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  • Atlético-MG conquista o tetracampeonato mineiro após 42 anos

    Minas Gerais tem dono. Neste domingo, 9, no Mineirão, o Atlético MG venceu o América-MG por 2 a 0, com dois gols de Hulk, e faturou o Estadual pela quarta vez consecutiva. Com isso, o time comandado por Eduardo Coudet chega ao 48º caneco mineiro. No primeiro confronto, realizado no último final de semana, no Independência, o Galo venceu o Coelho por 3 a 2. O Alvinegro havia conquistado o tetra pela última vez em 1981 — ainda se tornaria hexa, sua maior sequência de títulos, com os Campeonatos Mineiros de 1982 e 1983. Mais uma vez, o destaque atleticano foi Hulk, artilheiro do time, com 11 gols em 11 jogos, e que chega a seis conquistas com a camisa do Galo. Já o argentino o Eduardo Coudet conseguiu o seu primeiro caneco como treinador fora de sua terra-natal e ainda abafa a crise causada pelas declarações polêmicas após a derrota dos mineiros na estreia da Libertadores, para o Libertad. JovemPan

  • Dudu entra no top 3 de jogadores com mais taças pelo Palmeiras; veja ranking

    O atacante Dudu, é verdade, não começou a temporada 2023 com o pé direito e está rendendo abaixo do esperado no Palmeiras. O ídolo da torcida palmeirense, entretanto, atingiu uma marca expressiva neste domingo, 9, ao participar de maneira decisiva da goleada sobre o Água Santa, na decisão do Campeonato Paulista – o camisa 7 deu um drible espetacular no volante Thiaguinho, do time de Diadema, e cruzou na cabeça de Gabriel Menino, que marcou seu segundo gol na finalíssima. Com a conquista de mais um título Estadual pelo Verdão, o “Baixola” chegou ao top 3 de jogadores com mais taças na história do clube. Agora, já são 11 troféus obtidos com a camisa verde e branca. Contratado no início de 2015, Dudu participou de quase todos os momentos da nova era vitoriosa do clube – o atleta ficou um ano emprestado ao Al Duhail (Catar). Ao todo, o atacante tem três taças do Campeonato Brasileiro (2016, 2018 e 2022), três do Paulistão (2020, 2022 e 2023), duas da Libertadores da América (2020 e 2021), uma da Copa do Brasil (2015), outra da Recopa Sul-Americana (2022) e ainda a Supercopa do Brasil (2023). Assim, com mais um troféu para a coleção, o “Baixola” fica atrás apenas de Ademir da Guia e Junqueira, os dois maiores vencedores do Alviverde, com 12 títulos cada. Jogadores com mais conquistas pelo Palmeiras 1º) Ademir da Guia – 12 títulos 1º) Junqueira – 12 títulos 3º) Waldemar Fiume – 11 títulos 3º) Lima – 11 títulos 3º) Dudu (Eduardo Pereira Rodrigues) – 11 títulos 5º) Dudu (Olegário Tolói de Oliveira) – 10 títulos JovemPan

  • Abel Ferreira iguala Luxemburgo e se torna o segundo técnico com mais títulos no Palmeiras

    Abel Ferreira está mais perto de se tornar o treinador mais vitorioso da história do Palmeiras. Com o título do Campeonato Paulista 2023, conquistado neste domingo, 9, diante do Água Santa, o português chegou ao seu oitavo troféu à frente do clube. Agora, o lusitano deixa o uruguaio Ventura Cambon para trás, iguala Vanderlei Luxemburgo e fica atrás apenas de Oswaldo Brandão. Contratado pela diretoria palmeirense em outubro de 2020, o comandante tem no currículo duas taças da Libertadores da América (2020 e 2021) e outras duas do Estadual (2021 e 2023), além de Brasileirão (2022), Copa do Brasil (2020), Recopa Sul-Americana (2022) e Supercopa do Brasil (2023). Além dos títulos, Abel conquistou a torcida do Palmeiras com sua postura enérgica dentro e fora do campo. Na área técnica, não é raro vê-lo inflamado, discutindo com os árbitros. Quando sai do campo, dialoga com a torcida, incentiva a criação de músicas de arquibancada e cria bordões incorporados pela massa (“cabeça fria, coração quente”). A devoção rendeu a ele próprio uma canção feira pela Mancha Alviverde, principal organizada do Verdão: “Cabeça fria, coração quente, Abel Ferreira é palmeirense como a gente”. O hit estreou no Allianz Parque em 19 de março, durante a vitória sobre o Ituano por 1 a 0, pelas quartas de final do Paulistão. “Sou um deles desde que cheguei, sou palmeirense desde que cheguei”, agradeceu o treinador. “Mas sei que, aqui no Brasil, se você não ganha… O difícil é ganhar de forma consistente. Se nós pensarmos que o que está para trás vai nos garantir algo, estamos ferrados. Precisamos de mais, fazer melhor”, avisou. O vitorioso comandante português é admirado até por rivais, que creditam a ele o sucesso do Verdão de 2020 para cá. “Ninguém vai contratar o Abel”, perguntam-se corintianos, são-paulinos e santistas. Vinculado ao Palestra até o fim do ano que vem, Abel Ferreira já foi especulado em outros times, como o Chelsea. Até o momento, no entanto, ele segue como o treinador para a sequência da temporada. Para desespero dos adversários. Veja os técnicos com mais títulos da história do Palmeiras 1º) Oswaldo Brandão – 10 títulos 2º) Vanderlei Luxemburgo – 8 títulos 2º) Abel Ferreira – 8º títulos 4º) Ventura Cambon – 7 títulos 5º) Luiz Felipe Scolari – 6 títulos 6º) Humberto Cabelli – 4 títulos 7º) Ramón Platero – 3 títulos 8º) Armando Del Debbio – 2 títulos 8º) Mário Travaglini – 2 títulos JovemPan

