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  • Rony comemora primeira convocação para a seleção: ‘É algo grandioso’

    Convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, Rony concedeu nesta quarta-feira, 22, entrevista coletiva para falar um pouco sobre sua conquista. O atacante de 27 anos é destaque no Palmeiras e enalteceu a oportunidade de vestir a amarelinha. “Hoje eu estou realizando esse sonho e é lógico que para um jogador que sai do interior, que passou tantas dificuldade e pode realizar isso, é algo grandioso. Então eu me sinto um cara muito abençoado, um cara muito muito realizado e eu acredito que isso só acontece quando você tem fé e acredita no seu potencial”, comemorou. Pelas projeções nos treinos, Rony não deve começar como titular no amistoso contra o Marrocos no próximo sábado, dia 25, em Tânger, mas se entrar em campo ele já sabe o que fazer com a camisa. “A primeira camisa vai ficar guardada no meu escritório. Vou fazer um quadro dela para nunca esquecer desse momento que eu estou vivendo. Todas às vezes que eu entrar lá, olhar para ela e imaginar esse momento vou lembrar de ter realizado um grande sonho”. A seleção deve ir a campo com Ederson no gol; Alex Telles, Ibañez, Éder Militão e Emerson Royal na zaga; Andrey, Casemiro e Paquetá no meio-campo; e Viniciur Jr., Vitor Roque e Rodrygo no ataque. JovemPan

  • Técnico do Boca Juniors em 2012 revela ‘motivos’ da derrota para o Corinthians na Libertadores

    Julio Cesar Falconi, técnico do Boca Juniors durante 2011 e 2012, revelou alguns casos ocorridos no time argentino na véspera da decisão da Copa Libertadores de 2012, perdida para o Corinthians, no Pacaembu. De acordo com o treinador, parte do elenco ameaçou se recusar a viajar para São Paulo por causa da ausência do zagueiro Facundo Roncaglia entre os relacionados. “Era meia-noite ou 1 da manhã e eles não estavam querendo viajar. Bateram na porta do meu quarto para avisar que não viajariam por causa da situação do Roncaglia, que ele não poderia jogar a final e o clube não queria deixá-lo viajar. Os jogadores, em solidariedade a ele, assumiram essa postura”, declarou em entrevista à emissora “TyC Sports”, nesta quarta-feira, 22. Segundo o comandante, o defensor não participou da derrota por 2 a 0 para Timão por uma questão contratual. “Tinha falado com ele durante a semana e ele me garantiu que estava indo jogar. Então as coisas aconteceram e algo diferente aconteceu. Não posso interferir na carreira de um jogador”, contou. Além da situação envolvendo Roncaglia, autor do gol do Boca Juniors no empate em 1 a 1 com o Corinthians, na La Bombonera, pela primeira final, outro caso teria abalado o elenco argentino. Segundo Falconi, alguns atletas ficaram tristes ao saber que o astro Juan Román Riquelme poderia fazer seu último jogo diante do Alvinegro paulista. “Eles me perguntaram antes do jogo, antes de entrar no vestiário. Eu disse que não sabia de nada. Eu queria jogar a partida, todo o resto não me interessava. Foi uma final de Copa Libertadores”, disse. “Essa notícia afetou o grupo. Mais de um chorou no final do jogo porque Riquelme estava se despedindo e não porque havia perdido. Eu disse a eles que eles nunca mais iriam jogar um jogo como esse e aconteceu, eles não jogaram mais”, acrescentou. Apesar da fala do comandante, Riquelme continuou no grupo Xeneize até 2014. JovemPan

  • Após 35 anos, Cléber Machado é demitido da Globo

    Um dia após encerrar as atividades da Central do Apito, a TV Globo demitiu o narrador Cléber Machado, de 60 anos, que estava na emissora há 35 anos. Querido dos torcedores de São Paulo por narrar títulos dos grandes clubes, o narrador também se destacou em transmissões de vôlei, automobilismo, basquete, atletismo e até se arriscou no Carnaval. Segundo nota divulgada pela Comunicação da Globo, as portas “continuarão abertas para novos projetos no futuro”. “Sua história profissional se mistura à história do esporte da Globo. Grande profissional, Cleber esteve presente nos principais eventos esportivos nacionais e internacionais ao longo das últimas décadas e contribuiu para alimentar a paixão do brasileiro pelo esporte, especialmente o futebol”, diz o documento. Cléber recebeu homenagens de torcedores nas redes sociais. O departamento de futebol da emissora passa por mudanças para a temporada 2023. Confira a íntegra da nota da Globo: O vínculo fixo de Cléber Machado com a Globo chega ao fim, mas as portas da empresa continuam abertas para novos projetos no futuro. Nos últimos 35 anos, Cleber Machado narrou grandes momentos do esporte brasileiro na Globo. Sua história profissional se mistura à história do esporte da Globo e, além de futebol, automobilismo, basquete, vôlei, atletismo, entre outras modalidades, ele mostrou versatilidade ao atuar também como apresentador e comentarista em programas da TV Globo e do Sportv e ao ancorar transmissões de desfiles de Carnaval. Grande profissional, Cleber esteve presente nos principais eventos esportivos nacionais e internacionais ao longo das últimas décadas e contribuiu para alimentar a paixão do brasileiro pelo esporte, especialmente o futebol. JovemPan

