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Acordo entre prefeito e presidente do Conselho Municipal garante aprovação; atividade existe há mais de 150 anos; debate divide defensores de animais, trabalhadores e turistas

há 3 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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A cidade de Nova York, nos Estados Unidos, deu um passo decisivo para encerrar uma tradição de mais de 150 anos: os passeios de carruagem puxada por cavalos no Central Park. O Conselho Municipal deve votar na próxima semana um projeto de lei que proíbe a atividade até 2028. A iniciativa ganhou impulso após a morte do jovem indiano Romanch Mahajan, de 18 anos, em junho deste ano, durante um passeio com a família. O prefeito Zohran Mamdani e a presidente do Conselho Municipal, Julie Menin, chegaram a um acordo sobre o texto, e a proposta conta com apoio suficiente para ser aprovada. "A indústria de carruagens puxadas por cavalos está chegando ao fim em Nova York", declarou Mamdani nas redes sociais.

O trágico acidente que reacendeu o debate ocorreu quando o cavalo que puxava a carruagem disparou, deixando o veículo desgovernado. A mãe do adolescente foi arremessada do assento e, para tentar ajudá-la, Romanch pulou do veículo e não sobreviveu. A família, que retornou à Índia, participou de audiências por videoconferência e compareceu a reuniões na prefeitura para pedir o fim dos passeios. "Estamos devastados. Toda a nossa família está devastada. A dor não passa", disse o pai do jovem, Deepak Mahajan, aos membros do Conselho Municipal. Trata-se da primeira fatalidade registrada desde que os passeios foram introduzidos no parque.

Por décadas, defensores dos animais e críticos vêm alertando que os cavalos não deveriam trafegar entre carros e pedestres em meio ao movimento intenso da cidade. Casos de animais que desmaiaram, se assustaram, fugiram e atingiram veículos alimentaram pedidos de proibição. Julie Menin destacou que o aumento do fluxo no parque transformou a tradição em risco crescente: "A morte trágica e evitável de Romanch Mahajan, de 18 anos, deixou claro que a situação atual não é mais aceitável". Já os defensores da atividade argumentam que os passeios são uma experiência icônica, retratada em filmes e séries, e que visitantes de todo o mundo viajam especificamente para vivenciar o trajeto tradicional.

A proibição enfrentou resistência em mandatos anteriores — os ex-prefeitos Bill de Blasio e Eric Adams também tentaram aprovar medidas semelhantes, mas não conseguiram avançar. O projeto atual prevê um plano de transição profissional para os condutores e formas de compensação financeira. Determina ainda que os proprietários não podem vender os cavalos para abate e que os animais devem receber destinação humanitária. A cidade já impõe regras de proteção: os cavalos têm direito a pelo menos cinco semanas de descanso anual fora do município, exames veterinários semestrais, limite de idade de trabalho de 26 anos e suspensão de atividades quando a temperatura ultrapassa 31,7 °C. Apesar disso, o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte criticou o texto por considerar insuficientes os apoios econômicos aos profissionais afetados.

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