  • Fluminense domina, goleia o Flamengo, e conquista o Campeonato Carioca

    Foi um massacre. O Fluminense não tomou conhecimento do Flamengo e venceu o rival por 4 a 1 na final do Campeonato Carioca neste domingo, 9, no Maracanã, e ficou com o bicampeonato. Os gols foram marcados por Cano (2), Marcelo e Alexsander marcaram para os campeões. Ayrton Lucas fez o gol de honra para o Flamengo. Foi o 33º do Tricolor das Laranjeiras, diminuindo a vantagem para o Rubro-Negro, que tem 35. Com o chocolate neste domingo de Páscoa, o Flamengo perdeu mais uma oportunidade de conquistar um título neste início de temporada. Anteriormente, o Rubro-Negro perdeu a Supercopa do Brasil, o Mundial de Clubes, onde foi eliminado na semifinal e ficou apenas com o terceiro lugar, a Recopa Sul-Americana, além da Taça Guanabara, quando perdeu para o próprio Fluminense. O revés revoltou os torcedores, que não esconderam a insatisfação e criticaram o elenco e, principalmente, o técnico Vítor Pereira. O Tricolor das Laranjeiras não contou com Fernando Diniz, expulso na derrota de 2 a 0 no primeiro confronto. Ainda sim, o time se saiu bem, e cumpriu o que havia sido feito nas partidas anteriores. Com um futebol envolvente, a equipe conseguiu reverter o placar e levar a taça pela segunda vez consecutiva contra o maior rival. Para dar um toque especial na conquista, Marcelo marcou um golaço, o primeiro com a camisa do seu time de coração. O Fluminense tomou conta do primeiro tempo. Em desvantagem no agregado, a equipe de Fernando Diniz foi pra cima do Flamengo e precisou somente de meia hora para acabar com a vantagem do rival. Marcelo abriu o placar aos 26 minutos, em um chute lindo de fora da área e agitou as arquibancadas do Maracanã. Foi o primeiro gol dele com a camisa Tricolor. Cinco minutos depois, Cano recebeu de Ganso, tirou de Santos, e marcou o segundo. O goleiro flamenguista ainda fez uma grande defesa na sequência e evitou o terceiro gol do rival. Nos minutos finais da primeira etapa, o Flamengo ficou mais com a posse, mas sem levar perigo. Na volta do intervalo, Vítor Pereira sacou Gabigol e colocou Everton Ribeiro. Também tirou Léo Pereira e colocou Matheus França. O Rubro-Negro até melhorou na partida e quase marcou com Cebolinha, de cabeça, obrigando Fábio a fazer uma grande defesa. Mas na sequência, o VAR viu um pênalti de Fabrício Bruno, após cobrança de escanteio para o Flu, confirmado pela arbitragem. Cano cobrou, Santos defendeu, mas o argentino aproveitou o rebote e anotou o terceiro. O placar dava o título ao Fluminense. O Flamengo ainda assustou com Matheus França, mas parou novamente em Fábio. Até que Alexsander aproveita o rebote de Santos e marca o quarto no Maracanã, complicado ainda mais a vida Rubro-Negra. Abatido, o Flamengo foi ao ataque, mas de maneira desorganizada pouco assustava. Os jogadores do Fluminense seguiram ajudando na marcação, como ofensivamente e dificultava as investidas do adversário. No fim da partida, o Tricolor segurou a onda, com direito a gritos de olé, e garantiu o título. Ayrton Lucas ainda diminuiu no fim da partida, mas não conseguiu mudar o cenário do jogo. JovemPan

  • Lei que obriga estabelecimentos a oferecer água de graça é analisada no STF

    A Lei “Água da Casa”, sancionada pelo então Prefeito Bruno Covas em 2020, que obriga a estabelecimentos a oferecer água gratuitamente está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). Proprietários de bares e restaurantes já se preocupam com o possível prejuízo que a medida pode trazer. O bar e restaurante Esquina do Fuad, localizado na região central de São Paulo preferiu se antecipar. No cardápio, as opções já estão indicadas. Só é cobrada a água da casa nas opções com acréscimo de gelo, por R$ 1,50, ou limão, por R$ 2. Lilian Sallum, proprietária do estabelecimento relata que, desde que optou por aderir à prática, ainda são poucos os clientes que incluem a água gratuita no pedido. “Foi mais ou menos em meados de 2021, assim que eu soube da Lei, coloquei no cardápio. Isso é uma prática pouco usada. Poucos clientes pedem a água da casa. E, no meu cardápio, ainda acrescentei a opção que, se o cliente pedir com gelo ou com limão, tem só um valor para acrescentar para pelo menos para pagar o gelo e o limão”, relata. Seja para acompanhar a entrada, consumir junto com bebidas alcoólicas ou finalizar a refeição, no bar e restaurante também é vendida a garrafa de água de 500 ml por R$ 6,90. O valor é importante para fechar as contas do estabelecimento, segundo a proprietária. “O consumo de água a cada dia tem crescido e o de suco de natural também. O refrigerante tem diminuído. Quase todo mundo pede água, mesmo que seja para acompanhar um vinho, ou às vezes a pessoa ingere uma bebida alcóolica mas também pede água. Então, nossa venda é bem significativa”, revela. Para Lilian, se aprovada, a obrigatoriedade deve trazer prejuízos. “Nós vendemos bebidas aqui e, principalmente a água, tem um grande valor agregado, onde lucratividade é boa. Se as pessoas deixarem de pedir bebidas, sucos ou refrigerantes para trocar pela água gratuita, a gente não vai ter só um impacto na conta de água na manutenção de filtro mas também sobre as vendas”, indica. A Lei “Água da Casa”, sancionada em 2020 pelo então prefeito Bruno Covas, determina que alguns estabelecimentos comerciais podem vender água mineral à vontade, mas também tem a obrigação de servir água filtrada de graça a quem pedir. A prática também deveria estar anunciada de forma clara nos cardápios A regra serviria apenas para bares, restaurantes, hotéis, padarias, lanchonetes e negócios do mesmo gênero. Na época, a lei que prevê penalidades desde advertência até multa de R$ 8 mil fixou o prazo de 365 dias para que os estabelecimentos se adaptassem. Em setembro de 2021, entrou em vigor. Ao mesmo tempo, um mês antes, a Confederação Nacional de Turismo entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de São Paulo, que acolheu o pedido e suspendeu a norma. A Procuradoria da Câmara Municipal de São Paulo apelou para o STF. JovemPan

  • Líderes de facções ligadas ao tráfico de drogas do Norte e Nordeste são presos no Rio de Janeiro