  • Moro vê cunho político em plano do crime organizado e fala em CPI para apurar atuação de facções

    O senador Sergio Moro (União-PR) defendeu um esforço suprapartidário contra o crime organizado e falou sobre a abertura de uma CPI para apurar a atuação de facções criminosas. Em entrevista ao Os Pingos nos Is, da Jovem Pan News, nesta quarta-feira, 22, o parlamentar disse que o país precisa da união dos partidos para derrotar o crime organizado e que o governo precisa investir na segurança pública e em inteligência. “O que nós precisamos fazer é combater o crime organizado. […] Nunca ouvi falar de um plano do crime organizado no Brasil para matar um senador. Isso é muito grave, não porque me envolve, mas por alcançar esse grau de ousadia. Precisamos de um esforço suprapartidário para vencer esse desafio. Como se faz isso? Investindo em inteligência, em combate, na polícia, na segurança pública e aprimorando a legislação”, disse Moro, que completou: “O que eu gostaria realmente é de ter o apoio do governo federal, do PT, nesse projeto que estou apresentando hoje para proteger não só os agentes da lei, mas também a população”. “O Brasil não pode ser vencido pelo crime. Esse tem que ser o nosso lema número um. Quando uma organização criminosa como PCC se sente a vontade para fazer esse tipo de planejamento, ele quer mandar um recado político muito claro: ‘Não se metam com a gente, porque a gente revida’. Precisamos de uma resposta política firme e rigorosa. Lamento esses episódios, trouxe muito desgaste emocional para mim, mas temos que reagir como Estado. É de se avaliar sim, se, de repente, não seria oportuno uma comissão parlamentar para se apurar mais profundamente, para base dessas organizações criminosas e para ajudar o governo no combate a essa criminalidade”, disse o senador. Ainda de acordo com Moro, os planos contra autoridades públicas têm cunho político de intimidar o Estado. “Tem um cunho político, de certa maneira, nesse planejamento. Porque ele é simbólico. São atos de intimidação do Estado. Não falo de político partidário, mas sim cunho político da organização criminosa”, concluiu. A fala de Moro acontece após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sequaz, que desarticulou um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) de assassinar autoridades e políticos, dentre eles o senador, um promotor de Justiça e outros servidores. A ação do grupo criminoso tinha como foco uma retaliação nacional e a intimidação das autoridades, informou o ministro a Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. “Obviamente, uma ação em relação ao conjunto de autoridades. Ou seja, uma ação que tem um corte terrorista, no sentido de intimidar”, mencionou. Com relação ao caso de Moro, o fato determinante para a operação da Polícia Federal foi a existência de “atos para montagens de estruturas para perpetração de crimes no Paraná”. “Compartimentos falsos, paredes falsas. Eles poderiam ser para armazenar armamento, drogas ou guardar pessoas”, explica o ministro da Justiça. Como a Jovem Pan mostrou, mais cedo, o senador protocolou na Casa Alta o Projeto de Lei 1.307/2023, que busca ampliar a proteção dos agentes públicos e punir a conspiração contra indivíduos em funções públicas, envolvidos em ações de combate ao crime organizado. Em outras palavras, a proposta requer a criminalização “das condutas de solicitação para obstrução de ações e de conspiração”, com penas de 4 a 12 anos de reclusão, e recolhimento provisório dos detidos como medida de prevenção. “E ainda determinado o início do cumprimento das penas em presídio federal de segurança máxima para inibir qualquer continuidade do projeto delitivo”, completa. O projeto também propõe garantir a proteção de ocupantes de cargos públicos aposentados. “Não é justo que juízes, promotores ou policiais que enfrentam riscos de violência em decorrência do exercício de sua função sejam condenados a enfrentar a sua sorte sozinhos após a aposentadoria”, conclui. JovemPan

  • Bibo Nunes pede impeachment de Lula por fala sobre vingança contra Moro: ‘Comportamento incompatível

    O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) informou que protocolou um pedido de impeachment contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo parlamentar no fim da tarde desta quarta-feira, 22. Segundo Nunes, o motivo do pedido foram os ataques de ódio contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR). De acordo com Nunes, “as declarações do presidente violaram a probidade na administração” e configuram um comportamento que seria “incompatível com a liturgia e a responsabilidade do mandato recebido pelo povo”. Além disso, Nunes diz que as declarações violam “as balizas constitucionais e desqualificando a estatura do cargo de presidente da República”. Nunes se refere à declaração de Lula na qual o petista diz que, durante seu período preso, queria se vingar do agora senador. JovemPan

