente, vou passar por cima de tudo. Se não tiver, vai ser mais fácil para que eu fique fortalecido.” Ainda sobre os protestos, Cuca destacou a verve corintiana para se engajar em movimentos sociais, mas tropeçou na hora de citar a campanha “Respeita as Minas”, lançada pelo Corinthians em 2019. “Quero poder cada vez mais ajudar. Por isso estou aqui, um time que tem 53% de torcida feminina. Um time que tem a causa aí, até anotei aqui, como é que é? Respeita as minas.” Pouco tempo depois, o treinador voltou a se esquecer do slogan. Mas assegura: “Essa causa eu quero abraçar, até para a proteção da minha família. Tudo isso machuca muito, mas do fundo do meu coração, pode ter protesto, pode ter o que for, não é maior do que a vontade que eu tenho de estar aqui”. JovemPan
- 'Mais Médicos': edital prevê 32 vagas para profissionais no Sul de MG; veja lista por cidade
O Governo Federal abriu 32 vagas para o Mais Médicos no Sul de Minas. As prefeituras das cidades selecionadas (veja abaixo quais são) devem aderir ao programa até a próxima terça-feira (25). O programa Mais Médicos foi relançado pelo presidente Lula no dia 20 de março. O objetivo do governo é preencher vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de atenção primária, em Unidades Básicas de Saúde. Ao todo serão 402 vagas para 193 cidades mineiras. No Sul de Minas, as cidades que irão receber o programa são Alfenas, Cambuí, Campo Belo, Guaxupé, Itajubá, Monte Belo, Monte Sião, Passos, Poços de Caldas e Três Pontas. De acordo com o Ministério da Saúde, nesta fase os municípios precisam informar ao Governo Federal que querem receber os profissionais. A cidade que já estava inscrita tem que renovar o interesse. Já quem estava de fora, devem se inscrever. Os médicos vão trabalhar nas Unidades Básicas de Saúde. Esse atendimento evita que os pacientes vão até os hospitais sem necessidade ou que um problema de saúde se agrave. Mais médicos O Mais Médicos foi criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff. Atualmente, são 18 mil vagas: 13 mil profissionais estão atuando e 5 mil postos estão desocupados. O contrato de participação na iniciativa é de quatro anos, prorrogável pelo mesmo período. Ao todo, o investimento previsto pelo governo federal para este ano é de R$ 712 milhões. A nova versão do projeto estabelece benefícios para incentivar a permanência dos médicos por longos períodos. Entre eles: - para os médicos que ficarem ao menos 3 anos na vaga: possibilidade de pagamento de adicional de 10% a 20% da soma total das bolsas de todo o período que esteve no programa, a depender da vulnerabilidade do município; - para médicos com formação pelo Fies: adicional de 40% a 80% da soma total das bolsas de todo o período que esteve no programa, a depender da vulnerabilidade do município. O benefício será pago em quatro parcelas, sendo 10% por ano durante os três primeiros anos, e os 70% restantes ao completar 48 meses; - incentivo para médicos do Fies residentes em Medicina da Família, com auxílio para pagamento de dívidas do financiamento estudantil; - complementar o valor da bolsa para mulheres em licença-maternidade que passarem a receber o auxílio do INSS, o que antes não ocorria; - licença de 20 dias para licença-paternidade. Antes, não havia essa possibilidade; oferta de especialização e mestrado. Seleção O novo formato do programa mantém a possibilidade de atuação de médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior, mas segue dando preferência para atuação dos nativos formados no país. No caso dos que possuem diploma estrangeiro, o Ministério da Educação prevê oferecer incentivo para que façam o Revalida, teste que permite a validação do diploma de instituição de outro país para atuação no Brasil. Os médicos com residência em Família e Comunidade terão pontuação adicional de 10% para a seleção do programa. Fonte: G1
- Polícia Federal ouve ex-ministro do GSI, e Cappelli promete ‘faxina’ no órgão
A Polícia Federal ouviu na manhã desta sexta-feira, 21, o general da reserva Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe doGabinete de Segurança Institucional (GSI), sobre as imagens do Palácio do Planalto do dia 8 de janeiro, divulgadas na última quarta-feira, 19. Nos vídeos, aos quais a Jovem Pan também teve acesso, o militar parece transitando entre os manifestantes no terceiro andar do edifício no momento em que o prédio público era depredado e objetos de valor destruídos. O comparecimento do ex-ministro à Superintendência da Polícia Federal em Brasília estava previsto para a segunda-feira 24, mas foi antecipado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento de Gonçalves Dias à PF durou cerca de 4,5 horas. O comandante usou acesso aos fundos do prédio da corporação, em Brasília, e não conversou com jornalistas. Ele estava acompanhando de seu advogado. Como a Jovem Pan mostrou, o general Gonçalves Dias pediu demissão após a exposição das imagens. Para ocupar o cargo interinamente, o governo anunciou o nome de Ricardo Cappelli, até então o número dois do ministro da Justiça, Flávio Dino, e que exerceu a função de interventor na segurança pública do Distrito Federal após os atos de 8 de Janeiro. Em post publicado nas redes sociais nesta sexta-feira, 21, Cappelli informou que irá seguir ao longo do dia com reuniões no GSI, dando continuidade no trabalho encomendado a ele pelo presidente Lula para que identifique os militares do GSI que possam ter envolvimento com os atos de 8 de janeiro e acelerar a sindicância interna em curso. Conforme antecipado pelo colunista Claudio Dantas ontem à noite, Lula convidou o general da reserva Marco Antonio Amaro dos Santos para assumir o GSI após o trabalho de Cappelli. O militar, que é crítico à divisão da segurança presidencial com a Polícia Federal, ainda não respondeu. JovemPan
