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Acusada de desviar R$ 145 mil, funcionária de hospital filantrópico é denunciada pelo MP

  • gazetadevarginhasi
  • 12 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura
Acusada de desviar R$ 145 mil, funcionária de hospital filantrópico é denunciada pelo MP
Divulgação
Funcionária de hospital é denunciada por peculato após desvio de R$ 145 mil em Viçosa.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou a coordenadora de atendimento da Casa de Caridade de Viçosa, mantenedora do Hospital São Sebastião, por suposto desvio de aproximadamente R$ 145 mil durante o exercício de suas funções. A acusada teria se apropriado de valores pagos por pacientes para procedimentos e internações particulares, deixando de repassá-los ao setor financeiro da instituição. Intimada pela Justiça, ela terá dez dias para apresentar defesa.

Segundo a Promotoria de Justiça de Viçosa, o caso configura crime de peculato, previsto no Código Penal, que ocorre quando um servidor público se apropria de dinheiro ou bens a que tem acesso em razão do cargo. A pena para esse delito varia de dois a 12 anos de reclusão, além de multa.

Na denúncia, o promotor Luís Cláudio Fonseca Magalhães solicita o ressarcimento integral do valor desviado, devidamente corrigido, e a aplicação de multa por dano moral coletivo. O objetivo, segundo ele, é “ressarcir, punir e inibir a injusta e inaceitável lesão aos valores primordiais da coletividade”.

As investigações apontaram que a denunciada era responsável por negociar e receber pagamentos de pacientes atendidos de forma particular, além de repassar o montante ao setor financeiro. Os pagamentos em espécie deveriam ser registrados em recibos de três vias: uma para o controle interno, outra para a coordenação de atendimento e uma terceira entregue ao paciente.

O MPMG afirma que a funcionária descontinuou os protocolos de segurança implementados por seu antecessor, deixando de realizar o fechamento de caixa e o repasse adequado dos valores. A apuração também identificou divergências entre registros, atendimentos e recibos emitidos, além do desaparecimento de blocos e documentos.

Para o promotor, a conduta prejudicou a imagem da Casa de Caridade de Viçosa, reconhecida por seu caráter filantrópico e certificada como Entidade Beneficente de Assistência Social em Saúde (Cebas). “Os crimes executados pela denunciada prejudicaram de forma indelével o bom nome e a reputação da Casa de Caridade de Viçosa perante a comunidade local”, afirmou Magalhães.
Fonte: MPMG

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