    Dez líderes de facções foram presos no Estado do Rio de Janeiro neste final de semana. O governador, Cláudio Castro, declarou em coletiva de imprensa que realizou um investimento superior a R$ 1 bilhão para que os profissionais da área da segurança possam ter melhores condições de trabalho nessas incursões que são realizadas nas comunidades e favelas. Recentemente, um homem morreu durante um conflito. Ele comandava o tráfico de drogas no Norte do país. Além dele, uma mulher foi presa com ligação ao tráfico de drogas no Nordeste. Há muitos anos, vários traficantes buscam o Rio de Janeiro para se esconder. As operações têm se intensificado, principalmente na Zona Oeste. Segundo a Polícia Militar e a Polícia Civil, recentemente um outro homem foi preso. Segundo as investigações, poderia ter relação com um assalto a um shopping de luxo na Barra da Tijuca. A Prefeitura do Rio de Janeiro tem ajudado nesse trabalho, assim como o governo do Estado, para que as ações possam continuar nessas comunidades e favelas e para que o número de crimes possa cair. JovemPan

  • Professora morre, e criança fica ferida após acidente em tobogã de parque em São Roque

    A professora Luciana Cerri morreu na manhã deste sábado, 8, e o filho dela, de sete anos, ficou ferido após sofrerem um acidente no tobogã de um parque do município turístico de São Roque, em São Paulo. Eles desciam no brinquedo, quando foram arremessados e bateram em uma grade de proteção. A professora foi socorrida no local, mas não resistiu aos ferimentos. Já a criança, que estava no colo da mãe, ficou ferida e foi levada para a Santa Casa da cidade, onde está internada. O Ski Park, onde o tobogã está instalado, comunicou o fechamento do parque neste fim de semana após o acidente. “Comunicamos aos nossos clientes que o Ski Park estará fechado por luto”, diz nota oficial. Até o momento não se sabe o motivo do acidente. O tobogã tem pistas individuais de 350 metros de extensão. A idade mínima para o brinquedo é acima de quatro anos, com o acompanhamento de um responsável. A Polícia Civil de São Roque investiga o caso. JovemPan

  • Justiça pede exclusão de 270 contas do Twitter com hashtags relacionadas a ataques contra escolas

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou neste sábado, 8, que a pasta pediu a exclusão de 270 contas do Twitter que veiculavam hashtags relacionadas a ataques contra escolas de todo o país. De acordo com o ministério, tanto conteúdos como autores estão sob investigação. Além disso, foram cumpridos também mandados de busca, com apreensão de sete armas e prisão de suspeito. Outra ação foi a solicitação feita para o TikTok, para que retire do ar duas contas que estavam transmitindo conteúdo que incitava medo nas famílias. O trabalho, que faz parte da Operação Escola Segura, foi realizado pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Nos últimos dias, o Brasil registrou dois ataques a escolas que resultaram em cinco mortes. O primeiro ocorreu no último dia 27, na Escola Estadual Thomazia Montoro, localizada na zona sul de São Paulo. Um adolescente, de 13 anos, invadiu a unidade escolar com uma faca e matou a professora Elizabeth Terreiro, de 71 anos, além de ter deixado outros quatro alunos feridos. Já em Blumenau, em Santa Catarina, um homem invadiu na última quarta-feira, 5, a creche Cantinho do Bom Pastor e matou quatro crianças com uma machadinha. Outras quatro pessoas ficaram feridas. JovemPan

  • São Paulo registra 225 km de congestionamento com a volta do feriado

    A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou na manhã desta segunda-feira, 10, pós-feriado de Páscoa um congestionamento de 225 quilômetros, segundo medição divulgada às 7h15, na cidade de São Paulo. A pior situação foi percebida na zona sul da capital paulista, onde há a concentração de 74 quilômetros de engarrafamento. Em seguida, a zona norte, com 52 quilômetros; zona leste, com 47 quilômetros; zona oeste, 45 quilômetros. O centro registra apenas 7 quilômetros de trânsido travado. O engarrafamento vem aumentando a medida em que o dia passa, já que, às 6h50 eram registrados no mesmo sistema 78 quilômetros de fluxo lento na capital paulista. Em relação ao aumento, a zona norte tem a maior elevação de uma medição para a outra, passando 5 quilômetros para 52. A lentidão total é a soma dos engarrafamentos registrados e é relacionado à volta de pessoas que saíram da cidade no feriado, em direção ao interior ou ao litoral, e retomam no dia de hoje. Apesar da situação, o fluxo é contínuo em diversas partes da cidade, como, por exemplo, a Marginal Pinheiros, sentido Tietê, onde não há paralisação, apenas fluxo intenso de veículos. A rodovia Fernão Dias também possui bom fluxo e está sem filas, bem como o sistema Anhanguera-Bandeirantes e o Anchieta-Imigrantes. Registram tráfego mais complicado a pista marginal da rodovia Presidente Dutra, no sentido Rio-São Paulo, do quilômetro 228 ao 230; Raposo Tavares, sentido capital, entre os quilômetros 34 e 36, também sentido capital; e rodovia Castello Branco, sentido leste, entre os quilômetros 13 e 15 da pista marginal; a pista expressa da Castello Branco também registra um ponto de trava entre os quilômetros 24 e 30. As pessoas que tentaram voltar para São Paulo neste domingo, 9, enfrentaram mais dificuldades, com diversas rodovias registrando pontos de fortes congestionamentos. Às 16h30, somente o sistema Anchieta-Imigrantes registrou mais 15 quilômetros de engarrafamento. JovemPan

  • Paes fala sobre necessidade de mudanças nos aeroportos do Rio: ‘Situação vai ficar muito ruim’

    O governo federal anunciou que elabora estudos para aumentar a movimentação no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. O maior terminal carioca de voos tem perdido espaço para o Santos Dumont, que só opera voos nacionais. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a redução de operações no aeroporto pode fazer com que o Estado do Rio de Janeiro perca R$ 4,5 bilhões por ano em ganhos com operações, preocupação para o governo carioca. “Se a gente deixa de ter um aeroporto internacional, com conexões internacionais, essa vocação, que é tão natural nossa, de cidade global, de capital do turismo do Brasil, de porta de entrada do Brasil, a situação vai ficar muito ruim. Não tem nada a ver com o Santos Dumont, que é um charme de aeroporto e superconfortável, mas tem que tem um limite de segurança e, quanto mais voo a gente coloca ali, mais voo internacional a gente perde no Galeão”, disse o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD), em um vídeo publicado em suas redes sociais no final de semana (veja abaixo). Para mudar a realidade, o aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, vai receber menos passageiros. Só no ano passado, foram mais de dez milhões de voos operados pelo terminal. Uma das alternativas para a Secretaria de Aviação Civil, subordinada ao Ministério de Portos e Aeroportos, é migrar rotas que sobrecarregam o Santos Dumont para o Galeão, que hoje só tem voos internacionais e rotas em horários menos atrativos. JovemPan