- Sul de Minas tem 24 vagas de empregos para pessoas com deficiência; saiba quais são
O Sul de Minas tem 24 vagas de emprego disponíveis para pessoas com deficiência. Os dados são do Sistema Nacional de Empregos (Sine) desta segunda-feira (24). Todas as oportunidades podem ser consultadas pela internet, no Portal Emprega Brasil. Se você procura por atendimento presencial, é necessário fazer agendamento on-line. Saiba mais sobre as oportunidades: De 24 vagas, 15 são para motorista de ônibus rodoviário. Pouso Alegre (17) e Itajubá (3) são as cidades que mais possuem oportunidades em aberto, somando 20 juntas. Onde você quer trabalhar? A relação de cargos está distribuída nas cidades a seguir. Clique no nome do município escolhido para ver a lista de oportunidades. Pouso Alegre Itajubá Passos São Lourenço Boa Esperança Pouso Alegre (17 vagas): Em Pouso Alegre, a candidatura pode ser feita na Avenida Doutor João Beraldo, 242, no Centro. O horário é das 8h às 17h. Motorista de ônibus rodoviário Auxiliar de escritório Vigia Itajubá (3 vagas): Em Itajubá, o atendimento é na Avenida Prof. Ivan dos Santos Pereira, 47 (próximo à ponte da APAE), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Auxiliar de escritório Faxineiro Passos (2 vagas): Em Passos, as vagas podem ser conferidas na Rua dos Engenheiros, 199, no Centro. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Auxiliar de escritório Trabalhador da manutenção de edificações São Lourenço (1 vaga): Em São Lourenço, o endereço do Sine é Rua Cel. José Justino, 429. O atendimento é realizado das 8h às 17h. Embalador a mão Boa Esperança (1 vaga): Em Boa Esperança, o Sine fica na Rua Marília de Dirceu, 749, no bairro Santa Rita, com atendimento ao público das 8h às 16h. Embalador a mão Clique aqui para ver todas as vagas disponíveis. Voltar para lista Fonte: G1
- Salário milionário e casa nova na China: a rotina de Dilma nos Brics
Sete anos após ter sido afastada da Presidência, Dilma Rousseff irá comandar o Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), instituição financeira criada em 2014 pelos Brics — o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Ela tomará posse no dia 29, durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China. Dilma deve ganhar cerca de US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) por ano à frente da instituição, equivalente ao valor pago pelo Banco Mundial. Procurado, o NDB não se manifestou. O último relatório publicado não revela a remuneração, mas indica que o presidente e os cinco vice-presidentes receberam ao longo de um ano US$ 4 milhões. Moradia em Xangai e benefícios A sede do banco fica num prédio em Xangai, onde Dilma passará a morar e a despachar no novo e moderno edifício construído para abrigar o NDB, inaugurado em 2021. A cidade é um centro financeiro global. Ela trabalhará num gabinete com vista para a metrópole, maior cidade chinesa, e receberá remuneração no mesmo patamar de outros bancos multilaterais, conforme executivos da instituição. O banco oferece aos empregados uma série de benefícios, como assistência médica, educacional para filhos, auxílio viagem para o país de origem, subsídios para mudança em caso de contratação e desligamento, e transporte aéreo. Em Xangai, cargos de chefia têm salário mínimo de US$ 188 mil por ano, como base. Como funcionou a eleição O conselho de governadores do banco, formado pelos ministros da Fazenda dos países fundadores do NDB, mais os representantes dos quatro novos integrantes (Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Egito e Uruguai), se reuniu por videoconferência e votou a indicação de Dilma em reunião interna. Dilma foi sabatinada pelas autoridades estrangeiras ao longo deste mês, depois que o NDB comunicou o início da troca de comando. A ex-presidente era candidata única, escolhida por Lula, e ficará no cargo para completar o mandato brasileiro, até julho de 2025. Os presidentes da instituição costumam ser eleitos por unanimidade. Dilma substituirá o diplomata e economista Marcos Troyjo, ex-integrante da equipe do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Ele foi o primeiro brasileiro a comandar o NDB, tendo recebido a presidência de um indiano. O mandato é rotativo. A saída de Troyjo ocorreu de comum acordo com o governo Lula. Nos bastidores, a justificativa foi uma divergência de visões sobre os objetivos do Brics e de posição política. A visita de Lula a Xangai tem como principal objetivo participar da posse de Dilma no banco dos Brics. A eleição marca o retorno de Dilma a um cargo público, após ter sido destituída pelo Congresso Nacional. Dilma não voltou a ocupar cargos políticos e passou apenas a participar de palestras, debates e discussões acadêmicas e partidárias. O