  • Conselho de Administração da Petrobras aprova novos diretores indicados por Prates

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta quarta-feira, 23, novos diretores indicados pelo presidente Jean Paul Prates com aval do governo federal. Até este momento, apenas Prates representava o atual governo dentro da estatal, mas com a composição da nova diretoria e com o novo Conselho de Administração, a partir do próximo mês, mudanças nos rumos da empresa são esperadas. Os indicados para o Conselho de Administração ainda sendo avaliados pelos comitês de integridade e governança da estatal. Já houve vetos a alguns nomes apresentados pelo governo federal, e, por isso, outros três nomes suplementares apresentados pelo Ministério de Minas e Energia. Prates já se posicionou algumas vezes a favor de uma nova política de preços e também contra os elevados pagamentos de dividendos. Ele defende que a Petrobras pratique uma política que atenda os interesses da estatal, garantindo maior participação no mercado e que atenda os clientes da estatal. Para ele, a atual política de Preço de Paridade de Importação (PPI) atende os interesses dos concorrentes. O mercado e os acionistas estão atentos às mudanças na cúpula da empresa, principalmente em relação a duas diretorias, a de comercialização e a financeira, posições estratégicas responsáveis por decidir as altas e baixas nos derivados de petróleo. JovemPan

  • China suspende embargo de carne bovina do Brasil após análise do caso de vaca louca

    A China suspendeu o embargo à carne bovina do Brasil nesta quinta-feira, 23, indicando que a situação relacionada a um caso de vaca louca está “em conformidade com os requisitos relevantes de quarentena e saúde” do país. O governo chinês emitiu uma nota, declarando a permissão do retorno às exportações. “Um caso atípico de doença da vaca louca ocorreu no Brasil. Em 23 de fevereiro de 2023, o Brasil suspendeu voluntariamente as exportações de carne bovina para a China. A Administração Geral das Alfândegas atribui grande importância a isso, realizou várias rodadas de consultas técnicas com o lado brasileiro e organizou especialistas para realizar uma avaliação de risco no sistema brasileiro de prevenção e controle da doença da vaca louca. Após avaliação, o sistema de prevenção e controle da doença da vaca louca do Brasil está em conformidade com os requisitos relevantes de quarentena e saúde da China, e fica decidido permitir que o Brasil retome a exportação de carne bovina desossada com menos de 30 meses de idade para a China a partir de 23 de março de 2023. Quando os produtos relevantes entrarem no país, a alfândega implementará inspeção e quarentena de acordo com as leis e regulamentos para garantir a conformidade com os requisitos de segurança e saúde do meu país”, destaca o comunicado. Em nota oficial, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, confirmou a retomada das exportações de carne para o país asiático. “Tenho certeza que isso é um passo para que o Brasil avance cada vez mais com o credenciamento de plantas e oportunidades para a pecuária brasileira”, disse o ministro após reunião com o Ministro da Administração Geral da Aduana Chinesa, Yu Jianhua, para tratar do assunto. A resolução da situação ocorre a apenas três dias da viagem de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para visitar o parceiro econômico. Segundo o governo brasileiro, as exportações podem ser retomadas a partir desta sexta-feira, 24. A atividade estava suspensa desde fevereiro após a confirmação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecido como mal da “vaca louca”, em um animal macho de nove anos em uma pequena propriedade no município de Marabá, no Pará. JovemPan

  • São Paulo suspende rodízio nesta quinta-feira por greve no Metrô

    Na noite desta quarta-feira, 22, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo anunciou greve para esta quinta-feira, 23, e como resultado a Prefeitura de São Paulo anunciou que o rodízio municipal de veículos estará suspenso nesta quinta durante o dia inteiro. A greve do Metrô irá afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô a partir da meia-noite. Em tempos normais, o rodízio de carros restringe a circulação de veículos no anel viário da cidade das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas, considerados horários de pico. Durante esses períodos, os veículos ficam impedidos de circular no centro expandido. Cada dia da semana há restrição dos dois números finais na placa dos veículos, a começar na segunda com 1 e 2, e seguindo. O trânsito dos veículos proibidos nesses dias e horários resulta em multa no valor de R$ 130,16 e acréscimo de quatro pontos no prontuário do motorista. JovemPan

  • Conselho da Petrobras prorroga mandato de presidente e elege nova Diretoria Executiva; confira nomes

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta quarta-feira, 22, sete novos membros para a Diretoria Executiva para o biênio de 2023/2025. A gestão se inicia no próximo dia 29 de março. Para o cargo de Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores foi aprovado Sergio Caetano Liete; no cargo de Diretor Executivo de Exploração e Produção assume Joelson Falcão Mendes. Para Diretor Executivo de Desenvolvimento da Produção foi escolhido Carlos José do Nascimento Travassos. O novo diretor de Comercialização e Logística será Claudio Romeo Schlosser e no cargo de Diretor de Refino e Gás Natural, William França da Silva. A única mulher eleita na nova diretoria executiva é Clarice Coppetti para Relacionamento Institucional e Sustentabilidade. Fechando a lista, Carlos Augusto Burgos Barreto assumirá como diretor de Transformação Digital e Inovação. O Conselho também aprovou uma prorrogação do mandato do presidente Jean Paul Prates por mais dois anos, até abril de 2025. JovemPan

