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  • Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato superam 3 milhões de votos e quebram recorde histórico

    Reprodução Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) alcançaram uma marca inédita nas eleições de 2026 e se tornaram os dois candidatos a deputado federal mais votados da história do Brasil. Ambos ultrapassaram a casa dos 3 milhões de votos e superaram com ampla margem o recorde que permanecia desde 2018. Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira foi reeleito com aproximadamente 3,119 milhões de votos, tornando-se o deputado federal mais votado da história do país. O resultado também representa um crescimento expressivo em relação à eleição de 2022, quando conquistou cerca de 1,49 milhão de votos. Com isso, Nikolas mais que dobrou sua própria votação em quatro anos. A diferença para Ana Elisa (PT), segunda colocada na disputa mineira, ficou próxima de 2,6 milhões de votos. Em São Paulo, Lucas Pavanato também ultrapassou a marca histórica. O candidato do PL recebeu aproximadamente 3,038 milhões de votos em sua primeira disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Pavanato ficou cerca de 1,4 milhão de votos à frente de Erika Hilton (PSOL), segunda colocada na disputa paulista. Até esta eleição, a maior votação nominal para deputado federal havia sido registrada por Eduardo Bolsonaro, que recebeu 1.843.735 votos em São Paulo, em 2018. Antes dele, uma das maiores marcas pertencia a Enéas Carneiro, eleito por São Paulo em 2002 com aproximadamente 1,57 milhão de votos. Nikolas e Pavanato não apenas ultrapassaram esses números como passaram dos 3 milhões de votos, estabelecendo um novo patamar nas eleições para a Câmara dos Deputados. A votação de Pavanato também chama atenção pela rapidez de sua trajetória eleitoral. Em 2024, ele foi eleito vereador de São Paulo com 161.386 votos, tornando-se o candidato mais votado para a Câmara Municipal da capital naquele pleito.

  • Milho recua com oferta ampla e demanda fraca; soja resiste por compras da China e prêmios de exportação; cotações internacionais caem, mas Brasil segura preços; safra recorde de milho está prevista

    Reprodução/ IA Os preços do milho e da soja seguem caminhos diferentes no mercado brasileiro. Enquanto o milho enfrenta pressão de oferta abundante e menor procura interna, a soja encontra sustentação nas compras externas, especialmente da China, e nos prêmios de exportação que limitam a queda. No exterior, os dois grãos recuaram nas últimas semanas, mas a transmissão dessa baixa para o Brasil é mais lenta no caso da oleaginosa. No mercado de milho, a disponibilidade crescente pesa sobre os valores. Estima-se produção recorde de 144 milhões de toneladas na safra 2025/26. As exportações estão menores que no mesmo período do ano anterior e compradores domésticos já possuem estoques suficientes, afastando-se de novas aquisições. Produtores passaram a negociar com mais flexibilidade, aceitando condições mais favoráveis aos compradores. Nos Estados Unidos, estoques acima do esperado e avanço da colheita mantêm a pressão sobre as cotações internacionais. Já a soja mostra maior resistência. A queda dos preços em Chicago reduziu a negociação no mercado interno, mas os valores permanecem em patamares elevados. A demanda chinesa continua sendo o principal fator de suporte: embora não tenham sido anunciadas compras em massa na última semana, os volumes adquiridos seguem expressivos. Os prêmios de exportação também ajudam a proteger os preços domésticos. O cenário divide analistas: a oferta crescente no Hemisfério Norte aponta para pressão no curto prazo, mas a procura da China deve sustentar o mercado no médio prazo.

  • Previsão de alta nos alimentos fica em 5,66% para 2027, acima da inflação geral de 4,30%; projeção se mantém estável nas últimas três semanas; efeitos do clima pesam sobre custos