que é o banco dos Brics O banco dos Brics foi criado após reunião de cúpula dos chefes de Estado, realizada em Fortaleza, em 2014, durante o mandato de Dilma como presidente. Uma das intenções era ampliar fontes de empréstimos e fazer um contraponto ao sistema financeiro e instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Atualmente, a carteira de investimentos é da ordem de US$ 33 bilhões. Durante mandato de Troyjo, o banco ampliou os financiamentos para o Brasil, que estava entre os menos contemplados nos primeiros anos de funcionamento, inaugurou escritórios em São Paulo e na Índia e deu início ao processo de expansão, com entrada de quatro países como sócios. Mais quatro negociam adesão. Os cinco fundadores completaram o pagamento das cotas do capital inicial de US$ 10 bilhões. Os financiamentos focam em projetos de infraestrutura e sustentabilidade. O Brasil ficou com US$ 621 milhões de 2015, quando começou a operar, até 2019. Desde então, a participação nos empréstimos saltou para US$ 5,4 bilhões. UOL notícias
- Desmatamento na Amazônia registra o segundo pior trimestre desde 2008
O desmatamento na Amazônia triplicou no mês de março de 2023, encerrando o primeiro trimestre do ano com a segunda maior área desmatada em pelo menos 16 anos. Os dados foram levantados pelo Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia. Uma área de quase 350 km² foi desmatada na Amazônia Legal em março, o que representa um salto de 180% em comparação ao mesmo período do ano passado. No trimestre foram desmatados 867 km² da mata nativa. A área é equivalente à perda de quase mil campos de futebol por dia. O recorde anterior de destruição trimestral ocorreu em 2021, quando foram derrubados mais de mil km² de floresta nativa. Oito dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal apresentaram aumento no desmatamento em março. A exceção é o Estado do Amapá. O levantamento ainda aponta que, em março, as áreas de preservação ambiental, Triunfo do Xingu e do Tapajós, no Pará, foram as unidades mais destruídas na Amazônia. Segundo o levantamento, o cenário aponta necessidade de medidas de urgência. JovemPan
- À PF, ex-ministro do GSI diz que não teve influência nos atos de 8 de Janeiro: ‘Confio na Justiça'
Em depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira, 21, o general da reserva Marco Gonçalves Dias, ex-ministro doGabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou que não teve nenhuma responsabilidade nos atos do dia 8 de janeiro, em Brasília. Em nota publicada após o depoimento, o general disse que vê sua convocação como oportunidade de se defender das acusações de que teria sido omisso nos ataques à sede do Executivo. “Uma grande oportunidade de esclarecer os fatos que têm sido explorados na imprensa”, afirmou. “Confio na investigação e na Justiça, que apontarão que eu não tenho qualquer responsabilidade, seja omissiva ou comissiva, nos fatos do dia 8 de janeiro”, disse o general. Por mais de cinco horas, o general da reserva prestou esclarecimentos aos agentes da PF no inquérito que investiga as manifestações e sobre as imagens do circuito interno do Palácio do Planalto, onde ele aparece circulando no terceiro andar do prédio entre manifestantes. Logo após a divulgação dos vídeos, na última quarta-feira, 19, Dias pediu demissão do cargo. O ex-chefe do GSI chegou à sede da Polícia Federal por volta das 9h e deixou o local perto de 13h30. Ele acessou e deixou o prédio pelo subsolo, sem falar com a imprensa que o aguardava do lado de fora. JovemPan
- MP-RJ inclui nova acusação no processo contra madrasta acusada de envenenar enteados
A madrasta Cintia Mariano Cabral, acusada de matar uma enteada e tentar mata outro, teve mais uma denúncia incluída contra ela na Justiça pelo Ministério Públicodo Rio de Janeiro. Fernanda Cabral passou mal depois de almoçar na casa de Cintia. Ela foi rapidamente encaminhada ao hospital de Realengo, na zona norte da capital fluminense, onde ficou internada por alguns dias, mas não resistiu e morreu. Poucos dias depois, o irmão dela, Bruno Cabral, de 16 anos, também após almoçar na casa de Cintia passou mal e foi encaminhado ao mesmo hospital, com os mesmos sintomas. Entretanto, ele conseguiu sobreviver. A polícia segue investigando o caso, mas já não tem dúvidas de que ambos foram envenenados por Cíntia Cabral. A motivação seria o ciúme que ela teria dos enteados pelo companheiro. Na próxima semana, mais testemunhas devem ser ouvidas a respeito do caso, que já completou um ano. O próximo julgamento deve acontecer nas próximas semanas. O Ministério Público, juntamente com a Polícia Civil, seguem acompanhando. JovemPan
- Explosão atinge ao menos 10 apartamentos em condomínio em Campos do Jordão
Uma explosão ambiental ‘GLP’ atingiu ao menos 10 apartamentos em um condomínio em Campos do Jordão, São Paulo, neste sábado, 22, informou o corpo de bombeiros, acrescentando que seis viaturas estão no atendimento e que há três vítimas leves, uma grave que foi socorrida pelo SAMU. A Jovem Pan entrou em contato com o corpo de bombeiros para saber mais informações sobre o ocorrido, mas até a publicação dessa matéria não teve retorno. Nas redes sociais, circulam vídeos e imagens que mostram o momento do acidente e o estado que ficou o condomínio atingido. JovemPan