  • Greve gera caos no transporte público de SP; Metrô diz que ‘não há justificativa’ para paralisação

    Desde a madrugada desta quinta-feira, 22, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô estão paralisadas devido à greve do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A paralisação foi confirmada na noite desta quarta-feira, 22, após assembleia dos trabalhadores dos trens da capital paulista. De acordo com o divulgado pela companhia, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás seguem em operação, bem como os trens da CPTM. Contudo as transferências para as linhas 2-Verde e 3-Vermelha permanecerão fechadas nas estações, tanto do Metrô, quanto da CPTM. As três linhas afetadas pela greve respondem por 90% dos 2,8 milhões de passageiros transportados por dia por todo o Metrô de São Paulo. A Operação PAESE, que opera com ônibus gratuitos em certos casos emergenciais, não está em funcionamento. Em consequência da greve, a Prefeitura de São Paulo anunciou que o rodízio municipal de veículos estará suspenso durante toda a quinta. Nas redes sociais, usuários relatam frustração com a paralisação das atividades e aglomerações em frente às estações de pessoas que não estavam cientes da greve. Em virtude da greve, a Polícia Militar informou que intensifica o policiamento ostensivo preventivo nos principais corredores viários, estações de metrô e terminais rodoviários. CPTM, que opera normalmente, registra lotação e longas filas para acessar as catracas. Em nota enviada à Jovem Pan, o Metrô de São Paulo declara que acionará seu plano de contingência para garantir o funcionamento mínimo do sistema e conta com “o bom senso da categoria para não prejudicar o transporte de milhões de pessoas”. “O Metrô entende que não há justificativa para que o Sindicato dos Metroviários declare greve reivindicando o que já vem sendo cumprido pela empresa, sendo que tal atitude só prejudica a população que depende do transporte público”, afirmou a companhia. A empresa afirma que “empenhou todos os esforços” para atender às reivindicações do sindicato e justifica que a atual realidade econômica “não possibilita o pagamento de abono salarial neste momento”. “A empresa teve significativas quedas de arrecadação pela pandemia e não teve ainda o retorno total da demanda de passageiros, se comparada a 2019”, destacou o comunicado. Entre as reivindicações do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, estão o fim das terceirizações e a contratação de novos funcionários para diminuir o déficit de empregados gerados nos últimos anos. Os trabalhadores também pedem o pagamento do abono salarial dos últimos anos. A paralisação já estava marcada há mais de uma semana, mas havia sido adiada após audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Confira abaixo o posicionamento do Metrô de São Paulo na íntegra: “O Metrô entende que não há justificativa para que o Sindicato dos Metroviários declare greve reivindicando o que já vem sendo cumprido pela empresa, sendo que tal atitude só prejudica a população que depende do transporte público. O Metrô empenhou todos os esforços para atender aos pleitos do Sindicato, em acordo com a realidade econômica da Companhia. Essa realidade não possibilita o pagamento de abono salarial neste momento, já que a empresa teve significativas quedas de arrecadação pela pandemia e não teve ainda o retorno total da demanda de passageiros, se comparada a 2019. Ainda assim, a empresa cumpre integralmente com o Acordo Coletivo de Trabalho e com a regra estabelecida para a política de progressão salarial aos seus funcionários. Também concedeu de forma excepcional a progressão na carreira superior a regra estabelecida para os anos de 2020, 2021 e 2022. O Metrô acionará seu plano de contingência para garantir o funcionamento mínimo do sistema e conta com o bom senso da categoria para não prejudicar o transporte de milhões de pessoas. Importante destacar que a Companhia aumentou os salários de seus funcionários em 20% nos últimos 2 anos, enquanto o salário-mínimo teve aumento de 17%. Enquanto a maioria das empresas demitiam ou diminuíam o salário, o Metrô aumentou os salários, mesmo com prejuízo causado pela pandemia. O salário médio do funcionário do Metrô com gratificação por tempo de serviço é de R$ 10 mil e, se somarmos aqui os vales refeição e alimentação, o valor chega a R$ 11,5 mil, além de outros benefícios acima da média, muito além dos exigidos pela CLT, como previdência suplementar, plano de saúde sem mensalidade, hora extra de 100% (CLT determina 50%), adicional noturno de 50% (CLT determina 20%), abono de férias em cerca de 70% (CLT determina 1/3), gratificação por tempo de serviço 1% do salário-base por ano trabalhado; complemento salarial para afastados e auxílio creche/educação de R$ 854 e auxílio creche/educação para filhos com deficiência de R$ 1,7 mil, dentre outros, o que não é a realidade atual de mais de 90% da população brasileira”. JovemPan