    Reprodução/ IA Os preços dos alimentos devem continuar subindo mais rápido que o resto da economia em 2027. Segundo projeções reunidas pelo Banco Central, a alta esperada para alimentação no domicílio é de 5,66%, enquanto a inflação geral do país deve ficar em 4,30%. A diferença entre os dois índices confirma que a comida será um dos principais fatores de pressão sobre o custo de vida no próximo ano. A estimativa para os alimentos já está nesse patamar há três semanas, mas permanece bem acima do que se previa no início do segundo semestre — quando, em julho, a projeção era de 5,39%. O avanço reflete preocupações com o clima. O fenômeno El Niño deve afetar a produção agrícola, especialmente de milho, arroz e algodão, reduzindo oferta e elevando custos. O próprio Banco Central registrou que as revisões de preços para o próximo ano estão concentradas justamente nos produtos consumidos em casa. A piora das perspectivas ocorre mesmo em um cenário em que outros grupos, como transportes e artigos de residência, mostram sinais de desaceleração ou até queda de preços. Para o consumidor, a diferença significa que a refeição diária vai pesar ainda mais no orçamento. Quando a comida sobe acima da média, a parcela da renda destinada à alimentação cresce, reduzindo espaço para outras despesas. Analistas observam que o movimento reflete tanto fatores climáticos quanto a dinâmica de custos de produção, transporte e comercialização. A situação será acompanhada de perto ao longo dos próximos meses, à medida que novas previsões de safra e de clima forem atualizadas.

  • Empresa australiana avalia reativar mina de tungstênio explorada durante a Segunda Guerra no RN

    A empresa australiana Gold Mountain avalia reativar uma antiga mina de tungstênio explorada durante a Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte. A companhia anunciou nesta segunda-feira (5) que obteve o direito exclusivo de analisar e, eventualmente, adquirir a área da Mina Malhada do Angico, localizada no Seridó potiguar, nas proximidades do município de Parelhas. A área do projeto possui aproximadamente 857 hectares. O acordo firmado pela Gold Mountain garante à empresa um período de 12 meses de exclusividade para realizar avaliações técnicas, jurídicas e regulatórias antes de decidir se seguirá com a aquisição. A companhia australiana já desembolsou R$ 1 milhão para obter a exclusividade. Caso a operação avance, outros R$ 2 milhões poderão ser pagos, elevando o valor potencial do negócio para R$ 3 milhões. Um dos pagamentos adicionais depende de uma decisão favorável da Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre o Relatório Final de Pesquisa apresentado em 2016, além de uma avaliação positiva da própria Gold Mountain. Outra parcela está condicionada à aprovação da transferência dos direitos minerários para a empresa australiana. O processo está atualmente em análise pela agência reguladora. Mina explorada durante a guerra A antiga operação da Malhada do Angico foi conduzida pela Mineração Fluminense durante a Segunda Guerra Mundial. A atividade envolvia a extração de rochas contendo scheelita, principal minério utilizado como fonte de tungstênio na região, com processamento realizado no próprio local. O tungstênio ganhou importância estratégica durante grandes conflitos do século 20 e ficou conhecido como “mineral da guerra” por sua utilização na fabricação de ligas de alta resistência e aços especiais. O material é empregado em diferentes setores industriais, incluindo equipamentos de corte e componentes submetidos a condições extremas. A exploração do tungstênio no Seridó ganhou força justamente durante a Segunda Guerra Mundial, quando a demanda internacional pelo mineral aumentou. A região chegou a ter importante participação na produção de scheelita, atividade que posteriormente perdeu força com as mudanças no mercado internacional. Nova campanha de exploração Embora ainda não tenha comprado a antiga mina, a Gold Mountain já iniciou uma nova etapa de pesquisas na área. A empresa começou a realizar perfurações com trado nos rejeitos deixados pela antiga operação, com o objetivo de estimar a concentração de tungstênio, medir a espessura do material e coletar amostras para testes metalúrgicos. Os resultados dessa análise ainda não foram divulgados. A mineradora também prepara uma campanha de sondagem diamantada para verificar se a mineralização continua abaixo e ao redor das antigas áreas de exploração. O programa deverá investigar aproximadamente 2 quilômetros da formação geológica associada ao tungstênio, chegando a profundidades de cerca de 120 metros. O início dessa etapa depende da obtenção das autorizações ambientais e regulatórias necessárias. David Evans, diretor-executivo da Gold Mountain, afirmou que a empresa pretende acelerar o programa de exploração e iniciar as perfurações assim que as licenças forem obtidas. Segundo Evans, a companhia também está analisando os rejeitos históricos da antiga mineração para confirmar os teores de tungstênio e obter material destinado aos testes metalúrgicos. Valorização do tungstênio O interesse pela área ocorre em um momento de forte valorização do tungstênio no mercado internacional. Em 2026, o preço do mineral subiu em meio à redução da oferta e às restrições impostas pela China, que concentra grande parte da produção mundial. A valorização também está relacionada ao aumento da procura por tungstênio em setores como defesa, aeroespacial e semicondutores. No Rio Grande do Norte, as exportações do mineral somaram US$ 6,8 milhões no primeiro semestre de 2026, contra US$ 1,5 milhão no mesmo período de 2025, uma alta de 356% em valor. O movimento internacional recolocou o tungstênio produzido no Seridó em evidência e aumentou o interesse por áreas que possuem histórico de exploração do mineral. No caso da Malhada do Angico, porém, a eventual retomada da mineração ainda depende das avaliações da Gold Mountain e das autorizações necessárias.