- ‘Não há clareza sobre o perfil e as propostas do governo Lula’, critica João Doria
Nesta segunda-feira, 24, o ex-governador de São Paulo, João Doria, foi o entrevistado do Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, onde analisou o começo da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente da presidência da República. Para o empresário, o clima ainda é de incertezas, principalmente no campo econômico: “Estamos com praticamente 120 dias de governo e ainda não há clareza sobre o perfil e as propostas do governo Lula para este mandato. Existe um esforço grande do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem dialogado bem com setores produtivos, não só em São Paulo, mas em todo o país. A ministra Simone Tebet também. Houve uma evolução positiva na questão ambiental. O Brasil caminhava para trás no tema meio ambiente e hoje já há uma atmosfera melhor. Isso ajuda positivamente em decisões de investimentos. Mas ainda falta um projeto de governo, não está claro qual é esse projeto. Espero que, ao longo dos próximos dias, haja menos embates e mais clareza nas postulações, propostas e um compromisso mais pacificador”. Recém chegado da conferência do Grupo Lide, em Londres, Doria afirmou que um dos temas mais comentados do evento foi o embate entre Lula e o Banco Central a respeito da taxa Selic e como a sua redução depende da aprovação do arcabouço fiscal: “O principal tema foi taxa de juros. Há um reconhecimento de todos de que a taxa de juros é elevada. 13,75% é uma taxa elevadíssima. Mas houve também um consenso de que o conflito, o emparedamento e disputa política em torno de um tema técnico não é saudável para o Brasil. A defesa feita por Roberto Campos Neto foi fundamentada em aspectos técnicos e não aspectos políticos. Para que tecnicamente a taxa de juros possa ser reduzida com segurança, não por um ato político, mas por um ato técnico e de longa duração, é preciso que tenha o arcabouço fiscal com equilíbrio fiscal claramente colocado e projetado por um longo período (…) Mas é preciso colocar claramente e objetivamente qual o limite dos gastos públicos”. “Não se pode gastar indefinidamente. O aumento da arrecadação é possível? É. Existem várias plataformas de serviços no Brasil que não arrecadam impostos. Esse é um ponto positivo para o aumento da arrecadação, sem necessariamente aumentar o ônus daqueles que já pagam muitos impostos. É preciso também melhorar a fiscalização para reduzir a sonegação fiscal no Brasil. Ou seja, um ambiente de comprometimento técnico e político. E não um ambiente de confronto entre o técnico e o político”, analisou. A respeito da tramitação da reforma tributária, o empresário acredita que o clima é favorável politicamente para a sua aprovação, apesar de certas questões que devem ser corrigidas e tratadas: “Há um clima de dúvida em relação à reforma tributária (…) Há um bom relator, o deputado Agnaldo Ribeiro, extremamente equilibrado, um bom dialogador e tem se assessorado bem para preparar a relatoria dessa PEC 45, elaborada pelo Ministério da Fazenda com a equipe liderada pelo Bernard Appy. Eu confio que há um sentimento de necessidade e uma necessidade imediata. Governadores também se manifestaram nesse sentido, ou seja, é importante que a reforma tributária aconteça. Há tempos atrás, provavelmente muitos governadores diriam que não é o momento da reforma tributária. Agora há quase um consenso de que é preciso fazê-la. Evidentemente, com bastante diálogo”. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo. JovemPan
- MST desocupa área da Embrapa, mas promete voltar caso governo não cumpra promessas
Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) concluíram o processo de desocupação de um terreno da Embrapa Semiárido, em região localizada a 712 km de Recife, chamada de Petrolina, desde o fim do último sábado. No total, cerca de 600 famílias deixaram o local após invasão realizada numa ação conjunta chamada de ‘Abril Vermelho’, em que o grupo social passou a realizar marchas, ocupações e vigílias a fim de reivindicar a realização de uma reforma agrária no país. A saída dos militantes passou a ocorrer de maneira gradativa após reunião entre líderes do MST com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Aos manifestantes, o governo federal prometeu realizar um levantamento e mapear as famílias acampadas, a fim de comprar cinco propriedades na região para o assentamento de todos, bem como o envio de lonas e cestas básicas para aqueles que seguem na espera de uma reforma agrária. Mesmo com as negociações, membros da Esplanada passaram a expor o receio da onda de invasões diminuir o capital político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de desgaste com a sociedade civil. Há um temor de que a avaliação do governo aumente de maneira negativa, principalmente aos olhos do agronegócio, bem como atrase a tramitação de projetos no Congresso Nacional. Na última sexta-feira, 21, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, voltou a criticar as ocupações e invasões que o MST promove em fazendas e propriedades rurais. De acordo com o político, há “outras formas de lutar” e reivindicar os direitos sem que a promoção de uma ocupação ocorra. Discordo de qualquer tipo de invasão