  • Sindicatos vão à China com Lula, mas ninguém sabe quem paga a conta

    Representantes das centrais sindicais vão fazer parte da comitiva que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à China, mas não há informações de quem vai pagar a conta. “Não sei. Isso está sendo resolvido pela minha secretária junto com o governo. Melhor você perguntar para o governo”, disse Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), à CNN ao ser questionado sobre os custos da viagem. A reportagem procurou o Itamaraty pedindo informações. O ministério de Relações Exteriores informou que esses detalhes não passam pela pasta. O Planalto ainda não respondeu. Também acompanham Lula diversos empresários de diferentes setores, mas cada um vai pagar pelas suas despesas. Só do agronegócio são 102 representantes As centrais solicitaram ao governo que participassem da missão. Segundo Nobre, os investimentos chineses “são muito bem-vindos”, mas é preciso passar o recado de que é preciso respeitar as legislações trabalhista e ambiental. “Vamos lá para deixar claro que aqui tem sindicato”, afirmou. A China é conhecida pelo baixo custo da mão de obra e por regras ambientais e trabalhistas mais frouxas. Cnn

  • Fazendeiros da Bahia montam células para enfrentar “Abril Vermelho” do MST

    Fazendeiros se organizam em dezenas de cidades da Bahia para reagir ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e à onda de invasões anunciadas para o chamado “Abril Vermelho”. A CNN teve acesso à planilha do grupo de fazendeiros, chamado “Invasão zero”. Na versão mais atualizada, havia 800 fazendeiros listados e distribuídos em 130 dos 417 municípios baianos em sete núcleos de cidades: Itabuna, Ipaú, Itapetinga, Eunápolis, Santo Antonio de Jesus e Vale do Jiquiriçá. A origem do movimento foi na cidade de Santa Luzia, onde um pequeno grupo de fazendeiros conseguiu impedir a invasão dos sem-terra. Desde então, o movimento cresceu e associações e sindicatos rurais têm servido de base para reuniões. Mais recentemente, prefeituras de outras regiões do estado aderiram. O presidente do Consórcio Chapada Forte, Wilson Paes Cardoso, prefeito de Andaraí, no centro do estado, divulgou uma nota dizendo apoiar a reforma agrária. Ele diz, no entanto, “ser a desapropriação o caminho correto e que por este motivo discorda veementemente de qualquer ato de invasão ou ocupação por tratar-se de ação que fere garantia constitucional, o direito de propriedade e gera insegurança jurídica”. Sindicatos rurais têm organizado encontros apoiados pelo time jurídico da Federação de Agricultura do estado da Bahia para “tratar de assuntos referentes às invasões de terra em nosso estado”. Um dos organizadores do movimento é o fazendeiro Luis Uaquim, que produz cacau e cria gado em Ilhéus. “O movimento é uma reação ao governo [do presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva]. O governo Lula vai ter que se adaptar a muita coisa que ele acha que poderia fazer mas não pode mais”, afirma Uaquim. “O dia 1º de abril é chave. O MST chama de Abril Vermelho porque gostam de deflagrar invasões. Faremos vigília. No governo passado [de Jair Bolsonaro] eles [MST] pararam porque o governo não deixava. Então, estamos nos organizando e esse movimento está ganhando corpo e dimensão nunca antes vista. É uma bomba pronta para explodir porque pode haver conflito na hora de retirar os invasores”, continua o fazendeiro. Ele nega, porém, que esses grupos ruralistas estejam se armando. “O grupo é muito claro. Não pode ter arma de fogo. A gente aposta na pressão. Se eles entraram na fazenda com 100 [pessoas], nós apertamos o botão do grupo e vamos para lá com 1.000 pessoas”, explica. PT e correlação de invasões Na avaliação do fazendeiro Luis Uaquim, “a mudança de governo na esfera federal trouxe de volta uma política –apoiada pelo PT– das invasões de terra, que acaba sendo pior na Bahia porque o PT governa o estado há 16 anos, então, o MST encontra aqui solo fértil para invadir”. Ele também afirma que “onde tem governo do PT há uma resistência do governo em ajudar”, por isso o grupo ganhou corpo. De acordo com o Incra, foram comunicadas ao órgão 16 invasões neste ano no país, sendo seis em São Paulo, dez na Bahia e uma no Espírito Santo. Como a comunicação não é obrigatória, os números não necessariamente não refletem a realidade, mas a forma como se deu o desfecho aponta que em governos mais à direita, como em São Paulo, a retirada acaba sendo mais rápida do que nos governos mais à esquerda, como o da Bahia. Ajuda neste cenário o fato de governadores mais à direita no espectro político terem sinalizado que não tolerariam invasões. No dia 7 de março, em evento de posse do novo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), antiga liderança ruralista, disse que “enquanto for governador de Goiás, não terá invasão de terra no estado”. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), divulgou vídeo no dia 11 de março dizendo que a “cerca deve ser respeitada”. “Nós fazemos questão de dar paz para o homem do campo através de uma segurança reforçada e inibindo qualquer tipo de invasão. Cerca existe para ser respeitada. Aqui em Minas não vamos tolerar invasão. O homem do campo precisa de segurança e paz para trabalhar”, disse Zema. O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), disse que haverá “tolerância zero” com o movimento. E em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) acabou preendendo um dos líderes da Frente Nacional de Lutas, José Rainha, após uma onda de invasões durante o carnaval. Governo x MST Em Brasília, por outro lado, as declarações do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, são no sentido da defesa da legalidade. “As políticas do presidente Lula vão na direção da aceleração do programa de reforma agrária para diminuir os conflitos e garantir a paz no campo”, disse o ministro à CNN. A distribuição das superintendências estaduais do Incra, responsável pela reforma agrária, tem sido feita com aval do movimento. Na Bahia, por exemplo, foco maior da tensão, foi nomeado um ex-vereador de Cruz das Almas, Carlos José Barbosa Borges, filiado ao PT. Ele foi indicado pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), principal liderança ligada ao MST dentro do Congresso Nacional. Além disso, o governo deixa claro a ligação com o movimento. No dia 17 de março, cinco ministros de Estado foram até a 20ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico em Viamão, no Rio Grande do Sul. Toda a direção nacional do movimento esteve reunida no evento, além do ministro Paulo Teixeira. Lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra com quem a CNN conversou confirmaram que deverão ocorrer invasões país afora em abril e que considera haver um ambiente mais confortável a isso com a mudança de governo de Bolsonaro para Lula. Mas ressaltam que há a leitura de parte do movimento de que desencadear uma série de invasões pode acabar fortalecendo a oposição ao governo e tensionando ainda mais o ambiente político. O cálculo é, portanto, não radicalizar a ponto de fragilizar o governo no qual o movimento tem proximidade. E utilizar a movimentação para pressioná-lo por um plano nacional de reforma agrária que contemple um cronograma de assentamentos durante todos os quatro anos do governo Lula. Nas contas do movimento, há cerca de 100 mil famílias acampadas no Brasil, das quais 80% são vinculadas ao MST. A maior parte está situada na região Nordeste. O MST também cobra que as nomeações para as superintendências regionais do Incra, órgão responsável pelos assentamentos, sejam aceleradas. O Incra não informou quantas já foram trocadas, mas nas contas do MST, isso ocorreu em menos da metade das 29 existentes no país. A CNN procurou oficialmente o MST, o Incra e o governo da Bahia, mas eles não se manifestaram. CNN