  • Furgão roubado com material radioativo é localizado sem a carga em São Paulo

    Foto: Reprodução/Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) Um veículo que transportava material radioativo para uso médico foi roubado em São Paulo e localizado posteriormente sem a carga. O material, identificado como Actínio-225, continua desaparecido. O caso mobilizou a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), que orienta a população a não tocar ou manipular a embalagem caso ela seja encontrada. O roubo aconteceu na quinta-feira (1º). Segundo a ANSN, o veículo transportava o Actínio-225, substância utilizada em tratamentos médicos, e havia saído do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino ao Hospital A.C.Camargo, em São Paulo. A carga havia sido importada dos Estados Unidos e seria utilizada no tratamento de um único paciente com câncer de próstata. O veículo era um Citroën Jumpy-Furgão, com capacidade para 1,5 tonelada e placa GGJ3G06. Tanto o automóvel quanto a carga possuíam sistemas de rastreamento. O furgão também estava identificado com o símbolo internacional de radiação, assim como a embalagem que transportava o material. De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o motorista, de 58 anos, foi abordado por quatro homens armados enquanto passava pela Via Dutra, na altura da Vila Maria, na capital paulista. Dois suspeitos estavam em um veículo e outros dois em uma motocicleta. O motorista foi mantido sob poder dos criminosos até a manhã seguinte, quando foi deixado nas proximidades da Marechal Tito, na zona leste de São Paulo. Ele foi localizado e recebeu auxílio de policiais militares. O caso foi registrado como roubo pelo 2º Distrito Policial de Guarulhos. Após o roubo, o veículo foi localizado, mas a embalagem contendo o Actínio-225 não estava mais no interior. Segundo informações divulgadas posteriormente, o sistema de rastreamento associado à carga teria sido removido pelos criminosos. O furgão foi encontrado destruído, enquanto as autoridades continuavam as buscas pelo material radioativo. Material radioativo A ANSN informou que a quantidade de Actínio-225 transportada não oferece perigo da forma como está acondicionada. O órgão, porém, alerta que a embalagem não deve ser aberta ou manipulada, pois o contato com o material pode provocar exposição à radiação. Segundo o diretor da ANSN, Alessandro Facure, o Actínio-225 é um emissor de partículas alfa, que possuem baixo poder de penetração pela pele. Ainda assim, a substância não deve ser manipulada ou ingerida. O material também sofre decaimento radioativo, com a atividade caindo aproximadamente pela metade a cada dez dias. A orientação das autoridades é que qualquer pessoa que encontre o veículo, a embalagem ou o material não toque, não abra e não tente transportar o conteúdo. A área deve ser mantida isolada e as autoridades devem ser comunicadas imediatamente. Para informar a localização de uma possível embalagem ou carga, a ANSN e o Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) disponibilizaram os telefones (21) 99304-9453 e (21) 99299-2620. A ANSN informou que acompanha o caso e adota as medidas necessárias para localizar e recuperar o material com segurança. As investigações continuam para esclarecer o roubo e descobrir o destino da carga de Actínio-225.

  • Cury, Renan Santos, Caiado e Zema definem posições sobre o segundo turno presidencial