de áreas produtivas, sobretudo áreas em que estão se desenvolvendo pesquisas, como forma de luta. Acredito que o MST e outros movimentos disponham de outras formas de luta, que podem conquistar ainda mais a sociedade para causas importantes como reforma agrária, agricultura familiar e produção de alimentos no nosso país”, pontuou. Na última semana, os líderes do MST passaram a ocupar espaços públicos. O grupo invadiu ao menos nove fazendas – sendo oito delas no estado de Pernambuco, consideradas latifúndios improdutivos pelo movimento – e sete sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Minas Gerais, Alagoas, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Sob o nome de Jornada Nacional de Luta pela Terra e pela Reforma Agrária, os manifestantes prometeram realizar vigílias para “trazer para o centro da luta política a questão do acesso à terra. Através de publicação no site oficial do grupo, o diretor nacional do movimento, Ceres Hadich, afirmou que o Brasil é o “país do latifúndio, com maior índice de concentração de terras” e declarou que a reforma agrária é uma “dívida histórica com os povos do campo”. Ao explicar as invasões às sedes do Incra, Hadich explicou que busca uma sinalização do governo de que o Planalto irá atender as demandas das famílias acampadas. “Queremos que o Ministério do Desenvolvimento Agrário apresente medidas concretas e um cronograma de ações para os quatro anos”, disse. Já o Embrapa Semiárido divulgou uma nota em que classificou as terras como “patrimônio do governo brasileiro”. “Neste momento, a invasão à área da Embrapa já está trazendo danos à condução de seus trabalhos e ao planejamento da execução de projetos e ações de pesquisa, que incluem parceiros com quem temos estabelecido avanços de cooperação que repercutirão em resultados de alto potencial de adoção junto aos produtores do Semiárido”, pontua trecho do posicionamento. JovemPan
- Planalto aposta em Lira como ‘fiador’ do novo arcabouço fiscal para avançar com ‘cartão de visitas’
A entrega formal do novo arcabouço fiscalpelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional na última terça-feira, 18, marca um novo capítulo da política brasileira e começa a dar seus primeiros reflexos na economia do país. Elaborado pelo Ministério da Fazenda, a matéria vai substituir a Emenda Constitucional do teto de gastos, em vigor desde 2016, quando foi aprovada na gestão do então presidente Michel Temer (MDB). Entre os principais pontos, o texto propõe mudanças efetivas para os gastos públicos nos próximos cinco anos, como a regra para que as despesas não cresçam acima de 70% do crescimento da receita primária do ano anterior. Ainda que caiba análise, discussão e aprovação do Legislativo Federal, economistas já apontam os resultados do arcabouço para a população e analistas do mercado financeiro acompanham os impactos na Bolsa de Valores e na variação cambial. Na prática, no entanto, a formalização do conjunto de regras fiscais do país traz, sobretudo, instantâneos reflexos políticos, que deságuam na dinâmica do Congresso e no jogo político. Se para o mercado financeiro o texto indica o caminho econômico a ser trilhado pelo ministro Fernando Haddad (PT) à frente da pasta da Fazenda, politicamente o arcabouço representa, efetivamente, o “cartão de visitas” do governo Lula 3 no Congresso Nacional. Em outras palavras, a entrega da proposta é o pontapé inicial do governo depois de mais de 100 dias de gestão. Mais do que isso, será o primeiro grande teste para o Planalto, em um momento em que a articulação política patina e não há uma base sólida no Parlamento. “Certamente, a aprovação do marco fiscal deverá melhorar a relação do presidente com diversos partidos e, sobretudo, com os partidos que são do Centrão e acabam dividindo opiniões entre apoio ao Lula e resgate de posturas bolsonaritas”, explica o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Do ponto de vista do Congresso, a chegada do Projeto de Lei Complementar (PLP) da nova regra fiscal também impõe um novo capítulo. Isso porque, desde o início da 57ª legislatura de deputados e senadores da República, nenhuma votação relacionada à gestão Lula 3 aconteceu, nem mesmo das medidas provisórias (MPs) que viabilizam a formatação atual dos ministérios e dão vida aos principais programas do eixo social do Planalto, como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, por exemplo. Com prazo de vida de 120 dias, os textos se tornam coadjuvantes em meio à disputa entre os presidentes Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que travavam uma queda de braço sobre o modelo de tramitação ideal. Coube ao governo propor uma saída alternativa, no caso, a de transformar medidas provisórias em projetos de lei de urgência, evitando o fiasco que representaria a perda de validade das matérias. Ou seja: que elas caducassem nas gavetas do Congresso. A materialização de uma proposta de peso do governo, como o marco fiscal, considerada a principal pauta do primeiro semestre de 2023, abre caminho ainda para que um outro impasse seja testado: a capacidade do Executivo de articular votos. Ao site da Jovem Pan, parlamentares da oposição afirmaram que haverá obstrução no Legislativo enquanto o Planalto “não cumprir com a sua palavra com os