  • Primeiro trimestre de 2023 tem maior número de acidentes aéreos para o período nos últimos cinco ano

    O número de acidentes aéreos no primeiro trimestre de 2023 é o maior dos últimos cinco anos no Brasil. Ao todo, foram 48 neste ano, contando a queda de um monomotor na tarde desta quarta-feira (22), em Goiânia. Em 2018, foram 55 acidentes nos primeiros três meses do ano. Os dados foram extraídos do Sistema de Prevenção e Acidentes Aeronáuticos (SIPAER), da Força Aérea Brasileira (FAB). Entre 2018 e 2023, os números se mantiveram similares: foram 46 acidentes em 2019; 40 em 2020; 46 em 2021; e 40 novamente em 2022. O ano com maior número de acidentes no primeiro trimestre do ano na última década foi 2014, com 59 registros. Apesar do número maior de acidentes, a quantidade de mortes é menor do que a média dos últimos nove anos para um primeiro trimestre. Sem considerar o acidente desta quarta, foram 11 fatalidades em 2023, frente uma média de 22. Em 2014, foram 14 óbitos no primeiro trimestre, e 20 em 2021. De 2012 para cá, foram registrados 1.856 acidentes aéreos no país, com 832 mortes confirmadas. Desse total, 48 acidentes aconteceram em 2023. Aeronaves de transporte particular e com finalidade agrícola foram as que mais estiveram envolvidas acidentes neste ano. Foram 16 aeronaves particulares e outras 14 agrícolas, até 18 de março. Os demais acidentes aconteceram com outras oito aeronaves experimentais, três de instrução, duas da administração direta, duas especializadas e duas não classificadas. Acidente em Goiânia Por volta das 17h10 desta quarta-feira (22), um avião bimotor de pequeno porte caiu sobre casas no bairro Vila Mutirão I, em Goiânia (GO), deixando duas pessoas mortas e outras quatro feridas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, todas as vítimas eram ocupantes da aeronave. Ou seja, não houve mortos e feridos de pessoas em solo. O avião que caiu era um Embraer modelo EMB-810D prefixo PT-VQV. A aeronave turboélice com dois motores tem capacidade para seis pessoas, incluindo dois tripulantes. De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave acidentada pertencia à empresa Rodrigues e Rocha Holding Empreendimentos Patrimoniais Ltda e foi fabricada em 1993. A CNN procurou a empresa, mas ainda não obteve retorno. CNN