    Reprodução Os candidatos que não avançaram para o segundo turno da eleição presidencial de 2026 começaram a definir suas posições após a confirmação da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) adotaram posicionamentos diferentes sobre a segunda etapa da eleição, marcada para 25 de outubro. Terceiro colocado no primeiro turno, Augusto Cury afirmou que não pretende declarar apoio a nenhum dos dois candidatos que continuam na disputa. O escritor disse que irá se manter em silêncio em relação ao segundo turno e defendeu que suas propostas de campanha permaneçam disponíveis para serem consideradas pelo vencedor. Cury também afirmou que ninguém está autorizado a utilizar seu nome ou o de seu candidato a vice para declarar apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro. O candidato havia defendido durante a campanha uma proposta de pacificação do ambiente político brasileiro e, após o resultado, voltou a criticar a polarização. Renan Santos, do partido Missão, que terminou o primeiro turno na quarta colocação, também informou que não apoiará nenhum dos candidatos. Em uma transmissão após a apuração, ele afirmou que não faria campanha para nenhum dos dois e liberou seus eleitores para tomarem a própria decisão no segundo turno. Apesar de não declarar apoio, Renan avaliou que o resultado das urnas indica vantagem para Flávio Bolsonaro na etapa final da eleição. Ele também criticou os dois candidatos que avançaram para a disputa e afirmou que continuará atuando politicamente após o fim da eleição presidencial. O PSD de Ronaldo Caiado, que ficou em quinto lugar, também não declarou apoio a Lula ou Flávio. Após a apuração, Caiado afirmou que conversaria primeiro com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, antes de tomar uma posição. Posteriormente, Kassab informou que o PSD decidiu liberar seus diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes para definir individualmente seus apoios no segundo turno. A direção nacional justificou a decisão pela diversidade de cenários políticos existentes nos diferentes estados. Caiado também avaliou sua participação na eleição. Após ficar fora do segundo turno, afirmou que não venceu a disputa, mas que saiu dela com orgulho da campanha realizada. O ex-governador de Goiás criticou a condução da eleição e afirmou que pretende manter sua atuação política. Já Romeu Zema, do Novo, adotou uma posição diferente dos demais. Embora não tenha citado nominalmente Flávio Bolsonaro, o ex-governador de Minas Gerais declarou que estará contra o PT no segundo turno. “Onde estiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT”, afirmou Zema durante seu pronunciamento após o resultado. Na mesma ocasião, criticou o partido e afirmou que a legenda teve oportunidades de apresentar sua forma de governar. Zema também comemorou o desempenho do Novo nas eleições legislativas e afirmou que o partido conseguiu atingir a cláusula de barreira, considerada uma das prioridades da legenda. Ele também destacou a eleição de integrantes do partido para o Senado e para a Câmara dos Deputados. O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, e Lula em segundo, com 45,16%. Os dois avançaram para a segunda etapa da eleição presidencial, que será realizada em 25 de outubro. Com os posicionamentos anunciados pelos candidatos derrotados, Cury e Renan optaram por não apoiar nenhum dos dois concorrentes; o PSD liberou suas bases para decidir individualmente; e Zema declarou oposição ao PT sem anunciar nominalmente apoio a Flávio Bolsonaro.

  • Imprensa internacional destaca resultado apertado no Brasil; Flávio Bolsonaro lidera com 47% contra 45% de Lula; segundo turno promete disputa acirrada; jornais falam em revanche e virada eleitoral

    Reprodução O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil chamou a atenção do mundo. Com quase 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos válidos e ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registrou 45%. A diferença apertada confirma a disputa direta entre os dois no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O resultado contrariou previsões que apontavam liderança de Lula na etapa inicial e foi classificado como surpreendente por observadores internacionais. Veículos de comunicação de diferentes países destacam que o desempenho de Flávio Bolsonaro superou as expectativas e que forças alinhadas à sua linha política também cresceram nas disputas para o Congresso e os governos dos estados. A comparação com a eleição de quatro anos atrás é recorrente: na ocasião, Lula derrotou o pai de Flávio em uma das disputas mais acirradas da história. Analistas apontam que o atual cenário pode indicar uma mudança de orientação política na América Latina, onde correntes conservadoras vêm ganhando espaço em diversas nações. A vantagem de Flávio Bolsonaro se manteve estável durante toda a apuração, mas a concentração de votos em Lula na região Nordeste garantiu a continuidade da disputa no segundo turno. O cenário é descrito como incerto e imprevisível, com mobilização intensa esperada dos dois lados nas próximas três semanas. O confronto final deve reunir os dois maiores grupos eleitorais do país em uma decisão que tende a definir os rumos do Brasil pelos próximos anos.

  • Mais de 62% dos brasileiros no exterior não votaram no primeiro turno; Lula lidera com 47,6% dos votos válidos; Flávio Bolsonaro vem em segundo; abstenção nos EUA chega a 71,5%