  • Governo Lula patina na construção de base e vê agenda paralisada por crise das MPs; lideranças temem

    O terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva completará 100 dias na segunda-feira, 10. Neste período, que costuma servir de parâmetro para uma espécie de cartão de visitas da gestão, o governo e suas lideranças enfrentaram – e ainda enfrentam – dificuldades para formar uma base sólida e robusta no Congresso Nacional. Mais do que isso, o Planalto patina na missão de impor sua agenda. Isto se torna evidente, por exemplo, na crise das medidas provisórias (MPs). Embora o impasse tenha como pano de fundo uma disputa explícita entre os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o Executivo federal foi arrastado para o centro do imbróglio, à medida que 12 MPs aguardam o aval dos congressistas e correm o risco de caducar, ou seja, perder a validade. Quando questionados sobre este cenário, os principais articuladores de Lula admitem um certo desconforto, mas ressaltam que o governo ainda não foi submetido a nenhum grande “teste do plenário”, expressão que tem sido utilizada para se referir à quantidade de votos que a gestão conseguirá arregimentar em votações. Os mais otimistas refutam esta tese e lembram que o Legislativo aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que deu ao governo, ainda não empossado, a autorização para aumentar em R$ 145 bilhões o teto de gastos no Orçamento de 2023 para bancar despesas como o Bolsa Família, o Auxílio Gás, a Farmácia Popular e outras políticas públicas. Os primeiros sinais do descompasso na construção da base vieram das rusgas expostas pelo União Brasil. Com três ministérios, era esperado que o apoio do partido representasse aumento de 59 deputados e 13 senadores ao grupo pró-Lula. No entanto, ainda no primeiro mês de mandato, signatários da legenda descartaram “subserviência” da sigla, prometendo uma posição “firme” em relação ao Executivo, situação que expunha a indisposição dos membros para caminhar na base governista. “É um partido político, não um balcão de negócios. (…) Não queremos colocar calangos para ficar só balançando a cabeça no plenário”, afirmou o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), ao site da Jovem Pan, na ocasião. Desde então, o cenário ganhou novos contornos – todos desfavoráveis ao Executivo. Ao longo desses três primeiros meses, o governo foi atingido por denúncias envolvendo ministros da sigla, casos da titular do Turismo, Daniela Carneiro, e das Comunicações, Juscelino Filho. Mais recentemente, na quinta-feira, 6, o deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE) apresentou projeto de decreto legislativo para barrar mudanças feitas por Lula no novo marco do saneamento básico. Com dissidências (e resistências) dentro da própria base, Lula busca estreitar relações com partidos do chamado Centrão, especialmente o PP, o PL e o Republicanos, que apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição. Neste caso específico, porém, a ideia é negociar apoios individuais, já que boa parte dos parlamentares destas siglas são aliados fieis do ex-presidente. Para isso, Lula conta com a simpatia de alguns parlamentares. São os casos dos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), que foram ministros de Dilma Rousseff, e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). O parlamentar do Republicanos é filho do ex-deputado Silvio Costa, reconhecido como fiel escudeiro de Lula e Dilma. A missão de atrair quadros do Centrão, porém, não é fácil. Caciques destes partidos cobram espaços na administração pública e dizem, inclusive, que esperam uma “sinalização” do Planalto para estreitar esta relação. Fato é que a dificuldade de se consolidar uma base no Parlamento foi mencionada publicamente por Lira, em um episódio considerado um aviso ao governo. Na ocasião, o presidente da Câmara disse que o Executivo não tem base nem mesmo para aprovação de textos com maioria simples, muito menos para avançar em matérias que exigem quórum constitucional. Cem dias após o início do governo, essas rusgas e descompassos são traduzidas em uma percepção negativa generalizada. Deputados ouvidos pela reportagem avaliam que o governo Lula “não tem base”, patina para conquistar adeptos e dificilmente vai construir, de fato, um apoio a partir das indicações a ministérios – manobra já considerada fracassada. O argumento é que mesmo com a distribuição de cargos, deputados de legendas como o União Brasil e o PSD não se veem representados. Ou seja, sem uma representação significativa, os congressistas não entregam os votos esperados pelo Planalto, o que coloca em risco as votações futuras. “Não fará base, vai ser corpo a corpo, negociação a cada proposta”, disse um líder partidário à reportagem. Entre os opositores, o cenário é chamado de “tragédia anunciada”. “Sem articulação com o Parlamento, ele pratica um revanchismo ininterrupto. Foram obrigados a trocar a promessa da picanha pela abóbora, o acesso a gasolina pelo seu aumento e a diminuição de impostos por alta deles”, argumenta o deputado Marco Feliciano (PL-SP), que fala em “cem dias de fracasso” no Legislativo. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), também da oposição, vai além e diz que o governo Lula “nem começou a patinar” porque se encontra estagnado. “O governo perdeu a primeira e única votação até agora”, mencionou o parlamentar, citando a aprovação da emenda do Partido Liberal (PL), que amplia prazo para regularização ambiental, considerada a primeira derrota do governo na Câmara. Em meio ao cenário de caos e revés, as perspectivas apontam para desafios ainda maiores, que vão testar, na prática, a capacidade de articulação das lideranças rumo à formação de uma base no Legislativo. São eles: a reforma tributária e o arcabouço fiscal. Para o deputado federal José Nelto (PP-GO), a tramitação destas matérias serão a verdadeira “prova de fogo” de Lula. “Se aprovar o arcabouço fiscal e a reforma tributária será um gol de placa do governo e para a formação da base. Mas se não aprovar, será um desastre”, disse ao site da Jovem Pan. JovemPan

  • Ministério Público denuncia deputado Nikolas Ferreira por transfobia e discriminação