  • Metrô de SP confirma que liberará catracas caso 100% dos funcionários retornem ao trabalho

    O Metrô comunicou ao Sindicato dos Metroviários a liberação do funcionamento do sistema nesta quinta-feira (23), com abertura total das catracas (catraca livre, entrada gratuita), caso a categoria retorne 100% ao trabalho. Segundo o metrô, essa condição é necessária para garantir a segurança dos passageiros. Quatro linhas ficaram paralisadas nesta manhã: 1-Azul, 3-Vermelha, 2-Verde e 15-prata. A greve causou transtornos e lotação nos ônibus. As cinco linhas de trens da CPTM continuaram funcionamento normalmente, assim como as linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô (administradas pela ViaQuatro e ViaMobilidade) e linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (administradas pela ViaMobilidade). Segundo o comunicado do sindicato, os metroviários decidiram entrar em greve em assembleia realizada nessa quarta feira (22). Veja na íntegra a nota do metrô: “O Metrô comunicou ao Sindicato dos Metroviários a liberação do funcionamento do sistema nesta quinta-feira (23) com liberação total das catracas (catraca livre, entrada gratuita), de forma a não prejudicar ainda mais a população que depende do transporte. A medida será colocada em prática, condicionada ao retorno imediato de 100% dos funcionários da operação e manutenção, para garantir a segurança dos passageiros. A liberação deve gerar prejuízo dificultando ainda a saúde financeira da empresa. A Companhia reforça que tentou todas as formas de negociação, inclusive com a concessão de benefícios como o pagamento de progressões salariais. A empresa também cumpre integralmente com o acordo coletivo de trabalho e as leis trabalhistas.” CNN

  • Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.161

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  • Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 23/03/2023

    E a CPMI do Congresso Nacional Observando os partidos que apoiam Lula e têm apadrinhado ocupando cargos no governo, achamos que a estratégia de Rodrigo Pacheco retardando a leitura do documento que pede a abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, corre um certo perigo, pois tem vários deputados do MDB, União Brasil e PSD, partidos estes que não inspiram confiança, são fisiológicos e ajudaram a reeleger o maior sabotador da República, inexplicavelmente, Presidente do Senado, mesmo conhecendo o quanto ele prejudicou o país. O Senado, nos últimos anos, fora presidido por indivíduos que mancharam aquela casa, prevaricação e irresponsabilidade prevaleceram durante cada mandato. Um trio irritantemente cheio de atitudes antidemocráticas, Renan Calheiros, Alcolumbre e Rodrigo Pacheco. O segundo Congresso mais caro do mundo cuja inoperância revela o despreparo, fisiologismo e o atraso do Brasil em vários setores, colocando o país estagnado nos rankings de desenvolvimento apresentados pelos organismos qualificados, incompatível com seu potencial. Qual o receio do governo em apurar os fatos corretos ocorridos em 08 de janeiro de 2023? Qualquer pessoa responderia com cem por cento de acerto o motivo, porém, nossos representantes mais próximos, formaram um grupo de pouco mais de um terço, interessados na verdade e ainda na iminência de alguns desistirem por conta de favores “republicanos” que são negociados abertamente com tanta desfaçatez, demonstrando que a grande parte dos nossos políticos tem preço, ainda que seja para garantirem futuras eleições, contando sempre com a memória curta dos eleitores. Os brasileiros mudaram muito, ficaram mais espertos com relação aos embrolhos dos políticos, mas ainda temos boa parte que não lembram sequer o nome dos vereadores da sua cidade. Realmente, o poder legislativo faz mais barulho do que produz, basta apurar em Varginha, quantos Vereadores são devotados à causa da cidade no que tange às leis que votam, à fiscalização do Executivo. Provavelmente, não lêem para formarem suas opiniões corretas a favor da comunidade sem ser subjugados por algum deputado, vínculos político com o Prefeito, conduzidos por um parecer jurídico ou por alguns bons vereadores, que têm vida própria na instituição. Estamos aguardando até hoje uma resposta da Câmara, com referência a nossa denúncia feita há 170 dias, lapso de tempo este que ouvimos, quando cobramos, só um tipo de resposta: depende do jurídico. Que jurídico tão assoberbado de tarefas é esse? Quem sabe esse jurídico está cansado? Afinal nos parece que o chefe é bem antigo na Instituição, em se tratando de um servidor exonerável “ad nutum”. Não temos dúvidas que o Senhor Prefeito Verdi Lúcio Melo está fazendo muitas obras, foi sortudo, pegou “céu de brigadeiro” no Tesouro, em função do trabalho hercúleo e cheio de credibilidade do Prefeito anterior e sua Secretaria de Indústria, entretanto, salvo melhor juízo, o que lemos nas publicações oficiais geram dúvidas, do tipo o que já escrevemos sobre contrato das Escolas - TI, a falta de planejamento na licitação da TI geral, onde uma empresa de 40 anos contratada legalmente, não teve como atender mais o Município - falta de softwares – o tempo de migração parece exíguo demais. O contrato atual com a antiga empresa é improrrogável na forma da lei de licitações e nem todo parecer jurídico vai ao encontro da lei de acordo com o legislador, que na verdade são legisladores, pois a maioria que vota – usando a onomatopeia (atchim, tique-taque, kkkk). Verbas recebidas do FUNDEF que deveriam ser apuradas por servidores especialistas da área, na eminência de serem licitadas, sendo que, a nosso ver, é dispensável. Isto é fácil, basta achar a “ponta do fio da meada”, o resto é operacionalmente progressivo, cujo resultado depende só de matemática. Por outro lado, é muito difícil licitar Empresas de Consultoria. Precisa-se de verba específica e não pode ser do FUNDEF. Até fornecimento de documentos à Prefeitura está omitindo-se de entregar. Infelizmente, para todos nós que participamos da vida pública é comum “apanharmos”, principalmente por suspeição e incompetência. No entanto quando o falatório passa a potencializar-se na sociedade e incomodar muito, é responsabilidade da egrégia Câmara fiscalizar, até para esclarecimento, afinal, o povo gosta de saber. “Não há salvação fora da lei” Rui Barbosa.