    Reprodução/ IA Dos quase 917 mil brasileiros registrados para votar no exterior, apenas 341 mil compareceram às urnas no primeiro turno — o equivalente a 37,3% do total. Mais de 574 mil pessoas não votaram, o que representa 62,7% de abstenção. O eleitorado no exterior corresponde a pouco mais de 0,5% do total nacional e vota exclusivamente para presidente, com seções espalhadas por 186 cidades do mundo. Os Estados Unidos reúnem o maior grupo, com 28,9% dos eleitores, seguidos por Portugal, com 14,7%, e pelo Japão, com 9,6%. Nos votos válidos, o atual presidente obteve 47,6% dos sufrágios, com cerca de 157 mil votos. O segundo colocado registrou 43,5%, aproximadamente 144 mil votos. Os demais candidatos não ultrapassaram 3% dos votos cada. Nos Estados Unidos, a abstenção foi ainda maior: 71,5% dos eleitores cadastrados não compareceram, índice superior ao registrado na eleição anterior. O temor de brasileiros em situação irregular em relação a ações de fiscalização migratória foi apontado como um dos fatores que influenciaram a ausência. Em cidades como Nova York, a taxa de abstenção subiu 14 pontos percentuais em relação à eleição anterior, alcançando quase 74%. A mudança de local de votação para um bairro mais distante também dificultou a presença de eleitores. O voto no exterior é obrigatório para os brasileiros com título regularizado e domicílio eleitoral no exterior, nas mesmas regras vigentes no território nacional. Quem não tiver o título vinculado à zona eleitoral do exterior não pode votar, mesmo estando morando fora do país. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

  • CEO da OpenAI diz que benefícios da inteligência artificial justificam aceitar alguns riscos

    O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a sociedade deve aceitar alguns riscos associados ao avanço da inteligência artificial (IA) para poder aproveitar os benefícios proporcionados pela tecnologia. Em entrevista ao Politico, Altman defendeu que a IA continue amplamente acessível ao público e afirmou que os efeitos positivos da tecnologia deverão superar os danos provocados por seu uso. “Acreditamos que o mundo deve aceitar que algumas coisas ruins aconteçam pelos benefícios dessa tecnologia e para que as pessoas tenham autonomia”, afirmou Altman durante a entrevista ao Decoded, boletim especializado em tecnologia do Politico. A declaração ocorre em meio ao debate sobre os riscos associados ao desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial cada vez mais avançados. Empresas do setor e pesquisadores divergem sobre a velocidade com que esses modelos devem ser desenvolvidos e sobre o nível de regulamentação necessário para reduzir possíveis danos. Altman afirmou que existe uma diferença significativa entre a abordagem da OpenAI e a da Anthropic, empresa concorrente que tem adotado uma posição mais cautelosa em relação aos riscos da IA. Segundo ele, a OpenAI defende uma postura regulatória mais flexível, que permita que a tecnologia permaneça disponível para um número amplo de pessoas. O executivo criticou a ideia de concentrar o controle de sistemas avançados de IA em uma única empresa ou laboratório sob a justificativa de segurança. Na avaliação de Altman, limitar o acesso dessa maneira representaria uma troca “completamente inaceitável”, porque reduziria a autonomia das pessoas para utilizar a tecnologia. Altman também citou alguns dos problemas que podem acompanhar a disseminação da inteligência artificial. Entre eles estão ataques hackers, uso indevido da tecnologia e golpes. Para o executivo, não seria possível garantir que nenhum desses problemas aconteça como condição para permitir o desenvolvimento e a utilização ampla da IA. “Eu não aceitaria uma troca em que disséssemos que vamos garantir que não haverá grandes ataques, nenhum uso indevido, golpes zero ou todas as outras coisas ruins que vão acontecer”, afirmou Altman. Segundo ele, as pessoas poderão produzir “ordens de magnitude” mais resultados positivos do que negativos com a tecnologia. A posição do CEO da OpenAI contrasta com alertas feitos por integrantes da comunidade de segurança de inteligência artificial. A Anthropic, por exemplo, vem defendendo uma abordagem mais cautelosa diante do avanço dos chamados modelos de fronteira, que apresentam capacidades cada vez maiores. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou em setembro um texto no qual defendeu que o setor desacelere o desenvolvimento para acompanhar os riscos associados aos modelos mais avançados. Altman, apesar das diferenças entre as empresas, também já declarou apoio à desaceleração do desenvolvimento dos sistemas mais poderosos.

