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120 cadeiras, um só plenário e nunca maioria absoluta: como funciona o sistema político que decide o governo de Israel

16 de set.
2 min de leitura

Reprodução
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No dia 27 de outubro, os eleitores de Israel vão às urnas para renovar o Knesset — o Parlamento do país, instituição que detém o poder de formar e destituir o governo. O nome remete à Knesset Hagedolah (Grande Assembleia), conselho representativo judaico formado em Jerusalém no século V a.C. A versão moderna foi criada após a fundação do Estado, em 1948. Em janeiro de 1949, eleições formaram a Assembleia Constituinte, que adotou o nome Knesset e elegeu Chaim Weizmann como primeiro presidente; David Ben-Gurion, fundador do Estado, tornou-se o primeiro-ministro.

O Knesset funciona em câmara única, com 120 membros eleitos por quatro anos. O voto é facultativo para cidadãos maiores de 18 anos. Para conseguir uma cadeira, um partido precisa alcançar pelo menos 3,25% dos votos — uma cláusula relativamente baixa, que permite a representação de legendas menores. Nenhum partido, porém, jamais conquistou sozinho os 61 assentos necessários à maioria absoluta. Por isso, todos os governos são formados por coligações, frequentemente instáveis. O Parlamento pode ser dissolvido antes do prazo pelos próprios membros ou pelo primeiro-ministro, antecipando eleições. A legislatura que termina é a primeira desde 1988 a completar o mandato integral.

Os projetos de lei passam por três leituras no plenário e precisam de maioria simples para serem aprovados. Depois de assinados pelo presidente do Knesset, pelo presidente do Estado e pelo primeiro-ministro, são publicados e selados pelo ministro da Justiça. O presidente, atualmente Isaac Herzog, exerce função principalmente cerimonial; o poder executivo cabe ao primeiro-ministro, hoje Benjamin Netanyahu.

A confiança da população nas instituições está em patamar muito baixo, segundo dados do Israel Democracy Institute referentes a 2025: apenas 18% confiam no Knesset, e quase metade dos entrevistados declarou que seria melhor "desmanchar tudo e recomeçar do zero". A pesquisa revela que o cidadão comum reconhece a importância do Parlamento, mas avalia que o atual não correspondeu ao que foi prometido.
Fonte:CNN

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