conservadores”. Isto é, definir o encaminhamento sobre pautas de costumes (como a questão das armas), que estão “pulando pelos ministérios através de portarias e decretos”, afirma o deputado federal Marco Feliciano (PL-SP). “Com a articulação atual do governo? Não caminha. Enquanto o Senado não criar a CPMI do 8 de Janeiro e o governo articular melhor, não será aprovado”, disse o parlamentar. Questionado se haverá obstrução, ele reforça: “Não tenha dúvidas”. Também à reportagem, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) descarta um ambiente fácil para o avanço do governo. “Hoje, se colocar em votação uma lei ordinária, não passa. Não acredito que em 2023 vai haver reforma tributária ou aprovação do arcabouço, porque eles têm que ter votos. Duvido que os 100 deputados federais do PL vão votar. É bom para o Brasil? Sim, mas não sem discussão, um grupo fechado do governo vai jogar ao plenário? Ninguém vai aceitar isso”, afirmou. O Palácio do Planalto rejeita a tese apresentada pela oposição. Com a eclosão da crise envolvendo o agora ex-ministro do Gabinete de Segurança de Institucional (GSI) Gonçalves Dias, é dada como certa a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos de 8 de janeiro. Apesar da pressão do Congresso e da constatação de que a CPMI exigirá esforços do governo federal, o ministro Alexandre Padilha, responsável pela articulação política, tem dito que a investigação parlamentar não irá paralisar o que ele chama de “agenda positiva” da gestão. Mais do que isso, parlamentares da base aliada apostam no protagonismo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para aprovar o novo arcabouço fiscal com certa facilidade. Lira, inclusive, já emitiu sinais de que será o grande fiador da proposta. Em entrevista coletiva no início da semana, o cacique do Centrão disse que a matéria, “por obrigação”, será aprovada com “mais de 308 votos”. O novo arcabouço precisa de 257 votos para ser aprovada. Para analistas ouvidos pela Jovem Pan, “o jogo está organizado”. “Houve uma costura grande com o Congresso e as lideranças. A coisa está mais ou menos aliada e não deve fugir muito. Por mais que seja um teste, o marco fiscal em si está organizado internamente”, afirma o cientista político Leonardo Paz Neves, professor de Relações Internacionais do Ibmec RJ. Ele aponta que o meio de campo entre Legislativo e Executivo foi chefiado, sobretudo, por Fernando Haddad, que “fez um bom trabalho de casa”, negociando com líderes da Câmara e Senado e apresentando um texto pré-aprovado pela opinião pública e pelos congressistas. “Agora, é votar. Lira já falou que vota agora em maio, na segunda semana de maio. Sem dúvida, o Lula estando aqui ele pode ligar e pressionar com mais facilidade, mas está alinhado e não vamos encontrar grandes surpresa”, acrescenta. “Nós vamos tratar com muita transparência, debate amplo, discussão franca e com a tranquilidade de que esse texto deve ter, por obrigação, mais de 308 votos pelo menos (…) Nossa confiança é plena de que nós teremos um bom resultado”, disse Lira, que promete dedicação “de corpo e alma”. Na prática, para tornar essa aprovação viável, o governo terá que agradar os dois “superblocos” liderados pelo tradicional Centrão. Na visão do cientista político Paulo Niccoli Ramirez, os blocões irão entrega o apoio e, consequentemente, a governabilidade necessária ao Planalto. Resta saber qual o custo desses acordos. “Dentro do Congresso há uma batalha por protagonismo, significa dizer que haverá o retorno da política do ‘toma lá, dá cá’. Dois centrões disputando mais ministérios, cargos de confiança e indicações. Lula vai ter que manobrar e ampliar a troca de favores com o Congresso, o que nem sempre é um bom negócio”, acrescenta. O jogo político começou. JovemPan
- Governo muda discurso para encarar CPMI do 8 de Janeiro, mas demora joga contra Lula e seus aliados
Após meses de impasses e tentativas de obstruções, o requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do8 de Janeiroserá lido na semana que está para se iniciar, em sessão conjunta doCongresso Nacional marcada para a quarta-feira, 26. A etapa regimental, seguida pela escolha dos membros titulares — obedecendo a regra da proporcionalidade dos partidos —, e a instalação efetiva do colegiado vão representar o início de um processo que pode culminar na responsabilização de agentes públicos e impactar a imagem da opinião pública sobre ogoverno Lula 3, especialmente quanto à transparência do Palácio do Planalto no que diz respeito os atos de vandalismo e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, que marcam o episódio conhecido como 8 de Janeiro. Ainda que, agora, líderes governistas apoiem a criação da comissão composta por deputados e senadores, os resultados podem fugir às expectativas do Executivo e, mais adiante, trazer até mesmo impactos nas próximas eleições municipais. O primeiro pedido para a criação de uma comissão sobre o episódio da invasão dos Três Poderes foi apresentado pela senadora Soraya Thronicke (União-MS), ainda no mês de janeiro. No total, o requerimento da parlamentar chegou a somar 42 assinaturas de membros da Casa Baixa, número superior ao exigido para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na época, conhecida como CPI dos Atos