Acidente com carga tóxica na Fernão Dias causa morte e quilômetros de congestionamento
há 16 minutos
2 min de leitura
Reprodução
O grave acidente ocorrido na noite da última terça-feira, na Rodovia Fernão Dias, mobiliza forças de segurança e equipes especializadas em uma operação complexa que se estendeu ao longo de toda esta quarta-feira. O tombamento seguido de incêndio de uma carreta carregada com produtos químicos perigosos, como sulfato de cobre, sulfato de zinco e enxofre, resultou na morte imediata do motorista no quilômetro 904,8, em Cambuí. Segundo a concessionária Motiva Minas_SP, o impacto da ocorrência travou o fluxo no sentido Belo Horizonte, gerando um cenário de extrema periculosidade devido à natureza altamente inflamável e tóxica dos materiais transportados, cujas causas do acidente ainda permanecem sob investigação.
As condições climáticas e ambientais no momento do atendimento foram um desafio adicional para os socorristas e peritos. A combinação de uma neblina intensa com a fumaça escura proveniente do incêndio reduziu drasticamente a visibilidade na pista, tornando as manobras de contenção ainda mais arriscadas. Diante desse quadro, o Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) interveio de forma decisiva, proibindo a abertura de faixas reversíveis na pista oposta sob o argumento de que a toxicidade da fumaça representava uma ameaça real à saúde de qualquer pessoa que circulasse nas proximidades, priorizando o isolamento da área contaminada.
O reflexo no tráfego foi severo, com o bloqueio total evoluindo para uma liberação parcial apenas pela faixa da esquerda ao longo da quarta-feira. Essa restrição provocou filas quilométricas que chegaram a atingir a marca de 30 quilômetros de lentidão durante a manhã, mantendo índices superiores a 20 quilômetros até o período noturno. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal trabalham em conjunto com a concessionária para gerenciar os riscos associados aos resíduos químicos e garantir que a via seja desobstruída sem oferecer perigo aos usuários, um processo que exige cautela técnica e tempo de resposta elevado.
Para os condutores que precisam atravessar a região, a orientação é buscar rotas alternativas que evitem o gargalo formado na BR-381. O trajeto sugerido envolve rodovias estaduais e áreas rurais entre Bragança Paulista e Pouso Alegre, passando por localidades como Socorro e Borda da Mata, em um percurso de cerca de 150 quilômetros que permite contornar o ponto crítico do acidente. A concessionária reforça o pedido para que os motoristas procurem refúgio em postos de serviço e utilizem os canais de atendimento via WhatsApp para monitorar as condições da estrada, enquanto a normalização plena segue dependente da total segurança ambiental do local.
Comentários