  • MPMG celebra acordo para que a Unimed adquira o Hospital Humanitas em Varginha

    O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Varginha, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Velamento de Fundações e às Alianças Intersetoriais, Caots, e do Centro de Autocomposição, Compor, firmou acordo com a Unimed-Varginha e a Fundação Rocha Braga para que a operadora de planos de saúde adquira em definitivo o Hospital Humânitas. O acordo foi firmado na última sexta-feira, 17/03. O prédio onde funciona o hospital deverá ser adquirido pela Unimed por R$ 25 milhões, em cinco parcelas anuais. Em 2021, a 6ª Promotoria de Justiça de Varginha havia instaurado Inquérito Civil sobre o caso e, desde então, vinha apurando as circunstâncias e finalidades da entrega do imóvel onde funciona o Hospital Humanitas, que pertence à Fundação Rocha Braga, para a iniciativa privada. Segundo as apurações do MPMG, a Fundação Rocha Braga é uma fundação privada criada na década de 1960, e logo no início de sua existência recebeu a doação do terreno localizado no Bairro Jardim Petrópolis, em Varginha, que tem 7.639,47m², para ser destinado ao cumprimento de suas finalidades estatutárias. Em 1972, foram iniciadas as obras de construção para um hospital, mas foram paralisadas por falta de verbas, após a edificação das lajes de dois pavimentos. A paralisação das obras durou até janeiro de 1983, quando a Fundação celebrou contrato com a empresa Novo Horizonte Hospitalar Ltda, com prazo de vigência de 20 anos. Pelo contrato, o terreno da Fundação foi cedido à empresa por todo o período, em troca da finalização dos dois andares, que deveria servir para o funcionamento de um hospital. Após a conclusão dos dois pavimentos, a edificação passou a ser utilizada como sede do Hospital Humanitas. Em 2001, o contrato foi prorrogado por mais 20 anos, prevendo a construção de mais 2.000m², novamente em troca do uso da edificação. As novas dependências da ampliação, que envolveram a construção de um terceiro pavimento no prédio, serviram para a UTI do hospital. Em 1998, a Unimed-Varginha adquiriu 60% das quotas societárias da Novo Horizonte Hospitalar Ltda e, em 2012, adquiriu as quotas restantes. Com a entrada do MPMG no caso, foram iniciadas as discussões com a Unimed-Varginha e com a Fundação, para definir a situação do patrimônio, já que o contrato venceria em janeiro de 2023. As negociações vinham ocorrendo desde 2022 na sede do Compor em Belo Horizonte, com apoio do Caots e foi decidido que a Unimed-Varginha irá comprar a edificação, conforme o valor de mercado apurado por peritos da Central de Apoio Técnico do MPMG. Para o promotor de Justiça Fernando Muniz a história do edifício indica que a Fundação não vinha tendo condições financeiras de cumprir suas finalidades estatutárias e seus dirigentes e conselheiros já concordaram com a extinção da entidade, o que ocorrerá tão logo seja regularizada a questão da venda do imóvel. Desde o vencimento do contrato a Unimed vem arcando com aluguel do imóvel, no valor de R$ 105 mil e assim será até a quitação da primeira parcela da compra, conforme também ajustado no acordo. Ainda segundo o acordo, a Fundação se comprometeu a realizar aplicações financeiras seguras com os recursos recebidos e deles prestar contas regularmente ao Ministério Público, até que a destinação final dos valores seja decidida. Fonte: MPMG

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