  • Mais de 400 escolas são fechadas na França em meio a protestos estudantis; bloqueios ocorrem em várias cidades; governo distingue reivindicações legítimas de atos de violência

    Reprodução/ IA Mais de 400 estabelecimentos de ensino estão fechados na França nesta segunda-feira, dia 5 de outubro, em razão de manifestações organizadas por estudantes do ensino médio. Os bloqueios às entradas de colégios acontecem em diversas regiões do país, com concentração na região da capital e em cidades do interior. O governo confirma o número e alerta que a situação pode se estender, mantendo medidas de segurança pelo tempo que for necessário. Os jovens reivindicam condições iguais de ensino para todas as escolas, independentemente da localização. Criticam a diferença de investimentos entre instituições próximas a Paris e aquelas situadas em periferias e regiões afastadas. Em cartazes e declarações, também rejeitam a presença ostensiva de forças de segurança nas proximidades dos estabelecimentos, dizendo que querem ser ouvidos e não reprimidos. Uma das frases mais repetidas resume o sentimento: pedem o diploma de conclusão do ensino médio, não a ação de unidades policiais. A porta-voz do governo reconhece que existem reivindicações legítimas, mas faz distinção clara entre manifestações pacíficas e episódios de violência registrados em alguns locais. Atacar agentes de segurança, bombeiros e funcionários públicos não é protesto, é delinquência, segundo a representante oficial. Ela reforça que a prioridade do Estado é restabelecer a ordem e garantir o funcionamento regular das escolas, sem deixar de considerar as demandas justas apresentadas pelos estudantes.

  • Coreia do Sul atribui explosão na fronteira a minas instaladas pelo Norte; dois soldados ficaram feridos; investigação conjunta com ONU confirma autoria; Pyongyang nega e chama acusação de infundada

    Reprodução Autoridades da Coreia do Sul anunciaram que a explosão que feriu gravemente dois soldados em 21 de setembro foi provocada por minas antipessoais instaladas pela Coreia do Norte. A conclusão vem de investigação feita em conjunto com o Comando das Nações Unidas, com base em evidências técnicas. Os militares explicam que os artefatos foram colocados ao sul da linha que separa os dois países, em área que deveria estar livre de armamentos, sob pretexto de obras de fortalecimento da fronteira. Estima-se que a mina responsável pelo ocorrido tenha sido posicionada aproximadamente um ano antes do incidente. Desde abril de 2024, a Coreia do Norte intensificou ações de fechamento e armazenamento da divisa. Foram mobilizados cerca de 7 mil trabalhadores para instalar cercas, estruturas defensivas e campos de minas. Pelo menos 50 eventos de aproximação ou travessia da linha de demarcação foram registrados neste período. A presença de minas na zona desmilitarizada — faixa de 4 quilômetros de largura que separa os dois lados — é considerada violação direta do acordo de cessar-fogo firmado em 1953, que encerrou os combates sem estabelecer paz formal. A Coreia do Norte rejeitou as acusações de forma imediata. A irmã do líder Kim Jong Un classificou as alegações como infundadas e recusou qualquer pedido de retratação ou reparo. A situação mantém elevada a tensão na península, onde os dois lados permanecem em estado de beligerância técnica, sem tratado de paz que ponha fim definitivo ao conflito iniciado há mais de sete décadas.

  • Estados Unidos reabrem embaixada e quatro consulados no Brasil nesta segunda-feira; unidades estavam fechadas desde sexta-feira por questões de segurança; atendimento presencial volta ao normal

    Reprodução Os Estados Unidos retomaram nesta segunda-feira, dia 5 de outubro, o atendimento presencial em todas as suas representações diplomáticas no Brasil. A Embaixada em Brasília e os consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife voltaram a funcionar normalmente, incluindo os serviços de emissão de vistos e atendimento ao público. As unidades haviam sido fechadas na sexta-feira anterior, dia 2, por determinação das autoridades americanas, que citaram razões de segurança sem especificar a natureza da ameaça. Durante o período de suspensão, os funcionários foram orientados a exercer suas funções de forma remota. Canais de contato eletrônico e telefônico permaneceram disponíveis para casos de emergência envolvendo cidadãos americanos. O comunicado oficial de reabertura reforça que a proteção de pessoal e de cidadãos é prioridade máxima e que a missão diplomática segue em colaboração com as autoridades brasileiras no acompanhamento da situação. A retomada das atividades acontece um dia após a realização do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil. O governo americano informou que utiliza regularmente canais de alerta e comunicação com seus cidadãos no exterior para manter todos informados sobre riscos, eventos locais e orientações de segurança. Não foram divulgadas novas medidas restritivas ou preocupações específicas que justifiquem manutenção de restrições.