Antidemocráticos. Porém, com o início da 57ª legislatura, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), solicitou que os senadores ratificassem o apoio ao texto, o que não ocorreu em sua maioria. Em uma manobra articulada por lideranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinaturas foram retiradas, e a CPI acabou perdendo força. Diante deste cenário, parlamentares da oposição concentraram esforços para a abertura da CPMI, reunindo um total de 192 deputados e 37 senadores. Mesmo com um número de assinaturas acima do necessário, o requerimento ainda não foi lido em plenário, sendo alvo de muitos acordos pela base de Lula. Ainda que membros do primeiro escalão do governo tenham condenado os ataques a Brasília, o apoio formal à instalação da CPMI do 8 de Janeiro — bem como o fim das tentativas de obstrução — aconteceu apenas nesta última semana. A mudança de postura se deu após o vazamento de vídeos que mostram o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias no interior do Palácio do Planalto durante a invasão do prédio. Com a repercussão do caso, o militar pediu demissão do cargo e lideranças de Lula passaram a endossar a necessidade de uma investigação para “descobrir a fundo” quem esteve por trás da “barbárie do 8 de Janeiro”. “Queremos [a CPMI] porque no dia 8 de janeiro tivemos três vítimas: a República, a democracia e o atual governo. Não fomos os algozes, mas as vítimas”, afirmou o líder da situação no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), no plenário do Senado. O tom do discurso do braço direito de Lula segue o mesmo entendimento de outros governistas e tem como foco esclarecer à opinião pública a presença de Dias no palácio, bem como provar que o Executivo não tinha informações privilegiadas sobre os atos (coordenados, segundo a esquerda, por bolsonaristas). A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal Gleisi Hoffmann, também endossa o coro pró-investigações e afirma que os agentes do GSI filmados “colaborando com os invasores” eram da equipe do general Augusto Heleno, ministro do governo Bolsonaro. “Não adianta vir com armação. Invasores, terroristas e golpistas eram todos da turma de Bolsonaro. Vão pagar por seus crimes”, disse em publicação no Twitter. Como a Jovem Pan mostrou, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), também manifestou posição semelhante, defendo uma apuração “ampla, geral e irrestrita, doa a quem doer”. “Ninguém mais do que o governo quer investigar [os atos de 8 de janeiro]. (…) Foi o nosso governo que agiu, deu celeridade, uniu o país e os Poderes para enfrentar uma tentativa de golpe”, afirmou Guimarães, na última quarta-feira, 19. Sobre as imagens do agora ex-ministro do GSI de Lula, o líder do governo disse que é “retrato de como os bolsonaristas agiram” e afirmou que o general da reserva estava cercado por pessoas “que fizeram essa ação na tentativa de incriminá-lo”. “O país sabe que quem patrocinou os atos de vandalismo foram eles”, completou. Apesar do apoio de governistas à CPMI, a avaliação é que o momento para a criação de uma comissão de inquérito que possa envolver membros do governo Lula 3 não poderia ser pior. Ainda que lideranças apontem para defesa do colegiado, na prática, a instalação pode “complicar a relação de Lula com o Congresso”, em meio às derrapadas do Executivo para a formação de uma base e às vésperas de votações essenciais para a agenda do governo — como o marco fiscal. O cientista político Paulo Niccoli Ramirez, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), explica ao site da Jovem Pan que a abertura da comissão pode representar dois grandes desfechos políticos: sucesso do governo frente à população, com êxito na defesa da inocência dos membros do Executivo, ou ampliação da oposição no Legislativo, marcada sobretudo pelas lideranças pró-militares e forças policiais. “A ascensão dessa CPMI pode trazer algumas complicações e manchar, inclusive, o andamento e aprovação do arcabouço fiscal. No entanto, a comissão do 8 de Janeiro pode também alavancar a imagem de Lula perante a opinião pública, como também dificultar, daqui para a frente, outros projetos defendidos pelo Planalto”, pondera Ramirez. O cientista político reforça que a instalação da comissão do 8 de Janeiro, ainda que agora com apoio da base lulista, não é recomendada, especialmente no contexto atual, em que o governo não teve a aprovação de nenhum grande projeto. Entretanto, prevendo possíveis desdobramentos do colegiado, o especialista pondera que ambos os lados devem usar a futura comissão como palanque, em uma antecipação da disputa das eleições municipais de 2024. Segundo ele, embora não seja possível vislumbrar impactos do colegiado para uma próxima corrida presidencial, nas eleições municipais os reflexos já são esperados. Um cenário que pode favorecer a ala pró-Lula ou minar futuras candidaturas da esquerda. “Para a campanha municipal, claro, vai ter algum impacto, mesmo porque esse debate deve se estender, pelo menos, até o final deste ano e início de 2024, até ser julgado por completo os responsáveis. Essas investigações e os resultados vão permear o debate político até ano que vem”, acrescenta. Politicamente falando, ainda que para o governo a instalação do colegiado represente