    O Ministério Público de Minas Gerais denunciou o deputado federal Nikolas Ferreira(PL) por transfobia e discriminação. Além de pedir a condenação do parlamentar, o órgão defende a perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos. Segundo a acusação, Nikolas vai responder por crime de prática de citação à transfobia, equiparado por lei ao crime de racismo. A ação foi movida com base em um vídeo postado nas redes sociais do parlamentar em junho do ano passado, enquanto ele ainda era vereador em Belo Horizonte. No vídeo, Nikolas mostram uma jovem trans de 14 anos que estava em um banheiro feminino de uma escola privada da capital mineira. O deputado se referiu à jovem como “um estuprador em potencial” e ainda falou na “ousadia dela de usar o banheiro feminino da escola”. Segundo ele, a presença dela iria constranger as demais alunas da escola. O Ministério Público listou pelo menos quatro pontos da denúncia: discriminação contra direitos de pessoas transexuais; afronta a valores e princípios constitucionais de vedação à discriminação; racismo. e exposição da jovem. O documento do Ministério Público foi assinado por três promotores das áreas de Direitos Humanos, Saúde; e Infância e Juventude. O deputado recentemente chamou a atenção por usar uma peruca no plenário da Câmara dos Deputados. Na oportunidade, durante as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, ele afirmou que naquele dia estava se sentindo uma mulher. O comentário gerou polêmica na imprensa e entre os colegas parlamentares. Com isso, já foram encaminhados ao Conselho de Ética pedidos de cassação do parlamentar e ações contra ele no Supremo Tribunal Federal, pedindo bloqueio de redes sociais. Na época, ele se defendeu afirmando que, na verdade, estava defendendo o direito das mulheres não perderem espaço nos esportes, diante da diferença biológica. Ele também declarou que não se trata de transfobia com relação ao caso de Minas. O deputado defende que está sendo denunciado por ter protestado contra a entrada de um homem no banheiro feminino, onde estava a irmã de 15 anos. Nikolas disse que aguarda citação pessoal para se defender e reclama que quem não concorda com o discurso atual se torna transfóbico. JovemPan