  • Abstenção chega a 21,08% no primeiro turno e bate recorde desde 1998

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 chegou a 21,08% do eleitorado apto a votar, segundo os dados da Justiça Eleitoral. O índice representa o maior percentual de eleitores ausentes registrado em uma eleição presidencial desde 1998, quando a taxa chegou a 21,5%. Com a apuração praticamente concluída, mais de 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas neste domingo (4). O número supera o registrado nas últimas quatro eleições presidenciais e mantém uma trajetória de crescimento da abstenção observada nos últimos pleitos. Em 2022, primeiro turno, a ausência havia alcançado 20,93%, equivalente a 32.739.676 eleitores. Quatro anos antes, em 2018, foram 29.940.386 faltosos, ou 20,33% do eleitorado. Nas eleições de 2014, a taxa havia sido de 19,39%, com 27.697.667 eleitores que não compareceram. Já em 2010, o percentual foi de 18,12%, correspondente a 24.610.296 ausências. A evolução dos números mostra uma alta gradual da participação negativa nas últimas eleições gerais. O índice de 2026, porém, também se aproxima do recorde histórico registrado em 1998, quando 21,5% dos eleitores aptos deixaram de votar. Além das abstenções, o primeiro turno deste ano registrou 2,3 milhões de votos em branco e 3,7 milhões de votos nulos, de acordo com os dados da Justiça Eleitoral. O comparecimento ficou próximo de 125 milhões de eleitores, diante de um eleitorado apto de aproximadamente 158,7 milhões de pessoas. A maior taxa de abstenção entre os estados foi registrada no Mato Grosso do Sul, onde 23,87% dos eleitores não compareceram. Na sequência apareceram Rio de Janeiro, com 23,32%, e Minas Gerais, com 22,77%. São Paulo também ficou acima da média nacional, com 22,54%. Na outra ponta, os menores índices foram registrados no Ceará, com 15,52%, seguido por Roraima, com 17,12%, Piauí, com 17,16%, e Sergipe, com 17,30%. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que pretende trabalhar para reduzir a abstenção no segundo turno. Segundo ele, o percentual registrado no primeiro turno não é o desejado pela Justiça Eleitoral e será necessário aperfeiçoar os mecanismos disponíveis para estimular o comparecimento dos eleitores. O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro. A disputa será realizada entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno.

  • Trump elogia rapidez da apuração no Brasil e compara com processo eleitoral dos EUA; chegou a confundir Brasil com Índia em publicação que depois editou; não comentou sobre candidatos brasileiros

    Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a velocidade da divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil. Em publicação em rede social, destacou que cerca de 125 milhões de eleitores votaram e que os números foram conhecidos logo após o fechamento das urnas, no mesmo dia. Em seguida, comparou com o processo americano, dizendo que em diversas cidades e estados os resultados demoram semanas para ser definidos e classificou o sistema eleitoral de seu próprio país como corrupto. Na primeira versão da mensagem, Trump chegou a escrever que as eleições tinham ocorrido na Índia, corrigindo o erro posteriormente. Ele não fez nenhuma referência direta aos nomes ou propostas dos candidatos que disputam o governo brasileiro. Anteriormente, havia declarado que acompanhava o pleito de perto e considerava o Brasil e a eleição assuntos importantes, sem detalhar posicionamentos. A disputa segue para o segundo turno em 25 de outubro, entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O governo dos Estados Unidos negou qualquer intenção de interferir no processo eleitoral brasileiro. Por meio de porta-voz, afirmou que respeita a soberania do país e defende uma votação livre. A atenção dada por Trump às eleições externas acontece às vésperas de eleições legislativas nos próprios Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, quando o presidente buscará ampliar apoio no Congresso.

  • Chefe da inteligência alemã alerta para risco de conflito violento com a Rússia; ameaça de ataques é "real e iminente"; país bálticos também podem ser alvo; governo pede ampliação de pod