uma pedra no sapato do governo Lula 3 em um momento pouco favorável, há quem defenda o princípio republicano da comissão, bem como a sua criação. À reportagem, o cientista político José Niemeyer, também coordenador do curso de relações internacionais no Ibmec RJ, entende como “importante e com perfil republicano” a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o 8 de Janeiro. Por mais que o momento de criação do colegiado não seja o mais favorável ao governo, o cientista vê margem para que a CPMI funcione como um bom termômetro para o Executivo. “O bloco formado por Arthur Lira, com 170 deputados, e o liderado pelo MDB, que tem 123 deputados, mostrou que temos um centro alargado no Congresso Nacional, que antes chamavam de Centrão. Então, pode ser um momento bom para testar se o governo Lula consegue manter uma agenda governamental”, comentou. Niemeyer pondera ainda que a base governista deve controlar a comissão, ainda que a autoria do requerimento tenha partido da oposição. Com isso, é esperado que as lideranças de Lula ocupem mais assentos no colegiado e o andamento da CPMI acompanhe os interesses da maioria, como visto na CPI da Covid-19. “Esse controle político [pela ala pró-Planalto] também é correto, regimental e faz parte do processo de instalação. É compreensível. O governo terá a maioria na comissão e uma minoria barulhenta da oposição, o que também é correto”, pondera. Sobre o que aconteceu no 8 de Janeiro, Niemeyer entende que a presença do então ministro do GSI e de outros militares deve ser esclarecida: “E a CPMI serve para isso”, diz. “Se o governo tem alguma participação nisso, é muito grave e assim tem que ser investigado e tem que ser explicado. E tem que ser explicado em uma Comissão Parlamentar de Inquérito, esse é o instrumento democrático e republicano para investigar processos que envolvam governo, oposição e a política brasileira”, conclui. O que diz a oposição? Com o agregado apoio da base lulista à leitura do requerimento para a instalação da CPMI do 8 de Janeiro, lideranças do Palácio do Planalto negociam maior protagonismo dos governistas no colegiado. Membros da oposição ouvidos pela reportagem afirmam que há movimentações para que o relator e presidente da comissão sejam aliados de Lula, o que, na prática, representaria uma vantagem do Executivo para o andamento das investigações. O cenário, no entanto, desagrada. Líder da oposição no Senado e ex-ministro do governo Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) critica a tentativa do governo de comandar a comissão. “Eles passaram todos esses meses resistindo à abertura da CPMI e, no momento em que eles enxergam que não vão conseguir impedir a sua instalação, querem controlar a investigação de uma forma absolutamente antidemocrática”, pondera Marinho. Assim como ele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), um dos cotados pelo partido para assumir um assento no colegiado, alega que o Executivo “tenta abafar o caso” e defende que “a última pessoa a ser presidente e relatora desta CPMI deve ser uma governista”. As manifestações dos opositores contra o domínio da base governista da futura comissão ganham forças, sobretudo, após o vice-líder do governo, deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), indicar que a gestão petista ficará com a presidência e a relatoria do colegiado. De acordo com ele, os partidos que compõem a base de Lula “terão maioria” na comissão. “Essa história de o autor da CPMI ficar com relatoria ou presidência é só quando tem consenso. E nunca haveria consenso sobre o nome de André Fernandes“, disse o parlamentar. Em resposta, Fernandes afirmou que os petistas estão “se borrando de medo” da possibilidade dele assumir o comando do colegiado. “E não venham me dizer que sou suspeito, pois lembro-me bem que há dois anos o presidente do Senado, [Rodrigo] Pacheco, não aceitou interferência da Justiça, que alegava suspeição de Renan Calheiros na relatoria da CPI da Covid”, ponderou o deputado, alvo de um inquérito no STF por suposto envolvimento no 8 de Janeiro. Neste contexto, com manobras da gestão petista já em curso, a avaliação é que caberá aos opositores exercerem sua posição para evitar que o colegiado seja dominado pelos interesses pró-Lula. Da mesma forma, a última saída para os opositores se concentra nos presidentes das Casas Legislativas, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seguirem o regimento à risca. Ou seja: garantindo que a escolha dos membros para a CPMI do 8 de Janeiro respeite o princípio da proporcionalidade dos partidos. Nesse sentido, o deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) defende uma postura “responsável e técnica” dos opositores e questiona a recente defesa governistas pela instalação da comissão: “Querem se fazer de vítima? Querem fazer uma CPMI para inglês ver? Acham que irão manobrar os fatos? E sobretudo, fazer da CPMI uma cortina de fumaça, para cobrir o que de fato, até ontem, tentaram esconder? Pois passaremos tudo isso a limpo”, afirmou. À reportagem, ele admitiu que o governo tem “uma força política ‘bruta’” e está apostando nela encarar o colegiado, mas ponderou: “Na CPMI, tudo pode acontecer”. JovemPan


























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