  • Lewandowski deixa o STF como exemplo de atuação técnica

    O Supremo Tribunal Federal (STF) se despede nesta semana do ministro Ricardo Lewandowski, que anunciou a antecipação da sua aposentadoria na semana passada. Atual vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e prestes a completar 75 anos, idade em que teria que se aposentar de forma compulsória, o magistrado entregou à presidente do STF, ministra Rosa Weber, um ofício em que solicita seu desligamento da Corte em 11 de abril. Segundo ele, a antecipação em um mês da aposentadoria ocorre por compromissos acadêmicos e profissionais. “Encerro um ciclo da minha vida e vou iniciar um novo ciclo”, ponderou. A última sessão do ministro ocorreu na quinta-feira, 30, quando votou a Ação Rescisória 2921, que, em linhas gerais, decidiu que empate em julgamento de uma de suas Turmas será favorável ao réu apenas em habeas corpus ou recurso em matéria penal, exceto extraordinário. Apesar do voto vencido, Lewandowski disse ter “cumprido sua missão”. “Terminei com voto em que pude expressar, mais uma vez, minha opinião sobre uma interpretação garantista do processo de extradição. (…) Uma visão de que os direitos fundamentais dos acusados devem prevalecer. Saio daqui com a convicção de que cumpri a minha missão”, afirmou, encerrando sua passagem pela Suprema Corte 17 anos após ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga decorrente da aposentadoria do então ministro Carlos Velloso. Enrique Ricardo Lewandowski, que completa 75 anos em 11 de maio, nasceu no Rio de Janeiro, em 1948, e atuou por mais de 30 anos no Judiciário brasileiro. Antes de ser indicado ao cargo na Supremo Tribunal Federal, foi juiz do Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo por sete anos (de 1990 a 1997); eleito vice-Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, cargo que exerceu entre 1993 e 1995; e atuou como desembargador do Tribunal de Justiça do Estado paulista, de 1997 a 2006, quando foi indicado por Lula ao cargo máximo da carreira jurídica. No STF, Lewandowski presidiu a Corte e o Conselho Nacional de Justiça de 2014 a 2016, e o TSE de 2010 a 2012, ocasião em que defendeu a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010, o que se tornaria um dos marcos na sua história. Em 2014, exerceu interinamente o cargo de presidente da República, em virtude de uma viagem da então presidente Dilma Rousseff (PT) a Nova York. Ricardo Lewandowski também coleciona feitos no meio acadêmico. Formado em ciências políticas e sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, o ministro também é mestre, doutor e livre-docente em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). E carrega o título de Master of Arts em relações internacionais pela Fletcher School of Law and Diplomacy, da Tufts University, administrada em cooperação com a Harvard University. Para além das condecorações acadêmicas e responsabilidades impostas pela toga, Lewandowski é definido como um exemplo de serenidade, discrição na condução de seus trabalhos, e, acima de tudo, de um garantista. “Fica um legado de elegância, embora tenha sido combativo em situações em que precisou demonstrar uma firmeza em relação ao Estado Democrático de Direito. Como garantista, a trajetória dele mostra trabalhos relacionados aos direitos fundamentais, destacando a questão relacionada à constitucionalidade da instituição de cotas na Universidade de Brasília”, diz a professora de Direito Carolina Jatobá, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), em entrevista ao site da Jovem Pan. Votos históricos e legado Mensalão Ao longo de seus 13 anos como membro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski participou de importantes votações como ministro da mais alta instância do Judiciário brasileiro. Com sua entrada no STF em 2006, o jurista passou a compor o corpo de ministros já com a tramitação da célebre Ação Penal 470, que julgou os envolvidos no escândalo de corrupção do Mensalão, um esquema de compra de votos parlamentares praticado pelo primeiro escalão do governo Lula em seu primeiro mandato. Em sua primeira sessão sobre o tema, Lewandowski discutiu com o ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, que os réus sem foro privilegiado deveriam ser julgados pela primeira instância, o que desmembraria o processo. Por mais que sua demanda tenha sido defendida pelo ministro Marco Aurélio Mello, os demais membros do STF não acompanharam a solicitação e todos os réus envolvidos teria de ser julgados na Corte. Ao longo do processo, o entendimento de Ricardo Lewandowski foi o de que não houve formação de quadrilha durante a prática do Mensalão, inocentando, assim, os réus acusados desta tipificação penal. Em relação à acusação de compra de votos parlamentares, o magistrado também teve um entendimento contrário e acatou a tese das defesas de que os valores indevidamente obtidos tinham como objetivo financiar a campanha do então presidente Lula. Nos julgamentos de João Paulo Cunha (PT-SP), então deputado federal, e de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e braço-direito de Lula, Lewandowski votou pela absolvição de ambos e alegou que o último “abandonou as lides partidárias ao assumir a Casa Civil”, indo de encontro ao entendimento do relator, que apontou Dirceu como chefe do esquema de corrupção. Quanto ao tesoureiro da legenda, Delúbio Soares, o ministro o condenou por corrupção ativa, uma vez que o petista tratava dos assuntos financeiros da sigla. Sua atuação como revisor foi destaque durante os julgamentos, já que um levantamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal seu entendimento foi acompanhado por outros ministros em 90 oportunidades, superando as 82 vezes em que os votos convergiram em direção à relatoria de Joaquim Barbosa. Mesmo com a fama de “bonzinho”, Lewandowski solicitou a condenação réus do Mensalão em 37% dos casos analisados. Nepotismo e cotas raciais Na análise do Recurso Extraordinário (RE) 579.951 no plenário do Supremo Tribunal Federal, ocasião em que os ministros julgaram a constitucionalidade da nomeação de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau nos poderes Executivo e Legislativo, Lewandowski foi o relator da ação que estabeleceu como proibida a prática de contratação de familiares para cargos públicos. Em outra vertente de protagonismo na Suprema Corte através de sua relatoria, o jurista reconheceu a constitucionalidade das cotas raciais, que ampliou o acesso de negros e indígenas, em universidades públicas. Seu entendimento, em 2012, foi referendado por unanimidade pela Corte. Durante sua argumentação, Lewandowski ressaltou o caráter provisório desta política pública, já que as instituições de ensino devem adotar critérios que respeitem a “razoabilidade, proporcionalidade e temporalidade”. Lei da Ficha Limpa Conhecida como Lei Complementar nº 135 de 2010, a Lei das Condições de Inelegibilidade foi originada através de uma iniciativa popular, encabeçada por juristas, que reuniu mais de 2 milhões de assinaturas e embasou o pedido para que a lei passasse a aumentar a idoneidade dos candidatos durante os processos eleitorais. Para aqueles que tiverem seu mandato cassado, que renunciarem para evitar a cassação ou que forem julgados e condenados por decisão de órgão colegiado de segunda instância, a medida propõe uma inelegibilidade de oito anos. Aprovado na Câmara dos Deputados em maio de 2010 e no Senado após dois meses, o projeto foi sancionado pelo presidente Lula em junho do mesmo ano. No período em que o projeto de lei tramitou, o texto contou com o apoio do ministro, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgou a medida como constitucional. Por seis votos a um, o TSE aplicou a Lei da Ficha Limpa ainda nas eleições de 2010. Após uma briga jurídica dos candidatos que foram barrados pela medida, o plenário do Supremo Tribunal Federal obteve o entendimento de que a medida era válida para o pleito do corrente ano. Audiência de custódia e vacinação da Covid-19 Entre 2014 e 2016, enquanto exerceu o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como membro titular, Lewandowski foi um defensor e responsável pela implementação das audiências de custódia no país, nas 27 unidades da federação brasileira. A medida garante ao preso em flagrante que o mesmo seja apresentado a um juiz no prazo máximo de 24 horas. O próprio ministro trata sua atuação no processo de implementação das audiências de custódia como uma das grandes bandeiras de sua trajetória. “Tenho a grande satisfação de ter contribuído para que fossem implantadas as audiências de custódia em nossos país. Foi um avanço civilizatório, é claro que não fiz isso sozinho. Fiz com colaboradores do Conselho Nacional de Justiça. Foi uma iniciativa, no primeiro momento, que se baseava apenas no Pacto de São José da Costa Rica, houve uma certa controvérsia com relação à implantação das audiências de custódia, que consiste na apresentação de qualquer preso, em 24 horas, a um juiz. Isto é algo que, não só contribui para impedir os encarceramentos que não são devidos, que podem ser tratados com outras medidas penais, de natureza cautelar, mas é um instrumento importante para que se possa impedir e prevenir a tortura daqueles que estão sob a custódia do Estado. Esta é uma das iniciativas das quais muito me orgulho. Isto é, hoje, uma realidade, porque foi positivada, faz parte do Código de Processo Penal. Esta é uma das realizações que levo para esse novo ciclo que vou iniciar”, disse em seu pronunciamento de despedida do Supremo. Durante a pandemia da Covid-19, em um de seus votos notórios mais recentes, Ricardo Lewandowski foi o relator da ação que assegurou a obrigatoriedade da vacinação de modo a impor restrições indiretas àqueles que não se vacinarem, como o impedimento para frequentar determinados locais públicos, por exemplo. Mesmo com o entendimento, a imunização compulsória não significaria a aplicação da dose de maneira forçada, já que a vacinação deve ter o consentimento do usuário. Na análise do mestre e doutorando em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Antonio Carlos de Freitas Júnior, o ministro Lewandowski notabilizou-se enquanto membro do Supreo Tribunal Federal pela atuação firme na propagação, defesa e garantia dos direitos fundamentais, “sempre com correção técnica e utilização dos elementos da Constituição”. Para a professora Carolina Jatobá, que leciona Direito no Centro Universitário de Brasília, além das decisões técnicas de Lewandowski, destaca-se seu legado deixado de bastante gentileza. “As pessoas que tive oportunidade de conversar e que conviveram com o ministro, destacam a personalidade, humildade, elegância e generosidade com todos”. Polêmicas e controversas Impeachment de Dilma e conflitos com Joaquim Barbosa No ano de 2016, ao exercer o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal, coube ao ministro presidir o julgamento da denúncia por crime de responsabilidade, que culminou no impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), no Senado Federal. Durante o discurso de abertura da sessão da Casa Alta do Legislativo, Lewandowski pediu aos parlamentares que “transmudam-se a partir de agora em verdadeiros juízes”, de modo a “deixar de lado o tanto quanto possível, pois afinal são seres humanos, suas opções ideológicas, preferências políticas e inclinações pessoais”. No entanto, ao fim do julgamento, Ricardo Lewandowski utilizou-se de uma manobra regimental no Senado para fracionar o julgamento do impeachment e promover votações separadas sobre o afastamento da então presidente do cargo de chefe do Executivo e da cassação de seus direitos políticos. A ação possibilitou que a política fosse destituída do cargo, mas mantivesse legível para às próximas eleições. No entanto, a decisão causou controvérsia entre especialistas jurídicos por ferir o princípio da Lei da Ficha Limpa, que prevê a inelegibilidade por oito anos dos políticos cassados de cargos eletivos. Em mais de uma ocasião, o ministro Lewandowski, na posição de revisor do julgamento do Mensalão, entrou em rota de colisão com o relator e ministro Joaquim Barbosa. Em um dos episódios mais icônicos, durante análise dos embargos de declaração, o magistrado solicitou que a Corte suspendesse a sessão em decorrência do horário tardio em que a análise estava sendo realizada. Barbosa, então, cobrou celeridade ao examinar os embargos em questão. Lewandowski questionou o motivo da pressa no plenário e ouviu: “Pressa para fazer nosso trabalho e não chicanas”. Ao pedir que o relator se retratasse, Barbosa disse que não o faria. “Eu não admito isso, Vossa Excelência está dizendo que estou brincando?”, questionou Lewandowski. Novamente durante sessão de análise da AP 470, Barbosa irritou-se com a argumentação e sugeriu que seu par estaria fazendo “vistas grossas” durante sua argumentação. Em meio a um bate boca com outros ministros, Ricardo Lewandowski afirmou que não seria Joaquim Barbosa o responsável por diz a ele o que deveria ou não fazer. “Por favor, não me dê conselhos. Vossa Excelência precisa ser mais claro. Está dizendo que faço uma leitura deliberadamente equivocada dos autos ou que quero induzir a erros os meus pares? Diga explicitamente. Estou perplexo com essa situação”, afirmou. O ápice do conflito entre ambos ocorreu no julgamento da mesma ação penal durante sessão de votação da dosimetria das penas do núcleo político investigado. Ao ser acusado de causar uma “obstrução” nos trabalhos judiciários e de não ter voto para explicitar, o revisor exigiu que Joaquim Barbosa se retratasse. “Não tem retratação alguma”, respondeu o ministro relator. Lewandowski, por fim, respondeu: “Então não fico no Plenário”. Em seguida, o ministro abaixou a tela de seu computador e abandonou a sessão. Sucessão e impactos no Judiciário Entre especialistas, a avaliação é que Ricardo Lewandowski deixa como legado o impacto positivo de uma “atuação refinada” em todas as esferas de atuação no Judiciário. Contudo, juristas ponderam que ainda não é mensurável se a substituição do magistrado representará mudanças no entendimento ou no cenário atual da Suprema Corte. Isso porque o sucessor de Lewandowski será um ministro também indicado por Lula, o que pode garantir a escolha de um perfil semelhante. “Não sabemos quem será o seu substituto, às vezes pode ser algum jurista que faça jus à cadeira de Lewandowski e continue esse trabalho técnico importante. O fato é que ele impactou muito positivamente e há de ter um lugar na histórica jurídica nacional”, avalia Antonio Carlos de Freitas Junior, professor de Direito Constitucional e doutorando em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), que exalta o perfil do magistrado. “Ele tem uma bagagem política, componentes políticos, mas o que há de se ter muito claro e render homenagens é o aspecto técnico, sempre primar pelo entendimento Constitucional, inclusive se diferenciando de outros membros da Corte. O STF tem cada vez mais que primar pela técnica constitucional, para atuar como guardião da Constituição”, conclui. Entre os principais cotados para a vaga deixada por Enrique Ricardo Lewandowski está o advogado Cristiano Zanin, que defendeu o presidente Lula no processo da Lava Jato. Como o site da Jovem Pan antecipou, o advogado ganhou favoritismo após conseguir a libertação do atual presidente, que passou 580 dias preso, e emplacar a tese da suspeição do então juiz e atual senador Sergio Moro. Em contrapartida, outro nome que ganha espaço é o do jurista Manoel Carlos de Almeida Neto, que tem como cabo eleitoral o próprio ministro Ricardo Lewandowski, de quem é próximo. Embora tenha negado conversas com o chefe do Executivo sobre seu sucessor, o magistrado tem trabalho para a escolha do seu ex-auxiliar. Almeida Neto foi secretário-geral do STF durante a gestão de Lewandowski, entre 2016 e 2018, e também foi chefe de seu gabinete. Ele também atuou como chefe jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Contudo, sua atuação é alvo de críticas e virou munição para os seus adversários. Além dele e de Zanin, outros nomes integram a lista dos cotados ao longo dos últimos meses, entre eles o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e ministros de tribunais superiores, como Benedito Gonçalves, Luís Felipe Salomão e Mauro Campbell Marques. JovemPan