    Reprodução O diretor do Serviço Federal de Inteligência da Alemanha afirmou em audiência pública no Parlamento que o país corre risco real de entrar em conflito violento com a Rússia. Segundo ele, o confronto assumiu dimensão nova e mais perigosa, com operações híbridas — cibernéticas, de drones e de interferência — cada vez mais agressivas. A tentativa de ataque contra o aeroporto de Leipzig, em agosto, é citada como exemplo concreto. A avaliação é que Moscou testa a reação alemã e que qualquer hesitação pode ser interpretada como fraqueza, incentivando maior pressão. Embora não haja indicação de ataque em larga escala iminente contra territórios da aliança militar, a Rússia pode intensificar ações de menor intensidade, especialmente nos países bálticos, alerta a inteligência. O objetivo seria forçar a Alemanha — maior apoiadora da Ucrânia — a reduzir o suporte militar e humanitário. A expectativa é de que os bombardeios e a pressão sobre a população ucraniana se agravem com a chegada do inverno. A própria Rússia declarou não ter intenção de atacar outros países, mas reforçou que responderá caso se sinta agredida. Para responder a essa nova fase de ameaças, o governo alemão pede a aprovação de lei que amplie os poderes dos serviços de inteligência, permitindo ações mais ativas de prevenção. Hoje, regras criadas após a Segunda Guerra Mundial impõem limites mais rígidos à atuação dos agentes, em comparação com aliados como França, Reino Unido e Estados Unidos. As autoridades reforçam que a defesa coletiva e a preparação imediata são necessárias para dissuadir avanços hostis.

  • Príncipe Andrew processa polícia britânica após mandados de busca em suas residências; ex-Duque de York contesta legalidade de ações ligadas ao caso Epstein; audiência está marcada para quinta-feira

    Reprodução O príncipe Andrew, irmão mais novo do rei Charles, entrou com ação judicial contra a polícia britânica para questionar a legalidade de mandados de busca executados em suas residências. Os procedimentos foram cumpridos em sua casa na propriedade de Sandringham e no antigo endereço no Royal Lodge, em Windsor. A audiência sobre o pedido de revisão judicial está prevista para a próxima quinta-feira. A força policial envolvida confirmou estar diante de processo em curso e não fará declarações adicionais enquanto os trâmites não forem concluídos. O episódio remonta a fevereiro deste ano, quando Andrew foi detido pela primeira vez — tornando-se o primeiro membro da realeza em séculos a passar por tal situação. A prisão ocorreu no dia de seu 66º aniversário. Ele foi levado a delegacia e interrogado por cerca de 12 horas antes de ser liberado. Até o momento, nenhuma acusação formal foi apresentada; a investigação segue aberta. A ação policial está ligada ao escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, financeiro falecido acusado de crimes sexuais, e à suspeita de que Andrew teria compartilhado informações confidenciais durante seu período como enviado comercial do Reino Unido. O afastamento da vida pública começou em 2019, após declarações sobre a amizade com Epstein. Em 2025, o rei Charles retirou-lhe o título de príncipe, em meio à repercussão de acusações feitas por uma das vítimas do caso. Andrew nega veementemente qualquer irregularidade, diz não ter conhecido a acusadora e rejeita envolvimento em condutas impróprias. A situação continua em andamento, com desdobramentos jurídicos que mantêm o caso em destaque internacional.

  • Pesquisadora de 28 anos morre de doença desconhecida em instituto de estudo de peste na Sibéria; autoridades russas aplicam medidas de contenção; quarentena foi imposta em unidades de saúde

    Reprodução Uma jovem de 28 anos, técnica de laboratório em um centro de pesquisa dedicado ao estudo de doenças altamente contagiosas, morreu após desenvolver uma pneumonia de origem ainda não identificada. O caso ocorreu na cidade de Shelekhov, região de Irkutsk, na Sibéria, em um instituto que monitora e previne surtos de infecções de risco em toda a região leste da Rússia. Após a confirmação do óbito, as autoridades de saúde decretaram medidas amplas de prevenção: alas hospitalares foram colocadas em quarentena, admissões e altas suspensas e unidades de saúde fechadas temporariamente. Os exames realizados não detectaram nenhum agente infeccioso que estivesse ligado diretamente às atividades profissionais da pesquisadora. Todos os contatos recentes dela estão sendo examinados e testados; cerca de 200 pessoas estão sob observação médica. Não foram registrados novos casos entre os funcionários do instituto nos dez dias seguintes ao ocorrido. Ainda assim, uma usina de alumínio próxima orientou seus trabalhadores a usarem proteção respiratória como precaução, enquanto autoridades pedem calma e afirmam que a situação sanitária está controlada. A possibilidade de contágio pela peste pneumônica — forma da doença que se transmite entre pessoas por gotas respiratórias — foi levantada por autoridades locais e especialistas. Esse tipo é letal se não tratado, mas responde bem a antibióticos e não se espalha com facilidade. Organismos internacionais acompanham os desdobramentos e pedem transparência nas informações. A Organização Mundial da Saúde reforça que a doença, embora grave, é conhecida e tem tratamento eficaz. O frio intenso que se aproxima da região também é citado como fator que dificulta a disseminação de agentes infecciosos.

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