Agro brasileiro nega práticas ilegais em audiência nos EUA sobre comércio internacional
10 de set. de 2025
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu nesta quarta-feira (3), durante audiência pública nos Estados Unidos, a legalidade das práticas comerciais do agronegócio brasileiro. A sessão faz parte da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que permite sanções em caso de práticas consideradas desleais.
A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, rebateu as acusações de que o agro brasileiro se beneficia de subsídios, desmatamento ilegal ou barreiras comerciais. Ela afirmou que os produtores seguem normas rigorosas de conformidade, garantindo qualidade, segurança e transparência.
Os EUA já impuseram tarifas de até 50% sobre produtos como café e carne bovina brasileiros. O governo americano alega prejuízo por práticas como desmatamento, acesso restrito ao mercado de etanol e tarifas preferenciais.
Mori destacou que o Brasil tem poucos acordos comerciais e que 90% das importações seguem o regime de Nação Mais Favorecida. Em relação ao etanol, ressaltou que o Brasil importou 17 vezes mais etanol dos EUA do que da Índia em 2024. Quanto ao meio ambiente, citou que 66% do território brasileiro ainda é coberto por vegetação nativa, sendo metade preservada por propriedades rurais privadas.
A CNA também enviou manifestação formal e técnica ao governo americano, defendendo o respeito do Brasil às normas internacionais e ao Código Florestal.
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