  • Tarcísio inicia projeto para transferir sede do governo de São Paulo

    A proposta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de transferir a sede do governo do Estado de São Paulo do Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul, e levar para o Centro da capital paulista pode dar os primeiros passos a partir de outubro. Isso porque, nos próximos dias, o governador deve assinar um contrato com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe) para realizar um estudo de impacto e viabilidade da mudança, afim de calcular o gasto financeiro da alteração. A intenção é apenas mudar a administração do Palácio dos Bandeirantes, mas transferir toda a estrutura do governo paulista, que hoje está espalhada em 56 prédios e composta por 18 mil funcionários. Tarcísio argumenta que a mudança do governo para a região central tem como objetivo requalificar e causar um impacto positivo no Centro. A oposição critica a medida e alega que a mudança pode causar um processo de gentrificação da região, ou seja, encarecer o custo de vida e retirar a população mais pobre do Centro. Caso a mudança seja realizada, a administração do governo do Estado de São Paulo deve se alocar no Palácio dos Campos Elíseos, nos arredores da Praça Princesa Isabel. JovemPan

  • Presidente do PL deve passar por cateterismo nesta segunda-feira

    O presidente do Parido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, agendou um exame de cateterismo (procedimento para diagnosticar ou tratar doenças cardíacas por meio da introdução de um cateter) para esta segunda-feira, 10. Segundo o repórter Bruno Pinheiro, da TV Jovem Pan News, o político sentiu dores no peito durante viagem ao Nordeste. Quando voltou, foi ao hospital. Como está sem celular, Costa Neto não falou com os parlamentares do seu partido sobre o assunto. Pessoas do seu entorno afirmam que ele estava bem nos últimos dias e leva uma vida saudável — faz natação diariamente e ainda pratica outros esportes. Alguns acreditam que o mal-estar se deve à vida “agitada” em Brasília. “Muita responsabilidade”, comentam. Os aliados aguardam o boletim médico e a previsão de visitas. JovemPan

  • Lula faz cem dias de governo com óbice na economia, atrito com o BC e políticas públicas recicláveis

    O governo Lula 3, como é chamado o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), completa seus primeiros cem dias nesta segunda-feira, 10, com entraves na economia, atrito com o Banco Central (BC) e políticas públicas recicladas. Lula ainda vê o risco da criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com senadores e deputados, ser instalada no Congresso Nacional, para investigar o governo pelos atos do dia 8 de Janeiro. Durante o período, a falta de clareza nas políticas econômicas da administração federal, com a indefinição do esperado novo arcabouço fiscal, fiz com que o BC mantivesse a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%. O fato rendeu críticas por parte de Lula, do vice Geraldo Alckmin (PSB), do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e diversos outros ministros de Estado ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, acusado de ser bolsonarista e de fazer gestão política da crise econômica contra o governo. Também nesses cem dias, o Lula 3 se notabilizou por reciclar políticas públicas de sucesso e apelo popular no passado, como o “Minha Casa, Minha Vida” e o “Novo Bolsa Família”. O presidente ainda esteve envolvido em uma polêmica com o senador Sergio Moro (União-PR), tendo dito que queria prejudicá-lo quando esteve preso. Já no Congresso Nacional, sem base de apoio, o mandatário fez concessões ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira(PP-AL), reconduzido ao cargo em fevereiro com apoio histórico de seus pares. Lula deve reunir ministros de Estado nesta segunda-feira para marcar os primeiros cem dias da gestão, fazendo um balanço do início do mandato e uma prestação de contas. O presidente da República ainda deve anunciar um novo pacote de investimentos para cumprir promessas de campanha. Nesta semana, seis ministros de Estado serão ouvidos na Câmara dos Deputados sobre diversos assuntos, principalmente os atos do 8 de Janeiro. Há a possibilidade de uma CPMI ser instalada no Congresso Nacional para investigar as ações e omissões do governo Lula diante do ocorrido. O governo culpa a administração passada por falta de preparo e acredita até em facilitação para entrada de vândalos nas sedes dos Três Poderes em Brasília, alegando que as lideranças das forças de segurança não realizaram comandos corretos e nem repassaram informações. Por outro lado, a oposição quer saber por que forças federais de segurança não foram mobilizadas rapidamente naquele dia para impedir as ações apontadas por alguns como de “terrorismo”. Na segunda quinzena de março, Lula entrou em uma polêmica com o ex-juiz e senador Moro, que foi responsável pela prisão dele em 2018, no âmbito da Operação Lava Jato. No dia 21, o presidente disse, em entrevista ao site Brasil247, que, quando esteve preso, sentia que só ficaria bem quando “fodess* Moro”, dando a entender que alimentou algum sentimento de vingança em relação ao opositor político. No dia seguinte, a situação foi agravada pela ação da Polícia Federal, que desmantelou um plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que tinha por objetivo sequestrar e matar autoridades públicas, dentre elas o senador Moro. A oposição, logo associou as duas situações, o que foi desacreditado pelo atual ministro da Justiça, Flavio Dino: “Eu fico espantado com o nível de mau-caratismo de quem tenta politizar uma investigação séria, tão séria que foi feita em defesa da vida e da integridade de um senador de oposição ao nosso governo”. Entretanto, apesar do esforço do ministro Dino para elucidar o caso e baixar a poeira, o presidente Lula ainda comentou a situação no dia 23, chamando o plano do PCC de “mais uma armação de Moro”: “Eu acho que é mais uma armação do Moro. Mas eu quero ser cauteloso, eu vou descobrir o que aconteceu, é visível que é uma armação do Moro, mas eu vou pesquisar, eu vou saber do porquê da sentença”, declarou. Lula foi criticado por políticos pela sua fala, inclusive pelo próprio Moro, que, em entrevista exclusiva à Jovem Pan News, se disse furioso com a declaração e confrontou o presidente: “Diante dessas declarações e as risadas contra uma família ameaçada, o senhor não tem decência? O senhor tem que fazer uma reflexão muito séria a respeito do que o senhor quer fazer no seu governo. Se o senhor quer, de fato, transformar o seu governo em um ato de vingança contra mim e contra a população brasileira ou se vai governar para do país. Mas a primeira pergunta que o senhor tem de responder diante dos fatos de hoje é: você tem ou não tem decência?”, provocou Moro. No âmbito das relações internacionais, Lula visitou três países, incluindo grandes parceiros comerciais: Estados Unidos, Argentina e Uruguai. Uma quarta viagem, para a China, foi adiada recentemente em função de pneumonia contraída pelo presidente. Com a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, o governo vem se reposicionando nas relações bilaterais para reconquistar apoios e tentar fazer novas parcerias para o Fundo Amazônia. Lula vem tentando se posicionar contra o conflito Rússia–Ucrânia, mas negando o fornecimento de armas e equipamento e tentando galgar uma posição de mediador pela paz – algo que nenhum outro líder político do mundo conseguiu fazer até o momento. Diante do conflito no Leste Europeu, Lula já chegou a fazer falas em que culpabiliza os dois lados pela guerra, mesmo a Ucrânia tendo sido invadida deliberadamente pelos russos. A relação entre o presidente da República e os chefes de Estado de ambos os países, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, vem sendo cordial e amigável nesses cem dias. Ainda na questão internacional, Lula divulgou uma carta em conjunto com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, na qual defendiam a criação de uma moeda única entre os dois países exclusivamente para transações comerciais. Na ocasião de sua viagem a Buenos Aires, Lula ainda ressaltou sua vontade de garantir o protagonismo do Brasil na América Latina a partir de parcerias de apoio econômico – assunto pelo qual suas gestões passadas são muito criticadas pela oposição. Durante os primeiros cem dias de Lula 3, o Brasil vivenciou desastres naturais (São Paulo e Maranhão), violência armada em escalada (Rio Grande do Norte) e denúncias de crimes contra a humanidade, como no caso dos povos Yanomamis. Em todas as situações, a gestão federal se solidarizou às vítimas e familiares e montou equipes para atuar fortemente na recuperação dos espaços e da vida das pessoas. JovemPan

  • Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.172

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